O relatório do inquérito policial que investiga o delegado Protógenes Queiroz aponta duas fases da Polícia Federal: durante a gestão do ex-diretor geral da PF, delegado Paulo Lacerda, e após sua saída, quando foi para a Agência Brasileira de Inteligência. Na primeira fase, sustentam os policiais responsáveis pelo inquérito, Protógenes gozava de autonomia dentro da instituição, embora fosse subordinado a outros delegados. Já com a entrada de Luiz Fernando Côrrea, diz o relatório, Protógenes teve problemas com as mudanças dentro da PF.
No relatório divulgado pelo jornalista Ricardo Noblat (Clique para ler a Parte 1 e a Parte 2), o delegado Amaro Vieira Ferreira afirma que Protógenes tinha autonomia e nenhum controle efetivo de suas atividades era exercido na época em que Paulo Lacerda dirigia a instituição. Enquanto o superior do delegado recebia informações muito vagas sobre a Operação Satiagraha, que investiga o banqueiro Daniel Dantas, Lacerda era informado diretamente por Protógenes.
Entretanto, segundo a PF, o próprio Lacerda, em depoimento, afirmou acreditar que Protógenes também informava seus superiores do que estava fazendo, já que não tinha obrigação de se reportar diretamente ao diretor geral.
Segundo o relatório, Protógenes deslocava servidores para apoiar suas missões e usava equipamentos sem obedecer a qualquer formalidade. Além disso, diz a PF, alguns servidores foram deslocados desnecessariamente, passando grande parte do tempo em outras cidades sem ter o que fazer. Um dos funcionários afirma que em um “período de sessenta dias, suas atividades se resumiram apenas a participação de diligências para confirmar quatro endereços”.
O relatório também afirma que, segundo depoimentos colhidos, o superior hierárquico do delegado Protógenes o repreendeu quando foi descoberto um agente da Abin em uma sala de análises da PF. Para Amaro, a participação da agência foi clandestina até mesmo para a Polícia.
"Na busca por elementos que pudessem indicar materialidade e autoria da quebra de sigilo funcional, que favoreceu a jornalista Andrea Michael, verificou-se que, justamente essa parceria informal com a Abin, propiciada pelo delegado Protógenes Queiroz, é que veio possibilitar à jornalista, através de contatos com servidores daquela Agência, Thélio Braun D´Azevedo e Luiz Eduardo Melo, a obtenção de dados sigilosos e o conhecimento do real andamento das investigações então em curso”, diz o relatório.
Ainda segundo o documento, Protógenes soube do encontro dos servidores da Abin com a jornalista que aconteceu antes da publicação da notícia que informava sobre a operação antes de ser deflagrada. Entretanto, diz a PF, o delegado desconsiderou a hipótese de terem sido os servidores que vazaram a informação. O delegado Amaro Vieira diz que Protógenes apresetnou a versão de que o vazamento ocorreu por seu chefe imediato.

Quando Tarso Genro sair do Ministério da Justiça a PF pode falar o que quiser cobre Daniel Dantas,enquanto isso Protógenes Queiroz é culpado de tudo.
Protógenes não é culpado de tudo. O crime cometido por ele está tipificado no Código Penal Pátrio (art. 325) como quebra de sigilo funcional, cometido, diga-se, reiteradas vezes. Como funcionário público, o nosso querido Chapolin deveria saber que não se pode combater o crime cometendo crimes. O James Bond pode ter licença para matar, mas os agentes públicos de verdade devem seguir as regras previamente estabelecidas nas na Constituição Federal, nas leis, e nos regulamentos dos órgãos do aos quais se vinculam. Posso ser fã do Dirt Harry, mas não gostaria de ver legitimada uma conduta que poderia autorizar qualquer policial a investigar qualquer pessoa sem motivação, ou divulgar informações sigilosas para a imprensa (Rede Globo com exclusividade) com o mero intuito de se auto-promover. Se o Sr. Daniel Dantas cometeu crimes que isso seja comprovada em um investigação séria e responsável. Gostaria de lembrar que embora os judeus tivessem alguma responsabilidade pela crise que arrastou a Alemanha para a a 2a. Grande Guerra, nada justifica, ou justificou a demonização e os crimes cometidos pelos nazistas contra eles, outras minorias e seus opositores. E nós sabemos que a auto-promoção com a descrédito promovido contra as autoridades alemãs e a frágil República de Weimar foi a forma utilizada por Hitler para ascender ao poder. Da mesma forma o Sr. Protógenes que teve ampla liberdade na condução de suas investigações tentou desviar a atenção da opinião pública e do Ministério Público contra seus superiores, ao divulgar informações sigilosas que só ele tinha conhecimento, atribuindo a estes superiores a divulgação do conteúdo das investigações. Tudo isto está documentado no inquérito que investiga os desatinos do Chapolin Canarinho.
Queria mesmo era ler o relatório da operação rabo preso, digo, Satiagraha em especial saber o conteúdo dos discos de computadores deixados pelo banqueiro condenado Daniel Dantas e enviado para a CIA. O resto é conversa mole para boi dormir.
a policia federal esta empenhada em destruir um de seus mais brilhantes membros.
vou apresentar uma visão de futuro: Vão dançar, pois é tão evidente a tentativa de destruir o trabalho sério do delegado, que de investigador passou a investigado, que novamente a policia federal vai passar por aquela fase negra de "antes de Paulo Lacerda", quando a policia federal avisava os bandidos antes que saissem em seu encalço, mediante pagamento. Essa policia federal que foi desbaratada no Rio de janeiro, e em todo o territorio nacional, parece que esta ressucitando. Mas a sociedade civil já sente poder e condições de interferir nisso, e a verdade vai prevalecer. A policia federal vai passar por uma fase dificil de regeneração, quando finalmente bandidos travestidos de policia federal, acabarão ao menos aposentados.
O Delegado Corregedor esqueceu=se de indiciar nos mesmo artigos. O atual diretor da PF, bem como o Lorenz, pois, como chefes imediatos, nada fizeram, portanto, são co-autores. Pelo visto, a PF virou casa de Joana, segundo, a apuração isenta da corregedoria.
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