“Liderar é fazer com que os outros queiram muito fazer o que deve ser feito”. A frase é do diretor Jurídico do Carrefour, Antônio Alberti Neto. Ele participou, na sexta-feira (27/4), do seminário Gerenciamento e Marketing: Escritórios de Advocacia e Departamentos Jurídicos, promovido pela revista Consultor Jurídico em parceria com a Rede LFG.
Durante o seminário, Alberti deu dicas de como o advogado pode se tornar um líder e conquistar o mercado. Segundo ele, o Carrefour só chegou ao patamar atual porque grandes líderes trabalharam na empresa. O departamento jurídico da empresa assessorou, no último mês, a compra das 34 lojas do Atacadão. A operação envolveu cerca de R$ 2,2 bilhões e elevou o faturamento anual do Grupo francês a R$ 18 bilhões.
Como exemplo de liderança, ele citou quatro personagens: Winston Churchill — primeiro ministro Britânico, Dwight David Eisenhower — comandante das tropas aliadas na Europa durante a 2ª Guerra Mundial (ele comandou a invasão da Normandia, o Dia D), Luiz Felipe Scolari, que conquistou a Copa do Mundo de 2002 e Bernardo Rocha de Rezende, o Bernardinho, pentacampeão da Liga Mundial de Vôlei. Para Alberti, esses personagens são exemplos de estrategistas de sucesso e o objetivo dos quatro é o mesmo dos escritórios de advocacia: conquistar a vitória sempre.
O diretor Jurídico do Carrefour disse que uma equipe só chega ao sucesso se colocar a alma no que faz.“O líder de um departamento jurídico precisa motivar seus membros e fazer com que o Grupo seja de altíssima qualidade para estar apto a atender as exigências de seu cliente”.
Quando questionado sobre a tendência em contratar escritórios de advocacia para cuidar da parte contenciosa da empresa, ele afirmou que é preciso escolher profissionais gabaritados. Motivo: em caso de fracasso, o reflexo é altamente prejudicial ao Grupo. Alberti ressaltou que mesmo com a terceirização, o jurídico das empresas têm ganhado ainda mais importância por conta das grandes fusões e aquisições.
Ele acrescentou que um escritório de advocacia só consegue entrar no jurídico do Grupo se apresentar algum diferencial, algo que a empresa não tem. Também destacou que o escritório, antes de mais nada, precisa saber da necessidade da empresa.O Grupo não costuma contratar advogados por licitação.
Para Alberti, o departamento jurídico do Grupo valoriza os profissionais que têm comprometimento, rapidez e energia. Ele considera o advogado externo, contratado para cuidar do contencioso, como um prolongamento da empresa e defende a igualdade no tratamento. De acordo com ele, o Carrefour tem uma política nacional de relacionamento com esses advogados.
Participaram também do evento como palestrantes o administrador legal do laboratório farmacêutico AstraZeneca do Brasil, José Carlos Buechem, e os diretores jurídicos da Telefônica, João Paulo Rossi e do Grupo Unilever, Luís Carlos Galvão. A abertura do seminário foi feita por Márcio Chaer, diretor da Consultor Jurídico. Outras informações
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O evento teve a transmissão telepresencial para 240 cidades atendidas pela Rede de Ensino LFG. Os expectadores puderam participar do seminário em tempo real com perguntas e comentários aos palestrantes.
Veja alguns traços distintos de um líder elencados pelo palestrante
1- Saber Ouvir
2- Planejar com disciplina na execução
3- Energizar/Inspirar (a idéia, a meta, o plano, o resultado), “Colocar a Alma no que faz”
4- Coragem, Firmeza e Serenidade
para decidir
5- Buscar a Perfeição (jamais “sentar nos louros”)
6- Humildade
7- Falar e Fazer (“walk the talk”)
Estranho!
Espero que o Conjur continue publicando notícias criminais, violações civis e trabalhistas envolvendo o Carrefour como sempre fez, com independência e seriedade.
É a mercantilização da profissão de CAUSÍDICO! DEFENDO A CAUSA COMO QUEM VENDE BATATA NO ATACADO E NO VAREJO...
mAS, O QUE INTERESSA É A PODRIDÃO ABAIXO QUEA ELITE IGNARA E PORCA FAZ QUESTÃO DE ESCONDER SOB O TAPETE...
TENDÊNCIAS/DEBATES
Uma justiça de classe
PLÍNIO DE ARRUDA SAMPAIO, FABIO COMPARATO e JOSÉ AFONSO DA SILVA
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Se a Justiça e o Executivo tivessem agido nos termos da lei, dezenove vidas teriam sido poupadas e 69 pessoas não teriam sido mutiladas
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UM SISTEMA de justiça penal incapaz de produzir uma sentença definitiva após onze anos de tramitação sem dúvida padece de defeitos estruturais graves. Independentemente da competência e da respeitabilidade de muitos de seus integrantes, esse sistema precisa ser inteiramente reformado.
Veja-se o caso do processo-crime movido pelo Ministério Público contra os dois oficiais responsáveis pelo massacre de trabalhadores sem terra, em Eldorado do Carajás , Estado do Pará. O crime foi cometido há onze anos -no dia 17 de abril de 1996.
Nesse período, a Justiça não decidiu se os réus -autores da ordem de disparo contra as vítimas- atuaram no estrito cumprimento do dever; ou extrapolaram suas funções; ou obedeceram ordens de autoridades superiores (as quais, diga-se de passagem, nem sequer foram denunciadas pelo Ministério Público).
Será necessário tanto tempo para a Justiça decidir essas questões, mesmo tratando-se de um crime fotografado, filmado e presenciado por centenas de pessoas? De um crime que deixou 19 mortos, 69 mutilados e centenas de feridos?
Dos 144 réus, dois -o comandante e o subcomandante do massacre- foram condenados pelo Tribunal do Júri a 228 e 154 anos de reclusão. Pura pirotecnia para aplacar a opinião pública! Até hoje, o processo criminal perambula pelos tribunais do país e os condenados continuam livres.
No cível, a mesma coisa: até agora as ações de indenização por perdas sofridas pelas vítimas não produziram resultado algum.
A população rural -enorme segmento da população brasileira- não consegue ser ouvida por nenhuma instância do Estado: o Executivo não avança na reforma agrária; o Legislativo só se lembra dela para tentar criminalizar suas entidades representativas; e o Judiciário, tão rápido na concessão de ordens de despejo, não prende os que assassinam suas lideranças nem resolve em tempo razoável os processos de desapropriação e de discriminação de terras públicas.
A trágica ironia é que os mesmos sem-terra estão legalmente assentados no mesmo imóvel que estavam ocupando quando foram despejados à bala para cumprimento de uma ordem de despejo. Em outras palavras: o Estado reconheceu que o imóvel não cumpria a função social da propriedade e, portanto, enquadrava-se perfeitamente nos casos em que o governo federal está autorizado a desapropriá-lo para fins de reforma agrária, como prescreve a Constituição.
Se, em vez de decretar um despejo a toque de caixa, a Justiça e o Executivo tivessem agido nos termos da lei, dezenove vidas teriam sido poupadas e 69 pessoas não teriam sido mutiladas.
As classes dominantes recusam-se a compatibilizar o ritmo da reforma agrária com a urgência das medidas necessárias para deter o processo de empobrecimento que está levando as populações rurais ao desespero. O Judiciário, que poderia contribuir para minorar o problema, só faz agravá-lo.
Em um país que se pretende democrático, não cabe uma justiça de classe: atenta e prestativa às camadas ricas da população; míope para ver o direito dos pobres; e surda para os seus clamores.
Muitas cartas indignadas chegam às redações dos jornais reclamando da selvageria dos sem-terra quando eles ocupam edifícios do Incra, fecham estradas, depredam postos de pedágio, ocupam terras.
Os que assim reclamam -se não são interessados ou hipócritas- deviam atentar para o óbvio: todos esses atos não passam de gestos destinados a chamar a atenção da sociedade para o drama dos sem-terra.
Afinal, o que querem as pessoas investidas no poder do Estado brasileiro? Uma nova Colômbia?
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PLÍNIO DE ARRUDA SAMPAIO , 75, advogado, é presidente da Abra ( Associação Brasileira de Reforma Agrária). Foi deputado federal constituinte pelo PT-SP.
FÁBIO KONDER COMPARATO , 70, advogado, professor titular aposentado da faculdade de Direito da USP e presidente da Comissão de Defesa da República e da Democracia do Conselho Federal da OAB.
JOSÉ AFONSO DA SILVA , 81, advogado, professor aposentado da faculdade de Direito da USP, é autor de "Curso de Direito Constitucional Positivo", entre outras obras. Foi secretário da Segurança Pública no governo Covas.
Sempre lemos no Conjur o sucesso dessa rede comercial: condenações e mais condenações por abusos com funcionários e suspeitas contra clientes. É isso que ele iria ensinar aos operadores do direito?
E também "basta" ter R$ 2,2 bilhões no bolso....
Ser líder e conquistar mercado!
PARABÉNS... é exatamente o que ensina o nosso Estatuto... É exatamente o juramento que fizemos...
Tenho certeza que essa minha visão é pueril, mas honesta para meus princípios.
PARABÉNS aos supermercados... colocaram a advocacia em seu lugar... NA PRATELEIRA!!!
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