Fadesp repudia atitude de Joaquim Barbosa em briga com Gilmar Mendes

A Federação das Associações de Advogados do Estado de São Paulo divulgou nota sobre a discussão ocorrida entre o presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, e o ministro Joaquim Barbosa, na quarta-feira (22/4). (Clique para ver o vídeo da discussão)

Ao aderir à manifestação de apoio aos ministros do STF em favor de Mendes, a Fadesp repudiou as atitudes de Barbosa. Destacou, ainda, sua confiança no presidente da Corte para superar e contornar o episódio para que a imagem do STF não seja manchada.

Na discussão, transmitida pela TV e pela internet, esta semana, Joaquim Barbosa acusou Gilmar Mendes de estar “destruindo a credibilidade do Judiciário brasileiro”, pediu respeito e disse ao presidente da corte que ele não estava falando com "seus capangas de Mato Grosso”.

Leia a nota:

Nota de adesão à manifestação dos Ministros do Supremo Tribunal Federal em apoio ao Ministro Gilmar Mendes

A Federação das Associações de Advogados do Estado de São Paulo adere à manifestação de apoio dos ministros do Supremo Tribunal Federal em favor do ministro Gilmar Mendes e adita que repudia o modo desabrido e destemperado com que o ministro Joaquim Barbosa dirigiu-se ao presidente daquela Corte, conforme transmitido para todo o Brasil durante a sessão plenária do Supremo Tribunal Federal no dia 22/04/2009.

A sociedade espera que a Justiça brasileira seja o baluarte e o repositório das últimas reservas morais da Nação. Essa tarefa tem sido bem exercida pela atual composição do Supremo, em especial por seu presidente, e não se coaduna com manifestações atrabiliárias, muito menos quando sem nenhuma causa aparente capaz de justificá-las.

O ministro Gilmar Mendes é merecedor do respeito de todos por seus valiosíssimos préstimos como magistrado e pela administração que imprime ao Supremo Tribunal Federal, exercendo uma gestão absolutamente afinada com os anseios do amadurecimento da democracia pátria e a garantia dos direitos fundamentais assegurados na Constituição Federal.

As aleivosias desferidas pelo ministro Joaquim Barbosa contra o ministro Gilmar Mendes desbordam do debate estritamente jurisdicional e até ideológico, arranham a imagem do STF e constituem um acinte, um desrespeito, ao Estado Democrático de Direito.

A Fadesp confia na capacidade, na competência e na sobriedade do ministro Gilmar Mendes para superar esse deplorável episódio, na certeza de que saberá contorná-lo para não permitir seja manchada a imagem de nossa mais Alta Corte.

São Paulo, 24 de abril de 2009.

Raimundo Hermes Barbosa

(Presidente)

Sérgio Niemeyer

(Diretor do Depto. de Prerrogativas)

Vianna disse:
24 de abril de 2009 às 17:18

Francamente, que manifestação mais subserviente, essa, da FABESP, em pról de uma corporação que nunca se dignou estender o dedo mínimo para a classe dos advogados.Muito conveniente, conivente, e acachapante, isso sim.Prá começar, o ministro presidente do STF Gilmar Mendes não encarna a instituição judiciária, sendo apenas um membro, e que, lamentavelmente, envergonha o cargo, quando acompanha o destempero verbal de quaisquer dos seus pares.Por isso, colegas de corporação,vamos deixar esses gatos pardos que se entendam...

Francisco Lobo da Costa Ruiz - advocacia criminal disse:
24 de abril de 2009 às 17:49

Boa, Hermes, é isso aí. abraços

olhovivo disse:
24 de abril de 2009 às 19:01

Não é estranhável que procuradores, uma boa parte, apóiem seu colega JB, pois ele os atende e tenta transformar o STF em sucursal do MPF. Mas, advogados - tratados por ele, junto com seus constituintes (também cidadãos), com desprezo - manifestarem apoio a esse sujeito é, no mínimo, esquisito. Talvez "tolice" seja a palavra mais exata.

Gustavo disse:
24 de abril de 2009 às 19:08

Sinceramente, a FADESP, instituição de grande respeito, deveria prestar mais atenção no episódio, pois veria que quem está com a razão é o Ilustre Ministro Joaquim Barbosa. Não nos atemos somente a discussão, e sim, ao contexto geral da discussão. No mais, a FADESP, bem como a OAB, deveriam se ater às questões realitivas à classe, vez que últimanete estão permanecendo inertes, ou seja, dando opinião demais e trabalhando de menos.
Gustavo Silva

dinarte bonetti disse:
24 de abril de 2009 às 19:30

A FABESP pensa cumprir seu dever de prestigiar de maneira automática o presidente do Supremo Tribunal Federal. Não seria a hora de uma análise mais profunda do que está acontecendo com o Supremo pela maneira peculiar que tem-se conduzido seu presidente, Gilmar Mendes?
Reações emocionais, verdadeiros cala-boca em seus pares, proteção descabida a criminosos do colarinho branco, falta de diálogo, exposição exagerada na mídia, interpretações pessoais numa corte que é colegiada, não chama a atenção aos nobres diretores da FABESP, que acabarão ficando junto com a VEJA e outros tipos de órgaos de imprensa que estão rapidamente perdendo seus leitores e sua credibilidade?

Ricardo Cubas disse:
24 de abril de 2009 às 19:34

Contra fatos não há argumentos.
Joaquim Barbosa anda na rua e é saudado pelo povo
O ministro Joaquim Barbosa, depois da discussão com o presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, passou pelo teste das ruas, de acordo com o colunista da revista Veja, Lauro Jardim. “Ao final da refeição, de sua mesa até a porta teve que parar em todas mesas por que passou: os comensais levantavam-se estendiam-lhe as mãos e mandavam um “parabéns” ou um “muito bem, ministro”, de acordo com o jornalista. Ele informa que Barbosa almoçou no tradicional Bar Luiz, restaurante no centro do Rio de Janeiro, fundado em 1887.
JB, que sugeriu a Gilmar Mendes que andasse pelas ruas na quarta-feira (22/4), estava acompanhado de três amigos, tomou dois chopes e comeu filé bem passado com salada de batatas. Lauro Jardim, em seu blog, conta que ele caminhou pela Rua da Carioca, tomou um café “de pé”, e continuou a receber mais saudações.
“Por volta das 14h50, quando seguiu para entrar no carro oficial na esquina da Avenida Rio Branco, formou-se um pequeno tumulto: várias pessoas o pararam. Novas saudações e sessões de fotos feitas pelos celulares dos admiradores. Por pelo menos cinco minutos, Joaquim Barbosa foi cercado e parabenizado. Agradecia a todos com um sorriso, um aperto de mãos e um “obrigado”.”

hammer eduardo disse:
24 de abril de 2009 às 20:10

A vontade de pegar a Gatling e sair pra cima dessa nauseante massa de puxadores de saco é grande mas as vezes é mais conveniente assinar em baixo de comentarios inteligentes e IRRETOCAVEIS como o do Dr.Ricardo Cubas que aproveitou o gancho para transcrever aqui uma materia quentissima do Jornalista Lauro Jardim , ah , ja sei , as senhoritas "nervositas" se BORRAM de medo da maldita Imprensa que esta sempre por perto a atrapalhar e a denunciar as falcatruas e bandalheiras que rolam mais facilmente se a plebe ignara desconhecer o assunto por completo. Esta "tchurminha" deve sentir saudades incomensuraveis de "grande vultos" da historia como Goebells que mandou queimar livros naquele episodio na terra e nos tempos do "Titio Adolfo". Pior do que esta nota repugnante da "associação dos puxadores de saco unidos em prol do bem comum"(deles é claro!) , foi a "nota" dos demais participantes daquele cirquinho da capa preta que se "solidarizaram" com o seu FUHRER que ataca tudo e a todos e tem em seu perfil uma compulsiva necessidade de aparecer , seja la de que forma for, pena que o glorioso Velho Guerreiro CHACRINHA ja faleceu senão certamente ele ia la tentar ser buzinado. As acusações do Digno Ministro e NEGÃO na visão racista mal-disfarçada deles ja foi amplamente divulgada na grande Imprensa que acusou abertamente o irmão do "sua esselença" de comandar um grande esquema de sonegação e bandalheiras com frigorificos do Mato Grosso do Sul, toda vez que a coisa "ameaça" feder , "sua esselença" dá um pulinho de Brasilia ate la para com a força de sua GRANDE figura publica provocar o necessario constrangimento dos eventuais reclamantes. Essas "notas de solidariedade" são no minimo NOJENTAS , ADESISTAS , COVARDES e OPORTUNISTAS. blearghhhhh.....

SANTA INQUISIÇÃO disse:
24 de abril de 2009 às 20:35

Já é chegada a hora de todos se unirem, junto com a PF, MPF e JOAQUIM BARBOSA, no combate ao crime. Inclusive a FADESP, que deveria orientar os advogados a pressionarem seus clientes a confessarem e a delatar, sob pena de prisão preventiva até o trânsito em julgado de sentença condenatória ou absolutória. E devem se abster de impetrar HC. Creio que, com essa fórmula, a ser chancelada pelos juízes de todos os graus, haverá drástica redução da criminalidade. Poderão, assim, até mesmo os advogados andar pelas ruas e serem cumprimentados pelo povo. "ALEA JACTA EST"!

João G. dos Santos disse:
24 de abril de 2009 às 20:46

Os que ofendem o Ministro Gilmar Mendes cometem as mesmas baixarias de J. Barbosa. Acusam por acusar, sem base fática e sem compromisso com a verdade. Isso é Brasil, o grande bananal.

Nado disse:
24 de abril de 2009 às 20:47

O que espanta na matéria é a tendência em favor de Mendes. Todos sabemos que para decretar ou manter a prisão preventiva o juiz aplica a subjetividade na sua decisão. Essa subjetividade não pode ser anulada, mas muito menos pode prevalecer sobre a objetividade ou a lógica da prejudicialidade. No caso de Dantas, Mendes fez as duas coisas: negou a subjetividade do juiz que decretou a prisão e massacrou a lógica da prejudicialidade que restava ligada à objetividade da prisão, que ele revogou, sem nenhuma razão que pudesse ser maior a ponto de justificar tal medida reformatória. Então, tanto Mendes como a mídia, assim como os criminalistas que tratam a Justiça como balcão de negócios, e que sabem adular, vieram com a conversa da regra geral que deve ser aplicada a todos os cidadãos ou a todos os casos, só que a lei autoriza que, pela subjetividade, a qual deve vigorar em favor da segurança jurídica (colocada abaixo por Mendes), o juiz decretante trate cada caso como um caso, de acordo com o potencial de prejuízo à ordem pública. MENDES ERROU E PROVOCOU INSEGURANÇA JURÍDICA SIM! Agora, para Barbosa falta estudo, principalmente quanto ao Direito Processual, e maior controle emocional sobre o embate das diferenças. Temos que pensar no mal psicológico que todos nós impusemos à população com maior dosagem genética de origem africana, mas esta parcela do povo também não pode chamar a si a eterna figura de vítima, querendo que a geração atual assuma erros das anteriores.

Senhora disse:
24 de abril de 2009 às 22:26

Faço minhas as palavras da FADESP, mas logicamente seriam dirigidas ao dignissimo Min. Joaquim Barbosa.
Todo Poder emana do povo e em nome dele deve ser exercido. Será que Gilmar Mendes sabe o que esta frase significa?

Valdemiro Ferreira da Silva disse:
25 de abril de 2009 às 00:32

Discordo da nota, dou o meu total apoio ao nobre ministro Joaquim Barbosa.

Armando do Prado disse:
25 de abril de 2009 às 00:55

Estadão no afã de agradar o supremo, pesquisou quem tem razão. Com toda parcialidade, eis o resultado também parcial?
Joaquim Barbosa - 2942 votos - 87%
Gilmar Mendes - 214 votos - 6%
Os dois - 23 votos - 1%
Nenhum dos dois - 216 votos - 6%
Como se diz, contra fatos não tem argumentos...facciosos.

Armando do Prado disse:
25 de abril de 2009 às 00:57

Nem os "3 patetas" fariam pior (ou seria melhor?) o papel representado pela Fabesp.

rogério lima disse:
25 de abril de 2009 às 07:53

Diferentemente do que pensa o delegado Prótogenes, acho este espaço (CONJUR), democrático e de grande importância. De certo modo, acabamos comentando acerca de comentários de leitores e não do texto propriamente.
Portanto, ficou bastante feio e dececepcionante para o poder judiciários brasileiro, a briga infantil dos ministros Joaquim Barbosa e Gilmar Mendes. O primeiro, pouco sábio, porque a bíblia em provérbios diz que até os estutos quando se cala é tido por sábio e este faz-nos desistir de admirá-lo e tê-lo como referência no direito. Principalmente, como guardiões da constituição. Ambos possuem notório saber jurídico. Mas, ameaçam perder a reputação ilibada, a descência, a ética e, sobretudo, aprender que, elogio de dar em público e repreensão e divergências do campo pessoal,ajusta-se em particular.
Rogério Lima
Bacharelando em Direito.

Luiz P. Carlos (((ô''ô))) disse:
25 de abril de 2009 às 09:03

Manifestantes protestam contra Mendes em frente ao Supremo.
http://ultimainstancia.uol.com.br/new_site/novonoticias/MANIFESTANTES+PROTESTAM+CONTRA+MENDES+EM+FRENTE+AO+SUPREMO_63499.shtml

Ricardo disse:
25 de abril de 2009 às 09:05

Pobre do povo que apóia esse tipo de comportamento.
De se lembrar que Hitler também teve o apoio do povo alemão quando conquistou o poder na Alemanha nos anos 30.

Pedro Afonso Gomes disse:
25 de abril de 2009 às 09:39

Não sou advogado, por isso não sou contra, nem a favor da nota, pois só os advogados poderiam reclamar.
Mas entendo que, em favor da sociedade, a FADESP deveria explicitar a razão de ser se manifestado sobre assunto em que não foi perguntada.
Caso contrário, vai ficar a impressão de que é porque o ministro Joaquim Barbosa não recebe advogados em seu gabinete (prática dele com o que não concordo, mas entendo, especialmente sabendo quantos altos ex-magistrados circulam no STF).

Sunda Hufufuur disse:
25 de abril de 2009 às 10:29

Aliás, já andaram acusando o Ministro Botequim Barbosa de ter batido na esposa feito – fosse pela dele, ele mesmo deveria ter sido posto a ferros tão somente por sair na imprensa!
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Gilmar Mendes nos recorda que ainda há juízes neste país, mesmo com todo esse pífio exército de papagaios e intelectuais stalinistas, escudando suas decisões com a Constituição. A legalidade incomoda o exército de Brancaleone abaixo, não?

Sunda Hufufuur disse:
25 de abril de 2009 às 10:36

Hoje compreendemos o caráter preciso das investidas dos cães de guarda da esquerda contra a nomeação de Gilmar Mendes. Não era somente oposição a FHC, mas um vislumbre profético da legalidade que incomoda o projeto totalitário daqueles que, em nome da virtude empreitam um regime que aos poucos abole a individualidade sob o pálio da mentira chamada “bem comum”.
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Na proa dessa articulação intelectual, que trata de promover uma subterrânea transmutação dos valores há intelectuais como Dalari ou Sader, mas na cauda deles vai a soldadesca papagaia que cuida somente de repeti-los, formando um vozerio tal que finalmente transmuda-se em lugar comum aquilo que deformadamente engendraram, tal como se verdade fosse.
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Abaixo vemos entre os comentaristas um extrato desse exército de Brancaleone da moral, aqueles que de modo capenga e intelectualmente aleijado, em imbecil maniqueísmo apóiam o Ministro Botequim Barbosa, assim transformado em “messias do Judiciário” porque repetiu o credo deles (Botequim Barbosa porque a bravataria por ele cuspida é própria de uma conversa de botequim).
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Entre os versículos desse credo há coisas como “justiça é expressão da classe dominante”, “justiça é prender rico”, “justiça é colocar na cadeia de imediato tão somente por haver indícios de autoria” (lembrem-se do hilário Protógenes reclamando que Dantas não está preso só porque já há uma sentença ignorando o art. 594 do CPP), “combate à corrupção justifica o atropelo das garantias e direito fundamentais” e, é claro, “a pobreza alarmante do Brasil é agravante no crime de qualquer rico, ainda que seja bater na esposa".

Lala disse:
27 de abril de 2009 às 23:03

Ao apoiar as atitudes do presidente do STF, os advogados de São Paulo só fizeram o sempre fazem. Apoiam os mais fortes. Nunca tive acesso a nenhum manifesto de apoio a população brasileira por estar ser substraída em seus direitos. Não conheci nada que mostrasse que os causídicos estivessem apoiando o povo e tentando fazer com que voltemos a sentir orgulho do país, com por exemplo: minimizar a pobreza, participar de um mutirão para diminuir o número de presidiários inocentes, apoiar realmente quem precisa de apoio que é a população. Um adendo, não sou advogada.

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