Polícia prende servidores acusados de receber propina

A Polícia de Mato Grosso prendeu, nesta terça-feira (4/12), quatro servidores da 2ª Vara Criminal de Cuiabá, acusados de privilegiar o andamento dos processos de quem os pagava ou oferecia vantagens. Depois da prisão, a juíza Selma Rosane Arruda, titular da 2ª Vara, decidiu suspender o expediente.

As prisões foram determinadas pela juíza Maria Rosi de Meira Borba, da 8ª Vara Criminal de Cuiabá. O corregedor-geral da Justiça de Mato Grosso, Orlando de Almeida Perri, afirmou que o expediente pode ter sido suspenso pelo desfalque causado com a prisão dos servidores.

As investigações começaram em setembro por determinação do corregedor-geral. Na ocasião, foi instaurado o inquérito policial que resultou nas prisões dos suspeitos e na busca e apreensão de documentos e objetos de prova.

Foram presas as escrivãs Vera Lúcia da Anunciação e Maria Dias da Conceição e os estagiários de Direito Rafael Peres de Pinho e Paulo Henrique da Silva Gahyva. Foi determinada a prisão também da ex-escrevente Beatriz Àrias, que já está presa cumprindo pena por crime de homicídio. Segundo a juíza Selma Rosane Santos Arruda, a ex-servidora servia como elo entre os presos e os servidores.

“Além de agenciar a corrupção, Beatriz enganava os presos, afirmando a incompetência dos advogados para soltá-los e dizendo que através do prestígio que ela tinha eles poderiam ser soltos mais rapidamente”, afirmou a juíza.

Para o corregedor-geral da Justiça, situações como essas devem ser apuradas com rigor e punidas exemplarmente. “Não há como ressocializar sem que o estado dê o exemplo de probidade e respeito aos direitos humanos. Por isso, se há culpados, eles devem ser punidos. A Corregedoria está aberta a receber denúncias sobre qualquer irregularidade e empenhada em melhorar a prestação jurisdicional.”

O corregedor-geral afirmou também que enquanto o processo criminal tramita, será instaurado processo administrativo para apurar a falta funcional dos servidores.

Gláucia Milício

é repórter da revista Consultor Jurídico.

Murassawa disse:
05 de dezembro de 2007 às 13:43

não so devem ser presos como devem ser demitidos do serviço público, pois, quem recebe do povo para trabalhar para o povo e desvia de sua função, não merece ser chamado de servidor público.

Rogerio disse:
05 de dezembro de 2007 às 20:03

Será que este país está mudando? Açoes como esta me animam um pouco.

delinge disse:
05 de dezembro de 2007 às 21:40

aqui em natal tá do mesmo jeito se fizer uma investigação no judiciario comun 1ª vara da fazenda 2º vara da fazenda publica e 3ª vara, fraude da pm policia militar da turma de 1997, foi uma fraude escandalosa varios canditatos entraran na justiça nada foi ressouvido. tem uma mafia na gorvernadoria

morja disse:
05 de dezembro de 2007 às 21:55

Meu Brasil brasileiro,
Vivem sempre em grandes pânicos.
Com um povo ordeiro
Diante dos corruptos satânicos.

Esse ensinamento vem de cima, se o grande pode viver com corrupção o pequeno também quer a sua fatia, tudo é um espelho de nossas casas legislativas que lentamente vai chegando a todos os cantos do país. Até o governo paga para não condenar, mesmo que seja o maior corrupto. Certa vez li essa frase "o Brasil ainda não teve o governo que merece" desconheço o autor, sem uma educação de primeira qualidade em que todo o povo seja realmente politizado e tenha uma cultura para decidir os destinos desse grande e rico país, seremos um badalo de sino, que faz ruído e nem acorda esse gigante adormecido.

São José/SC, 5 de dezembro de 2.007.
morja@intergate.com.br
www.poetasadvogados.com.br

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