Humanizar a figura do juiz e banir o excesso de juridiquês das decisões judiciais pode parecer ainda algo distante de acontecer no Judiciário, mas lá no interior da Bahia, na pequena cidade de Conceição do Coité, de 58 mil habitantes, o juiz Gerivaldo Alves Neiva, de 46 anos, consegue.
Ele leva seus “companheiros”, como gosta de chamar os moradores e até mesmo os réus que chegam ao fórum da cidade, a discutir o conteúdo e o resultado de suas decisões judiciais em bares, celas, praças e até mesmo em comunidade no site de relacionamento Orkut. Ele também costuma dar título para as mais polêmicas: “Sentença para ser lida e entendida por um Marceneiro” e “A crônica de um Crime Anunciado” são alguns exemplos.
A discussão jurídica lá em Coité só é garantida entre os moradores pela simplicidade das decisões de Gerivaldo. O juiz dispensa formalismo e é firme ao ressaltar que suas decisões não precisam satisfazer colegas e jurisdicionados. “Só precisa ser justa.”
Pau para toda obra
Gerivaldo julga cerca de 100 processos por mês e exerce uma jurisdição plena: cuida do criminal, cível e eleitoral. Segundo ele, na linguagem popular, “é pau para toda obra”. Antes de chegar à magistratura, 18 anos atrás, o juiz se formou em sociologia com especialização em educação popular. Era estudioso de Leonardo Boff e Paulo Freire. Essa formação o acompanha até hoje na busca da Justiça utópica.
No último mês de agosto, Gerivaldo conseguiu dividir a cidade com mais uma de suas decisões. Ele mandou soltar um rapaz de 21 anos, mudo e surdo, acusado de furto, a quem chama de Mudinho. Como pena, determinou que ele fosse estudar e procurar emprego.
“O que esperar de alguém que passou a infância e adolescência lançado à sorte, esquecido pelo Estado? De certo, que se torne um bandido. O que pode mudar o futuro desse indivíduo é a forma como será aplicada a Justiça. Se jogado em uma penitenciária, talvez a ressocialização seja a última coisa que acontecerá”, escreveu na sentença, A Crônica de um Crime Anunciado.
O juiz conta que, depois dessa decisão, metade da cidade gostou do resultado, dizendo que Mudinho merecia mais uma chance. A outra, contudo, alegou que a decisão poderia causar grandes problemas e Gerivaldo podia até se tornar a próxima vítima do jovem mudo.
A sua decisão sobre o caso de um marceneiro também ganhou repercussão. Em linguagem simples, como de costume, o juiz escreveu sobre José de Gregório Pinto, que comprou um telefone celular, “certamente pensando em facilitar o contato com a sua clientela”. Dois meses depois de ter “domado os dedos grossos e calejados” para apertar os botões do aparelho, o telefone quebrou. Não teve conserto. “Seu Gregório” também não conseguiu nenhum acordo nem com a Siemens, fabricante do produto, nem com as Lojas Insinuante, que lhe venderam o celular. E foi à Justiça.
O juiz não aceitou nenhum dos argumentos tanto da Siemens como das Lojas Insinuantes. Ficou do lado do “Seu Gregório”. Gerivaldo dispensou as provas técnicas e qualquer outra formalidade da Justiça. Apenas mandou a loja devolver a “Seu Gregório” o dinheiro usado para comprar o celular. Mandou também a Siemens enviar ao marceneiro um novo aparelho, “para que ele não se desanime com as facilidades dos tempos modernos”. Simples assim. Afinal, “no mais, é uma sentença para ser lida e entendida por um marceneiro”, registrou.
Noutro caso, Neiva mandou expedir alvará de soltura para uma jovem de 19 anos, acusada de envolvimento com o tráfico de drogas. Ela é mãe e, na época, seu bebê tinha dois meses. Na decisão ele escreveu: “Não, Graciele, você não necessita do seu filho, ao contrário, ele chora todos os dias, sente falta do cheiro da mãe, do seu leite, do seu calor e do seu amor. Talvez você não mereça, mas é um crime ainda maior privar uma criança de dois meses do aconchego daquela que lhe concebeu e lhe deu à luz. Não demore! Saia e vá amamentar seu filho enquanto seus seios ainda permitem”.
Voz do povo
De acordo com Gerivaldo, o seu ideal, além de exercer uma Justiça plena e efetiva, é fazer com que a cidade trave diálogos para discutir um pouco mais sobre o assunto. “Escrevo minha sentença pensando numa pessoa que não entende nada da ciência do Direito. Depois de redigi-la, leio em voz alta para saber se vão entender e acompanhar meu raciocínio”, explica.
O juiz conta que, no final de cada decisão, coloca seu e-mail e o endereço de seu blog para receber críticas. Num tom descontraído, ele brinca: “assim como existe um pós-venda numa grande concessionária de carros, eu tenho a minha pós-sentença. É importante dar a cara a bater. Saber onde errei”.
Lá em Coité, os presos também ficam à vontade para conversar com o juiz. E, provavelmente, nenhum julgamento será anulado por causa do uso de algemas. Quando os presos chegam ao fórum da cidade, Gerivaldo manda logo tirar as pulseiras de aço para que possam bater um papo. Segundo o juiz, existe uma confiança mútua entre ele e os réus. Ele não é visto como um algoz e está lá para aplicar apenas a Justiça.
Certa vez, ele conta, durante uma festa da padroeira da cidade, Nossa Senhora da Conceição, a praça ficou repleta de gente e houve uma grande confusão. Ele e a mulher ficaram presos no meio dela. Quando o juiz menos esperava, apareceu um ex-presidiário para ajudá-los, o conhecido “Nescau”. Sua mulher ficou aliviada, mas advertiu: “Ele nos ajudou, mas outro [ex-presidiário] poderia fazer algum mal a você”. Gerivaldo deu de ombros.
As suas decisões, pelo menos as mais polêmicas, não costumam ser reformadas pela segunda instância, gaba-se. Ele atribui o fato à grande repercussão que muitas delas ganham na mídia. “Por isso, muitas vezes o Ministério Público estadual nem recorre.”
Questionado sobre as falhas do Judiciário, Gerivaldo diz que um grande problema é o fato de a maioria de seus pares não conseguir dialogar. “Juízes são formados para impor, decidir e determinar. Muitos adoram prender, como se fosse a solução de todos os problemas. Eu adoro soltar”, brincou.
O juiz Gerivaldo não acredita numa violência “originária” de cada ser humano. Para ele, existe uma violência derivada. Explicou que muitos jovens entram no mundo do crime e das drogas por falta de base familiar. Aí, prisão não resolve. “O sistema prisional é uma lixeira humana”.
Baile da lei
De acordo com o juiz, a Constituição Federal de 1988 convidou o Judiciário para um grande baile social, democrático e igualitário. Na festa, a magistratura seria representada por garçons e dançarinos. Segundo ele, os dançarinos deveriam dançar de tudo: salsa, merengue, xote e até um tango argentino.
Passados 20 anos, Gerivaldo acredita que o Judiciário ainda não criou o espaço para o baile e está pior do que antes. “Sem espaço, não tem baile. Sem Poder Judiciário forte, autônomo e bem estruturado, como pensar na garantia dos direitos constitucionais?”
Gerivaldo diz que a magistratura não aceita a função de garçom e menos ainda a de dançarino. “A magistratura jamais aprendeu a dançar e também não se dispôs a aprender. Aliás, já bailou em alguns bailes, só que inacessíveis ao povo e não num grande forró popular.”
O juiz afirma que, enquanto o Judiciário não preparar o espaço para o baile e não for um bom anfitrião, o sonho de Justiça ideal não vai virar realidade. “Enquanto o Judiciário não for completamente democratizado e a figura do juiz, humanizada, não teremos saída.”

Jesus Cristo!
Leonardo (Genésio) Bofe e Paulo Freire, uma parelha de dois!
Já perdoei a Gláucia por ter trocado uma letra em meu nome: Genivaldo ao invés de Gerivaldo.
As decisões mencionadas na matéria estão publicadas em http://www.gerivaldoneiva.blogspot.com ou http://www.amab.com.br/gerivaldoneiva
O Ilustre Juiz caminha rente a uma das duas opções que tem o ordenamneto juridico nacional.
1 - CONTINUAR NESSA LINHA ATUAL O PODRE PODER JUDICIARIO VAI SE ESTINGUIR E LEVAR CONSIGO A SOCIDADE.
2 - SEGUINDO OS CAMINHOS DO ILUSTRISSIMO MM. DR. GERIVALDO, TEMOS ALGUMA CHNACE DE REABILITAR ESSE PODRE PODER JUDICIARIO.
Parabens Dr. Gerivaldo, que um dia V.S. venha presidir o nosso STF.
Os homens admiráveis assim o são por conta de suas posturas exemplares e por uma vida dedicada aos seus semelhantes. Não vivem preocupados com a sua felicidade, mas tristes com os desvios humanos e ávidos para instalarem a paz e a harmonia social.
Sofrem em busca desse ideal que é o verdadeiro sentido da vida: o prazer de servir.
Esses admiráveis servidores são os pilares da dignidade humana e podem ser encontrados em todos os lugares, nos rincões da Bahia ou no centro de Paris, mas identificados pela vocação única de servir.
Não se importam com o número de admiradores e muitos sequer os têm, por isso são indiferentes aos aplausos, mas mesmo incógnitos eles estão diante de nós e ao nosso lado. Não fosse a cegueira decorrente do egoísmo, da individualidade, da inveja, da arrogância, da competição irracional, da falta de escrúpulos, enxergaríamos muitos outros desses heróis anônimos.
Pelas obras judiciais realizadas e pela coragem de romper as convenções sociais em benefício dos desamparados, o Dr. Gerivaldo Alves Neiva já é um homem admirável.
Que Deus sempre o ilumine e o faça justo.
Parabéns!
No meio do odor fétido de um poder agonizante e desacreditado, é alentador sentir o doce cheiro da esperança e do bom senso.
As coisas, de fato, podem mudar.
Parabéns Gerivaldo!
Parabéns Juiz!
Você é um verdadeiro Juiz, pois o que se busca no Judiciário é a Justiça e não o Direito. O que é justo e o que é direito talvez seja uma discussão interminável, mas sem dúvida, a justiça é a razão da existência do direito. O que é justo, justiça, é o princípio e esse princípio deve ser observado em todas as decisões. O direito deve estar em consonância com esse princípio, se não estiver, faça-se justiça!
Mais uma vez, parabéns juiz, por ser juiz de verdade.
"o sonho de Justiça ideal"
Ah, como é doce o sonho dos utopistas!
A bobagem humana não tem limites.
Ah, Sr. Fernandojr, vc também é muito engraçado!
Seu comentário me fez rir.
abs
Esqueci de complementar, você é um palhaço mesmo! Muito engraçado! hahahaha!!!!
É verdade, Vander. Toda essa notícia é muito engraçada. Também pudera: como ser diferente com um juiz chamado Genivaldo que, além disso, acha que o Judiciário deve transformar-se "num grande forró popular". E, não bastasse a comicidade da situação, vc ainda se dispõe a fazer profundos elogios ao juiz-humorista (apesar de que, acredito, o seu humor é involuntário; parece-me que vc realmente faz o elogio a sério; Haldol talvez funcione no seu caso).
Vander, Genivaldo e o grande forró popular judicial: o picadeiro está armado! (ou será o hospício?)
fernandonjr, agora vc foi totalmente sem graça! não quero mais brincar com você! vamos deixar quieto, vai! eu não concordo com vc mas respeito sua opinião. encerro aqui minha pequena participação.
abs
É pra rir ou pra chorar?
Juiz com essa visão de mundo, vejo que ainda há esperança para o judiciário brasileiro, humano, preocupado com os problemas sociais, essa é a postura de um juiz de verdade, parabéns, uma abraço fraternal
Viva o dr. Gerivaldo!! É seguro de si, não tenta impressionar (e esconder lacunas) com o linguajar.
Espero que esse juiz sirva de exemplo para os que virão. Enquanto o Judiciário permanecer em seu pedestal, sem misturar-se ao povo e compreender suas agruras, a verdadeira justiça nunca será aplicada. Parabéns ao juiz Gerivaldo!
Quanto aos demais comentários, só posso lamentar que existam pessoas suficientemente esclarecidas para ler o ConJur, mas que têm uma visão tão limitada sobre a função do Poder Judiciário.
Parabéns ao Exmo. Sr. Dr. Genivaldo.
Suas sentenças são provas de que juízes também são seres humanos, e, portanto, devem agir como tais.
Quanto àqueles que o criticam, realmente, não os entendo: eles vivem reclamando dos juízes que se acham deuses, que se blindam de todas as maneiras, que têm elevador exclusivo no prédios forenses, etc; e agora que surge um juiz racional, que "fala" uma linguagem que o povo entende, os hipócritas o apedrejam, julgam-no um utopista, entre outros termos pejorativos. Criticam-no até mesmo por se chamar Genivaldo!!!
Tem nada não "Seu" Genivaldo, continue assim, com seu senso de humanidade. Infelizmente, V. Exa., ante os outros juízes, é como um pingo d'agua no oceano. Mas lembre-se, nem mesmo Jesus Cristo conseguiu agradar a todos...
Estou encantada...
Realmente é um bom exemplo aos juízes brasileiros. Estes, muitas vezes mais preocupados em ver devidamente lustrados os seus pedestais que com a justeza de seus julgados, bem que poderiam, a exemplo de "SEU" Genivaldo, buscar maior contato com o mundo que os cerca.
"SEU" Genivaldo nos mostra que o Direito é algo simples e prático e que são os seus profissionais que o fazem complicar, para valorizar a profissão.
Parabéns, Doutor, sei que não haverá de preocupar-se com a mediocridade dos que o criticam.
Isso é bom lá no interior da Bahia, numa cidade de 58 mil habitantes.Não pode um juiz aqui do Rio ou mesmo de São Paulo, que está com seu cartório atolado de processo ficar dando aulas, nem mesmo na universidade. Precisa antes colocar em dia seus processos, o que é quase impossivel. Pior ainda é que existe até desembargador de Tribunais que fica fazendo programa de rádio e de tv, bancando o artista, dando entrevista pro Conjur e prás revistas disso e daquilo, e até participando de congressos e cursos atgé mesmo no exterior, enquanto as causas se arrastam nos tribunais como almas penadas no inferno...Nem tudo o que é bom prá Conceição do Coité é bom pró Rio, prá São Paulo ou para o DF...
Caros FernandoJR e Vander,
Posturas extremas como o do DR Genivaldo são salutares para que, na síntese, o Judiciário perceba que colocar-se no pedestal talvez seja tão temerário quanto trazer aos bares discussões sobre Ações Diretas de Incostitucionalidade por vício formal.
Não creio que seja engraçado um juiz que tenha por nome: Genivaldo. E tenho esperaça de que os Genivaldos se proliferem na medida em que FernandosJrs, com seus pensamentos retrógrados, preconceituosos e nada aproveitáveis sejam erradicados do meio jurídico.
Dra Nara: a sra. está com a razão. Não tem nada de engraçado no nome de ninguém. Tambpem acho que o dr. Genivaldo é um juiz excelente e deve ser um exemplo para todos os seus colegas que trabalham numa comarca de 58 mil habitantes. Conheço bem o interior da Bahia, e já passei em Conceição do Coité, cidade agradavel e pacifica. Por isso deve o dr. Genivaldo ser imitado pelo juiz de Serrinha (BA), Xerem do Norte (PI), Caitité (PB), Buri (SP), Penapolis (SP), Conquista (MG) e Rosinha do Sul (RS) e todas as comarcas de 50 mil habitantes onde não existem muitos bandidos nem muitos processos. Só não espero que isso se verifique nas grandes cidades...
...Se é que os tais Vander e Fernando Jr pertençam, de fato, ao mundo jurídico (complementando o raciocínio da Nara Rúbia).
Que coisa, sra.Nara!
Eu sou o retrógrado, mas é a sra. que clama por minha erradicação. Como é doce a "tolerância" dos "progreçistas", não é mesmo, sra Nara?
Só lhe digo, sra Nara, que a sra não vai policiar a minha linguagem, nem a sra nem a canalha "politicamente correta" que infesta este triste País.
Vá plantar batatas, sra Nara!
P.S.: Genivaldo, além de ter esse nome cômico, é um "progreçista" politicamente correto caricato.
Ao Pedro Pinto:
Não, realmente eu não faço parte do "mundo jurídico". Também pudera: quem desejaria fazer parte de uma gaiola de loucas?
Boa pergunta, Fernando Jr. Eu, que faço parte de uma comunidade respeitada, não sei te responder.
Agora, se você não quer fazer parte desta "gaiola", porque vem fazer seus comentários infames neste site juridico?
Fernando JR
Não levarei em consideração o que vc diz. Desde a infância aprendi que devemos relevar a mediocridade alheia e não lhe dar ênfase alguma.
Os holofotes desperdiçados com a mediocridade de um, melhor aproveitam-se ao ressaltarmos a inteligência e o brilhantismo de outros.
Vejo que os colegas que comentam neste site têm personalidade, bom senso e considerável conhecimento técnico-jurístico e humanistico.
Aos meus colegas de profissão, meus respeitosos cumprimentos e minha admiração.
PARABENS SR. DOUTOR JUIZ. .,.
AGORA SIM, EU VI UM HOMEM,UM CIDADÃO DE VERDADE, JUSTO E SABIO. -
ADMIRO TODO O SEU TRABALHO.
QUE DEUS CONTINUE ILUMINANDO O SEU CAMINHO.
Gerivaldo para Ministro do Supremo!
A maioria os juizes e promotores na história recente desse país são filhos de famílias abastadas,jovens ávidos e gananciosos que nunca olharam um pobre de perto sem sentir-se ameaçado.
Superlotam as prisões brasileiras com autores de crimes irrelevantes. Hoje são parte do problema e não da solução.
Que absurdo, Gerivaldo para ministro do supremo! É verdade que temos de reconhecer que esse é o tipo do juiz ideal para o brasil, é assim que se aplica a justiça. Por que não copiar o gerivaldo?
Porem, é outra cosia ter a absurda pretensção de dizer que esse homem é o ideal para ministro do supremo. Apesar de haver lá no supremo uma figura que só Deus e PT sabem como essa figura chegou ao supremo.
O Gerivaldo é "10", mas isso é um sonho, tem Juízes que sequer conhecem na mente o que é mais importante, pois que todos são inocentes até que se prove ao contrário, mas, a maioria trata os réus como escória, aí, tem que se esconder em condomínios fechados, em mansões com extrema segurança, e, sabe porque isso, por sua popularidade negativa, os elevadores privativos são na verdade não para separar Juízes do resto do mundo, é para que ele fique mais distante, e, tenha como sacramentar decisões injustas que na verdade são verdadeiros braços do Estado punitivo, tem Juízes que deveriam ser delegados, porque já deviam ter vontate aí fazem de seu munus um exercício de medidas coercitivas, como, por exemplo, não ver como muitos que altuns réus em audiências sequer são defendidos pela Defensoria, que, em muitos do casos sem conhecer o processo mas chegando de socapa, ofertam um defesa enxuta, pífia, levando o increpado a descraça, mas, eu conheço um Juíz que desconstitui uma Defensora porque ela dispensou conversar com o réu e também sequer sabia dos fatos, e, para eu o réu não fosse mau defendido suspendeu a audiência, abriu vista para outro defensor escolhido por ele, e assim o réu pode ter sua defesa com alacridade, o que de fato não acontece, eu dedito a lisura e o garantirismo como este ao nobre e mais humano Juíz que conheci, Dr. Fernando Almeida, da 3 Vara Criminal de Duque de Caxias, assim como o maior Desembardagor, Dr. Geraldo Prado, a eles toda a glória de serem antes de mais nada HOMENS visionários dada a sua assaz experiência, eles não andam de elevadore privativos e desfilam pela cidade tranquilo, comem e alkoçam com os advogados, é fugura totalmente sociavel, amável e humana com todos e sua fama corre por toda cidade, como um Juiz justo.
Éeeee, conheço um Juiz que de tão "bão", numa audiência percebeu que a Defensora se recusou a conversar com o réu e também estava pegando o processo naquela hora, então, o Juiz indagou: - a senhora conhece este processo ? ela respondeu não; conhece o réu ? já falou com ele ? ela respondeu não; então, sinto muito mas a senhora não esta em condições no momento de assistílo, vou suspender esta audiência, vou deferir a liberdade a ele, a senhora pega o processo no cartório, leva-o, estuda-o, conversa com o réu, e, depois, faremos a audiência, tudo bem ? tudo exceleência respondeu a Defensora. - Meu irmnão, isto é que é justiça, poxa, só na 3 Vara Criminal de D. Caxias, o Juiz é o máximo. Daí em diante os defensores passaram a serem mais responsáveis com os seus constituíntes.
Outros, são um lixo de humanidade.
FernandoJr, quando sabemos que algum pedófilo foi preso, que alegria, deveria até matá-lo como dizem de alguns estrupadores, mas, quando este pedófilo é nosso irmão, aí a coisa muda, aquele teu irmão que pegou a filha da empregada, agora vai receber o que vc imagina para os outros. Os castigos são devidos aqueles que cometem os erros, todavia, os castigos devem ser aplicados de modo a não tornar esta sociedade para o egresso pior do que ele já vinha sendo e como é, ou seja, devemos ser para nossos semelhantes menos favorecidos canais, ou referência, quem sabe, como um concurso, alguns chegam lá outros não, os que não chegam como vc FernandoJr tem que desistir, então, estamos interessados em recuperar e não castigar, se vc não é o que deveria ser mas desejva ser algo, imagine se for abandonado, imagine se vc sequer soubesse utilizar um computador porque lhe faltou o PAI e a MÃE como canais e referência, então meu caro seja canal e referência, começe hoje, insista em mudar as pessoas para melhor, mas, vc é o primeiro que tem que mudar, e deixar de se achar, pois assim, vc pode ter tudo, pode ser tudo, mas ninguém está te aceitando, vc acha, mas está vendo que não é um canal nem referência para ninguém, o mais cheio de si, de, repente, é o mais vazio de todos, e, por ser vazio vc trata as pessoas assim, um dia, quando vc estiver cheio de virtude irá se incomodar com coisas de outra forma.
Enganam-se os que pensam que ser fazer Justiça é tão simples assim.
Cinismo e demagogia é desfazer da ciência do Direito, reduzindo-o a um monte de textos insignificantes, como se a Lei e a técnica jurídica de nada valessem. Como se a maioria da população (não se deve usar a expressão "povo", que é ambígua)fosse capaz de entender Direito Civil, Penal, Processual etc.
O Direito é voltado para os técnicos. A Justiça, para a população. A missão do Juiz é fazer Justiça com técnica, para que a "Justiça" não vire arbitrariedade.
Fazer Justiça, portanto, não é discutir as próprias sentenças com a população. Isso está mais para campanha eleitoral.
Fazer Justiça é CONHECER E APLICAR A CONSTITUIÇÃO FEDERAL (e, com base nela, as leis) COM SABEDORIA E ISENÇÃO.
Fazer Justiça é tratar a todos com respeito, mas sem subserviência.
Fazer Justiça é dar a cada um o que é seu, não o que cada um gostaria de ter.
Fazer Justiça é praticar o bem, doa a quem doer.
Fazer Justiça não é adquirir popularidade. Não existe popularidade numa profissão em que se afirma a razão de um e se condena a conduta do outro.
Aliás, para quem conhece um pouco de História, foi com medo da opinião pública que Pilates mandou Cristo à crucificação. E foi ao lado da opinião pública que Hitler ascendeu ao poder e exterminou mais de seis milhões de judeus.
Charles Machado - Advogado
Belo exemplo o dado por este Juiz. Mostra que é sim possível ser imparcial, aplicar corretamente a lei a todos sem execeção, sem contudo, ser arrogante, prepotente, deselegante, etc...
É por estas e outras, que ainda acredito num país melhor, mais justo e digno com todos os nacionais.
Juiz como o Dr. Gerivaldo é coisa rara nesta Pindorama!
Seu amadurecimento (46 anos), sensatez e sobretudo inteligência, levaram a esse procedimento tão diferente da maioria dos "MAGISTRADOS IMBERBES", que usam a toga em causa própria, querendo se destacar e APARECER com um juridiquês tosco e tacanho, aprendido nos Almanaque do Tico-Tico, percebam o comentário do magist_2008 (Juiz Estadual de 1ª. Instância - - ), e constatem!!!!
Prossiga assim Dr. Gerivaldo em sua genuína e brilhante carreira.
O poder desproporcional dado pela Constituição aos juízes e promotores, não objetivava criar mais uma casta de privilegiados em nossa sociedade. Visava levar a cidadania a milhões de excluídos, coisa que o Dr. Gerivaldo modestamente está fazendo.
A Constituição cidadã foi fruto da luta política do povo brasileiro contra a ditadura militar, período em que a maioria dos magistrados brasileiros foram subservientes aos poderosos. Aliás,quantos magistrados perderam o cargo durante o regime militar?
O atual Estatuto da Magistratura brasileira é perfeito. Faz a declaração dos Direitos Humanos da ONU parecer piada. Os juízes são SERES HUMANOS com letra maiúscula.
Isto que leva alguns a acreditar que tal como Jesus Cristo estão sentados a direita de Deus Pai, todo poderoso, para julgar os vivos e os mortos. Aliás, tem muito juiz que se resolver falar com Deus terá que pegar o elevador (privativo) e descer pelo menos uns três andares.
Engraçado como um texto tão simples encontra oposição e mitificação de que Justiça seja algo confuso e difícil de se aplicar. Considerando que para Ministro do STF é preciso 'notavel saber jurídico' e "QI" e cotejando o tal "Gilmar Mendes" e o tal "Genivaldo" podemos perceber que o que sobra ao Genivaldo falta, e muito, ao Gilmar. Certo que o Genivaldo aplica Justiça ao cidadão e não para se promover só cabe a nós nos orgulharmos com sua competência e sabedoria. Aos doidos, outros, que busquem seus honorários com, pelo menos, mérito.
Criminal:
Primeiro, deixe de ser covarde.
Depois, aprenda a escrever.
Por fim, aprenda a ter dignidade.
Aí poderá me criticar.
DIANTE DA DECISÃO DO STF QUE MANDOU, DESATENDENDO O PRINCÍPIO DA LEI PROCESSUAL, SOLTAR O SR. DANIEL DANTAS, O ÍNCLITO MAGISTRADO DA BAHIA, ESTÁ CORRETISSSIMO EM SUAS ATITUDES. AFINAL, SE O SR, DANIEL ESTÁ SOLTO, COMO PRENDER ALGUÉM POR UM SIMPLES FURTO???
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