Em nota oficial, a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) afirma que vai apurar se há envolvimento de seus agentes com os grampos ilegais feitos em telefones de ministros do Supremo Tribunal Federal, deputados, senadores e outras autoridades, conforme denúncia feita pela revista Veja. A existência do grampo não foi questionada pela Abin, que vai abrir sindicância para apurar o envolvimento de agentes na operação ilegal.
A revista Veja desta semana divulgou transcrição da conversa entre o presidente do STF, ministro Gilmar Mendes, e o senador Demóstenes Torres (DEM-GO). Segundo a reportagem, a transcrição do diálogo, feito nos dias em que o banqueiro Daniel Dantas foi preso em uma operação da Polícia Federal, foi repassado por um funcionário da própria Abin.
A Abin informa que, além de apurar as ilegalidades, também vai enviar documento ao ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República para que a Procuradoria-Geral da República e o Ministério da Justiça sejam acionados.
“A Direção-Geral da Abin reitera a confiança no corpo funcional da instituição e espera que os fatos apresentados na reportagem sejam definitivamente esclarecidos”, conclui a nota.
Leia a nota
Em face de matéria veiculada pela Revista Veja, Edição nº 2076, a
Direção Geral da Agência Brasileira de Inteligência informa que tomará as seguintes providências:
1. determinar à Corregedoria-Geral do órgão a abertura de sindicância destinada a apurar o possível envolvimento de servidores da Agência nos fatos noticiados;
2. enviar ofício ao Ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República solicitando o acionamento da Procuradoria-Geral da República e do Ministério da Justiça, com vistas à adoção das medidas investigatórias cabíveis para o esclarecimento dos fatos em toda sua extensão.
A Direção-Geral da Abin reitera a confiança no corpo funcional da instituição e espera que os fatos apresentados na reportagem sejam definitivamente esclarecidos.

Numa República séria toda a direção do órgão já estaria no olho da rua.
E a Polícia Federal não vai algemar e prender ninguém ? ? ?
Deveriam ser incluidos, todos, os que nesta tribuna, defendem a "caterva" de bandidos e grampeadores ! ! !
Diante dessa estarrecedora nota de culpa, em quem a sociedade poderá confiar para presidir a sindicância, se a própria ABIN perdeu o controle de seus funcionários? Pessoalmente não acredito nessa patética confissão, mas penso tratar-se de mais um estratagema tupiniquim, bem ao estilo brasileiro impregnado do vezo de esquivar-se das próprias responsabilidades atribuindo-as a alguém desconhecido, pois isso rende ensanchas para uma investigação que, além de se arrastar pelo tempo, levando ao esquecimento ou, quando menos, ao enfraquecimento dos efeitos do escândalo, ainda oferecem mais uma oportunidade para continuar grampeando as pessoas a pretexto de concluir as investigações sobre os grampos ilegais. Ora, é muito conveniente para a ABIN admitir que alguns de seus funcionários ou agentes realizaram grampos ilegais, pois isso permitea subtrair-se da própria responsabilidade. Uma coisa, porém, fica patente: a ABIN, com tal confissão de culpa, demonstra ser uma entidade acéfala, sem nenhum controle sobre as atividades de seus membros, o que conduz à necessidade de, no mínimo, exonerar toda a direção da agência, que deverá ser substituída por um corpo executivo misto, em que cada membro se torne um fiscal do outro. Contudo, tudo isso para mim não passa de pura encenação, mera desculpa para eximir a instituição de responsabilidade, mas fica a responsabilidade de seu corpo diretivo, no mínimo!
(a) Sérgio Niemeyer
Advogado – Diretor do Depto. de Prerrogativas da FADESP - Federação das Associações dos Advogados do Estado de São Paulo – Mestre em Direito pela USP – Professor de Direito – Palestrante – Parecerista – sergioniemeyer@adv.oabsp.org.br
Esse tal de delegado Lacerda parece ser um homem honesto, mas Stálin, Hitler e Mussolini também o eram. Não admitiam corrupção no governo, de jeito algum. Prendiam todos os corruptos - alguns nunca mais viam o nascer do sol. Difícil é o cidadão bem intencionado se encontrar, entender o que seja Estado de Direito, entender o que sejam os limites da democracia, entender que há limites para tudo num regime democrático. Aparentemente não se pode exigir isso do presidente Lula, mas um delegado federal fez vários cursos, estudou, treinou, sabe ou deveria saber onde chegam seus limites. E, pela própria natureza e finalidade institucional da Abin, não pode agora alegar que "...não sabia de nada". Aí seria o apocalipse.
Cadê o fessô Armando do Prado?
Estamos vivendo uma crise institucional! Grampearam o telefone do Gilmar! O mundo vai acabar! AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!
Teria que extingüir esse órgão.
Lanço um contraponto:
E se a fonte não for um araponga da ABIN?
Por hipótese, imagine que o Dantas mandou um de seus espiões (digamos, aquele israelense com a tal da maleta high-tech) gravar essas conversas e as entregou de bandeja pro tal do repórter?
A proteção da fonte dá margem a muitos factóides.
Acrescento que, na minha modesta opinião, claro, o que se escreve na veja, vale menos que o papel onde é impresso. Não leio nem em sala de espera de dentista. Prefiro ler (argh) Caras, a intragável.
A não ser que fossem conversas consideras, dentro da lei, materia de segurança nacional, não existe mea culpa da ABIN e ou da POLICIA FEDERAL.
Os funcionarios publicos tem que agir com lisura e publicidade de seus atos, é Constitucional é legal.
Grampo ilegal seria num telefone particular, em assuntos Extritamente familiar e ou intimos de cunho pessoal dos envolvidos.
Em se tratando de horario de trabalh e funcionarios publicos o próprio STF ja decidiu sobre a materia, quando, autorisou as empresas ler, ver, monitorar e-mail de seus funcionarios e até demitir por justa causa a depender do assunro.
O povo, quem paga, temo direito de conhecer desse titi, desxses arrumadinhos e troca de favores... Eu faço discurso, voce libera isso e eu aquilo....
GANPO NELES SIM, parabens a essa iniciativa.
A Abin apenas admitiu que tomou conhecimento da notícia e que vai mandar apurar a sua veracidade, ou seja, a possível participação de seus agentes em escutas clandestinas.
Só isso.
A Abin apenas admitiu que tomou conhecimento da notícia e que vai mandar apurar a sua veracidade, ou seja, a possível participação de seus agentes em escutas clandestinas.
Só isso.
A Abin apenas admitiu que tomou conhecimento da notícia e que vai mandar apurar a sua veracidade, ou seja, a possível participação de seus agentes em escutas clandestinas.
Só isso.
A Abin apenas admitiu que tomou conhecimento da notícia e que vai mandar apurar a sua veracidade, ou seja, a possível participação de seus agentes em escutas clandestinas.
Só isso.
A Abin apenas admitiu que tomou conhecimento da notícia e que vai mandar apurar a sua veracidade, ou seja, a possível participação de seus agentes em escutas clandestinas.
Só isso.
A Abin apenas admitiu que tomou conhecimento da notícia e que vai mandar apurar a sua veracidade, ou seja, a possível participação de seus agentes em escutas clandestinas.
Só isso.
A Abin apenas admitiu que tomou conhecimento da notícia e que vai mandar apurar a sua veracidade, ou seja, a possível participação de seus agentes em escutas clandestinas.
Só isso.
A Abin apenas admitiu que tomou conhecimento da notícia e que vai mandar apurar a sua veracidade, ou seja, a possível participação de seus agentes em escutas clandestinas.
Só isso.
Não há nenhuma ilegalidade nos grampos da Abin. Ilegal é a Veja ter acesso a eles.
Corretíssimo, caro Expectador, a Abin, conforme as normas disciplinares vigentes no país, mandou apurar os fatos (instaurar uma Sindicância Investigativa), somente isso, nada mais que isso.
Prof. Mauro, ainda bem que faltei as suas aulas de "Introdução à Anaquia" na faculdade. Tenha a Santa Paciência!
Mas Prof. Manoel Carlos, se as tais escutas não tivessem chegado na Veja, continuariam em sigilo. Por acaso o Ministro do Supremo Tribunal Federal é incorruptível? Por acaso os Senadores da República são incorruptíveis?
Ou a intenção da Abin era a de ouvir o que o ministro falava para a sua esposa enquanto estava a caminho de casa para depois vender o diálogo para produtores de filmes eróticos?
Quando um criminoso do colarinho branco como Dantas afirma que tem "facilidades" na suprema corte de um país, nem assim o seu Ministro Presidente pode estar sob suspeita?
Ora, se for assim os direitos fundamentais de uma democracia só fazem surgir homens "intocáveis".
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