O livro Código da Vida do advogado Saulo Ramos é saudado pelo humorista Jô Soares, em sua contracapa, com uma frase do escritor francês Antoine de Rivarol, para quem o historiador e o romancista fazem entre si uma troca de verdades e de ficções. “Acho que esta citação foi feita pensando no seu livro”, disse Jô Soares. Faz sentido.
A pretexto de registrar suas memórias, Saulo Ramos, consultor-geral da República e ministro da Justiça no governo Sarney, misturou ficção e realidade para edulcorar sua biografia, elogiar-se e martirizar desafetos. Também reescreve episódios do qual participou dentro de uma ótica bastante peculiar. Mas contestada por seus protagonistas.
O advogado afirma ser o criador da fórmula da súmula vinculante, do Conar (Conselho Nacional de Auto-Regulamentação Publicitária), das leis de proteção ao deficiente físico e de ter introduzido no Brasil as leis e a preocupação com o meio ambiente. Sem ele, a Constituição brasileira seria um amontoado de besteiras e foi ele também quem salvou o arquipélago de Fernando de Noronha. Narra casos em que juízes foram a sua casa pedir ajuda para produzir sentenças e de ensinamentos dados por ele a ministros do STF e do STJ — embora o advogado praticamente não tenha atuado junto a esses tribunais, conforme os registros disponíveis.
Quem inventa é inventor
Saulo reivindica para si também a criação das seções de notas curtas que fazem sucesso em jornais. Afirma que foi na seção “Semanascópio” que ele escrevia na Tribuna de Santos que o Jornal do Brasil e a Folha de S.Paulo se basearam para instituir o Informe JB e o Painel. Não é bem assim.
Ele faz revelações espantosas: teria sido Fidel Castro quem preparou a morte de Che Guevara na Bolívia — ao mandar ao encontro do guerrilheiro uma mulher que, Fidel sabia, estava sendo perseguida pela CIA. Outra: Luís Carlos Prestes, para não ser preso, teria barganhado com a política a entrega de suas famosas cadernetas que acabaram por fundamentar o inquérito que indiciou 74 pessoas e que levou à condenação de 54 na primeira instância da Justiça Militar, em junho de 1966. Outro furo internacional: na briga com a Petrobras, Evo Morales, da Bolívia, “não afinou por temor ao governo brasileiro, mas porque os traficantes do Rio de Janeiro ameaçaram importar somente cocaína da Colômbia”.
Saulo, conhecido como o Spielberg da advocacia, inicia sua obra contando uma glória pessoal: como fez para enganar um policial rodoviário que o flagrou falando ao celular, enquanto dirigia a 100 quilômetros por hora na Via Anhangüera. É a primeira das muitas passagens em que o advogado se vangloria de ter ludibriado pessoas e a ética. Fica apenas uma dúvida. O episódio teria ocorrido na década de 80. Os telefones celulares só chegaram em São Paulo em 1993.
Outra situação complicada é a narrativa de uma reunião em que, então na Presidência da República, José Sarney debateu com os ministros uma proposta da equipe econômica do governo. A inflação corria na explosiva faixa dos 80% ao mês. O presidente eleito, Fernando Collor, e sua equipe davam entrevistas espantosas. O então ministro da Fazenda Maílson da Nóbrega, preocupado com o perigo do completo descontrole da economia, aventou a possibilidade de antecipar a posse do novo governo, a exemplo do que se fizera na Argentina.
Pela narrativa de Saulo, Maílson teria sido acusado de traição e o ministro do Exército à época, general Leônidas Pires Gonçalves, teria chegado a ponto de ameaçar sair no braço com o então ministro-chefe do Serviço Nacional de Informações, general Ivan de Souza Mendes, que concordou com as preocupações de Maílson e seu colega do Planejamento, João Batista de Abreu.
Ao tomar conhecimento da versão, esta semana, Ivan de Souza Mendes riu bastante. “Esse Saulo é mesmo um trêfego”, afirmou, repetindo o adjetivo que costumava usar para definir seu antigo colega de governo. Maílson também rebateu: “Isso é invenção. Esses diálogos não existiram”. E lembrou que estava sentado ao lado de Leônidas e Ivan naquela reunião.
Leônidas foi além: “Esse cidadão está maluco”. O ex-ministro do Exército, dono de memória prodigiosa, refez o relato da reunião e reafirmou que “havia muita compostura e respeito nessas reuniões. Não havia a menor possibilidade de uma grosseria dessas”. De quebra, o general corrigiu outros relatos feito por Saulo. “Ele não está bom da cabeça”, concluiu.
Procurado, o senador José Sarney preferiu não fazer comentários a respeito do livro do amigo.
Exercício de leviandade
Os trechos mais perversos do panegírico que Saulo escreveu em sua homenagem são os que mencionam o ministro do Supremo Tribunal Federal, José Celso de Mello Filho. O advogado diz que, quando se ia examinar a validade do domicílio eleitoral de José Sarney no Amapá, Celso de Mello teria telefonado para avisar que só se encontravam no STF ele e o ministro Marco Aurélio. E que seria arriscado entrar com o pedido, já que Marco Aurélio, por ser primo de Collor, poderia complicar as coisas para Sarney. Na vida real, os onze ministros do STF encontravam-se na Corte naquele dia, conforme atesta a própria Ata de Distribuição de processos.
Mas o fato é que o pedido caiu nas mãos de Marco Aurélio, que deu a liminar em favor de Sarney. E relata Saulo: “Veio o dia do julgamento do mérito pelo plenário. Sarney ganhou, mas o último a votar foi o ministro Celso de Mello, que votou pela cassação da candidatura de Sarney.”
Corria o ano de 1990. No dia seguinte, Celso de Mello, na versão de Saulo, teria lhe explicado que “quando chegou minha vez, o presidente já estava vitorioso pelo número de votos a seu favor. Não precisava mais do meu.” A explicação atribuída ao ministro foi que seu voto contrário se devia a uma notícia da Folha de S.Paulo, informando que Celso de Mello votaria a favor do presidente que o nomeou para o STF. Pela narrativa de Saulo, ele teria dito um palavrão ao ministro, batido o telefone e nunca mais falado com ele, certamente inconformado com a absoluta independência e integridade que o ministro Celso sempre demonstrou no exercício de sua função, como é notório e reconhecido pela comunidade jurídica do país.
Correções ao livro: os arquivos da Folha não mostram a tal notícia. Saulo Ramos, na própria publicação, cita outros diálogos posteriores com o ministro — sempre para ofendê-lo gratuitamente — sem contar que compareceu à posse de Celso quando este assumiu a Presidência do Supremo, em 1997.
Celso de Mello não foi o último a votar no caso mencionado. Ele era um dos mais jovens integrantes da Corte e, nessa condição, votava antes. Ele foi o terceiro a se manifestar, logo depois do relator, Marco Aurélio, e de Carlos Velloso — ambos favoráveis a Sarney. Celso votou contra, em voto longo e fundamentado, acompanhado por Sydney Sanches e Octávio Galotti, em momento no qual o resultado do julgamento estava longe de se definir.
Entre outras agressões ao ministro, Saulo alude à “tendência do ministro Celso de Mello em favorecer os poderosos”, no STF. Correção: levantamento feito para o Anuário da Justiça 2007, produzido pela equipe deste site, mostra, estatisticamente, que, em seus votos, nas questões que dividem empresas e consumidores, Celso de Mello vota com os consumidores; o Fisco leva a pior nos confrontos com os contribuintes; vota mais com empregados que com empregadores; com o cidadão, em desfavor do Estado; e é permanentemente garantista em relação aos direitos fundamentais.
Saulo Ramos confundiu franqueza com fraqueza. Bem poderia gabar-se de ter contribuído para a nomeação de um dos melhores ministros da história do STF. Em vez disso, usou seu livro para tentar comprometer a biografia de um brasileiro contra quem jamais se fez qualquer acusação e que é reconhecido e respeitado pela dignidade com que sempre se conduziu.
“Quem der crédito a tudo que o livro diz, facilmente verá que a maior e mais frutífera obra do autor foi apoiar a indicação de Celso de Mello para o Supremo Tribunal Federal”, afirma o advogado Arnaldo Malheiros Filho. “Pena que ele se arrependa de algo tão positivo. Celso de Mello se revelou um juiz constitucional de uma grandeza tão proeminente que agressões chulas não chegam nem perto de arranhá-lo. E esse testemunho público de que ele judica sem se dar ao compadrismo só pesa em seu favor”, conclui o criminalista.
Caçador de bagres
Saulo Ramos conta, triunfante, como conseguiu impedir a circulação do livro que um ex-mordomo de Roberto Carlos escreveu sobre o cantor. Outra tesourada conseguida por ele foi no livro de Adelaide Carraro, no capítulo que ela dedicara ao ex-presidente Jânio Quadros.
Ainda com Roberto Carlos, Saulo narra como enganou os diretores da gravadora do artista, na renovação de um contrato, dizendo que negociava o passe do cantor com uma outra empresa, a Basf. Confessa que vendia cargas de café em grão do interior de São Paulo, no porto de Santos, como se fossem do Paraná, já que o produto desse estado alcançava preço melhor. E que, quando foi convidado a redigir um pedido de Habeas Corpus, para ser assinado pelo advogado Pedroso Horta, em favor de Jânio Quadros, fez o que ele chama de “quase-molecagem”: citou como doutrina trechos de uma obra penal inexistente. O autor do livro citado: “o jurista Saulo Ramos”. Conta também, entre uma patifaria e outra, como fazia para barganhar cargos e favores quando estava no governo. “Aprendi a conviver com a minha consciência”, consola-se.
Aprendeu, de fato. Em meio aos trechos que sobraram no livro está o suicídio de uma jovem. Segundo Saulo, a moça matou-se por alimentar uma paixão não correspondida por ele. Com orgulho mal disfarçado, o escritor relata que, ao comparecer ao velório, foi enxotado pelos parentes a golpes de guarda-chuvas.
Não se pode negar originalidade nem bom humor ao escritor Saulo Ramos. Embora coerência e fidelidade aos fatos não seja seu forte. Afinal, nem ele próprio — que chega a se chamar de “caçador de bagres” escapa da sua língua: “Dizem que, quando voltou ao mundo, para castigar os homens, Deus mandou ao Egito a praga dos gafanhotos; e ao Brasil a praga dos advogados”. O advogado Saulo Ramos, parece, seria uma agravante dessa pena.
Se houve advogado neste país que se deu bem...foi Saulo Ramos. Afinal... o STJ foi instituído quando o mesmo fora Min. da Justiça... daí...
Esse senhor já um pouco senil é o ACM do direito. Fala demais, e como dizia Guimarães Rosa, quem fala demais dá bom dia a cavalo.
De concreto é bom que se diga que sempre se deu bem com bêbado e milico. Problema de gosto.
Parabéns ao Márcio Chaer, pela excelente crítica a esse livro marrom.
Saulo Ramos, o jurista que nunca escreveu uma obra jurídica, nem um artigo, sequer. Como advogado não passa de um pândego. Aliás, o artigo do Márcio Chaer retrata bem a personalidade desse falso jurista. Tenho vergonha de ser colega dessa coisa.
Quando eu vi que Saulo Ramos havia escrito esse livro, pensei em comprá-lo o mais rápido possível, pois sempre gostei dos textos que li dele, publicados na Folha de São Paulo.
Agora, confesso, acho que não terei mais tempo para lê-lo.
O Brasil é um país realmente curioso! As pessoas se vangloriam de atitudes no mínimo vergonhosas e ainda publicam isso! Políticos assumem que roubam, mas fazem e ganham eleição! É a casa da mão joana, definitivamente!!!!
Fico a imaginar como um "impostor" chegou - imaginem!!! - a ser ministro da justiça? Fatos como esse é que cada vez nos convence que esta republiqueta de bananas não é nada sério! É incompreensível, que no meio jurídico, ainda existam - ingênuos e pueris - que o classificam como "jurista"; só se for de "araque". Como dizia minha cara avó: "não passa de um capadócio atrevido e imbecilizado".
Esse senhor diz que teria sido criador da fórmula do CONAR (Código Nacional de Autoregulamentação da Publicidade)???
Que estranho!
Que eu me lembre (pois eu estava lá), o CONAR nasceu de várias reuniões entre as maiores agências de publicidade, mais precisamente essas reuniões eram conduzidas na Norton Publicidade, de Geraldo Alonso -- pai e filho -, e juntamente com o publicitário Mauro Salles, Caio Domingues e outros.
A digitação (e revisão ortográfica) do CONAR foi feita na minha mesa, eu era secretária da Norton na época, se não me engano a capa da primeira edição do CONAR a fizemos amarelha, ou cor de palha, a agência Norton era instalada na Vila Buarque em SP, e não me lembro, em momento algum, de qualquer um dos senhores publicitários lá presentes ter sequer mencionado o nome desse senhor Saulo Ramos, nem nunca o vi por lá. Será que a minha memória está tão ruim assim? (e-mail anaparreira@uol.com.br).
Existes cidadãos que escrevem a história de um povo e outros que apenas nascem para serem figurantes, embora as vezes se confundam com os personagens do primeiro escalão. No caso de Advogado Saulo Ramos é aquele que se fez grande, construiu uma história e a confundiu com a História do seu povo. É estrêla de primeira grandeza. Orgulho dos colegas advogados por todas as virtudes que possui. A sua história quando escrita, e foi por ele mesmo, é uma contribuição ao processo histórico forense do nosso país. Tenho orgulho em tê-lo como colega e que minha família formada de advogados (eu, esposa e os três filhos) conheça-mos o que ainda nos falta conhecer sobre a vida desta coluna mestra do direito pátrio.
Deveria Rui Barbosa tê-lo feito. Nelson Hungria, Pontes de Miranda, Urbano Berquó, Paulo Tormim e tantos outros. Agradeço o mestre Saulo Ramos por nos presentear com esta brilhante obra.
Penso que uma pessoa que escreve artigos de refinado bom gosto em jornais, sendo responsável, pelo alto cargo que ocupava à época, pela edição da famosa Lei da Impenhorabilidade (Lei 8009/90), merecedora de incontáveis debates em toda sociedade,transformadora de conceitos até então tão arraigados no ordenamento jurídico, não iria escrever esta obra com tantos, digamos, falsetes, senão tomado pelo mesmo espírito de criação literária utilizado também por aquele que o saudou no próprio livro, o Jô, em suas obras.Acredito que ainda temos algo a descobrir sobre a obra literária antes de obrar a obra e seu autor.O melhor é conviver com a liberdade de expressão e criação.
Recomendo ao articulista e aos críticos de plantão que leiam “De Amor e Trevas” de Amós Oz, principalmente este trecho no qual ele comenta o que denomina de “mau leitor”:
“Às vezes estão dispostos a renunciar às idéias e até às vacas sagradas desde que lhes seja revelada a “história que há por trás da história”. Querem as fofocas, em suma. Querem espiar, querem saber o que lhe aconteceu de verdade na vida real, e não o que você escreveu em seus livros depois. Querem descobrir enfim, sem eufemismos nem papo furado, quem na verdade fez o que com quem, como e quanto. É tudo o que querem, com isso se dariam logo por satisfeitos. ...
O mau leitor vem me pedir para que eu descasque especialmente para ele o livro que escrevi.”
E a OAB, tão diligente em criticar o Ministério Público e o CNMP, não vai vai abrir processo contra o advogado no Conselho de Ética?
Que "esse tal" de Saulo Ramos tem fama isso tem. Não se pode negar. Agora, com relação ao reporter que escreveu a matéria, acho que foi bem "investigativa", foi a fundo nos fatos, principalmente no tange ao "case" celular, etc, etc. Mas como diria um outro "escritorzinho" o Umberto Ecco, o que o escritor escreve outrem não arruma. Então, de forma lamentável, percebo que o reporter que escreveu o artigo é um grande invejoso!!!
Recomendo aos defensores desse tipo de literatura a leitura do livro "Um mapa da ideologia", coordenado por Slavoj Zizek, onde se demonstra as falsificações embutidas em discursos aparentemente corretos.
Livro é livro gente! Achei a matéria muito crítica!
De fato, o livro é uma meia bosta, porque consegui chegar apenas na metade dele!
Saulo Ramos é acusado de “reescrever a história”, não obstante a história desse período precisasse, com efeito, ser reescrita. Lorotas à parte, se a posse de Collor tivesse sido antecipada, o grande beneficiário teria sido o país. O desgoverno estava implantado e chegaram a confiscar boi no pasto para minorar o problema do desabastecimento de carne. Se Maílson da Nóbrega, realmente, “aventou a possibilidade de antecipar a posse do novo governo”, agiu com equilíbrio; se não o fez, faltou-lhe bom senso. Fernando Collor, a quem tanto demonizamos, fez o trabalho sujo e necessário de dar um choque na inflação que nos levaria ao caos. Zélia Cardoso, se vier ao Brasil, corre o risco de ser agredida na rua, mas, se o governo Collor não tivesse tido a coragem de tomar as medidas que tomou, não estaríamos desfrutando do crescimento com estabilidade dos dias atuais. A mídia, porém, colou em Collor e Zélia a imagem de vilões e, por enquanto, não tem a menor intenção de mudá-la. Saulo Ramos pode ter exagerado em seu tema central, se é que é possível exagerar o que já é superlativo. O desenredar de um fiapo dessa meada já nos rubifica a tez.
Parabéns ao comentário do Sr. Embira, pois traduz de forma suscinta os reflexos advindos de mais de 20 anos ininterruptos de roubalheiras, desmandos e putrefação da nação brasileira.
Não entendi a rapidez e a acidez da "sugestão" da DD Procuradora Federal. O objeto do comentário é o teor da obra do E Min Saulo Ramos ou a postura da OAB ? VExa. deveria saber, que a OAB é diligente não só com membros do MPE ou MPF, e, sim, contra todos àqueles que atentam contra as sagradas prerrogativas do exercício da advocacia, e, isso, data maxima venia, quer VEXa. goste ou não. Porém, pode VExa., se quiser, representar contra o agora Advogado Saulo Ramos à Comissão de Ética da OAB.. Quanto a obra literária, acima de tudo, devemos respeito a figura de Saulo Ramos, até porque, inegável o conteúdo de seus Pareceres, fartamente utilizados e aceitos pelas Cortes do País.
Sem duvida o livro causa emoções...verdades ou não quem sabe..., o Sr Marcio Chaer sem duvida ficou muito emocionado porque será????
Que me perdoem os personagens, mas na potente relação de nominados no artigo destaca-se uma incerteza: Qual a ordem classificatória de magnitude dos respectivos egos ?
Quem seria medalha de ouro, prata e bronze? Talves Sr. Soares, Sr. Ramos e Sr. Chaer nesta ordem...ou Ramos medalha ouro ou quem sabe até Chaer ...
Só tenho uma certeza... DEUS foi desclassificado !!!! (para alguns dos gênios do direito que costumam pedir a intervenção da OAB "na questão", lembro que o presente comentário é uma simples piada e eu sou um palhaço pois assisto este show de horrores inerte, como o gás)
Muito interessante o comentário do Sr. Marcio Chaer ; nota dez (10) para ele ! Assistí à entrevista do Dr. Saulo Ramos, dada ao Jô Soares e fiquei envergonhado! Tudo vaidade ! Tudo bobagem e um monte de mentiras !
Senhores, ontem iniciei a leitura do livro de Saulo Ramos, o escritor, ficcionista, não do advogado e parecerista Dr.Saulo Ramos, ex-Consultor Geral da República. Parece-me que as críticas marcadas por tintas grossas e fortes não me assusta. Continuarei a leitura e, creio, que o livro não se inicia na década de 80 quando ainda não tínhamos a telefonia celular. Ontem pensei a respeito disso, mas a linha do Saulo advogado, na mercedes que conduzia e foi parada pelo Policial Rodoviário, tinha realmente uma moderna conexão de telefonia celular. Era o telefone ligado ao retrovisor do automóvel, escondido pela Santa 'Suiça', o que dificultou a localização pela autoridade. Eu volto!
Este amoral não comenta nada sobre a morte repentina de Tancredo Neves, para a assunção do seu lacaio?
Jurista neste país é o cara que vive de juro.
Uma vez fui a Sao Paulo e encontrei o tal jurista num restaurante muito elegante no centro, onde cantava um cantor de bossa nova, o Geraldo Cunha.
O carpete do restaurante tinha desenhos de ferraduras, certamente homenageando as cavalgaduras que o frequentavam.
O ex-ministro estava numa mesa com outros caras e bebiam feito gambás. O livro deve ser resultado dessas bebedeiras.
No mesmo restaurante também estava em outra mesa um deputado federal, de quem não lembro o nome (graças a Deus)acompanhado de duas mulheres que eu conheci na mesma época e que eram da chamada vida fácil.
Não li o livro, maas não gostei. É isso aí, Dr. Marcio!
Este amoral jamais foi jurista. Intitula-se. Não conta suas malandragens. Não comenta quando se apossou do escritório do Prof. Vicente Ráo. Não comenta sua rapinagem sobre o Grupo Mario Simonsen, Panair do Brasil, Comal, Wasim etc. Não comenta sua atuação na sucessão de Tancredo Neves. Seus "pareceres" eram escritos por terceiros e ele os assinava despoduradamente. Tudo o que diz que escreveu neste folhetim deve ser lido (se merece ser lido) com reservas. Vou parar aqui porque estou perdendo tempo com esse vaidoso sem causa. Pobre coitado.
A dantesca cena, digo o tal programa do JÔ, chegaria a fazer corar defunto, de vergonha. VICENTE RÁO, vendo Saulo, e SILVEIRA SAMPAIO, assistindo ao JÔ, deveriam estar se retorcendo nos seus túmulos, de raiva de nos ter deixados estas duas fedorentas figuras, que a Globo insiste em fazer permanecer em naftalina. Saulo, Saulo, vá embora, Saulo! Todos nós sabemos que SARNEY foi acolhido por ti, na sala dos serviçais do escritório de RÁO, e, como prêmio, ao tempo em que entregou nosso Brasil à loteria dos safados, deu-lhe o almejado cargo, que só fora ocupado por juristas de escol. Quanto ao "clown" JÔ, que já ganhou tanto dinheiro com suas estrepolias, recolha-se, meu amigo, para um de teus salões, onde tem reunido seu público, porque lá cabem tão poucas pessoas, sem dúvida.VADE RETRO SATANAS.Mauro Abramvezt
Não conheço os detalhes da indicação do Ministro Celso de Mello ao STF, contudo, do alto de minha pequena advocacia, posso assegurar que trata-se de um excelente Ministro, verdadeiro cultor do Direito, jurista de escol. Se o Dr. Saulo Ramos teve alguma influência na sua indicação, fica o agradecimento deste humilde advogado, porque indicou a pessoa certa para um cargo que, às vezes, e infelizmente, é ocupado por pessoas sem a necessária envergadura intelectual e, o que pior, sem o mais que necessário conhecimento do Direito para tanto.
No mais, fica evidente que trata-se de um livro de memórias com uma mistura de biografia, pois o autor dialoga com o seu alter ego para tirar conclusões sobre vários assuntos.
Veja-se que crítícas pessoais não desqualificam o que foi escrito.
Aos que leram a obra e não concordam com o que foi escrito, apliquem o expediente que o próprio aplicou na defesa das pessoas presas cujos nomes estavam numa caderneta que era de Prestes, vale dizer, submeta os escritos a um psiquiatra para que este apure o estado mental do escritor.
No mais, registre-se que o Dr. Saulo Ramos tem um capítulo escrito na história da advocacia do pais.
Prezados,
Acabei de ler o livro "O Código da Vida" de Saulo Ramos.
Achei o livro interessante em várias passagens, nem tanto pelo conteúdo das narrativas, mas pela possibilidade que dá ao leitor de repensar e duvidar do que nos é dito. E por essa nova consciência adquirida com a ajuda do Sr. Saulo, é que em pesquisa à internet a respeito da biografia do deste autor, encontrei esses comentários no site do conjur, que desmente o autor em vários momentos.
Eis, para mim, a principal contribuição do Sr. Saulo Ramos: é preciso duvidar do que nos é dito em livros, jornais e etc, ou ao menos procurar saber a outra versão da história, pois as palavras são ditas e escritas por pessoas e estas sempre tem alguma intenção por traz dela.
Atenciosamente, Ilka Moreira.
JOÃO CARLOS - academico de direito -
O Dr.Saulo afirma em seu livro, que a Constituição promulgada em 1988 foi derivada da Constituição de 1969, que inclusive a previa através de EC; na faculdade o professor de direito constitucional, e as pesquisas na internet afirmam ao contrário, dizem que a CF. de 1988 é originária. fico na dúvida pois a Constituição Cidadã não emanou direto da vontade popular para ser originária - confirmando o que o Dr. Saulo escreveu em seu livro. Gostaria que alguém, que tivesse conhecimento suficiente e argumentos cientificos pudesse me responder a questão. E-Mail: joaodaserra@yahoo.com.br
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