No duelo imaginário que as grandes redes de ensino disputam com as escolas tradicionais de direito todos os lados têm motivos para comemorar. Enquanto diplomados de escolas como USP e PUC continuam insuperáveis em termos de eficiência, as novas escolas de direito, como as da rede Unip e da FMU, operando em escala industrial, conseguem colocar cada vez mais profissionais no mercado de trabalho da advocacia. A USP consegue aprovar 7 em cada dez de seus alunos no Exame de Ordem, a Unip, com uma legião de candidatos, conseguiu aprovar cerca de 1.400 de seus quase 9 mil alunos que participaram dos mesmos Exames de Ordem.
Com base nos resultados dos Exames de Ordem 131º (fevereiro de 2007) e 132º (junho de 2007) da OAB-SP, a Consultor Jurídico elaborou o ranking das escolas de Direito que tiveram alunos na disputa. Ou melhor, dois rankings: em um, as escolas foram classificadas de acordo com o índice de aprovação alcançado; no outro, a classificação foi feita de acordo com número absoluto de alunos aprovados. Para o ranking por índice de aproveitamento, que expressa a relação entre o número de alunos da escola que fizeram as provas e o número de alunos aprovados, foram consideradas as 119 escolas que inscreveram, pelo menos, 20 candidatos nas provas. Para o ranking por número absoluto de alunos aprovados foram elencadas as 273 faculdades representadas no Exame. Trata-se de ranking não oficial, sem reconhecimento da seccional paulista da Ordem.
Os dois Exames, feitos em fevereiro e em junho de 2007, tiveram, somados, a participação de 46.376 candidatos, representando 273 faculdades de Direito. No total, foram aprovados 10.978 candidatos, o que corresponde a um índice geral de 23,67% de aprovação. Destes números já salta um fato espantoso: a advocacia São Paulo recebeu, neste ano um novo contingente de quase 11 mil novos advogados.
Uma ressalva deve ser feita: ao somar os candidatos de duas edições do Exame de Ordem, cria-se uma distorção, pois grande parte dos concorrentes fez as duas provas. Assim, em vez de duas pessoas, tem-se a mesma pessoa contada duas vezes. A OAB não divulga o número de candidatos que está fazendo o exame pela primeira vez, ou dos que estão repetindo a prova.
Em termos de eficiência, o melhor investimento continua sendo passar no vestibular de uma escola tradicional, de preferência a vetusta escola do Largo São Francisco da Universidade de São Paulo. Nada menos que 74% dos alunos da USP que entraram nos dois Exames de Ordem, conseguiram aprovação. Em segundo lugar, aparece a PUC-SP, com 68% seguida pela Facamp de Campinas (61%), Unesp de Franca (60%) e o Mackenzie (59%).
Eficiência
No outro ranking, que classifica as escolas que mais aprovaram candidatos, em números absolutos, os campeões são a FMU, a Unip São Paulo, cada uma delas com cerca de 650 alunos aprovados. Diante dos 4.173 alunos inscritos pela Unip no Exame de Ordem, seu baixo índice de aprovação — apenas 14% — se torna irrelevante. Quando se consideram as varias unidades da rede Unip, isto fica ainda mais claro. A Unip participou do Exame da OAB com 8.854 alunos, representando 18 unidades de ensino espalhadas por todo o país, e conseguiu a aprovação de 1.435.
A USP, com sua excepcional qualidade — que começa a ser garantida no dia do vestibular, quando os melhores alunos são selecionados pra ocupar seus bancos escolares — aprovou 366 alunos no Exame de Ordem, o que equivale a 3% do total de aprovados. A Unip, com sua legião de candidatos aprovou 13% do total de aprovados. Uma ironia: todos os formandos da USP são egressos dos melhores colégios privados, enquanto os matriculados em faculdades particulares são, predominantemente, egressos das maltratadas escolas públicas.
O que leva à conclusão de que no mercado de trabalho do Direito de São Paulo haverá cada vez mais alunos da Unip e das grandes redes de ensino. E aqui não há de se falar mais de qualidade do ensino diferenciado entre as ditas escolas tradicionais e as redes industriais de ensino: o Exame de Ordem, reconhecido por sua complexidade e dificuldade, iguala a todos. Com a carteira na mão, os advogados tendem a ser cada vez mais iguais, e o certificado de origem passa a contar cada vez menos.
Aulas de Direito
O diretor da Faculdade de Direito da USP, João Grandino Rodas vê o crescimento da oferta de mão de obra no mercado com pragmatismo: “O aumento da concorrência é bom para os que precisam dos serviços de um advogado que passam a ter mais opções”, afirma. O lado negativo dessa mudança, de acordo com o Grandino Rodas, é que os honorários vão cair de forma tão grande, que pode comprometer a qualidade do serviço prestado.
O coordenador do curso de Direito da FMU, professor Paulo Hamilton, comemora o resultado dos seus alunos. Segundo ele, esse é o retrato da qualidade atingida pela escola. Ele explica que o curso é composto de 4.220 horas de aula, enquanto a legislação obriga o mínimo de 3.700 horas. “Esse é um diferencial”, ressalta.
Hamilton lembra ainda que o Direito FMU acompanha a realidade da sociedade, ao introduzir na grade curricular aulas de bioética, solução alternativa de conflitos, mercado de capitais. “As escolas tradicionais não acompanham as mudanças”, diz. O Juizado Especial Cível, mantido na escola através de convênio com o Tribunal de Justiça, também é um dos pontos fortes da educação oferecida pela FMU, de acordo com o coordenador. Ele conta que todos os alunos têm de passar por lá, ao menos 15 horas durante todo o curso.
Um dos destaques do ranking ficou para a Facamp, escola particular de Campinas fundada em 2002, com a participação do ministro Eros Grau, do Supremo Tribunal Federal. Mal formou sua primeira turma, a Facamp conseguiu colocar-se em terceiro lugar no ranking de aproveitamento, única novidade entre as escolas tradicionais.
A Facamp faz parte de escolas com um novo perfil do Direito, adaptado às exigências da vida moderna e das novas tecnologias, da qual fazem parte também a Faap e a FGV. A Facamp tem aulas em período integral e em sua grade, há aulas de Direito Ambiental, Direito do Consumidor e Controle do Poder Econômico. Além disso, o aluno pode optar por aulas de inglês jurídico e espanhol.
RANKING DE FACULDADES COM MELHOR ÍNDICE DE APROVAÇÃO NO EXAME DE ORDEM DA OAB-SP
Base: Exames de Ordem 131 e 132
(Clique aqui para ver o ranking completo)
| FACULDADE | CIDADE |
Cand. |
Apro. |
% |
|
| 1 | USP | São Paulo |
490 |
366 |
74,69 |
| 2 | PUC-SP | São Paulo |
642 |
434 |
67,60 |
| 3 | Facamp | Campinas |
54 |
33 |
61,11 |
| 4 | Unesp Franca | Franca |
139 |
84 |
60,43 |
| 5 | Mackenzie | São Paulo |
711 |
409 |
57,52 |
| 6 | Un.. Estadual de Londrina | Londrina |
88 |
50 |
56,82 |
| 7 | Fundinopi | Jacarezinho-PR |
36 |
19 |
52,78 |
| 8 | PUC-Campinas | Campinas |
443 |
222 |
50,11 |
| 9 | F. D. de São Bernardo | São Bernardo do Campo |
761 |
358 |
47,04 |
| 10 | F. D. de Franca | Franca |
439 |
183 |
41,69 |
| 11 | Unisantos | Santos |
594 |
243 |
40,91 |
| 12 | FIAETPP | Presidente Prudente |
343 |
134 |
39,07 |
| 13 | F. D.de Sorocaba | Sorocaba |
297 |
116 |
39,06 |
| 14 | Unimep Lins | Lins |
56 |
21 |
37,50 |
| 15 | Unisal Lorena | Lorena |
251 |
93 |
37,05 |
| 16 | Unitoledo | Araçatuba |
505 |
184 |
36,44 |
| 17 | Faap | São Paulo |
199 |
67 |
33,67 |
| 18 | UFMS – Três Lagoas | Três Lagoas-MS |
48 |
16 |
33,33 |
| 19 | Universidade São Judas | São Paulo |
531 |
176 |
33,15 |
| 20 | Fadisp | São Paulo |
63 |
20 |
31,75 |
RANKING DE FACULDADES COM MAIOR NÚMERO DE CANDIDATOS APROVADOS NO EXAME DE ORDEM DA OAB-SP
Base: Exames de Ordem 131 e 132 da OAB-SP
(Clique aqui para ver o ranking completo)
| FACULDADE | CIDADE |
Cand. |
Apro. |
% |
|
| 1 | FMU | São Paulo |
2.035 |
636 |
31,25 |
| 2 | Unip São Paulo | São Paulo |
4.173 |
612 |
14,67 |
| 3 | PUC-SP | São Paulo |
642 |
434 |
67,60 |
| 4 | Mackenzie | São Paulo |
711 |
409 |
57,52 |
| 5 | USP | São Paulo |
490 |
366 |
74,69 |
| 6 | F. D. de São Bernardo |
S. Bernardo do Campo |
761 |
358 |
47,04 |
| 7 | Unip Campinas | Campinas |
1.539 |
270 |
17,54 |
| 8 | Faculdade de Direito de Bauru | Bauru |
943 |
269 |
28,53 |
| 9 | Unifieo | Osasco |
997 |
251 |
25,18 |
| 10 | Unisantos | Santos |
594 |
243 |
40,91 |
| 11 | PUC-Campinas | Campinas |
443 |
222 |
50,11 |
| 12 | Unianchieta | Jundiaí |
647 |
188 |
29,06 |
| 13 | Unitoledo | Araçatuba |
505 |
184 |
36,44 |
| 14 | Faculdade de Direito de Franca | Franca |
439 |
183 |
41,69 |
| 15 | Universidade Braz Cubas | Mogi das Cruzes |
964 |
179 |
18,57 |
| 16 | Universidade São Judas | São Paulo |
531 |
176 |
33,15 |
| 17 | FIG Guarulhos | Guarulhos |
834 |
174 |
20,86 |
| 18 | Unicid | São Paulo |
1.049 |
171 |
16,30 |
| 19 | Uniban São Paulo | São Paulo |
1.171 |
162 |
13,83 |
| 20 | Unimep | Piracicaba |
602 |
161 |
26,74 |
Espero que o ConJur seja sério o suficiente para pelo menos para manter este comentário no ar:
"Diante dos 4.173 alunos inscritos pela Unip no Exame de Ordem, seu baixo índice de aprovação – apenas 14% - se torna irrelevante. Quando se consideram as varias unidades da rede Unip, isto fica ainda mais claro."
Como assim irrelevante? É irrelevante que um aluno tenha apenas 14% de chances de ser advogado (é o caso da UNIP)? Esse percentual não reflete a qualidade do curso? A aprovação no exame da Ordem igualiza todos os aprovados? Todos os advogados no exercício da profissão têm a mesma capacidade e as mesmas chances de ter uma carreira digna? O uso da expressão "irrelevante" não torna o artigo um cúmplice da fábrica de ilusões que se tornou o ensino privado superior no Brasil?
Perguntas de um leitor contumaz atônito.
Arguta a observação do leitor Lucas Hildebrand. O artigo tentou a todo minimizar o desempenho pífio da Unip e da FMU.
Tenho a impressão que os alunos dessas entidades de outras similares são vítimas de um verdadeiro estelionato intelectual.
Essa "reportagem" está com cheiro e cara de jabá.
Lamentável CONJUR.
Chega até a ser engraçada a tentativa de comparar o resultado obtido pela USP com o da UNIP no exame de ordem.
Realmente a reprotagem deixou muito a desejar. Dizer que é irrelevante que 14% dos alunos sejam aprovados nessas universidades particulares é extremamente inconseqüente. Realmente faltou muita imparcialidade e,como bem disseram acima,ficou cheirando jabá.
Lamentável.
Realmente a reprotagem deixou muito a desejar. Dizer que é irrelevante que 14% dos alunos sejam aprovados nessas universidades particulares é extremamente inconseqüente. Realmente faltou muita imparcialidade e,como bem disseram acima,ficou cheirando jabá.
Lamentável.
...estranha essa comparação. O que se pretende?
...outra coisa: proponho que o Conjur freqüente algumas aulas da Unip: sugiro aulas de prática do consumidor, direito do trabalho, civil, etc, por exemplo no Campus Chácara Sto. Antonio. Verão que realmente é uma indústria que fabrica...drogas.
Os questionamentos do comentário original de Lucas Hildebrand são de uma lucidez excepcional. Merecem ser lidos e refletidos, inclusive pelos redatores deste web site.
Uma curiosidade: trata-se de uma reportagem ou de um anúncio publicitário?
E no ranking nacional, qual foi a faculdade que mais aprovou? Alguém pode informar uma fonte?
Só pra constar, a ILUSTRÍSSIMA e ADORADA UnB teve 79% de aprovação, contando com os filhos de militares que entram pela janela sem passar no vestibular.
Quem faz Unip sabe a diferença que tem já nas primeiras tentativas de ingressar no mercado de trabalho. Escritório grandes discriminam alunos qu não são de instituições "tradicionais".
A faculdade que mais aprova!!! É Claro que é a que mais aprova, é a tem mais alunos!! É, TBM, A QUE MAIS REPROVA.
Acredito que esta é mais uma matéria comprada para fazer publicidade. Gostaria que vocês entrevistassem os 3.561 alunos da Unip que não passram, ou seja, 85% dos que prestaram o exame. É uma inconsistência dizer que é a faculdade que mais aprova. Garanto que tbm é uma das que mais REPROVAM, pois, 85% nçao pe brincadeira, dá trabalho conseguir reprovar tudo isso.
O ensino tem que ser medido pela sua eficiência, sua qualidade. Se fosse algo tão bom assim, não reprovaria 85%!!!! UM ABSURDO ESTA MATÉRIA!!!
Não sei se é cômico ou trágico. “Diante dos 4.173 alunos inscritos pela Unip no Exame de Ordem, seu baixo índice de aprovação – apenas 14% - se torna irrelevante.” Irrelevante que de cada 100 alunos formados, 86 não consigam advogar? Ah........
Irrelevantes, para mim, passarão a ser, a partir de hoje, os artigos publicados no Conjur.
“As escolas tradicionais não acompanham as mudanças”. Por acaso os autores do artigo têm conhecimento da nova grade da USP? Por acaso para fazer tal afirmação levaram em conta, por exemplo, que na USP, a partir da 181ª turma, serão lecionadas as disciplinas de Psicologia Forense, Cinema e Direito do Trabalho, Psicopatologia forense, Direito Municipal, História das idéias políticas no Brasil, Direito da Integração,Criminologia, Instituições Judiciárias, Direito do Autor, Noções de contabilidade empresarial, Criminalística, Biodireito, Globalidade e Direito Internacional, Teoria dos Jogos......, apenas para citar alguns exemplos?
Por acaso os autores do artigo consideraram que muitas dessas disciplinas já constam da grade da USP há anos?
Passo a acreditar naquele aforismo que diz que "a estatística é a arte de torturar os números até que eles confessem o que desejamos".
Com efeito, essa matéria, relativa à UNIP (nenhum preconceito: minha universidade também teve desempenho pífio) é uma pérola.
Ficou arranhado, realmente, o bom conceito do CONJUR. Tenham paciência.
Sou formado pela USP - Largo São Francisco, turma de 1987. Leciono há dez anos na UNIP.
Não vejo diferença nenhuma em termos de conteúdo e de nível do corpo docente. Ao contrário, observo que os professores da UNIP, de grande gabarito técnico, são, muitas vezes, professores também de outras instituições, ditas "tradicionais" e que vivem do passado, daquilo que foram e não do que efetivamente são hoje.
Verdade seja dita: a UNIP tem a melhor estrutura e um dos melhores corpos docentes do país.
Só para se ter uma idéia: na USP, em Direito Penal, eu só tive até o art. 250 do Código Penal. Não tive o resto da matéria e não tive nenhuma legislaçao especial. Para o concurso do MP, tive que estudar tudo sozinho, pois não fiz cursinho.
Na UNIP, eu e os demais professores de Direito Penal ministramos absolutamente TODOS os artigos do Código Penal e grande parte da Legislação Penal Especial, muito mais do que as "tradicionais". Não é para menos que os nossos alunos estão se destacando em concursos e exames de ordem. Para os críticos de plantão, peço que verifiquem os índices de aprovação da UNIP nos concursos do MP e Magistratura de São Paulo. São maiores do que muitas outras instituições "tradicionais".
A tradição, no Direito, é muito importante. Mas não podemos, por conta disso, permitir a acomodação e o imobilismo.
A modernização é importante e necessária e os escritórios que apenas contratam alunos de instituições "tradicionais" não sabem o que estão perdendo: alunos vocacionados e com muita vontade de aprender mais, decentes e perfeitamente sintonizados com a realidade jurídica do País.
Creio que a próxima pesquisa deva ser: quanto o CONJUR cobra por esse tipo de "reportagem".
É evidente que a matéria apenas visa promover essas máquinas de fazer dinheiro.
O que aliás não é novidade, o CONJUR em geral é tendencioso, defende grandes empresas e grandes bancas. Apenas que neste caso o mercantilismo superou todos os limites.
Caro Professor da UNIP,
Em primeiro lugar, quero deixar claro que respeito os professores da UNIP e também seus alunos. Conheço muitos professores dessas faculdades mercantilistas, e sei que são pessoas sérias. Contudo, e sua manifestação não conseguiu fugir dessa inexorável realidade, a UNIP tem demonstrado que não prepara adequadamente seus alunos. 14% é o número que me faz sentir desnecessário até iniciar uma tentativa de comparação entre a USP e a UNIP. De todo modo, se você não teve em sala de aula na USP algumas matérias de Direito Penal, tenho certeza de que foi introduzido nos aspectos fundamentais da Parte Geral, sem falar na própria Teoria Geral do Direito, que permitiram o estudo posterior, sponte propria. E essa é a diferença fundamental em relação à grande maioria dos cursos, pois na UNIP a maior parte dos discentes não possui essa base indispensável que permite a evolução do profissional do Direito.
Afinal, ninguém vai freqüentar os bancos escolares durante toda a vida e nenhuma faculdade no mundo seria capaz de transmitir a seus alunos o conteúdo de todos os artigos de lei, presentes ou futuros.
Dr. Andreucci,
Em primeiro lugar, quero felicitá-lo pela manifestação. É fundamental que observemos sempre os dois lados da questão.
Quanto ao teor de suas observações, teço as seguintes considerações:
1) Se a estrutura da UNIP e a qualidade de seu corpo docente revestem-se de tal excelência (e estou certo que seja esta a expressão da verdade), como explicar o fato de apenas 15% dos egressos dessa IES lograrem aprovação no exame da OAB? Não é paradoxal?
2) Salvo exceções, as críticas que foram feitas neste espaço não são críticas à UNIP propriamente dita, mas, salvo melhor juízo, à heterodoxa forma com a qual foram tratados, por parte da equipe do CONJUR, os números referentes ao índice de aprovação dessa universidade nos exames da OAB. Tamanha heterodoxia acabou gerando interpretações também heterodoxas.
Os 2 comentarios abaixo disseram por mim...
O que realmente fica evidente, não passa daquilo que já sabiamos, isto é, estas grandes empresas visam somente o lucro fácil.
Acho bom que qualquer cidadão tenha acesso aos cursos universitários. E é óbvio que o problema é "antes" disso, lá no ensino fundamental.
Porém, não consigo entender uma faculdade de Direito que não faz, sequer, uma prova de redação para os vestibulandos.
Desta forma, não há professor universitário que consiga...
Creio que todo o debate travado neste espaço de comentários está prejudicado, diante do que acabo de constatar.
Os dados divulgados pelo Conjur não merecem credibilidade.
Hoje pela manhã, entrei em contato com a Facamp a fim de checar por qual razão o Conjur divulgou um indíce de aprovação de 61,11% nos dois últimos exames (fevereiro e junho de 2007), se a própria Facamp está divulgando um índice de aprovação de 88,9% nestes mesmos exames.
A resposta foi incisiva, além de muito educada. Não se sabe a fonte dos números divulgados pelo Conjur, mas a Facamp tem como provar, documentalmente, o exato número de alunos que foram aprovados, em sede de segunda fase, nos citados exames.
Seus Diretores sustentam, veementemente, que o índice de aprovação da Facamp foi realmente de 88,9% e se dispõem, inclusive, a fornecer provas para quem desejar conferir.
Não posso deixar de confiar nas pessoas que fundaram e dirigem a Facamp, visto serem nacionalmente conhecidas e respeitadas.
Além disso, depois de conversar, agora há pouco, pelo telefone, com o Sr. Maurício Cardoso, Diretor de Redação da Conjur, sinto que esta matéria, definitivamente, não merece qualquer atenção.
O Sr. Mauricio, também muito educado e atencioso, disse-me que não iria conferir os documentos que a Facamp tem sobre o real índice de aprovação de seus alunos, pelo simples fato de que, se assim o fizer, terá que proceder da mesma forma com as outras 270 faculdades de Direito listadas e que a Conjur não tem estrutura para tanto.
Argumentei no sentido de que, como jornalista, sua função seria checar este grave erro de sua matéria, pois, se sua "fonte" errou nos números de uma das faculdades, pode ter errado em todas as outras, para mais ou para menos.
Gastei saliva!
É lamentável ler comentários de pessoas que não se conformam com a realidade, dizendo que a matéria é objeto de "publicidade". Escolas como a USP e PUC precisam dessa "publicidade"? Outrossim, a PUC tem mais com o que gastar seus escassos recursos. O Conjur é um jornal de alto renome e, mesmo que os dados não sejam os mais fiéis, ainda elucidam a realidade do ensino superior jurídico do país.
É muito estranho os defensores das Universidades de elite. Estas recebem os melhores alunos e conseguem reprovação de 25%, 30%, 40% etc . É uma vergonha, USP, mackenzie, PUC, e outras têm material de primeira qualidade e, no fim transformam negativamente seus alunos. Ainda bem que existes Universidades populares, as quais acabam dando oportunidade para os que mais necessitam. Vamos cair na realidade e abandonar o elitismo hipócrita que quer dados obtidos com públicos diversos. Será que se os alunos da USP, Puc, Mackenzie tivessem estudado na Uninove, na Uniban , Unip, não teriam aprovação de 100%? Acho que sim, porque os professores dessas fazem verdadeiros milagres, enquando os daquelas sequer aparecem para lecionar
Numa leitura preliminar, estes dados fornecidos são enganadores. Tomando como exemplo a USP, onde os alunos concorrem às vagas em uma proporção de 1 vaga para cada 100 candidatos aproximadamente, apresenta-se um resultado de 70% de aprovoção. Isto é, a cada 10 alunos, 3 são reprovados. Se levarmos em conta que o processo seletivo da USP é tão seletivo que pode escolher a "nata" dos universitários, deveriamos ter uma aprovação no exame da OAB na casa dos 99,999%. O que acontece? Um terço dos alunos "emburrecem" com o curso? Ou seja, o "DNA" destes alunos os faz verdadeiros autoditadas onde poderiam concluir o curso em qualquer univerisade. O resultado de 70% é PÍFIO!!! Vamos comparar com UNIP que tem um resultado na casa dos 20%. Não se obsta a entrada de qualquer aluno. Se 2 de cada 10 alunos que se formam na UNIP tornrão-se advogados submetidos ao MESMO exame que os alunos da USP, o resultado é um ATO HEROICO! Sem qualquer processo seletivo, onde a grande maioria dos alunos são trabalhadores, com pouco (ou nenhum) tempo para aprimorarem-se, 20% serão advogados! É simplesmente SENSACIONAL! Ora, 20% foram educados à tal ponto de primasia para se aprovarem-se onde 1/3 dos alunos da USP fracassaram! Se de todo o universo dos alunos da USP 1/3 emburecem e 1/5 dos alunos da UNIP são educados em nível de excelência, qual é a conclusão lógica? Que a UNIP neste exemplo meramente ilustrativo muito melhor na qualidade de ensino que a USP!!! Não se deixe enganar por estes números que, sem análise, só podem sofismar a interpretação.
Em relação ao comentário do(a) usuário(a) DIE, não se pode deixar de mencionar, no mesmo raciocínio do exposto em relação aos alunos da USP, o resultado apresentado é MERAMENTE INSIGNIFICANTE!!! Como um aluno, da "elite", submetido à um vestibular concorrido pela simples "grife" PUC (e meramente grife), apresentar um resultado na ordem de 60%, ou seja, 2/3. O que aconteceu com os demais integrantes do terço remanescente? Adoeceram logo no exame? Acredito que o Q.I. (quociente intelectual) vai se definhando ao longo do curso e fica apenas para os 2/3 que conseguiram aprovação o outro Q.I. (Quem Indica) para o sucesso da vida profissional. Realmente, estes dados apresentados são apenas para a Elite. Mas a matemática não nos deixa mentir!!!
Considero indevidas algumas críticas feitas em detrimento da Unip e da matéria feita pelo Conjur. Creio que tais comentários partiram de pressupostos equivocados. Ora, se as primeiras do ranking são justamente aquelas mais concorridas, evidente que a comparação percentual é desigual. As faculdades que recebem os melhores alunos - e para isso não precisa de nenhum raciocínio especial - terão desempenho melhor nos exames da OAb; e, é claro, não porque são cursos melhores, mas sim em razão de alunos preparados em escolas de ensino fundamental e médio muito superiores. Basta uma pesquisa do público das Universidades com vestibulares mais concorridos, como regra, são jovens de classe média/alta, com tempo e suficiência financeira para somente estudar e estagiar. As outras, as "unis" têm alunos absolutamente heterogêneos, de recursos financeiros menores e idades variadas. A maioria sequer pode fazer estágio, porque trabalham odia inteiro e não têm qualquer patrocínio financeiro. TEnho 49 anos, formei na Unip no final do ano passado e fui aprovada na OAB. Tenho uma filha de 27 anos, formada na UNIP em 2002, e também passou no primeiro exame da OAB que prestou. Se somente existissem as poucas vagas das denominadas melhores, como pessoas que não têm condições de enfrentar vestibulares mais acirrados poderiam seguir? Nós, eu, minha filha e outros, também não estamos habilitadas pela OAB?
1) O relato do professor Alexandre é gravíssimo! O CONJUR, em respeito a seus (fiéis) leitores, deveria, sim, independentemente do trabalho que fosse necessário, elucidar esta questão. A alternativa, não menos correta, seria a publicação de um "erramos".
2) Abstraído o acima exposto, insisto no seguinte ponto: como justificar o tratamento dado, pelo CONJUR, aos números da UNIP? (Adianto que, para esta questão, é irrelevante se a UNIP teve índice de 14%, 20% ou 25%.) O fato é que o CONJUR inverteu a lógica dos números. É o mesmo que uma equipe de futebol perder um jogo por 12 a zero e, na manhã seguinte, um jornal enaltecer a defesa desse mesmo time, por ter ela conseguido salvar um gol no finalzinho do jogo.
Diante dos dados fornecidos pelo Conjur e de todos os comentários até agora, apenas gostaria de um pequeno e breve comentário.
A Universidade de Mogi das Cruzes, Campus São Paulo ainda não formou nenhuma turma, os alunos mais adiantados estão no 8º semestre, e portanto ainda não teve nenhum candidato no exame da Ordem dos Advogados do Brasil.
Sendo assim, desnecessário comentar que seria impossível existirem 67 inscritos.
Nem mais se comente.
Ruy Cardozo de Mello Tucunduva Sº
Gestor do Curso de Direito
UMC - campus São Paulo - Villa-Lobos
Prezados colegas, em que pese as informações contidas no post, não posso deixar de consignar que não concordo com a linha seguida por este editorial. Friso tal indignação pois sob a ótica de meu simplório ponto de vista, tal matéria somente servi para evidenciar ainda mais a disputa, rídicula diga-se de passagem, de qual Instituição de ensino é melhor ou pior que outra. Novamente sob o ponto de vista de simplório causídico, o êxito profissional somente pode ser alcançado através de muita dedidação, esforço e empenho desempenhado por cada um de nós independemente de havermos nos formado na Faculdade de Direito do Largo São Francisco, PUC, MACK, ou na UNIP, UNIBAN, UNIFIEO ou qualquer outra, afinal para exercermos a profissão, nos submetemos e fomos aprovados em um mesmo Exame de Ordem. E quanto a qualidade no ensino jurídico, ou a falta da mesma, somente resta lembar o dito popular : " quem não tem competência, que não se estabeleça", não é mesmo.
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