PF deflagra operação de combate a crimes ambientais

A Polícia Federal, por meio da Delegacia de Combate a Crimes Ambientais e contra o Patrimônio Histórico em Santa Catarina, deflagrou na manhã desta quinta-feira (3/5), a operação Moeda Verde. O objetivo é combater crimes ambientas. Estão sendo cumpridos mandados de prisão e de busca e apreensão em Florianópolis e Porto Alegre (RS).

A ação conta com a participação de 170 policiais federais dos dois estados. De acordo com a PF, a investigação começou depois da notícia da prática de crimes contra o meio ambiente na implantação de um empreendimento imobiliário na cidade de Florianópolis.

De acordo com a Polícia Federal, a investigação revelou a existência de uma organização criminosa infiltrada na máquina administrativa, presente nos Poderes Executivo e Legislativo.

Entre os presos estão empresários e funcionários públicos, além de dois vereadores, que responderão por crimes contra o meio ambiente, formação de quadrilha e contra a administração pública — tráfico de influência, corrupção ativa e passiva.

Roland Freisler disse:
03 de maio de 2007 às 14:20

O Cláudio Humberto dá nome aos bois:

``PF prende empresários e políticos em SC
A Operação Moeda Verde da Polícia Federal, contra prática de crimes ambientais e patrimônio histórico em Santa Catarina, prendeu esta manhã os empresários Péricles de Freitas Druk, do grupo Habitasul, Fernando de Mattos, do resort Costão do Santinho (o maior empreendimento turístico do Mercoul), Paulo César da Silva, do Shopping Iguatemi, inaugurado há uma semana, o secretário de Obras de Florianópolis Aurélio Remor, e dois vereadores, além de servidores de meio ambiente e turismo. Pertenceriam, segundo a PF, a uma organização criminosa infiltrada na máquina administrativa do Executivo e Legislativo para obtenção de licenças ambientais fraudulentas. São acusados de crime contra a ordem tributária, falsificação de documentos, crime contra o meio ambiente, formação de quadrilha e corrupção ativa e passiva.``

Mauri disse:
03 de maio de 2007 às 18:44

Posso apenas imaginar o que a PF fez de tão mal ao José (e/ou aos seus clientes) para provocar tanto rancor contra um dos órgãos públicos que mais trabalham para mudar a cara deste país!
(deve ter a ver com a tal da delação premiada, sei lá)A propósito, que eu me lembre, a PF já fez três operações de um ano pra cá em que teve que buscar os alvos dentro da favela, no Rio e em Belo Horizonte. Agora, com um efetivo de 12.000 policiais, é muita má-fé sugerir que a PF evita os morros. Nem se todo seu efetivo estivesse empenhado apenas no combate ao narcotráfico, seria inviável esperar que a PF, sozinha, debelasse o crime em todos os morros do país (que não se limita ao Rio de Janeiro).

allmirante disse:
04 de maio de 2007 às 09:19

Esse negócio de "crime ambiental" é analogia descabida. O meioambiente não pode ser passivo de crime. Ademais, o direito de propriedade deveria se soprepor a esse direito social. Afinal, temos que definir que regime vivemos, sob pena de ninguem mais poder fazer nada, sob pena de impactos. Isso tudo, por fim, é o que dá margem a corrupção, até a grilagem de terras.

Cavv disse:
04 de maio de 2007 às 15:09

Parte da própria imprensa catarinense qualificou como excessiva a piroctenia que cercou a operação moeda verde. Alguns dos detidos foram soltos no mesmo dia, à tarde, após consumado o devido linchamento público de suas honras. Talvez seja a hora do Judiciário, em casos que tais, ao expedir mandado prisional, vetar expressamente que a PF convoque a imprensa para acompanhar, filmando e fotografando, suas diligências.

Mauri disse:
04 de maio de 2007 às 15:51

Para aqueles muito preocupados com a "pirotecnia" da PF, faço um registro: A PF não precisa convocar jornalistas ara cobrir suas operações. Todos os grandes veículos de informação tem setoristas especializados em cobrir as ações da Polícia Federal. A imprensa sempre aparece quando há uma grande operação em curso, como cobre qualquer evento de grande repercussão. E aí, vai fazer o que? Impedir o trabalho dos jornalistas? Censurar os jornais? A PF age corretamente, não ajuda nem atrapalha o trabalho da imprensa. No mais, quem achou que a PF se excedeu, pode entrar na justiça pedindo reparação. Só acho curioso que até agora não tenha lido nenhuma matéria dizendo que a PF foi condenada a pagar indenizações por dano moral a quem quer que seja. Por que será?

Ney Weber disse:
04 de maio de 2007 às 17:45

Sr Mauri, certamente porque o espirito de corpo não permite, e no mais a polícia continua mentindo durante a instrução do processo para assegurar seu trabalho, e as mais absurdas condenações surgem naturalmente. A única prova quando de origem policial, é comprometida em sua credibilidade.

Mauri disse:
04 de maio de 2007 às 19:30

Sr. Ney Weber, o espírito de corpo do judiciário só vale para eles mesmos. Se, neste caso, o réu fosse o juiz, concordaria com o senhor. O fato é que o policial não conta com a menor complacência por parte do judiciário (e nem deveria ter mesmo), então sou obrigado a discordar. No mais, não basta a PF mentir e querer forçar a barra, precisaria também contar com a conivência do MPF e do juiz, o que eu não acredito ser possível.

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