STF tem correspondido à crescente demanda da sociedade

A Carta de 1988 é um marco entre o fim de um ciclo autoritário e o início de uma nova experiência democrática. A constatação é do presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes. Ele falou sobre os 20 anos da Constituição e a jurisdição constitucional no século XXI, na quinta-feira (23/10), em palestras promovidas em Washington (EUA).

Durante a palestra, o ministro ressaltou também o papel do Supremo Tribunal Federal de “atuar na necessária evolução constitucional, por meio da interpretação do texto da Constituição”. Segundo ele, a Corte tem respondido à demanda cada vez maior da sociedade demonstrando profundo compromisso com a realização dos direitos fundamentais.

Nesse contexto, ele citou casos históricos, discutidos pelo Supremo, como questões relacionadas ao racismo e ao anti-semitismo, à progressão de regime prisional, à fidelidade partidária, às pesquisas com células-tronco e o início do julgamento de temas relevantes sobre aborto e a demarcação de terras indígenas.

Já no Woodrow Wilson Center for Scholars – centro de estudos que reúne acadêmicos e pesquisadores das áreas de relações internacionais e de políticas públicas de todo o mundo –, o ministro apresentou a palestra “Novos Desafios para Jurisdição Constitucional no Século XXI: Perspectiva Brasileiras”.

O presidente do STF explicou que “a jurisdição constitucional brasileira foi construída num ambiente constitucional democrático e republicano, apesar das interrupções causadas pelos regimes autoritários”. Gilmar Mendes falou das influências do modelo norte-americano no sistema brasileiro como decisivas para a adoção inicial de um sistema de fiscalização judicial da constitucionalidade das leis e dos atos normativos.

Hoje, no entanto, o ministro definiu o controle de constitucionalidade como sendo caracterizado pela originalidade e diversidade de instrumentos processuais destinados à fiscalização dos atos do poder público e à proteção dos direitos fundamentais.

Ao fazer um panorama geral sobre o tema, o ministro destacou ainda a ampla publicidade dos julgamentos no Brasil. Ele concluiu a apresentação afirmando que “não há Estado de Direito, nem democracia, onde não haja proteção efetiva de direitos e garantias fundamentais”, ressaltando as atribuições do STF como guardião da Constituição.

Ainda em Washington, na quinta-feira (23/10), Gilmar Mendes reuniu-se também com o presidente da Suprema Corte dos Estados Unidos, John Roberts, e com o juiz Antonin Scalia.

Na segunda-feira (27/10), o ministro cumpre agenda em Boston. Ele apresenta palestra sobre “O Controle de Constitucionalidade no Brasil” na Harvard Law School.

Luiz P. Carlos (((ô''ô))) disse:
25 de outubro de 2008 às 21:48

LINHA AMARELA OFERECE PASSE LIVRE PELO SILENCIO JURIDICO.

Por que pagamos 5 vezes ao transitar na AVENIDA: Valor do Pedágio/LAMSA, valor da CIDE/Combustíveis, valor do ICMS, valor do IPVA, valor do IPTU.

A ÚNICA cidade do País a cobrar pedágio em AVENIDA (Linha Amarela), sendo que dos 400 mil usuários apenas 20% pagam o pedágio. Cadê MPRJ !

Voce sabia que pedágio MUNICIPAL em lugar de Contribuição de Melhoria CTN art. 81, DL. No.195 24.02.1967 art. 12., o ato é de Improbidade por apropriação indevida de bens públicos.

LEIA NO ORKUT COMUNIDADES:
DIGITE: LINHA AMARELA FRAUDE

Contribuinte Indignado disse:
25 de outubro de 2008 às 23:24

Gostaria de saber se o Ministro Gilmar Mendes PROCESSOU A REVISTA CARTA CAPITAL ou se ficou o dito pelo não dito, ou " em matéria de entretanto, nada como finalmente"

Çidadãozis Hinconformádius disse:
04 de novembro de 2008 às 21:50

Qual sociedade ele está se referindo ? A dos de colarinho branco ou a de gente honesta, que paga seus impostos em dia, trabalha 44 horas semanais e vê um sujeito que ao abrir a porta da geladeira e acende aquela luz ele ajeita o penteado ? Ah ! vai se catar senhor GM !!!

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