O professor universitário Hugo Chicaroni, acusado de tentar subornar um delegado da Polícia Federal supostamente a pedido do banqueiro Daniel Dantas vai responder o processo em liberdade. A decisão é do ministro do Supremo Tribunal Federal, Eros Grau.
A Agência Brasil informa que Chicaroni, último dos acusados pela Operação Satiagraha a permaner preso, será solto por conta de um pedido de extensão de Habeas Corpus que beneficiou o ex-presidente da Brasil Telecom, Humberto Braz.
Para o ministro Eros Grau, os fundamentos da prisão cautelar de Braz e Chicaroni são comuns, “não havendo nelas qualquer motivação de caráter exclusivamente pessoal”. Com base no artigo 580 do Código de Processo Penal, Grau deferiu o pedido. O dispositivo do Código estabelece que “no caso de concurso de agentes, a decisão do recurso interposto por um dos réus, se fundado em motivos que não sejam de caráter exclusivamente pessoal, aproveitará aos outros”.
Chicaroni ficou preso por mais de um mês, depois de ser preso em São Paulo no dia 8 de julho, quando a Operação Satiagraha foi deflagrada. Com ele foi apreendido R$ 1,2 milhão. Segundo o Ministério Público Federal, o dinheiro seria usado para pagar propina para autoridades policiais.
Na terça-feira (12/8), o ministro Eros Grau concedeu liberdade a Humberto Braz, apontado pela PF braço direito de Dantas e emissário do banqueiro na tentativa do suborno. Chicaroni e Braz aparecem num vídeo da Polícia Federal juntamente com o delegado da Polícia Federal Vítor Hugo Rodrigues. A PF sustenta que o vídeo comprova a tentativa de suborno dos enviados de Dantas aos policiais. Segundo a PF, Dantas queria que o policial Victor Hugo Alves excluísse o próprio banqueiro e sua irmã das investigações da Operação Satiagraha.
Em depoimento ao juiz federal Fausto De Sanctis, Chicaroni argumentou que a tentativa de suborno a que se refere a PF na verdade foi “um flagrante preparado” pelo delegado Protógenes Queiroz, que comandou a Operação Satiagraha. A defesa do professor sustenta que os policiais é que tentaram subornar seu cliente.
HC 95.693

...ou como diz PHA: "Al Capone acusa Elliot Ness". Daqui a pouco, a PF será a culpada por toda corrupção desde Cabral...
E aí? Os messiânicos, Batmans, Agentes 89, cavaleiros do zodíaco e, agora, os Elliot Ness, vão pedir também o impeachment dos Mins. Eros Grau e Joaquim Barbosa?
Isso não tem nada de sanctis nem de grandis !
Até acompanhante de empresários dando pitaco contra a PF? Realmente, o fascismo chega com a degradação da almas.
E aí, nenhuma macaca de auditório da PF vai pedir impeachment de todo o STF?
Para macacada fã da PF, olha o que o Xerife pensa de vocês!!!
Em depoimento ontem à CPI dos Grampos da Câmara, o juiz Fausto Martin De Sanctis, responsável por autorizar as prisões da Operação Satiagraha, afirmou que não adianta aprovar no Brasil lei de país civilizado porque esse "país não é".
"Temos que fazer uma lei adequada ao nosso país. Não adianta querer fazer lei de país civilizado porque esse país não é."
E mais.
http://veja.abril.com.br/blogs/reinaldo/2008/08/segundo-de-sanctis-leis-de-pases.html
De fato, se este país fosse civilizado não teríamos de ouvir tais argumentações de um cidadão que ainda estivesse ocupando o cargo de Juiz.
Vendo os defensores do arbítrio e a declaração do Juiz, ofensiva mais aos seus colegas Magistrados, que devem estar entre o pasmo e o enrubescimento, visto o estrago que tal divulgação causa à moral de qualquer Tribunal que se julgue minimamente sério, penso eu.
A prevalecerem os argumentos do Magistrado Xerife, então a primeira medida é fechar com os Tribunais, e vamos deixar implantar a lei do cão. Cada um de nós faz a própria lei, a lei mais primitiva, adequada ao país que o Dr. De Sanctis parece querer enxergar. E para começar, já que o país não é civilizado, seja cortado sumariamente o salário do Magistrado e suprimidas suas garantias de cargo, poiis afinal o devido processo legal é coisa de País Civilizado, que na opinião tão douta daquele, nós não somos.
"país civilizado", Ramiro?
Em qualquer país civilizado, o crime não compensa. As "interpretações" marotas pro colarinho branco são exclusividade nossa, como se pode ver no caso Cacciola.
Estou acostumado com a prepotência de alguns pretensos gênios deste espaço, mas é cansativa esta ladainha sempre a favor de bandidos ricos, que podem pagar por este tipo de inteligência delinqüente e cúmplice.
É repugnante.
Falta de senso critico é um desastre. O ministro libera um cara preso por tentar atrapalhar uma investigação e tem gente que acha bacana.
O juis de sanctis esta certo este pais não tem nada de civilizado.
Descobri por que alguns não gosta da pf, mp; é porque eles tentam fazer o certo, tentam combater o crime, tentam ser "Batmans, Agentes 89, cavaleiros do zodíaco e, agora, os Elliot Ness,", o bonito é ser do lado do bandido.
Bem, para mim não.
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