Para PGR, demarcação da Raposa Serra do Sol é regular

A demarcação contínua da reserva indígena Raposa Serra do Sol é plenamente regular, de acordo com parecer da Procuradoria-Geral da República encaminhado ao Supremo Tribunal Federal, na segunda-feira (28/4). O documento foi redigido pela vice-procurador Roberto Gurgel com a anuência do procurador-geral Antonio Fernando Souza. O ministro Carlos Ayres Britto é o relator do caso.

A Ação Civil Pública foi apresentada ao Supremo, em abril de 2005, pelo senador Augusto Botelho (PT-RR). Ele pede a anulação da portaria do Ministério da Justiça, homologada por decreto presidencial, naquele ano, que estabeleceu a demarcação.

Esta é uma das ações principais, citadas pelo relator no julgamento da Ação Cautelar 2.009, quando o STF suspendeu a operação da Polícia Federal para retirada dos não-índios da região. No julgamento dessa ação, o STF vai se pronunciar no mérito sobre a legalidade da demarcação.

Na opinião da Procuradoria, se a demarcação da forma como foi feita oferece algum risco à soberania nacional, como alegado na ação, este tem de ser eliminado sem sacrificar o direito dos povos indígenas. O parecer conclui no sentido de que todas as fases que resultaram na demarcação e na homologação da Raposa Serra do Sol respeitaram os procedimentos exigidos pela legislação e seguiram “consistente estudo antropológico”.

Agora, o ministro Britto vai elaborar seu voto e levar o assunto ao Plenário.

PET 3.388

Dijalma Lacerda disse:
29 de abril de 2008 às 21:03

Dijalma Lacerda.

A questão de soberania nacional, com cuja defesa tenho concordado, tem que ser vista sob o prisma da questão indígena, e não com visão exterior.
Assim, há que se manter a soberania, todavia protegendo o direitodos índios, e não o contrário.

Dijalma Lacerda.

Embira disse:
29 de abril de 2008 às 22:31

Parafraseando Winston Churchill poderíamos dizer que nunca tantos dependeram tanto de tão poucos. Toda uma nação indígena está nas mãos de onze ministros. O cacique do STF, como sói acontecer nessa Corte, já deu seu veredicto por antecipação, conforme publicado na Folha de São Paulo de 17/0408: "A reserva contínua é muito conflitiva. Prefiro discutir o modelo alternativo, de ilhas de reserva indígena. O que não pode é você criar um Estado e depois criar uma reserva que tenha 50% ou 60% do seu tamanho [do Estado]". Os antropólogos podem ter opinião diametralmente oposta, e realmente a têm, mas, em questões indígenas quem dá a última palavra são os caciques. Não adianta dizer que essa reserva foi demarcada no governo FHC e homologada no governo Lula; que os índios não são empecilho para que o Exército garanta a soberania nacional, já que esse Exército enfrenta até narcotraficantes munidos de armamentos “High Technology”; que mantém essa mesma soberania em propriedades pertencentes a estrangeiros, do tamanho dessa reserva Serra do Sol, etc, etc.

Luismar disse:
29 de abril de 2008 às 23:08

Os indígenas nos defenderão do exército bolivariano de Hugo Chávez.

Lucas Janusckiewicz Coletta disse:
30 de abril de 2008 às 06:22

Na Constituiçao Brasileira de 1824 o Imperador era o defensor perpetuo do Brasil, hoje o presidente desprotege os brasileiros que trabalham e produzem, inclusive indios, favorecendo ONGs internacionais que nao deixam o Brasil se desenvolver em nome de um ecologismo e uma politica indigenista sem pe nem cabeça. O unico interesse da esquerda ai e prejudicar o capitalista trabalhdor - no caso os produtores de arroz, porque viver na selva de tanga numa oca sem sanitario, caçando animais e fugindo de mosquitos ninguem quer. Esse negocio de indio ser o modelo para a sociedade eu nao engulo nao.

Dani disse:
30 de abril de 2008 às 10:33

É um absurdo criar uma "nação independente" dentro do território nacional, onde brasileiros não possam ir.

Você é brasileiro ? Não !!! Sou índio!!! Não me confunda,m pois tenho meu território e aqui você não entra !!!

Se o exército não entrar lá, quem entrará ? O Chapolin Colorado ?

No Nordeste só entra nordestino ou somos uma república federativa ???

Isso é ridículo, é fragmentar o País e supervalorizar uma só cultura, é permitir ofensa a soberania nacional.

Por Deus, prefiro um novo golpe de estado a ver meu País dividido desta forma, Exército no Planalto já !!!!!

Murassawa disse:
30 de abril de 2008 às 10:56

Dos gabinetes esse pessoal dá todo tipo de palpite e ainda decidem o destino do País e quem fala a verdade por estar na linha de frente é calado e ainda ganha como presente uma PUNIÇÃO, acho que tá na hora dos defensores da natureza ou meio ambiente se mobilizarem e defender o MILITAR QUE BOTOU A BOCA NO TROMBONE para mostrar os equívocos que está se cometendo com essa demarcação e deixando as nossas fronteiras ao DEUS DARÁ. SOCORRO onde está a turma da Ministra MARINA SILVA.

Jose Antonio Dias disse:
01 de maio de 2008 às 23:46

Que estudo antropológico que nada. Isto é balela. Trata-se de defesa do território e soberania nacional. Tanta terra para meia duzia de índios que nada fazem. E aqui na Capital do Estado de São Paulo, montes de "sem terras", desocupados e aventureiros, invadindo fazendas altamente produtivas. Porque não dividem essas terras indiginas com os "sem terras", preservando a faixa de fronteira. Isto sim, é importante. Parabens ao Cel. do exército que meteu o pau na politica do governo federal com relação ao assunto. Ainda que acuados e amedrontados com a política da ditadura do proletariado implantada no Brasil pelo PT e seu dirigente Lula, o exército é o poder honesto e patriota desta nação e que pode por fim as burradas praticadas pelos seus dirigentes.

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