Os advogados do pai biológico do menino Sean Goldman, David Goldman, vão recorrer da decisão do ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal. O ministro concedeu liminar à avó materna do menino para garantir a permanência de Sean no Brasil e ser ouvido pelo Judiciário. As informações são do G1.
Ricardo Zamariola, advogado de David, vai entrar com o pedido de liminar no STF durante o recesso de fim de ano.
“Estou trabalhando na liminar e pretendo apresentar isso o quanto antes. O recesso não quer dizer que o tribunal feche, ele atende somente a questões urgentes, que é totalmente o caso. Acredito que a decisão possa sair na próxima semana”, disse.
Enquanto isso, o pai do menino, que chegou ao Rio depois que o Tribunal Regional Federal da 2ª Região confirmou decisão de primeira instância e concedeu prazo de 48 horas para que Sean voltasse para os Estados Unidos, ficará no Brasil até a decisão final do STF.
Já para Marcos Ortiz, também advogado de David, o recesso pode prejudicar a definição do caso. A porta-voz da Embaixada Norte-Americana, Orna Blum, disse que David Goldman vai conceder entrevista na tarde desta sexta-feira (18/12). O Consulado Americano do Rio disse, ainda, que está decepcionado com a Justiça brasileira.
Sean mora no Brasil há quase cinco anos, quando veio dos Estados Unidos com a mãe. Já no Brasil, Bruna Bianchi separou-se de David e casou-se com o advogado João Paulo Lins e Silva. Em 2008, após a morte de Bruna, o padrasto ficou com a guarda provisória da criança. David Goldman entrou na Justiça para pedir o retorno da criança aos Estados Unidos.

Ministro Marco Aurélio: somente uma hipótese: vc tem um filho. Sua esposa, infelizmente vem a falecer. Vc gostaria que seu filho ficasse (contra a sua vontade) com a sogra??? Nada mais nada menos é o caso dos autos. Chega de enrolação e mande essa criança para o pai. Não vai adiantar nada ouví-la, aliás, até já foi; não há necessidade. Esse advogado tem interesse ($$$$) na causa.
É sempre importante lembrar que esta criança foi retirada do convívio do seu pai.
Que os magistrados do STF tenham a sensibilidade para imaginar o que sente este sofrido pai, do qual foi retido seu filho, sem sua autorização legal, como noticioua imprensa, salvo engano.
Se for negado o direito deste pai, como o nosso país poderá exigir a devolução de crianças retiradas de pais e mães brasileiros, sem sua autorização?
Há muitas mães brasileiras passando pela mesma agonia deste pai.Casaram com estrangeiros que levaram seus filhos, sem autorização, e não querem devolver as crianças.
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