Nenhum signatário de Quioto reduziu emissão de gases

Nenhum dos países signatários do Protocolo de Quioto conseguiu reduzir a emissão de carbono lançado na atmosfera. A meta para 2008 era emitir um volume de gases poluentes 5% menor do que o que era emitido em 1990. Além de não cumprir o combinado, muitos países aumentaram a emissão de gases de efeito estufa e sofreram sanções, como o aumento de meta para o próximo período, no ano de 2012.

Os primeiros resultados do acordo de proteção ambiental firmado em 2005 e as formas de ampliar a cooperação internacional foram discutidos em Poznan, na Polônia, nas primeiras semanas de dezembro. Representantes de 170 países se reuniram na cidade para a 14ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro sobre Mudança do Clima e para a 4ª Reunião das Partes do Protocolo de Quioto.

A advogada Vera Bini, coordenadora da área de Gestão Sustentável do Emerenciano, Baggio e Associados — Advogados, foi uma das delegadas da comissão brasileira que esteve nos encontros.

“Em 2012, acaba o primeiro período de compromisso. Se os países não cumprirem as metas, as empresas fecharão ou terão de migrar para países em desenvolvimento. Não há como expandir a produção sem aumentar as emissões”, alerta. Vera diz que algumas empresas já estão migrando, mas não constroem as novas filiais pensando nos padrões de desenvolvimento sustentável e continuam poluindo da mesma forma, só que em outro país.

Segundo ela, europeus e japoneses estão desesperados à procura de projetos de MDL (Mecanismos de Desenvolvimento Limpo) em países como o Brasil, China e Índia para compensar as suas emissões. Dinheiro para investir é o que não falta, diz a advogada, mas muitas empresas cobram preços exorbitantes para desenvolver os projetos. Outro problema é que são poucos os bons projetos. Em média, os projetos levam dois anos ou mais para ser bem formatados e aprovados pelo Conselho Executivo da ONU para MDL, por ser apresentado fora dos padrões.

Índia, China e Brasil, os países mais procurados (nessa ordem), têm poucos anos para aproveitar esses investimentos. A expectativa é a de que no próximo período do acordo eles estejam na lista dos países signatários que devem cumprir metas. Por enquanto, eles têm o papel de implementar projetos para compensar os gases emitidos pelos países desenvolvidos.

Dos três países, o que mais produz gás carbônico é a China. Primeiro pelo número de habitantes e depois por conta do plantio de arroz molhado, que produz muito gás metano. Índia vem em seguida. A péssima condição de sobrevivência de grande parte da população, sem saneamento básico, por exemplo, é um grande vilão contra a camada de ozônio. Outro fator que contribui para os problemas de aquecimento global, segundo a advogada Vera Bini, é a crença de que a vaca é um animal sagrado, o que faz com que o país tenha muitos desses animais. “O bovino é um grande produtos de metano”, conta.

O Brasil aparece em terceiro lugar, principalmente pelas queimadas. Não só as de florestas, mas aquelas feitas para a plantação de cana-de-açúcar e soja.

Segundo a advogada, o Brasil foi o primeiro país a implementar um projeto de MDL, antes mesmo da entrada em vigor do Protocolo de Quioto. Em 2004, no Rio de Janeiro, um aterro sanitário foi comercializado. “O país não seguiu na vanguarda dos projetos de MDL, mas tem tecnologia”, afirma. Vera conta que em 2005 faltavam investidores. Hoje, faltam projetos.

Um bom exemplo de projeto de MDL, citado pela advogada, foi o criado por uma geradora de energia alternativa. O bagaço da cana-de-açúcar é a matéria-prima usada pela empresa para a sua principal atividade. Com as pontas e o caule da planta, produz briquete. Esse produto pode substituir o carvão mineral e é vendido para siderúrgicas. Toda a matéria-prima é aproveitada, sem deixar qualquer resíduo no solo e sem emitir gases poluentes.

A criação de empregos e desenvolvimento da região em que está instalada também contam para a aprovação de um projeto. “A empresa deve pensar no desenvolvimento social, ambiental e econômico na hora de apresentar um projeto”, aconselha.

Lilian Matsuura

é repórter da revista Consultor Jurídico.

Lucas Janusckiewicz Coletta disse:
02 de janeiro de 2009 às 10:41

Esse negocio de ambientalismo, que o mundo ira acabar pela "poluição" do homem é a maior mentira do seculo XXI, vários cientistas de alto calibre contestaram cientificamente a nova onda propagada pelos politicos. Na polonia os poloneses estão dando risada com a conferencia que houve lá, somente alguns esquerdistas compareceram, o grosso da população polonesa está pouco ligando, enquanto no Brasil se faz tal terrorismo esquerdista ambientalista que as crianças saem assustadas da escola. O mundo somente ira acabar quando Deus permitir que o mundo acabe porquanto esta escrito nas Sagradas Escrituras que não cai um fio de cabelo sem que Deus o saiba. Imundações em Santa Catarina aconteceram porque Deus, que está tão esquecido inclusive no Natal, onde Ele deveria ser glorificado, depois as catastrofes acontecem e nós clamamos onde estava Deus que permitiu isto ou aquilo, quando deveriamos nos perguntar por onde eu caminhava - tendo esquecido Deus e seus mandamentos quando a catastrofe começou.

Giorgio disse:
02 de janeiro de 2009 às 11:11

O maior problema disso tudo é população dos países ricos que inventou essa tal meta de redução de emissão de gases.

Com sua dieta rica em refrigerantes consumidos em larga escala junto com a famigerada "junk food" fica impossível reduzir a emissão de gases. Qualquer um que a coma sabe bem disso.

Contam pessoas que retornaram desses países que a emissão de gases em restaurantes, elevadores e cinemas é desesperadora.

Portanto devem atentar as populações desses países em seu fraterno dever de reduzir sua emissão de gases mudando sua alimentação. Já vai ser de grande ajuda.

Ou então criando postos de coleta de metano, onde seus gases coletados através de uma sonda serão reciclados para geração de energia.

Também um problema semelhante ao da Índia é o do Brasil onde o político também é considerado um animal sagrado, enquanto todos os cidadãos são obrigados a pisar na sujeira que eles deixam pelo caminho.

Giorgio
giorgioarmanni@bol.com.br

Sisenando Gomes Calixto de Sousa disse:
02 de janeiro de 2009 às 23:54

Giorgio, está falando sério?

Lucas, está falando sério?

Vocês estão falando sério?!

Sisenando Gomes Calixto de Sousa disse:
03 de janeiro de 2009 às 02:01

Internet: reveladora de cavalgaduras.

Sargento Brasil disse:
04 de janeiro de 2009 às 14:08

Pois é...''Faça o que eu mando, não faça o que eu faço'', é a situação do tratado de Quioto e isso é um grande mal para a humnidade, uma colaboração
para a deteriorização do nosso planeta, consequentemente a nossa também.

Sargento Brasil disse:
04 de janeiro de 2009 às 14:16

Sisenando Calixto, voce tem toda razão, tem pessoas que não pensam nos filhos e netos, mesmo vendo as atuais revoltas da natureza, que a cada dia se acentua mais. Não consideram nem as geleiras que estão se derretendo e as consequências que isso trará, iniciando com o desiquilíbrio do eixo, pela falta da massa concentrada nele hoje existente.

Sisenando Gomes Calixto de Sousa disse:
04 de janeiro de 2009 às 20:53

Pois é, Sargento... Século XXI, Era da Informação, e a gente lê esse tipo de barbaridade vinda de gente com "Educação Superior"...

O mais ridículo é o cidadão expressar seu credo cristão através do "seja o que deus quiser". É uma ótima forma de eximir-se de responsabilidade.

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