Juízes alvos de operação partilhavam vagas de concurso

Ao cumprir os mandados de busca e apreensão de documentos e equipamentos da Operação Naufrágio, deflagrada em 9 de dezembro, a Polícia Federal apreendeu gravação em que duas pessoas discutem partilha de vagas de concurso para juízes no Espírito Santo. A repórter Andréa Michael, da Folha de S. Paulo, informa que a gravação foi encontrada pela PF na residência de Leandro Forte, assessor da presidência do tribunal, um dos 24 alvos dos mandados de busca autorizados pelo Superior Tribunal de Justiça, no qual tramita o inquérito.

A Naufrágio levou à prisão do então presidente do TJ, Frederico Pimentel, dos também desembargadores Josenider Varejão e Elpídio José Duque, além de um juiz, dois advogados e uma servidora do tribunal, sob a acusação de que seriam integrantes de esquema de venda de sentenças judiciais.

Trazidos para Brasília, cidade base de atuação dos policiais que desde abril investigam o grupo, eles prestaram depoimento e, em 12 de dezembro, foram soltos por ordem da ministra do STJ Laurita Vaz, que preside o inquérito, por conta do foro especial a que têm direito os desembargadores supostamente envolvidos. Segundo a reportagem, a descoberta da gravação reforça as suspeitas da PF de que o grupo investigado também seria responsável por fraudar concursos públicos.

Ao longo da investigação, segundo o Ministério Público Federal, foram identificados, em análise preliminar, ao menos 17 casos de parentes de desembargadores empregados no tribunal. Não foi informado à imprensa, porque o caso tramita sob sigilo de Justiça,iscu quantos deles prestaram concurso. Por decisão do próprio TJ, os desembargadores presos foram afastados dos cargos.

Nepotismo

A Folha ainda informa que familiares de desembargadores do Tribunal de Justiça do Espírito Santo são aprovados em concursos para comarcas do interior do Estado e depois conseguem cargo para atuar no órgão em Vitória, onde seus parentes trabalham. Os locais de origem desses servidores acabam desfalcados. Após o Ministério Público Federal revelar que 17 dos 24 desembargadores têm parentes trabalhando na corte, magistrados alegaram que eles são concursados. Mas em ao menos três casos confirmados pela Folha parentes passaram em concursos para atuar em comarca do interior, e não no TJ.

Zito disse:
25 de dezembro de 2008 às 13:13

ISTO É VERDADE.
É MESMO NO BRASIL.
QUANTA VERGONHA.
EM DOUTRO JUDICIÁRIO.

Paulo disse:
25 de dezembro de 2008 às 13:15

Os tribunais superiores têm considerado atípica a conduta dos envolvidos em fraude de concursos públicos.

Maria Falcão disse:
25 de dezembro de 2008 às 16:52

Já que a PF está atuando por estas bandas, poderia muito bem verificar os concursos anteriores para magistratura ES, p.ex. o do ano de 1995, pois teve gente que passou a "pedidos"

Ricardo Cubas disse:
25 de dezembro de 2008 às 18:05

Se há uma coisa de muito importante que tem que acontecer numa eventual nova reforma sobre o judiciário é justamente sobre os concursos para juízes... Creio que o mais sensato seria a realização de todos os concursos pela autoridade do Conselho Nacional de Justiça.

JB disse:
25 de dezembro de 2008 às 18:10

Essa é uma notícia de presente de Natal.
Que vergonha!
É preciso acabar com a ditatura do Judiciário.
Meu Deus! Até quando vamos conviver com notícias de corrupções, concussões, peculatos, favarocimentos?
Quero saber o final dessa notícia. Será que serão condenados ou promovidos?
Aqui no Brasil, parece que o crime até compensa!
Atenção PF, não se esqueça de passar por outros estados da Federação....

JB Professor em Minas Gerais...

Robespierre disse:
26 de dezembro de 2008 às 03:31

Cambada!

daniel disse:
26 de dezembro de 2008 às 18:56

Inocentes são os que acham que isso acontecia somente lá....

Carlos disse:
26 de dezembro de 2008 às 21:26

Ricardo Cubas (Advogado Autônomo 25/12/2008 - 18:05

CONCORDO. Entendo que a fase oral deve ser ELIMINADA. É nesta fase que os examinadores eliminam quem eles querem.

O concurso deveria ter outra metodologia. Nós operadores do direito temos visto cada sentença TERATOLÓGICA SEM O MENOR CABIMENTO. A qualidade está no ralo.

Talvez alguns não saibam, o exame/avaliação de um instrumentista para fazer parte da orquestra sinfônica de SP, por ex., é feito com o candidato atrás de um biombo onde o examinador NÃO VÊ A CARA DO CANDIDATO E NEM SABE O NOME...

No tocante ao concurso da magistratura, temos uma longa estrada. Não há interesse por parte dos presidentes dos TJs em mudar a atual forma esdrúxula de avaliação...

Carlos

Gabriel disse:
26 de dezembro de 2008 às 22:35

e eu aqui estudando para concursos...
que otário que sou né?

Ruberval, de Apiacás, MT disse:
27 de dezembro de 2008 às 09:39

A corrupção deve ser muito grande, pois basta ler o edital dos aprovados e ver o sobrenome.

Paulo disse:
28 de dezembro de 2008 às 11:15

Quem estuda para concurso é otário duas vezes: pelo resultado fraudado e por sustentar a indústria de concursos ...

Junior disse:
05 de janeiro de 2009 às 18:27

Pelo menos aqui no Rio é diferente, não é só parente que entram pela janela são também as amantes e secregail, mas aqui tentam invalidar os concursos mas dão em nada porque são eles os magistrados que decidem, ou seja, tudo farinha, como é o absurdo dos Juízes Leigos que ganham até R$ 6.000,00 para atuar como auxiliares e sem concurso público, agora, vai ver os sobrenomes, além disso só a EMERJm, ou seja, escola qaue os filhos de magistrados estudam que são indicados para esta funçao, uma festa aqui no rio de privilégios.

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