PF pediu prisão de jornalista que noticiou operação

A Polícia Federal em Brasília pediu à Justiça, como parte da Operação Satiagraha, a prisão da jornalista Andréa Michael, do jornal Folha de S. Paulo, por vazamento de informação sigilosa. Além da prisão da jornalista, a PF solicitava busca e apreensão de documentos na casa da repórter, que trabalha na sucursal da Folha na capital federal. A Justiça negou o pedido da PF.

O argumento dos federais era o de que a jornalista, há dois meses, teria vazado a Operação Satiagraha. Na verdade, o que os policiais chamaram de vazamento foi uma reportagem publicada na Folha sobre as investigações que resultaram na Operação Satiagraha, executada pela PF nessa terça-feira (8/7). Em reportagem publicada em 26 de abril, Andréa Michael antecipou que a PF estava investigando Daniel Dantas e outros diretores do banco Opportunity por crimes financeiros.

“Além de Dantas, os principais alvos da investigação da PF são o sócio dele Carlos Rodemburg, sua irmã e também parceira de negócios, Verônica Dantas, além do empresário e especulador Naji Nahas”, escreveu Andréa. A PF confirmou, nesta terça, que a informação da repórter era correta: todas as pessoas citadas por ela foram presas na Operação Satiagraha. A Polícia, contudo, não pediu a prisão de nenhum dos policiais que passaram a informação à jornalista.

De acordo com a Polícia Federal, as informações foram passadas para a jornalsta por um grupo que queria alertar Daniel Dantas sobre a operação. Por isso, a prisão da jornalista foi pedida. O procurador da República Rodrigo De Grandis não concordou com o pedido de prisão feito pela PF, mas corroborou o pedido de busca e apreensão na casa da repórter. O objetivo, segundo ele, era saber quem foi sua fonte. O juiz Fausto Martin De Sanctis respeitou o princípio constitucional que garante ao jornalista o sigilo da fonte e não acolheu o pedido.

O advogado de Daniel Dantas, Nélio Seidl Machado, disse no Rio de Janeiro que o fato comprova uma vez mais que a PF usa a imprensa para divulgar suas ações. “Há mais de dois meses o jornal Folha de S.Paulo dizia que essa operação iria acontecer. Nós solicitamos sigilo e pedimos informações à PF, mas nos negaram”, disse o advogado.

Para o criminalista Alberto Zacharias Toron, o pedido de prisão da jornalista é uma violência. “Enquanto não há regra que proíba o jornalista de publicar material sigiloso, não se pode falar em crime. Crime praticou quem vazou a informação”, disse. Na reportagem a repórter cita como fonte de suas informações “a equipe de policiais que trabalha no caso”.

A Operação Satiagraha movimentou cerca de 300 policiais que cumprem 24 mandados de prisão e 56 de busca e apreensão nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Salvador. Os mandados foram expedidos pelo juiz Fausto Martin de Sanctis, da 6ª Vara Criminal Federal de São Paulo. Segundo a Polícia Federal, as investigações sobre crimes financeiros, desvio de verbas públicas e corrupção, são um desdobramento do mensalão.

Leia a reportagem de Andréa Michael, publicada em 26 de abril passado.

Dantas é alvo de outra investigação da PF

Banqueiro e sócios são investigados por supostos crimes financeiros após informações encontradas em computador

Investigados afirmam que não receberam nenhuma informação da investigação; polícia vê acesso a informações privilegiadas

ANDRÉA MICHAEL

DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

Personagem crucial no processo de aquisição da Brasil Telecom pela Oi, o banqueiro Daniel Dantas, dono do Opportunity, e seus principais sócios e executivos são alvo de uma outra investigação da Polícia Federal que começou com base na quebra de sigilo do computador central do banco apreendido pelos policiais federais em setembro de 2004.

Segundo a equipe de policiais que trabalha no caso, a existência de fortes indícios de crimes financeiros poderia levar à prisão pelo menos 20 pessoas, cumprimento de mandados de busca e apreensão de documentos e bens em São Paulo, Brasília, Rio de Janeiro e Pará, além de procedimentos de cooperação de órgão policiais internacionais em três países: Estados Unidos, Itália e França.

Além de Dantas, os principais alvos da investigação da PF são o sócio dele Carlos Rodemburg, sua irmã e também parceira de negócios, Verônica Dantas, além do empresário e especulador Naji Nahas.

Dantas já responde a ação penal decorrente da Operação Chacal, deflagrada pela PF em setembro de 2004. É acusado de supostamente ter praticado os crimes de violação de sigilo de informação reservada e corrupção, ao contratar a Kroll para ter acesso a dados de pessoas e empresas em órgãos públicos os quais são considerados reservados.

Em março de 2007, a pedido do Ministério Público Federal de São Paulo, fez-se a quebra do sigilo do servidor do Opportunity, com base em decisão judicial da 2ª Vara da Justiça Federal. O argumento dos procuradores foi a verificação da eventual existência de operações financeiras que pudessem comprovar o envolvimento de Dantas com operações relacionadas ao mensalão — a mesada paga por dirigentes petistas a parlamentares em troca de apoio ao governo no Congresso.

A principal justificativa foi o fato de Dantas, por meio do Opportunity, ser o gestor da Brasil Telecom, dona da Telemig e da Amazonia Telecom, as principais fontes de recursos do mensalão.

Feito o balanço, as telefônicas injetaram R$ 127 milhões nas contas da DNA Propaganda, agência administrada pelo empresário Marcos Valério, que segundo a PF montou a engenharia financeira por meio da qual o dinheiro foi entregue a parlamentares sem justificativa e de forma ilegal.

Feita a análise inicial, verificou-se que a central de dados do banco não continha informações relevantes que pudessem ajudar a elucidar os responsáveis ou beneficiários do mensalão. No entanto, a quebra de sigilo prestou-se a identificar fortes indícios de prática de crime contra o sistema financeiro nacional e também de evasão de divisas.

O acesso aos dados deu-se por uma manobra jurídica, pois já fora tentado anteriormente e negado pela primeira instância da Justiça Federal de São Paulo, Tribunal Regional Federal da 3ª Região e até pelo Supremo Tribunal Federal, em pedido encaminhado pela CPI dos Correios, na tentativa de elucidar a origem dos recursos ilegalmente pagos a parlamentares para concordar com as propostas do governo Lula.

Desde meados de 2007, o inquérito que investiga Dantas e seus comandados está sob a presidência do delegado da PF Protógenes Queiroz, o mesmo que investigou e prendeu o hoje deputado Paulo Maluf e o contrabandista Law Kim Chong.

Houve uma análise estratégica para conduzir a investigação. Dantas tem muitos informantes no meio de telecomunicações, até por já ter contratado espiões particulares que usam práticas ortodoxas, a exemplo da Kroll, segundo acusa o Ministério Público Federal, e ser acionista da Brasil Telecom e também da Telemar. A opção foi grampear o fluxo de e-mails que circulam pelo servidor central do banco Opportunity.

A troca de correspondência revelou as ligações de Dantas com Naji Nahas, inclusive o acesso a dados privilegiados do mercado financeiro, de acordo com a investigação. Segundo a PF, por conta do nível de dados que o grupo demonstra dominar, configura-se o acesso a informações privilegiadas em primeira mão (“inside information”), o que, pelas leis brasileiras, poderia ser enquadrado como crime contra o sistema financeiro.

Notícia alterada às 16 horas para acréscimo de informações

Claudio Julio Tognolli

é repórter especial da revista Consultor Jurídico

Priscyla Costa

é repórter da revista Consultor Jurídico

Cícero José da Silva disse:
08 de julho de 2008 às 14:34

Nas ditaduras disfarçadas de democracia, como infelizmente existem em alguns países, notadamente da América Latina, elegem-se os inimigos do regime, e os alvos são os Jornalistas e Advogados, que são acusados de vazamento de informações.
Infelizmente a tudo se assiste e nada se faz, porque o povo gosta do circo das prisões espetaculares, e do pão do programa bolsa família, dentre outros sustentáculos do revanchismo desenfreado que se instalou no Brasil, onde impera o grampo telefônico, para se prender antes do trânsito em julgado da sentença.
Meu Deus nem na época dos regimes de exceção se assistiu a tantos desmandos, sob o aplauso do povo.

Ramiro. disse:
08 de julho de 2008 às 14:35

Faz-me rir autoridades persecutórias. Pensam que meteram as mãos em idiotas, depois de absolvidos os acusados, o que é bem provável, Delegados e Procuradores vão tentar gastar com suas defesas.

"A opção foi grampear o fluxo de e-mails que circulam pelo servidor central do banco Opportunity."

Pensam que todos são idiotas? E-mails de alta importância são todos criptografados, e há até programas de encriptação gratuitos para o povão que não pode pagar.

http://baixaki.ig.com.br/download/Etext.htm
Etext é um programa gratuito e simples de usar de criptografia que foi desenvolvido para você utilizar no seu cliente de e-mail.

Ele codifica qualquer texto na janela, copiando o resultado da encriptação na sua janela de e-mail, permitindo enviar suas mensagens privadas para que ninguém, além do remetente - que deverá possuir o mesmo programa para decodificá-lo - possa ler.

Ótimo para troca de mensagens pessoais, assegurando que só a pessoa a quem foi destinado a mensagem, tenha acesso.

Cícero José da Silva disse:
08 de julho de 2008 às 14:39

Nas ditaduras disfarçadas de democracia, como infelizmente existem em alguns países, notadamente da América Latina, elegem-se os inimigos do regime, e os alvos são os Jornalistas e Advogados, que são acusados de vazamento de informações.
Infelizmente a tudo se assiste e nada se faz, porque o povo gosta do circo das prisões espetaculares, e do pão do programa bolsa família, dentre outros sustentáculos do revanchismo desenfreado que se instalou no Brasil, onde impera o grampo telefônico, para se prender antes do trânsito em julgado da sentença.
Meu Deus nem na época dos regimes de exceção se assistiu a tantos desmandos, sob os aplausos do povo.

olhovivo disse:
08 de julho de 2008 às 14:42

Mentira tem perna curta. Anteontem o TARSO GENRO, ministro da Justiça, havia dito que não há vazamentos na PF. Por falar nisso, e as reportagens de hoje, na Globo, mostrando o Pitta sendo preso de madrugada, em sua casa. Deprimente! Que vergonha, TARSO! O Haiti é aqui.

Robespierre disse:
08 de julho de 2008 às 15:53

...não, olhovivo, o haiti é aqui quando gente da pesada, gente da elite, gente de dinheiro, passa incólume pela justiça. Agora, o MPF, a PF e os juízes federais estão mostrando que a lei que bate em chico deve e pode bater, também, em francisco.

Democracia é isso. Ou você é daqueles que acham que a lei penal só vale para pobre, preto e p...?

E mais: vamos parar de chicanices e firulas, pois a prisão cautelar está prevista no nosso ordenamento, desde que fundamentada ou com fortes indícios de culpabilidade. É o caso. Por que para os Nardonis vale a cautelar? Por que para os que são defendidos pela Defensoria vale a cautelar? Dois pesos e duas medidas? Não, e não. O povo não tolera mais hipocrisias e justiça voltada para os poderosos.

gilberto disse:
08 de julho de 2008 às 16:16

Só quero saber se os policiais que vazaram as informações terão o pedido de suas prisões!!!

João G. dos Santos disse:
08 de julho de 2008 às 16:29

Talvez agora seja hora de refletir sobre o que vem alertanto ninguém menos que o presidente do STF. A PF queria a prisão da jornalista, talvez para enquadrá-la como partícipe da suposta "mega-organização criminosa". Como ficaria sua reputação, sua carreira, sua dignidade de pessoa humana? Vale lembrar aquela historinha: o próximo poderá ser você, e não sobrará ninguém para protestar.

Fabricio M Souza disse:
08 de julho de 2008 às 16:50

Nossa! Entregaram tudo de bandeja para a jornalista! Vem cá, como é esta jornalista? É loura, de olhos azuis e anda de BM? AH, alguma coisa esta jornalista tem!!! Alguém vai investigar!?

Robespierre disse:
08 de julho de 2008 às 17:03

...assim não pode, assim não dá. A PF continua prendendo e algemando homens probos e de bem em vez de perseguir o MST e outros depossuídos. O jornal Nacional de hoje vai chorar, denunciando o Estado Policial que se instalou no país.

quá, quá, quá...como dizia o saudoso consultor richard...

Francisco Lobo da Costa Ruiz - advocacia criminal disse:
08 de julho de 2008 às 20:00

E O ANEDOTÁRIO JURÍDICO NÃO PÁRA DE CRESCER...
GENTE (CONJUR), POR FAVOR, PARE DE TRAZER ESSE TIPO DE NOTÍCIA, VERDADEIRAMENTE VERGONHOSA, AÇÕES, REAÇÕES E OMISSÕES RIDÍCULAS, DIGNAS DO FILME DO TRIO DE PATETAS.

olhovivo disse:
08 de julho de 2008 às 20:20

O fato de se utilizar mais de 200 policiais desmascara o espetáculo. Bastaria um oficial de Justiça para cada mandado de prisão. Na certa ninguém fugiria. E bastaria uma Kombi para cada busca e apreensão, com dois ajudantes. Sairia mais barato para o bolso do contribuinte.

Aluisio Regis disse:
08 de julho de 2008 às 21:03

Corretíssimo o Dr. Toron. O pedido de prisão de um jornalista íntegro, pertencente a um dos maiores e mais importantes veículos formadores de opinião da República, em virtude do exercício legítimo do direito noticiar demonstra uma certa intolerância com a categoria que merece a devida reprimenda.

Neli disse:
08 de julho de 2008 às 21:26

Vi no Jornal nacional a prisão do Pita.
Um absurdo o uso de algemas a uma pessoa que não oferece resistência.
A algema é meio de contenção e somente deve ser usada para evitar fuga ou quando o detido empreende resistência.

Por outro lado,crimes de colarinho branco deveriam se apenados com pesadíssima multa.
A prisão ,mesmo que seja longa,é um incentivo a esse odioso crime.

Janice Agostinho Barreto Ascari disse:
08 de julho de 2008 às 21:26

Não conheço os fundamentos do pedido nem sei se o MPF com ele assentiu. Todavia, se a notícia do Conjur está correta e a motivação do pedido de prisão e busca/apreensão era apenas o fato de a jornalista ter divulgado dados sigilosos da operação, o pedido é realmente incabível.
É dever da imprensa divulgar qualquer notícia de interesse da sociedade, seja ela sigilosa ou não.
Se alguma pessoa obrigada ao segredo de justiça "vazou" informações (PF, MP, Judiciário, advogados, réus, servidores dos órgãos, funcionários de operadoras telefônicas etc.), que seja punido conforme a lei. Mas a imprensa, livre, só responde pelos excessos que cometer, jamais pela divulgação em si.

Neli disse:
08 de julho de 2008 às 21:28

Penso que por mais enaltecido seja o direito de informar,há a ética,o sigilo e no caso em foco,o jornalista deveria se abster.

Wagner Souza disse:
08 de julho de 2008 às 21:43

Penso que a PF possui os meios e as condições para PRIMEIRO investigar QUEM vazou as informações para o jornalista. Depois, no decorrer desta investigação, verificar se há justificativa para processá-lo. E não primeiro querer prender para depois investigar. Correta a decisão do juiz, neste particular.

Spartacus disse:
08 de julho de 2008 às 23:09

Essa atitude da Polícia Federal é sintomática e vem sendo denunciada estrênua e aguerridamente pelo Presidente do Supremo Tribunal Tribunal Federal, Ministro Gilmar Mendes, pois reflete a postura e o desígnio autoritário, opressor, ditatorial com que aquela instituição é gerida e como seus integrantes pautam suas ações, menoscabando a inteligência da comunidade intelectual desse País.

A pretensão da Polícia Federal contra a jornalista bem demonstra o espírito autoritário que permeia aquela instituição. Quem quer que se oponha a seus intentos corre o sériíssimo risco de sofrer retaliações desse jaez, o que apenas comprova a falta de escrúpulos como age a Polícia Federal.

(a) Sérgio Niemeyer
Advogado – Diretor do Depto. de Prerrogativas da FADESP - Federação das Associações dos Advogados do Estado de São Paulo – Mestre em Direito pela USP – Professor de Direito – Palestrante – Parecerista – sergioniemeyer@adv.oabsp.org.br ou sergioniemeyer@ig.com.br

Armando do Prado disse:
09 de julho de 2008 às 00:37

O "presidente supremo" Gilmar Mendes, aos poucos ocupa o espaço do legislativo e começa a se portar como executivo também. Como diz PHA, impeachement no "presidente supremo". Atabalhoado. Presunçoso. Arrogante. Tudo errado no comportamento do seguidor de Carl Schimitt.

MPF e PF continuem o belo trabalho de desmonte da máfia dos poderosos que praticam crimes financeiros de gestão fraudulenta, operação ilegal de instituição financeira, evasão de divisas e concessão de empréstimos vedados, além de uso indevido de informação privilegiada, lavagem de dinheiro, corrupção ativa e formação de quadrilha.

Acham pouco os defensores de Dantas, Nahas e Pitta?

Armando do Prado disse:
09 de julho de 2008 às 00:44

Ao "Causídico": a PF e o MPF investigam os envolvidos HÁ QUATRO ANOS! Portanto, meu caro, ninguém está prendendo para investigar. A prisão cautelar está consagrada na nossa legislação. No caso em tela, autorizada por juiz federal de mais alto nível de competência e seriedade.

Armando do Prado disse:
09 de julho de 2008 às 00:45

Saúdo o olhovivo que, agora, começa a questionar o custo da operação. Por isso acredito no ser humano: é capaz de evoluir.

hammer eduardo disse:
09 de julho de 2008 às 07:00

Como a Jornalista em questão muito provavelmente não invadiu a sede da "puiça" federal de madrugada vestida com roupa de ninja , fica mais uma vez caracterizada a face oculta , saudosa dos tempos da ditadura por parte da nossa "federal". Se fizerem um inquerito minimamente serio , terminarão descobrindo que a tal "dica" muito provavelmente foi dada ate por algum membro usando aquele coletinho preto "fashion" com enormes letras amarelas nas costas.
Quanto a falsa alegação de "vazamento de informações" , não se preocupem com a Jornalista em questão pois certamente a "dica" foi dada por telefone para o Dantas e seus apaniguados por alguem de dentro mesmo. Querer culpar " o mordomo" esta fora de moda e pega muito mal em vista da notoria "eficiencia" operacional pela qual a federal gosta de ser conhecida. Continua apenas sem maiores explicações a "permanente facilitação coincidental" de SEMPRE estar presente junto com essas operações Hollywoodianas a incansavel equipe de reportagem da REDI GROBU que por sinal se bobear , leva ate um diretor para decidir os melhores angulos e gritar "AçÃO" para que se comece a suposta "invasão dos aparelhos" propriamente ditos. No ritmo atual , em breve teremos apos a apresentação da reportagem os devidos "creditos" tal e qual acontece com as novelas. Coisas do Brasil sil sil.........

Ronaldo dos Santos Costa disse:
09 de julho de 2008 às 08:57

Esses comentarios do dito Professor Professor Petista sao hilariantes!!!!! Deus queira que nao lecione em alguma instituicao de ensino superior!! Cada uma!

P.S. Teclado sem acento.

Jacir disse:
09 de julho de 2008 às 09:17

"Na verdade, o que os policiais chamaram de vazamento foi uma reportagem publicada na Folha sobre as investigações que resultaram na Operação Satiagraha, executada pela PF nessa terça-feira (8/7)."-------------------- hahahahahahaahahahahahahahah............é muita ousadia de nossa midia...... quer dizer que a PF faz suas operações baseadas em noticias ?......vão para o inferno........que é isso!!!????

Paulo Silva disse:
09 de julho de 2008 às 09:31

Os comentários dess suposto "Professor Armando do Prado" são inconvenientes e desprovido de qualquer suporte legal. O mesmo esqueçe que já foi preso e fico recolhido em presídio em São Paulo, e fica aqui querendo tirar uma de bom samaritano, defensor dos frascos e compremidos. Se enxergar seu babaca!

Comentarista disse:
09 de julho de 2008 às 09:43

Afora este fato lamentável e injustificável, a PF continua de parabéns!

E que ela continue investigando e prendendo os criminosos do colarinho branco, que, desde a descoberta deste país até o final do (des)governo do falastrão e hoje quase gagá FFHH, viviam em "berço esplêndido" mas hoje estão provando o "gosto" da lei.

Por essas e outras, talvez, o Sapo Barbudo continua com aprovação popular recorde e, caso fosse permitido, certamente seria reeleito pela terceira vez (mas acho que ele vai preferir eleger seu sucessor...).

É isso, simples assim.

Comentarista disse:
09 de julho de 2008 às 09:45

Professor Armando do Prado,

Receba minha solidariedade e respeito.

E jamais esmoreça da obtusidade ou das idéias tacanhas de alguns de seus interlocutores, pois não vale a pena.

Seus ideais são tudo, sempre!

Um grande abraço.

Comentarista disse:
09 de julho de 2008 às 09:47

Professor Armando do Prado,

Receba minha solidariedade e respeito.

E jamais esmoreça diante da obtusidade ou das idéias tacanhas de alguns de seus interlocutores, pois não vale a pena.

Seus ideais são tudo, sempre!

Um grande abraço.

Wagner Souza disse:
09 de julho de 2008 às 10:14

Ao "Professor Armando do Prado",

Acho que o Senhor não leu o meu comentário, ou então está com uma imaginação interpretativa muito fértil, pois, em nenhum momento questionei a decisão de prisão cautelar dos INDICIADOS, mas tão somente o pedido de prisão que a PF fez contra o JORNALISTA. Leia com atenção da próxima vez Professor!

Ana d´Angelo disse:
09 de julho de 2008 às 10:30

1- A repórter da Folha é séria, sempre busca o furo de reportagem;
2- A maior parte dos vazamentos de informações sigilosas beneficia a sociedade e a menor favorece a bandidagem. Esses vazamentos são mais importantes ainda quando se tenta abafar os inquéritos, caso de um recente envolvendo um ministro do STJ que antecipou a aposentadoria aconselhado por seus pares (cadê as conversas gravadas cadê a denúncia, MP?????)
3- Esse vazamento específico, com a precisão de detalhes – até o número de prisões foi próximo – é realmente estranho. Não tem sido a prática do MPF e PF em tempos recentes. A não ser que o vazador seja um agente deslumbrado. Se a informação chegou à imprensa, já tinha chegado antes aos alvos. Por isso, detecto digitais do modus operandi do Dantas – orientou o vazador a passar para a imprensa. QUAL O OBJETIVO? Suspender ou cancelar as prisões ou GANHAR TEMPO para subornar delegados, como tentou. Porque é notório que Dantas “compra” quase todas as pessoas que possam lhe servir de algo. Pelo jeito, ele não vê problemas no STJ e no STF.
4- Logo, o alvo deveria ser a própria PF e não a jornalista.

José Brenand disse:
09 de julho de 2008 às 10:34

Desejo acreditar, que nossa sociedade gosta da verdade verdadeira, não gostam de corruptos, e etc, porem quando esses não os incomodam em seu mister, porem quando se depararem com situacoes que os colocariam na berlinda, a grita é geral.
Concordo com o pedido da Polícia Federal, e de pleno acordo estou; hora, supostamente a imprensa, via seus cooperadores, desejam passar esse país a limpo, porem desde que essa polícia e justiça não os incomodem.
É de se refazer a pergunta que data vénia, foi formuladas por personagens do mundo social e político; que país é esse !!, irei mas longe; que sociedade é essa, que imprensa é essa, que efetua estardalhaços com noticias que envolvem gente do povo sem eira e beira, mas quando a agua batem em seus traseiros, tudo estar errado, e é, inconstitucional.

Ana d´Angelo disse:
09 de julho de 2008 às 10:48

Apenas uma vez tive contato indireto com Daniel Dantas. Pedi a terceiros que perguntassem a ele o que sabia da operação financeira que teria viabilizado o pagamento do suborno ao Ricardo Sérgio de Oliveira pela turma de Carlos jereissati para compra da Telemar. Porque Dantas botava a sua máquina para espionar e investigar os outros. Queria encontrá-lo, ms não consegui o contato. Publiquei matéris no Estado de MInas, fruto de análise de documentos de cartórios e Junta, atas de assembléias publicadas e balanços financeiros. Depois soube por terceiros que Dantas comentou que eu tinha ido longe demais, que nem ele tinha chegado naquele ponto (o porta-voz da informação da propina foi Antonio Carlos Magalhães passada por ele Dantas). Fiquei decepcionada. Afinal, ele sempre teve fama de ser um gênio.

José Brenand disse:
09 de julho de 2008 às 10:58

Ao "Professor Armando do Prado",

Acho que o Senhor não leu o meu comentário, ou então está com uma imaginação interpretativa muito fértil, pois, em nenhum momento questionei a decisão de prisão cautelar dos INDICIADOS, mas tão somente o pedido de prisão que a PF fez contra o JORNALISTA. Leia com atenção da próxima vez Professor!

Ao "Advogado" que assina anónimo; Se desejamos realmente ser um País do qual nossos filhos sintam orgulho de nele haverem nascido, acredito que é chegado o momento de que as pessoas tidas de bem, e de carater inquestionavél darem sua contribuição, e em se tratando de jornalistas, a esses com certeza cabe papel maior, e entre esse papel, seria o de delatar, nem que seja de maneira anónima, o informante, que deu vazamento a noticia das operacoes a serem desencadeadas pela Polícia Federal.
Acredito que deveria ser esse o caminho a ser trilhado, por todos, principalmente pela imprensa, imprensa essa, que normalmente da forte destaque, quando crimes são praticados por homens sem eira e beira, porem quando praticados por doutas cabeças privilegiadas da sociedade como um todo, se é feito de tudo para serem alertados os investigados para arrumarem meios devidos, para se colocarem ao largo das acoes corretivas, tanto é, acredito eu, que um dos envolvidos, estava mas que preparado financeiramente, com dinheiro e tudo, para subornar os policiais, porem se deu mal, porque nossa Polícia Federal, tem homens e mulheres de fibra, e que se envergonham de sermos conhecidos no exterior, como um País da impunidade, um país de corruptos, um país só de samba, mulheres que mercadejam o corpo, um País de turismos sexual, um País paraíso da impunidade e de guarida a mal feitores de naipes variados, e que cadeia só é para pobres.

Bira disse:
09 de julho de 2008 às 11:35

Como no caso do RJ, criminosos são aqueles que entregam as pessoas aos monstros, já estes, são vitimas...

Wagner Souza disse:
09 de julho de 2008 às 12:14

Ao Sr. José Brenand "Outro",

Sugiro que leia o artigo 5o, inciso XIV, que está contido no "TÍTULO II - DOS DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS" da Constituição Federal de 1988. O Nobre Magistrado com certeza o leu antes de proferir sua correta decisão.

Domingos da Paz disse:
09 de julho de 2008 às 13:11

Primeiramente quero parabenizar este magistrado da justiça federal pela atitude de não entrar no "embalo" da Polícia e nem do MP. Ao contrário do que aconteceu comigo, depois que noticiei crimes ambientais na região mais pobre do Estado de São Paulo, "vale do ribeira", descobri que havia magistrados, policiais, advogados, servidores públicos, promotores de justiça, todos protegidos por desembargadores do TJ paulista, assim amarguei mais de dois anos preso por uma "maldita prisão preventiva" que o STJ fulminou com o HC n 65.678/SP, como jornalista e cidadão, hoje estou processando todos estes crapulas no mesmo Tribunal que me absolveu das imputações criminosas por ser jornalista. Justiça foi feita, mas minha família, filhos, netos e amigos sofreram comigo a injustiça da justiça paulista. Odeio estes magistrados paulistas, pois ninguém irá reparar o prejuízo que me causaram, moral, intelectual e espiritual. HABEAS CORPUS . CRIME DE IMPRENSA.
JORNALISTA PROFISSIONAL. PRISÃO PREVENTIVA.
AUSÊNCIA DO REQUISITO NORMATIVO. FUNDAMENTAÇÃO
INIDÔNEA. CONSTRANGIMENTO ILEGAL CONFIGURADO.
ORDEM CONCEDIDA.
"CRIME DE IMPRENSA - JORNALISTA
PROFISSIONAL - PRISÃO PREVENTIVA:
IMPOSSIBILIDADE (art. 66 da Lei n.º 5250/67). Nos
termos do art. 66, caput, 1ª parte, da Lei n.º 5250/67,
com forte respaldo na Constituição Federal
(especialmente, arts. 5º XIV e 220, § 1º), não é cabível
prisão preventiva contra jornalista profissional, por
prática de crime de imprensa.
Esperar o que mais da justiça estadual, por isso quero parabenizar este magistrado federal pela lucidez de analisar os direitos constitucionais de uma profissional de imprensa, e tenho dito.

José Henrique disse:
09 de julho de 2008 às 21:52

Parabéns ao Jornalista (com j maiúsculo). À PF, que vá limpar suas fileiras dos vendilhões!

Murassawa disse:
10 de julho de 2008 às 10:57

Correta a decisão do MAGISTRADO enquanto que a Polícia Federal e MPF estão todos equivocados e acham que estão acima da LEI com o que não podemos concordar, pois, é sabido que quando eles MPF e Polícia Federal querem fazer estardalhaços procuram convocar a imprensa com antecedencia, razão porque, devemos repudiar a pretensão da PF, por ser absurda e imoral.

Helena disse:
12 de julho de 2008 às 08:15

A cada dia fico mais idgnada com meu Pais.
Será que estamos no regime de :
Ditadura......
Longe de Democracia.
Parabens pela sua reportagem, nós Brasileiros precisamos saber o que acontece em nosso pais.
Segundo as nossas "Leis"....vamos acreditar que existe constituição.

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