Parentes de mortos da Providência processam Google

Os familiares dos três jovens mortos do Morro da Providência (RJ), em junho após serem entregues por militares do Exército a traficantes, entraram na Justiça contra o Google. O objetivo dos advogados é tirar, do mecanismo de busca do site, um e-mail apócrifo chamado “As fotos dos três anjinhos mortos no Rio”. O processo está na 30ª Vara Cível do Rio de Janeiro.

O texto da mensagem relata passagens dos jovens pela Polícia e traz supostas fotos deles armados. “As informações sobre as passagens pela polícia são falsas e os adolescentes mostrados não são eles”, afirmou o advogado das famílias, João Tancredo, em entrevista à Agência Estado.

Além da retirada, o advogado quer que o Google não mais inclua as páginas no seu mecanismo de busca e pague indenização pelo dano já causado.

Segundo o advogado, a defesa dos militares anexou o e-mail ao processo. Usuários do Orkut, do Google, publicaram o texto e as fotos. Um deles está na comunidade chamada Marinha do Brasil. Os militares já foram denunciados pelo Ministério Público Federal e respondem pelo crime na Justiça Federal.

Após listar os supostos crimes cometidos pelas três vítimas e até pela mãe de um deles, o e-mail critica o presidente Lula pela pensão que o Estado estuda dar aos familiares.

O Google afirma que a empresa vai tirar do Orkut todas as informações determinadas pela Justiça assim que for notificada. Sobre a ferramenta de busca, a empresa diz que não produz seu conteúdo, apenas leva aos usuários os resultados disponíveis na internet. A empresa diz que nesse caso os responsáveis pela divulgação do conteúdo devem ser contatados.

Wellington Gonzaga Costa, de 19 anos, Marcos Paulo Campos, de 17, e David Wilson Florêncio da Silva, de 24, foram presos por militares no Morro da Providência, na manhã do dia 14 de junho, quando chegavam de um baile funk na Mangueira. O segundo-tenente Vinícius Ghidetti e seus dez comandados levaram os três para o Morro da Mineira, cuja facção criminosa é rival dos traficantes da Providência. Ali, os três foram torturados e mortos. Por causa desse caso, o Exército se retirou do morro.

Sergio Melo disse:
30 de outubro de 2008 às 07:26

Todas as páginas da internet que querem ser encontradas, possuem um comando em HTML (acrônimo para a expressão inglesa HyperText Markup Language, que significa Linguagem de Marcação de Hipertexto) chamado META, através deste comando as páginas são encontradas pelos sites de busca, se for assim, este advogado deverá processar não só o Google, como o Yahoo, o Altavista, o MSN Explorer, e enfim todos os sites de busca. Mas será em vão, visto que o culpado não são eles, e sim quem fez a página e a colocou na grande rede. Ou será que ele quer iniciar uma grande mudança no mundo da informática? Aliás, uma mudança bem burra. Hoje em várias empresas, por falta de conhecimento profissional em informática, temos muitas burrices de sistemas por causa do tratamento de exceções, será que ele quer levar esta burrice para o mundo, usando a justiça para isto? Por favor, que não diga que foi um brasileiro. Abraços.

Trunfim disse:
30 de outubro de 2008 às 08:31

O que o Advogado quer é trazer ao conhecimento de todos a safadeza de canalhas que não perdem a oportunidade para mostrar o racismo que viceja no Brasil. Burro é Militares usarem textos da internet e juntarem no Processo. CAVALGADURAS.

Trunfim disse:
30 de outubro de 2008 às 08:33

O que o Advogado quer é trazer ao conhecimento de todos a safadeza de canalhas que não perdem a oportunidade para mostrar o racismo que viceja no Brasil. Burros são Militares usarem textos da internet e juntarem no Processo. CAVALGADURAS.

lfspezi disse:
30 de outubro de 2008 às 11:35

quanta ignorancia.processar o meio de busca. que culpa tem o google?

Comentarista disse:
30 de outubro de 2008 às 13:59

O Google, empresa avaliada em bilhões de dólares, adaptou até um sistema de censura programada para poder entrar no mercado chinês.

Mas aqui no Brasil, parece gozar de presunção absoluta perfeição...

Sargento Brasil disse:
30 de outubro de 2008 às 23:20

Não vejo amparo legal no uso de notícia veículada pela internet, principalmente por fotografias que não sejam feitas por meios oficiais.

Você precisa estar logado para enviar um comentário.