Toffoli vai chefiar a Advocacia-Geral da União

O advogado José Antônio Dias Toffoli foi escolhido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para comandar a Advocacia-Geral da União. A transmissão do cargo será na próxima segunda-feira (12/3), às 14h, em Brasília.

Toffoli passou a tarde desta quarta-feira (7/3) em reuniões na AGU com o atual ministro Álvaro Augusto Ribeiro Costa, que pilota a instituição desde 2004. Uma das preocupações imediatas do novo advogado-geral da União deve ser a atuação no Supremo Tribunal Federal.

Alguns temas já estão agendados para as próximas semanas. Um deles é o pedido do Paraná para que a União seja condenada a repassar compensação previdenciária ao estado. A próxima está nos processos que tratam de indenização por terras desapropriadas para criação de reservas indígenas.

Para o ministro aposentado Carlos Velloso, que já esteve na presidência do Supremo e do Tribunal Superior Eleitoral, o nome de Toffoli foi uma boa escolha. “É um jovem advogado, idealista e muito competente. Conheço bem o trabalho dele. Ele militou muito tempo no TSE quando eu era presidente. Vai exercer com honra e dignidade o cargo de advogado-geral da União”, disse Velloso à revista Consultor Jurídico.

Para Velloso, a trilha já está bem feita na AGU. Ele ressaltou o trabalho de Gilmar Mendes e Álvaro Augusto. “Agora, é só tocar a máquina. Ela está azeitada”, diz.

Perfil

José Antônio Dias Toffoli, 39 anos, foi subchefe da Casa Civil para assuntos jurídicos na época em que o chefe era José Dirceu. Era o responsável pela análise legal de praticamente todos os projetos de interesse do Executivo, além de elaborar as Medidas Provisórias assinadas pelo presidente Lula.

Toffoli chegou a ser cotado para assumir a cadeira do ministro Carlos Velloso, aposentado compulsoriamente em 2006, no Supremo Tribunal Federal. Especialista em legislação eleitoral, Toffoli foi assessor da campanha de Lula em 1998 e 2001 e advogado eleitoral do PT nas últimas eleições. O nome de Toffoli para assumir a AGU já vinha sendo ventilado há alguns meses. Também figurava na lista o nome de Antenor Madruga, advogado da União de carreira.

Maria Fernanda Erdelyi

é correspondente da Revista Consultor Jurídico em Brasília.

Michael Crichton disse:
07 de março de 2007 às 18:33

Excelente escolha.

Michael Crichton disse:
07 de março de 2007 às 18:35

Só para acrescentar. O Dr. Toffoli formou-se na turma de 1990 da USP e foi diretor do Centro Acadêmico XI de Agosto em 1989. Também foi representante discente na Congregação da Fadusp e no CO da USP. Trabalhou na CUT rural e na Assembléia Legislativa. Militou Associação de Defesa da Moradia da Lapa.

toron disse:
07 de março de 2007 às 21:52

Excelente escolha. A idéia de que o Advogado-Geral da União deva ser membro da carreira, embora respeitável, parece esquecer a dimensão política do cargo. Seja como for, a escolha não poderia ser melhor. Nele reunem-se competência, seriedade e honestidade. Portanto, excelente nome, excelente profissional, excelente pessoa. Pena apenas que ele não estudou na PUC-SP, mas isso é outro assunto...
Parabéns pra ele e para o governo pela acertada escolha.
Alberto Zacharias Toron, advogado, diretor do Conselho Federal da OAB

Murassawa disse:
08 de março de 2007 às 09:53

Não sou funcionário de carreira, porém, concordo com o Dr. Cesar Novais, pois, nomear advogado privado sem nunca ter participado de concurso público para chefiar AGU no mínimo é um desprestígio aos advogados de carreira da união, mesmo reconhecendo a sua capacidade, pois, o que vale e sempre valeu nesse País é o "QI" quem indicou, certo.

Wagner Souza disse:
08 de março de 2007 às 12:19

Apesar de todas as credenciais do Advogado escolhido para este cargo, acho que os funcionários de carreira (aqueles que se dedicaram ao estudo para obter aprovação em concurso e depois ao exercício de sua função) foram aviltados pelo Sr. Presidente da República.

Borges da Silva disse:
08 de março de 2007 às 13:51

Parabenizo o Presidente Lula pela escolha.

O cargo exige uma pessoa de confiança, dotada de capacidade jurídica, requisito preenchido pelo Dr. Toffoli.

Na inciativa privada existem excelentes profissionais - possivelmente os melhores - razão pela qual não se pode criticar a decisão unicamente porque não teve um servidor de carreira como escolhido.

Ruberval, de Apiacás, MT disse:
08 de março de 2007 às 14:09

A nomeação do tal dr. Toffoli é legal, sem dúvida, mas causa incomodação aos colegas da AGU ter um chefe que não é de seus qaudros, sobretudo por haver gente do mais alto gabarito para ser também indicada, o que indica ser a AGU um dos primos pobres dentro do Executivo. Ora, tal como na PGR, na AGU deveria haver os mesmos critérios para nomear o Chefe Geral.

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