Exame de Ordem reprova 86% dos candidatos em São Paulo

Dos 18.925 candidatos inscritos em São Paulo para o Exame de Ordem 138, apenas 2.535 foram aprovados. Isso representa a aprovação de apenas 13,61%. Na terça-feira (22/7), a Comissão de Estágio e Exame de Ordem divulgou a lista dos aprovados na segunda fase do Exame de Ordem Unificado, em que pela primeira vez a seccional paulista da OAB participou.

Os candidatos não aprovados na segunda fase poderão entrar com um recurso das 9h do dia 22 de julho até as 23h59 do dia 24 de julho pelos sites do Conselho Federal da OAB ou da OAB paulista.

De acordo com o edital, o candidato que apresentar recurso deverá ser “claro, consistente e objetivo”, pois “recurso inconsistente ou intempestivo será preliminarmente indeferido”. O resultado final do Exame, após a avaliação dos recursos, está previsto para o dia 12 de agosto.

Com exceção dos bacharéis de Minas Gerais, mais de 58 mil se inscreveram no Exame de Ordem Unificado no país. Desse total, 13.098 candidatos foram habilitados para a segunda fase. Com informações da Assessoria de Imprensa da OAB-SP.

WLStorer disse:
22 de julho de 2009 às 21:26

Cadê os 4 milhões de Bacharéis em Direito que a OAB alega estarem querendo a Carteira de Advogado?

dinarte bonetti disse:
22 de julho de 2009 às 21:45

Faço uma critica velada mas esclarecedora da falta de criterio e honestidade de muitas das faculdades de direito. Não atingem 50 % da grade do MEC.
Será que o desrespeito ao aluno, que o MEC faz questão de ignorar, e esse esquema de necessidade de cursinho para OAB, bem como a escolha infeliz de examinadores de segunda categoria, feitas pela OAB, em algumas cidades do interior, (geralmente são escolhidos conselheiros, que nem sempre estão à altura da tarefa... o meu caso é emblemático!!)
Sou ex aluno da FGV, em administração de empresas, e pelo que consta publica e notoriamente, tem-se que fazer grandes esforço para lá estar. Portanto, não estudar não é meu problema, seguramente.
Faculdades de mentirinha, acabam sendo a armadilha armada pelos empresarios do setor, auxiliados pela omissão de quem tinha que impedir isso.
Pois como vai saber de antemão o cidadão que procura uma faculdade, da qualidade do ensino? De quem é a falta de seriedade?
E porque a OAB, tão importante na historia de nosso país, omite-se dessa verdadeira calamidade? Ou se corrige o erro, ou se suspende o exame de Ordem, para que tantos não sejam penalizados, gente que muitas vezes, com grande dificuldade paga suas mensalidades, tentando melhorar de vida, em nova profissão.
Como explicar minha reprovação em segunda fase em Direito tributario, se fiz pós de um ano na matéria, com excelentes professores (AdaGrinover, Hugo de Brito Machado, Eduardo Sabbag) e tirei excelentes notas.
Provavelmente sei mais de tributario que a pessoa que se meteu a corrigir minha prova na 2a. fase e no recurso, em Bragança Paulista.
ESTE É UM CASO REAL, E NÃO TEORIA BARATA!

WLStorer disse:
23 de julho de 2009 às 06:15

Uma solução simples para acabar com o Exame de Ordem é secar a "teta". Veja bem, p. ex., 58.000 inscritos a uma média de R$ 140,00 dá um total de R$ 8.120.000,00. Acrescente-se a isto as taxas de Recurso e Via/Segunda Via Certificado/Certidão de Exame de Ordem. Os reprovados vão continuar fazendo o Exame e a arrecadação só aumentando. Se cada reprovado faz o Exame umas 3 vezes, arrecada-se um total anual de R$ 24.360.000,00. É uma máquina de fazer dinheiro. A OAB alegou na Audiência Pública no Senado que era melhor para ela não fazer o Exame de Ordem, pois arrecadaria muito mais com as anuidades. Isto seria verdade se não houvesse a arrecadação do Exame. Se os 58.000 fossem inscritos na Ordem, a uma média de R$ 400,00 de anuidade (advogado iniciante), a arrecadação seria de R$ 26.100.000,00, ou seja, a OAB não está perdendo nada, aliás, nem tem o trabalho de fiscalizar o exercício da profissão dos novos advogados, o que é a sua real função. A inadimplência dos advogados inscritos é fabulosa (média de 40%). Mas vê-se que o Exame de Ordem cobre o prejuízo. Acredite quem quiser na alegação de que a taxa de inscrição do Exame da Ordem é integralmente usada para cobrir os custos da aplicação da prova. Se ninguém se inscrevesse para fazer o Exame de Ordem, a OAB começaria a pensar, 58.000 vezes o valor da inscrição, carteira de identidade, anuidade etc...

.Vinicius. disse:
23 de julho de 2009 às 09:03

O problema do exame de ordem é que simplesmente as pessoas não estudam e querem ser advogados. Quer ser advogado? Quer passar no exame de ordem? Querem os "4 milhões de bachareis tornarem-se 4 milhões de advogados? A receita é simples e una, ESTUDAR.
Eu mesmo passei pela experiência, formei agora no final do ano e fui aprovado no exame de ordem sem nenhum segredo, somente estudando. E isso que eu trabalho durante o dia, terminava a faculdade a noite e estudava aos fins de semanas. Agora... se a pessoa prefere beber cerveja a estudar e ainda quer passar na OAB, ai....

Thiago disse:
23 de julho de 2009 às 10:32

Wagner, acredito numa solução mais simples: ao invés de boicotar, que tal estudar ?? (rimou...)

Kristofer Willy disse:
23 de julho de 2009 às 16:05

Nao fiz nenhum tipo de cursinho, não fiquei isoladonuma caverna estudando (alias sequer abri um livro), apenas fui nas aulas e passei na oab...
Acho que falta isso aos bacharéis.. ir as aulas, fazer estágio e estudar para as provas da faculdade, da maneira orientada pelo professor...
Á única coisa que me chateia no exame da OAB são as taxas.. Rs$ 180,00... ainda vou pagar para me inscrever, para emissão da carteira e anuidade... haja dinheiro...! mas o excesso de tributos não é exclusividade da oab...

WLStorer disse:
24 de julho de 2009 às 07:10

Thiago, 10:32 é hora de funcionário público trabalhar!(rimou...)

Júnior Brasil disse:
25 de julho de 2009 às 21:25

Passar no exame de ordem é questão de dedicação. Além disso, o Exame é constitucional. O artigo 5º da Constituição Federal, quando trata dos direitos e garantias individuais, no inciso XIII, diz que é livre o exercício de qualquer profissão, "observadas as condições de capacidade que a 'lei' estabelece".
A legislação diz que para ser advogado é preciso ser bacharel em Direito e obter aprovação no Exame de Ordem.
A OAB não pretende dificultar o acesso à profissão. Quer avaliar a capacidade de exercê-la e o preparo do bacharel.
Infelizmente os cursos "caça-níqueis" criaram milhões de bacharéis que se formaram sem estudar e isso gerou um vício em não estudar, colocando-os à margem do conhecimento jurídico, que é avaliado pela Ordem apenas uma vez, ou seja, NO EXAME DE ORDEM.
O ensino público não é melhor. Melhor são os alunos, pois são selecionados, o que não ocorre na maioria das faculdades "caça-níqueis" do nosso país.
Uma pessoa que entra ano, sai ano, continua reprovando reiteradamente no exame de ordem, deveria sim, ser obrigada a fazer uma nova faculdade, pois não há razão lógica para tanta reprovação. Eu sentiria vergonha de um filho assim...
Dia 12/02/09, salvo engano, o Min. Marco Aurélio arquivou uma ADPF movida por um bacharel em direito.
Não se trata nem da ilegitimidade, mas sim de incapacidade postulatória, e essa é a razão para que a OAB impeça que esse tipo de gente advogue, pois nesse caso, graças à Deus, o tal bacharel não estava lidando com pretensão alheia.
Os cursos jurídicos formam bacharéis em Direito e a advocacia é uma das profissões que podem ser seguidas por esses bacharéis, desde que preencham o requisito legal, que é a inscrição nos quadros da OAB, depois de serem examinados. Simples assim. Portanto, ao estudo !

Júnior Brasil disse:
28 de julho de 2009 às 15:24

LEIA-SE: "OS BACHARÉIS".

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