Bacharéis paulistas têm o pior resultado da história no Exame da OAB

O pior resultado da história. Esta é a avaliação em relação à quantidade de bacharéis em Direito aprovados na primeira fase do Exame da Ordem dos Advogados do Brasil no estado de São Paulo. Dos 18.925 candidatos inscritos, apenas 2.233 conseguiram número suficiente de pontos para prosseguir no exame, o que corresponde a 88% de reprovação. Situação semelhante só foi vista em 2005, quando apenas 12,87% dos inscritos passaram na primeira prova e só 7,16% conseguiram a licença da Ordem para advogar.

Entre os demais estados, os paulistas, com seus 12% de aprovação, ficaram na antepenúltima posição. Ganharam apenas de Mato Grosso, que teve 11,8% de aprovação, e Amapá, com 11,6%. Foi a primeira vez que São Paulo participou do exame unificado.

A popularização do Direito fez da carreira a mais procurada do país. O número maior de postulantes levou a OAB a estreitar a boca do funil para proteger o mercado dos profissionais que já atuam. Por ser o estado que oferece mais cursos superiores à população de baixa renda, São Paulo tem também o maior número de candidatos, o que explica o maior número de reprovados. Por conveniência política, contudo, evita-se analisar a dicotomia aluno-fraco X escola-boa e escola-fraca X aluno-bom. Mas não é por acaso que o estado que mais tem aprovado, proporcionalmente, no Exame de Ordem, é Sergipe, onde existem apenas dois cursos de Direito. São Paulo tem 243.

Para o presidente da seccional paulista da OAB, Luiz Flávio Borges D’Urso, o baixo índice do estado é correspondente ao grande número de faculdades de Direito, nem todas com boa qualidade. “O problema não está no Exame, mas na preparação dos bacharéis”, disse. “Em Sergipe, por exemplo, que ficou em primeiro lugar no país — 33% dos candidatos foram aprovados — existe um número reduzido de faculdades de Direito. São Paulo tem mais de 200 instituições”, explicou.

O presidente da Comissão de Exame da OAB-SP, Braz Martins Neto, fez coro com D’Urso. “O resultado não foi bom do ponto de vista da qualidade do ensino, pois evidenciou que há muitos cursos jurídicos com perfis mercantilistas. Alunos de faculdades compromissadas, como a Universidade de São Paulo, tiveram um aproveitamento acima de 70% nesta prova”, disse.

O excesso de cursos também foi o vilão destacado pelo Diretor da FGV Direito Rio e membro do Conselho Nacional de Justiça, Joaquim Falcão. “A maioria das faculdades não forma profissionais que respondam às demandas específicas do mercado”, disse em entrevista à revista Getúlio publicada neste mês. O conselheiro atribui à má qualidade de ensino das faculdades os altos índices de reprovação no exame da OAB, principalmente em São Paulo, onde proliferam cursos de Direito — a declaração foi dada antes da divulgação do resultado da primeira fase do exame.

Embora concorde que o nível de muitas faculdades de São Paulo seja baixo, o diretor da Faculdade de Direito da Faap, Álvaro Villaça Azevedo, acredita que o mau desempenho dos candidatos também se deve ao próprio Exame da Ordem. “É uma prova que envolve conhecimentos em muitas áreas, o que é complicado para bacharéis que acabaram de ver disciplinas específicas, como Direito Ambiental ou Agrário, por exemplo. O advogado vai atuar em alguma especialidade, o que justificaria que o exame também fosse específico”, sugere. O efeito, segundo o diretor, é que o aluno acaba procurando cursos preparatórios antes da prova, “o que não é correto”. “Muitos advogados não passariam no exame se fizessem a prova hoje.”

O desempenho dos alunos da Faap, no entanto, não tem deixado a desejar no exame. Segundo Villaça, no ano passado, o índice de aprovação foi de 60%. Por isso, a comparação com outros cursos é inevitável. “Alunos que vêm de outras instituições perdem de um a três semestres para fazerem disciplinas que não faziam parte do currículo da faculdade anterior. Há quem cogite enxugamento de cursos, quando, na verdade, o período de cinco anos é apertado”, explica.

Para Luiz Flávio Gomes, que dirige uma rede própria de cursos preparatórios, a passagem dos bacharéis por instituições como a sua preenche um vácuo deixado pelas faculdades. “Muitos cursos de Direito ensinam apenas com base em códigos e leis, o que é ultrapassado. O enfoque em jurisprudência, por exemplo, é fundamental, mas não faz parte dos currículos.”

Gomes atribui o fraco desempenho dos paulistas à mudança do tipo de prova aplicada. Até o ano passado, os bacharéis do estado não participavam do exame unificado, feito pelo Centro de Seleção e de Promoção de Eventos (Cespe) da Universidade de Brasília, mas de uma prova feita exclusivamente para São Paulo. “Era um exame muito mais legalista, que exigia memorização”, afirma. Segundo ele, a prova feita pela Cespe é mais interpretativa e prioriza questões de jurisprudência do Supremo Tribunal Federal e do Superior Tribunal de Justiça. “Uma das questões pedia ao aluno que respondesse se, conforme a jurisprudência, o advogado criminal tem direito a re-perguntas às testemunhas no tribunal”, explica. “Isso não está na lei, só o Supremo se manifestou sobre o assunto.”

Segunda chance
O diretor apontou de cinco a dez questões dúbias na prova, que deverão ser alvo de pedidos de anulação dos candidatos. “São perguntas ambíguas ou que admitem mais de uma resposta”, diz. Os reprovados podem recorrer à Comissão de Estágio e Exame de Ordem da OAB-SP, pelo Sistema Eletrônico de Interposição de Recurso, no site da entidade. O prazo é de três dias úteis. 

A convocação para a segunda fase do exame será divulgada em 17 de junho. A prova será no dia 28 de junho. O exame prático-profissional inclui redação de peça jurídica e cinco questões práticas. Entre as áreas de escolha dos candidatos, estão Direito Administrativo, Direito Constitucional, Direito Empresarial — que entram neste ano —, Direito Penal, Direito Civil, Direito Tributário e Direito Trabalhista. A nota mínima para aprovação é seis.

Ao aderir ao exame unificado, São Paulo deixou Minas Gerais como o único estado em que a prova é exclusiva. Entre as cidades paulistas com maior número de candidatos, Campinas teve 911 inscritos e 98 aprovados, São José do Rio Preto teve 855 inscritos e 87 aprovados, o ABC teve 131 inscritos com 17 aprovados e Ribeirão Preto teve 549 inscritos e 74 aprovados. Com informações da Assessoria de Imprensa da OAB-SP.

Alessandro Cristo

é assessor de imprensa e coordenador da Original 123 Comunicação.

Cícero José da Silva disse:
28 de maio de 2009 às 11:48

Tenho a honra de privar da amizade de um jovem que estudou em escola pública, cursou uma universidade tida como de ensino fraco, mas com muita garra e estudo diário, foi aprovado na primeira fase.
Parabéns Alessandro, tenho certeza que você será aprovado no exame da segunda fase e será um excelente Advogado.
Pessoas como você são a prova de que com estudo sério e dedicação os sonhos são realizados.

Rossi Vieira disse:
28 de maio de 2009 às 12:25

Na esteira do comentário do meu amigo Cícero,o exame da OAB, em dias atuais, virou concurso público.O que é muito saudável admitir os candidatos através de uma prova similar a Magistratura, o Ministério Público,as Procuradorias e as Polícias.Basta a verificação do índice de aprovados nessas provas. Super baixo também. Culpar os cursos superiores de direito não me parece boa solução porque a escolha do aluno é livre e deveria saber o tipo de escola que optou estudar.Na minha época havia exame oral, além das provas objetivas ( pergunta e resposta- sem teste) e dissertativa. Ou o camarada sentava e estudava ou tomava pau !Se o candidato quer mesmo ser Advogado, não há outra solução senão o estudo disciplinado e determinado porque no fundo a concorrência é contra si mesmo (com a vantagem de que não há desclassificação como nos concursos, basta 50 por cento dos acertos). E vivemos num mundo concorrente. Portanto, enfrentar-se a si mesmo é sempre a melhor solução !Enfrentem-se.
Otávio Augusto Rossi Vieira, 42
Advogado Criminal em São Paulo.

Lucas da Silva disse:
28 de maio de 2009 às 12:36

A notícia apenas comprova aquilo que todos sabem. A mercantilização do ensino jurídico no país é latente. O Exame, em especial o unificado, é mais que necessário, sendo o instrumento mais eficiente, pelo menos no momento, para aferir a capacidade mínima do bacharel que pretende seguir a nobre carreira.
Em um país em que o mérito é cada vez mais deixado de lado, o Exame da OAB é um exemplo que deve ser seguido também por outras classes.

Lima disse:
28 de maio de 2009 às 12:49

Não duvido que a prova da OAB realmente tenha sido muito difícil porque está claro que a finalidade não é só verificar quem está apto para o mercado, mas, igualmente, promover uma forte reserva de mercado, o que é natural considerando que hoje no Brasil existam mais de 600 mil advogados. O que não compreendo é porque em vez de a OAB perder tempo com essa peneira, não se junta ao MEC e encerrem grande parte dos cursos de direito existentes na atualidade. Só na minha região existem cerca de 7 universidade, sendo que TODAS tem cursos de direito... Quem sabe não seria mais simples se existisse apenas dois cursos de direito por Estado, um federal e outro particular.. Creio que esse tiro da OAB (de provas cada vez mais difíceis, e todos jogando a culpa para os cursos de direito), terminará saindo pela culatra. A peneira deve ser na faculdade, naqueles cinco anos, e não na prova... a prova deve verificar conhecimentos básicos até porque tenho absoluta certeza de que se todos os advogados militantes do País fizessem essa prova hoje, 70% ou mais não seria aprovado... A prova é necessária, mas, não é o suficiente.

Ramiro. disse:
28 de maio de 2009 às 12:53

Permito-me, nesse caso particular, tomar como referência os dois comentários de advogados abaixo, e expor uma questão sobre outro ponto de vista. Direito não é minha primeira formação.
Falar em Educação Superior nos EUA, paradigma de quem foi o grande vencedor da guerra tecnológica, cuja derrota inviabilizou a URSS, não se pode deixar de falar no Relatório Flexner.
Notório duas coisas. Primeiro, embora tenha sido um relatório para analisar o ensino médico, os cursos de medicina nos EUA no início do século XX, com uma sucessão de fechamentos de instituições, foi uma obra de tal envergadura que trouxe paradigmas para todas as demais áreas de ensino universitário dos EUA, o paradigma de que o docente de sala de aula é ele mesmo o pesquisador. Na extinta URSS havia centros de pesquisa, onde realizavam pesquisa, e havia as "faculdades", simples repassadoras de conhecimento. O sistema emperrou, e nos anos 80... A China tenta acompanhar os EUA, mas qualquer um que queira buscar na Internet, sugiro que investigue a questão de fraude científica na China. A falta de democracia e a inteligência não convivem bem. Uma faz questão de apresentar a outra, pela força bruta, a porta de saída.
E isso com nossos cursos de Direito?
É ordem das direções das faculdades, curso jurídico agora é todo voltado para concurso público.
Não se ensina um direito para quem vai advogar nos cursos jurídicos, se ensina a marcar cruzinhas, se adestra a marcar cruzinhas e a preencher lacunas de poucas linhas, no exato modelo do concurso público. O problema é bem simples, e não tem confusão. Concurso público só tem a si mesmo como único referencial. E não ouso dizer que não é blasfêmia, é uma auto referência tão concreta quanto o cargo de Tonton Macoute era para si no Haiti...

Ramiro. disse:
28 de maio de 2009 às 13:10

Continuando o comentário anterior. Pela natureza dos conflitos sociais que vivemos, e do papel histórico do Direito na nossa sociedade, o Brasil precisa não de um Reuni, que é na verdade a formação de bacharéis em coisa nenhuma que vai sendo imposto às Universidades Públicas, e do PROUNI, enriquecimento fácil de S/As de Educação.
Enquanto em algumas universidades públicas, posso citar três programas nível 7 pela CAPES
http://rfi.fmrp.usp.br/pg/fisio
http://www.cos.ufrj.br/
http://www.impa.br/opencms/pt/
Todos mostrando orgulhosos seus links para publicações internacionais, a diferença entre faculdade pública de pesquisa e privada de fins lucrativos é imediata, salvo falácia, por outro lado as faculdades privadas agora focam no concurso público.
Quando fiz minha primeira graduação o objetivo era alcançar excelência e ser aceito num dos programas de pesquisa, de mestrado e doutorado. Descontando a natureza do curso, restrita, mas engenharia era ser aceito numa multinacional. Em economia, estão acabando com IPEA segundo alguns, críticos por burrice política como suposto motivo.
Em Direito o concurso público como único parâmetro forma hordas de bacharéis misantropos em relação à Advocacia, que vêem no curso jurídico um obstáculo até o cargo público, e temos um direito canhestro, míope, voltado para seu próprio umbigo e desprezando o Direito Internacional Público, isso sem sermos uma potência como os EUA, a quem nossos Tribunais acreditam que podem desafiar em questões sensíveis.
Num mundo de um Direito cada vez mais internacionalizado, por conseqüência internamente mais constitucionalizado, temos cursos que não ensinam mais a advogar. Curso bom de direito é que aprova em concurso público... E quem não sabe advogar como reage ao direito?

Ramiro. disse:
28 de maio de 2009 às 13:32

Desnecessário, redundante, mas útil, para acabar com a falácia de que em Direito a coisa é diferente, que não é...
http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.jsp?id=K4727810P8
Um currículo assim faz chegar longe no DIP... E não emitindo pareceres ofensivos, do gênero país tal tem taixa de natalidade baixíssima, logo não se aplique a Convenção de Haia Sobre Sequestro Civil de Menores... E nosso "Grande Timoneiro" vai dizer na cara de Barak Obama que quem vai decidir isso é a Justiça Brasileira. Quando Baby Doc caiu, Coronel Tonton Macoute virar motorista de taxi em NY virou luxo. E por que essa referência? Tonton Macoute era o melhor cargo público, com amplos poderes e total inimputabilidade, absoluta impunidade, em certo país, e a coisa parecia estável por várias décadas.
Se nos quisermos temos condições de firmarmos dois ou três grandes centros irradiadores de formação em Direito, formação jurídica em nível elevado, mas forma gente que pensa, não dá para tratar como coisa de fins lucrativos.

Antônio dos Anjos disse:
28 de maio de 2009 às 13:49

Culpar a instituição de ensino superior é uma falácia. Existem falhas gritantes em todos os nossos níveis de ensino, seja o público, seja o privado.
Culpar o professor que é mal remunerado ou tem uma carga tão pesada que não lhe permite integral dedicação ao magistério é, outrossim, reduntante.
E o aluno? Ninguém nunca parou para pensar que, talvez, o grande culpado de seu fracasso é o próprio aluno. Via de regra, e escrevo com experiência de quem leciona no ensino superior há mais de cinco anos, o perfil do graduando é fraco. Não tem motivação nenhuma, se possível não quer ler nenhum livro, se porta em sala de aula pior que um secundarista, não respeito a autoridade docente e constantemente busca ameaçar o professor com uma possível demissão face à reclamação eventual na reitoria, ainda querem, sem nenhum mérito, ser aprovados sem o mínimo mérito ou esforço.
E aí, de quem é a culpa?

Armando do Prado disse:
28 de maio de 2009 às 13:59

A maioria das escolas (sic) de direito são indústrias fornecedoras de "canudos" sem conteúdo algum. Vide a poderosa indústria do médico colega e amigo do Dr. Dráusio. Bons em cursinho, ruins na arte de formar bacharéis. Professores sem titulação, aulas despreparadas, matérias ultrapassadas e, principalmente, promotores e delegados sem formação didática e pedagógica para lecionar. Aliás, quem controla as atividades de lecionar e cuidar da operação do direito de delegados e promotores?

Fabiano Brito disse:
28 de maio de 2009 às 14:36

Muito se questiona sobre os estabelecimentos de ensino de direito pouco se fala dos alunos, acredito que a maior parte da responsabilidade pela reprovação no exame da OAB é dos próprios alunos que não levam o curso a sério, muitos terminam o curso sem nem ao menos ler um livro por completo.
Atualmente faço especialização em uma instituição renomada de São Paulo, esta instituição também possui cursos de graduação em direito e é perceptível a falta de interesse dos alunos, os bares em volta da faculdade ficam lotados em pleno horário de aula.
Um fato curioso me chamou a atenção quando fui fazer a segunda fase do exame da OAB, vários alunos estavam tirando o plástico dos livros naquele momento, ou seja, compraram os livros e não estudaram, não sabem se quer onde fica o índice remissivo.
O problema da má formação de profissionais atinge todas as áreas, a do direito só se tem conhecimento devido existir o exame da OAB, sendo que na verdade deveriam existir exames para avaliar todos os cursos como medicina, economia, administração... etc.
Defendo uma melhora no método de avaliação da OAB, para tanto deveria ser incluída uma terceira fase sendo ela uma prova oral. No caso dos advogados já inscritos esses deveriam fazer uma prova a cada 5 anos, sendo essa de conhecimentos gerais sobre uma determinada matéria de sua escolha, pois é vergonhoso encontrar determinados colegas advogados, em audiências, onde esses não sabem nem o que estão falando, profissionais totalmente desatualizados.

Ramiro. disse:
28 de maio de 2009 às 19:47

Peço a devida vênia para inserir um comentário. Tudo que aqui foi posto, por parte de docentes de Direito, é uma realidade, infelizmente, em sala de aula de cursos jurídicos. O salário do professor é risível. As agências de fomento de pesquisa parece não enxergarem o Direito como ciência, os dois melhores programas de pós-graduação de Direito têm ambos nível 6 da CAPES, nenhum nível 7.
Posso me considerar um aluno de direito de sorte? Estudo numa instituição que era tida como disputando lugar da pior do país, foi comprada. Tenho como colega de turma dois excepcionais alunos, um ex-executivo, mais de uma vez gerente geral de multinacional, comando em nível nacional, um outro M.Sc. em Estatística pelos EUA e alto funcionário público, e eu nesse rol humildemente acumulo alguma carga acadêmica que prefiro aqui não comentar. Havia um outro colega, D.Sc. em Química que largou o curso, o sistema de ensino jurídico parece ser organizado para não funcionar.
Seria tempo de algo no Brasil equivalente ao relatório Flexner no início do século XX nos EUA. E no mais, peço que não vejam o que informo abaixo como pedantismo, há vícios de que não nos livramos, e o que quero demonstrar é que Faculdade de Direito nos EUA é local de formação de saber inovador. Aqui no Brasil, não há como não reconhecer, se o docente é tratado como um "serviçal" pelos alunos...
http://papers.ssrn.com/sol3/papers.cfm?abstract_id=954398
http://papers.ssrn.com/sol3/papers.cfm?abstract_id=1163422
Os dois trabalhos são de pesquisadores de Escola de Direito dos EUA e abordam questões que foram suscitadas em comentários aqui no CONJUR.
Há mundos muito mais amplos para além dos concursos públicos, mas... Fato, ser professor nesse país é depreciativo, então vamos para onde vamos.

Francisco Lobo da Costa Ruiz - advocacia criminal disse:
28 de maio de 2009 às 21:00

A ORDEM FEDERAL E SECCIONAL DEBITAM TODA A CULPA NAS INSTITUIÇÕES DE ENSINO (0 QUE ACHO EXAGERO), ESQUECENDO-SE TAMBÉM DOS CURSINHOS. QUERO CRER QUE JÁ BASTA DE CRÍTICAS (QUE SEMPRE DÁ AZO A LOBBIES), ESTANDO A EXIGIR AÇÃO EFETIVA (OU ENTÃO É MELHOR CALAREM-SE).
ORA, POR QUE A OAB NÃO ARREGIMENTAR OS REPROVADOS E PROMOVER SEUS INTERESSES (NÃO FORAM LESADOS?) EM JUÍZO, BUSCANDO A DEVOLUÇÃO DO NUMERÁRIO PAGO AOS INEFICIENTES ESTABELECIMENTOS DE ENSINO?
SERIA UM BOM SERVIÇO PARA A SOCIEDADE.
AGORA, FICAR FALANDO, FALANDO, FALANDO ..., FAÇA-ME O FAVOR, SENHORES!

dinarte bonetti disse:
29 de maio de 2009 às 03:30

o pessoal fica achando isso ou aquilo. Mas aqui vai um caso real. Fiz Uniban, uma faculdade que nao dá metade da grade exigida pelo MEC, pois do contrario perde a maioria de seus alunos que nao estao nem ai para estudar.
Fui a um cursinho que ensinava musiquinhas para decorar e passar na OAB. Assisti a uma só aula e saí correndo. Estudei sozinho e vi o quanto tinha deixado de aprender na escola, aonde sempre tive excelentes notas, achando que meu dinheiro estava sendo recompensado. Fui lesado por essa faculdade.
So fui fazer meu primeiro exame de OAB apos um ano, pois cursei mestrado em direito tributario, com aulas de Ada Grinover, Hugo de Brito Machado, Eduardo Sabbbag, e outras feras. Tirei sempre notas maximas nas provas. E o que aconteceu? passei na primeira fase, com boa nota, e fui reprovado na segunda, na opcao DIREITO TRIBUTARIO! O imbecil que corrigiu minha prova, de Bragança Paulista, deve saber muito menos que eu de Tributario. O recurso deve ter caido nas maos do proprio, que nem deve ter lido. E fiquei por 0,8 pontos, nao alterados pelo recurso. A OAB aceita a banca local, selecionada entre os apaniguados, que são veridicamente incompetentes. Esta ai o meu caso.
Julgar como essa irresponsabilidade na escolha dos julgadores? Ou estaremos naquela zona do azar?
E vai reclamar para quem? A regra é clara: nõa há recurso do recurso. E ponto final. Parece ou não reserva de mercado? E o esquemão de conselheiros da OAB local serem os que corrigem. Muitas vezes mal sabem o vernáculo.

daniel disse:
29 de maio de 2009 às 10:52

O Exame da OAB é mal elaborado, náo segue as diretrizes do MEC e quanto mais gente reprovada melhor para a OAB que reduz a concorrëncia e ainda recebe mais inscriçoes para o novo Exame.

Kristofer Willy disse:
29 de maio de 2009 às 10:56

Eu não abri um livro para estudar e não fiz nenhum cursinho e passei com 58 pontos; não senti dificuldade na prova.
Só que eu fui em todas as aulas da faculdade, cobrei ensino dos professores e sempre procurei ler as doutrinas indicadas por eles... acho que falta isso pros bachareis...Vontade de estudar mesmo, exigir da faculdade, seja ela qual for...o que eu vejo é o cidadão que fica sempre faltando, pedindo para outro responder e depois reclama que não passou

Roberto II disse:
29 de maio de 2009 às 12:17

Peço desculpas, mas deu algum problema no comentário anterior.
Retomando o raciocínio, tenho 47 anos dos quais fiquei + ou – 24 anos sem estudar, desde quando completei o 2º grau.
Em 2003 ingressei na faculdade para cursar direito e me formei em junho do ano passado. Entrei em seguida em um curso preparatório para a prova da OAB e fui aprovado em ambas às fases, hoje estou no aguardo da chegada da carteira, espero em breve começar a atuar.
Parece bem simples, porém tive muitas pedras no caminho, além do trabalho, estudar a noite, passei por uma cirurgia na coluna, enfim tudo que podia acontecer, aconteceu. No entanto, canalizei as minhas forças para o estudo, o qual cheguei a me dedicar + de 10 horas por dia, utilizei por método de estudo leituras complementares de todos os tipo, livros e sites, li de tudo e sempre me mantive o mais atualizado possível.
Quero com estas breves palavras dizer que se as coisas dão errado, cada um tem sua parcela de culpa, seja a instituição de ensino ou o aluno que por razões diversas não alcança o conhecimento necessário. Vale ressaltar que mesmo estando bem preparado, não é só de conhecimento que se precisa, mas também, de equilíbrio emocional, psicológico mesmo.
Parabéns aos que conseguiram, perseverança aos que não!

Mario Vitor Suarez Lojo disse:
29 de maio de 2009 às 18:07

O ensino brasileiro, em todos os níveis, é péssimo. A maioria dos professores não está preparada e o material didático disponível não está adequado. O aluno normalmente ingressa na universidade sem estar habituado a ler, escrever e refletir. No final do curso, com pequenas exceções, e o resultado dos exames comprova, alguns poucos conseguem sedimentar a quantidade mínima de conhecimento necessária para trabalhar na área escolhida. Quanto às críticas ao exame de ordem, lembro que nos dias atuais as ações, em geral, exigem um bom conhecimento multidisciplinar. Como exemplo, cito as ações trabalhistas, que nos dias atuais exigem conhecimento de civil, trib., previd., intern., empres., administrativo, penal, constitucional, processo civil, além de trabalho e processo do trabalho. Não faz muito tempo, bastava conhecer a CLT. O papel da especificidade fica para a prova discursiva. O exame é necessário e deveria ser implementado nas demais carreiras (medicina, contabilidade, engenharia, etc.) e servir de parâmetro para manutenção, orientação e encerramento de cursos universitários. Parabéns aos alunos que se dedicaram aos estudos e cobraram dos educadores. Aos cursos que remuneram mal os professores e não oferecem grade curricular adequada e carga horária suficiente, recomendo aos alunos a propositura de uma demanda reparatória pelo “estelionato cultural”, ou quem sabe uma ação coletiva. Não é aceitável que uma instituição possa oferecer um curso, seja lá qual for, chancelada pelas entidades governamentais, e possa continuar funcionando sem qualquer prova da eficácia do método de ensino, lesando os alunos e a sociedade como um todo. Chegou o momento de acabar com “eles fingem que ensinam e eu finjo que estudo”. Esperança de educador.

Zerlottini disse:
29 de maio de 2009 às 18:32

Isso é o resultado do excesso de "faculdades" por este país afora. E com as "cotas" do molusco, a coisa só tende a piorar cada vez mais. É um verdadeiro caos a "educação" desta pátria amada, abandonada, salve, salve.
Francisco Alexandre Zerlottini. BH/MG.

Mariana Grassi disse:
30 de maio de 2009 às 10:59

Até que enfim um exame que mede a capacidade de raciocínio e não de memorização dos candidatos... Esse foi meu primeiro exame da OAB e passei na primeira fase com 67 pontos, mesmo deixando de estudar várias matérias, como administrativo, tributário, empresarial... Mas devo meu resultado ao estágio que fiz na Defensoria, aos defensores que tiveram tanta paciência comigo, me fazendo sempre raciocinar, nunca decorando nada!
Se dependesse da faculdade onde estudei, teria certamente reprovado como todos os meus colegas que prestaram o exame tbem...
Aqui em SP vc às vezes pega umas peças de advogados que não dá pra imaginar como essas pessoas conseguiram a OAB!
Ainda bem que esse exame "peneirou" muitos bacharéis que não têm a menor condição de advogar, confesso que o índice de 43% de aprovação do exame anterior mais me assustava do que me deixava confiante para o próximo, em que eu mesma iria prestar...

Júnior Brasil disse:
30 de maio de 2009 às 18:27

Sempre existirão críticas, em todo lugar, advindas daqueles que não conseguem passar no Exame de Ordem. As leio em todos os cantos, mas sempre com os erros de português de praxe...
A presença do Dr. Brito no Senado visa defender os interesses da sociedade em geral, sinalizando matérias legislativas relevantes no meio de tantas outras, pois essa é a obrigação do advogado, colaborando, assim, sobremaneira, com o aprimoramento das instituições democráticas.
O poder de agir em juízo e o de defender-se de qualquer pretensão de outrem representam a garantia fundamental da pessoa para a defesa de seus direitos, porém estes direitos constitucionais só prevalecerão com a presença do advogado que é indispensável à Justiça. Mas precisa ser advogado para saber disso! Não adianta ser um rábula, praticando a contravenção de exercício ilegal da advocacia, pois isso é um "nada jurídico"!
A advocacia não é apenas uma profissão, é também um munus, é um dos elementos da administração democrática da Justiça. Advogado é humanidade, literatura, história, direito, prática e não há matéria ou ciência que o Advogado possa ignorar. Contudo, os jovens bacharéis que não conseguem demonstrar o conhecimento mínimo para serem advogados, destilam contra a Ordem, em todos os cantos, seu ódio, sua amargura.
"Na briga entre o rochedo e o mar quem perde é o marisco". Basta analisarmos a redação desses bacharéis para vermos a necessidade do exame de ordem. Enquanto não pararem de "brigar com os livros", quem mais vai perder é o cidadão mais humilde que precisa de uma sociedade cheia de advogados. Quanto mais, melhor, desde que minimamente capazes.
Parabéns, novamente, ao Dr. Brito e desejo sorte, sempre, aos bons bacharéis de boa-fé, que logo costumam passar no EXAME.

Dr. Marcelo Alves disse:
30 de maio de 2009 às 18:55

Vem de longe o legado da conhecida Escola Paulista de Direito, pois os insignes baluartes da doutrina e da jurisprudência oriundos dessa terra fazem valer o indigitado nome.
Todavia, fica o alerta aos que buscam a tão sonhada formação de Bacharel em Direito para procedam a criteriosa análise das faculdades, pois os números alertam que tem gente ensinando direito (com d minúsculo mesmo) e prometendo algo que nem de longe poderão cumprir, em parte à duvidosa qualidade dos cursos que oferecem.
Por outro lado, é comum ver jovens sem nenhuma vocação ao Direito serem "jogados" pelos pais ou mentores em cursos até renomados, mas o resultado é o mesmo: baixo desempenho, alunos medíocres e certamente, profissionais frustrados e clientes enganados.
Esse é um importante aspecto que muitos ignoram e que deveria contar na hora da escolha e manutenção num curso que provavelmente não levará ninguém a lugar nenhum, ou melhor, ao fundo do poço do fracasso.
Marcelo Alves Stefenoni

Dr. Marcelo Alves disse:
30 de maio de 2009 às 18:56

Vem de longe o legado da conhecida Escola Paulista de Direito, pois os insignes baluartes da doutrina e da jurisprudência oriundos dessa terra fazem valer o indigitado nome.
Todavia, fica o alerta aos que buscam a tão sonhada formação de Bacharel em Direito para procedam a criteriosa análise das faculdades, pois os números alertam que tem gente ensinando direito (com d minúsculo mesmo) e prometendo algo que nem de longe poderão cumprir, em parte à duvidosa qualidade dos cursos que oferecem.
Por outro lado, é comum ver jovens sem nenhuma vocação ao Direito serem "jogados" pelos pais ou mentores em cursos até renomados, mas o resultado é o mesmo: baixo desempenho, alunos medíocres e certamente, profissionais frustrados e clientes enganados.
Esse é um importante aspecto que muitos ignoram e que deveria contar na hora da escolha e manutenção num curso que provavelmente não levará ninguém a lugar nenhum, ou melhor, ao fundo do poço do fracasso.
Marcelo Alves Stefenoni

Dr. Marcelo Alves disse:
30 de maio de 2009 às 18:57

Vem de longe o legado da conhecida Escola Paulista de Direito, pois os insignes baluartes da doutrina e da jurisprudência oriundos dessa terra fazem valer o indigitado nome.
Todavia, fica o alerta aos que buscam a tão sonhada formação de Bacharel em Direito para procedam a criteriosa análise das faculdades, pois os números alertam que tem gente ensinando direito (com d minúsculo mesmo) e prometendo algo que nem de longe poderão cumprir, em parte à duvidosa qualidade dos cursos que oferecem.
Por outro lado, é comum ver jovens sem nenhuma vocação ao Direito serem "jogados" pelos pais ou mentores em cursos até renomados, mas o resultado é o mesmo: baixo desempenho, alunos medíocres e certamente, profissionais frustrados e clientes enganados.
Esse é um importante aspecto que muitos ignoram e que deveria contar na hora da escolha e manutenção num curso que provavelmente não levará ninguém a lugar nenhum, ou melhor, ao fundo do poço do fracasso.
Marcelo Alves Stefenoni

Dr. Marcelo Alves disse:
30 de maio de 2009 às 19:03

Vem de longe o legado da conhecida Escola Paulista de Direito, pois os insignes baluartes da doutrina e da jurisprudência oriundos dessa terra fazem valer o indigitado nome.
Todavia, fica o alerta aos que buscam a tão sonhada formação de Bacharel em Direito para procedam a criteriosa análise das faculdades, pois os números alertam que tem gente ensinando direito (com d minúsculo mesmo) e prometendo algo que nem de longe poderão cumprir, em parte à duvidosa qualidade dos cursos que oferecem.
Por outro lado, é comum ver jovens sem nenhuma vocação ao Direito serem "jogados" pelos pais ou mentores em cursos até renomados, mas o resultado é o mesmo: baixo desempenho, alunos medíocres e certamente, profissionais frustrados e clientes enganados.
Esse é um importante aspecto que muitos ignoram e que deveria contar na hora da escolha e manutenção num curso que provavelmente não levará ninguém a lugar nenhum, ou melhor, ao fundo do poço do fracasso.
Marcelo Alves Stefenoni

Dr. Marcelo Alves disse:
30 de maio de 2009 às 19:04

Vem de longe o legado da conhecida Escola Paulista de Direito, pois os insignes baluartes da doutrina e da jurisprudência oriundos dessa terra fazem valer o indigitado nome.
Todavia, fica o alerta aos que buscam a tão sonhada formação de Bacharel em Direito para procedam a criteriosa análise das faculdades, pois os números alertam que tem gente ensinando direito (com d minúsculo mesmo) e prometendo algo que nem de longe poderão cumprir, em parte à duvidosa qualidade dos cursos que oferecem.
Por outro lado, é comum ver jovens sem nenhuma vocação ao Direito serem "jogados" pelos pais ou mentores em cursos até renomados, mas o resultado é o mesmo: baixo desempenho, alunos medíocres e certamente, profissionais frustrados e clientes enganados.
Esse é um importante aspecto que muitos ignoram e que deveria contar na hora da escolha e manutenção num curso que provavelmente não levará ninguém a lugar nenhum, ou melhor, ao fundo do poço do fracasso.
Marcelo Alves Stefenoni

Deby disse:
30 de maio de 2009 às 21:09

Seja lá como for, o montante arrecadado em valores absurdos a cada 3 meses ou 3 vezes ao ano é um dado que vem bater de frente com questões políticas e nada tem a haver com instituições de ensino, pois se assim fosse o preço da prova poderia também variar com o tipo de aluno e faculdade que este pode cursar, haja vista, que nem sempre a faculdade é aquela dos nossos sonhos e sim a cabe nos nossos bolsos.
É de extrema injustiça você passar numa primeira fase e não passar numa segunda fase e ter que pagar tudo de novo! Mas isso ninguem discute, nem mesmo o Presidente da OAB, pois os lesados somos nós, agora temos que ouvir o tempo todo que o ensino não presta e os alunos são fracos demais. Pergunto ao Presidente da OAB com tanto dinheiro sendo arrecadado o que a ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL podem fazer por nós estudantes de Direito que muitas das vezes fazemos o curso utilizando de financiamentos de bancos??? Será que uma parte desses recursos podem ser destinados a cursos na própria sede da OAB de cada estado?
Mas uma pergunta por que os professores de cursinhos são melhores do que os da faculdade, seriam eles melhores preparados para ministrarem aulas, o MEC deveria passar uma vassoura nas instituições de direito. Bem nós Bacharéis de Direito já estamos acostumados com injustiças e aprendemos na faculdade que temos que ser valentes e persistentes.

Mario Lopes disse:
31 de maio de 2009 às 01:41

Faculdades que nada cobram, somadas ao desinteresse pela leitura por parte dos alunos, É IGUAL A FRACASSO PROFISSIONAL!
Graças a Deus temos o Exame da Ordem, para filtrar tamanho desinteresse demonstrado, na maioria das faculdades de Direito.
ALUNOS QUE SAEM DA FACULDADE SEM LER UM ÚNICO LIVRO, NÃO PODEM ADVOGAR! Este é um fato!!
Estudar muito virou obrigação para quem quer ter sucesso! É NECESSÁRIO dizer essa obviedade para OS que se acham espertos e os tais.
É PRECISO TER FOCO, personalidade e paixão. É preciso levar a sério o caminho até o exercício da nobre profissão!

Mario Lopes disse:
31 de maio de 2009 às 01:43

Faculdades que nada cobram, somadas ao desinteresse pela leitura por parte dos alunos, É IGUAL A FRACASSO PROFISSIONAL!
Graças a Deus temos o Exame da Ordem, para filtrar tamanho desinteresse demonstrado, na maioria das faculdades de Direito.
ALUNOS QUE SAEM DA FACULDADE SEM LER UM ÚNICO LIVRO, NÃO PODEM ADVOGAR! Este é um fato!!
Estudar muito virou obrigação para quem quer ter sucesso! É NECESSÁRIO dizer essa obviedade para OS que se acham espertos e os tais.
É PRECISO TER FOCO, personalidade e paixão. É preciso levar a sério o caminho até o exercício da nobre profissão!

acdinamarco disse:
31 de maio de 2009 às 10:43

Se um analfabeto canta em verso e prosa que, sem estudos, chegou à Presidência da República e ridiculariza os Presidentes anteriores que eram letrados, o que esperar dos demais cidadãos ????
acdinamarco@aasp.org.br

dinarte bonetti disse:
31 de maio de 2009 às 10:53

prestei um unico exame de ordem, passei com boa nota na primeira fase, sem fazer cursinho, pois estudei por conta propria, para compensar a pessima Uniban. Tinha terminado uma pos graduacao em Direito Tributario na LFG, com Ada Grinover, Hugo de Brito Machado, Eduardo Sabbag, e outras feras, sempre com as melhores notas. E FUI REPROVADO NO EXAME QUE PRESTEI EM BRAGANÇA PAULISTA, NA SEGUNDA FASE. Provavelmente sei mais de Direito Tributario do que o imbecil que me reprovou. Quem escolheu a banca? os Conselheiros locais da OAB? O recurso sequer foi visto, pois precisava de 0,8 e fique com a mesma nota.
IMENSO DESSERVIÇO DA OAB PARA COM A CLASSE DOS ADVOGADOS, AO ESCOLHER TÃO MAL SUA BANCA DE JULGADORES. FICA A IMPRESSÃO DE RESERVA DE MERCADO!
MEU EMAIL: dinarte22@terra.com.br

acdinamarco disse:
31 de maio de 2009 às 16:41

D'Urso, Brás e nenhum Conselheiro da OAB-SP pode reclamar de qualquer coisa. Depois do criminoso absurdo que fizeram com o Provimento 102/2004, do Conselho Federal, ninguém tem moral para reclamar. E a coisa é tão grave e vai tão longe, que minha Representação feita ao Presidente Britto está parada, sem andamento, há meses.
acdinamarco@aasp.org.br

Flávio Haddad disse:
31 de maio de 2009 às 17:00

Não se pode atribuir aos numeros - reprovação - informados, uma ou outra causa, isoladamente. É preciso que se constitua, não por indicação da OAB, por sua evidente suspeição, uma comissãocom representação de vários setores da sociedade e da academia, com a finalidade de apresentar propostas. Má qualidade do ensino (em todos os níveis, uma vez que os alunos chegam na faculdade sem saberem ler e escrever), industria dos cursinhos preparatórios (alguns de propriedade de juízes e docentes de faculdades), e ainda o que poucos discutem, qual seja, o saber jurídico dos examinadores (o exame unificado realizado pela CESPE, faz com que as provas por ex. realizadas no estado de São Paulo, seja corrigidas por advogados de outros estados). Portanto, é preciso muita seriedade para realizar um diagnóstico profundo e honesto, na defesa do interesse da sociedade.

Alair Cavallaro Jr disse:
31 de maio de 2009 às 23:15

sim para para o exame, mas que seja para todos, renovavel a cada cinco anos mesmo pra os que estao atuando, afinal, temos uma posiçao muito comoda para os que ja foram aprovados. eles sao capazes? tem interesse no cliente? estao informados? tem interesse!
PROVA REGULAR PRA TODOS!

Cruela disse:
02 de junho de 2009 às 00:10

Pensei que a prova CESPE seria mais bem feita, com menos questões para serem anuladas, mas que nada, pelo contrário, eles nos vencem pelo cansaço. Questões com duas alternativas corretas. Vale lembrar que a maioria dos alunos que faz a prova além do faculdade se prepara em cursinhos especializados, então parem de falar que estamos despreparados e comecem a fazer uma prova que realmente meça conhecimento e não seja um jogo de sorte ou azar, como está sendo até agora.
Torço para que um dia se faça justiça também ao avaliar o bacharel em direito, afinal o custo desses exames é muito alto, tanto financeiramente quanto emocionalmete.
Quem sabe um dia o sonho não se torne realidade.

Júnior Brasil disse:
02 de junho de 2009 às 22:33

Sempre existirão críticas, em todo lugar, advindas daqueles que não conseguem passar no Exame de Ordem. As leio em todos os cantos, mas sempre com os erros de português de praxe...
A presença do Dr. Brito no Senado visa defender os interesses da sociedade em geral, sinalizando matérias legislativas relevantes no meio de tantas outras, pois essa é a obrigação do advogado, colaborando, assim, sobremaneira, com o aprimoramento das instituições democráticas.
O poder de agir em juízo e o de defender-se de qualquer pretensão de outrem representam a garantia fundamental da pessoa para a defesa de seus direitos, porém estes direitos constitucionais só prevalecerão com a presença do advogado que é indispensável à Justiça. Mas precisa ser advogado para saber disso! Não adianta ser um rábula, praticando a contravenção de exercício ilegal da advocacia, pois isso é um "nada jurídico"!
A advocacia não é apenas uma profissão, é também um munus, é um dos elementos da administração democrática da Justiça. Advogado é humanidade, literatura, história, direito, prática e não há matéria ou ciência que o Advogado possa ignorar. Contudo, os jovens bacharéis que não conseguem demonstrar o conhecimento mínimo para serem advogados, destilam contra a Ordem, em todos os cantos, seu ódio, sua amargura.
"Na briga entre o rochedo e o mar quem perde é o marisco". Basta analisarmos a redação desses bacharéis para vermos a necessidade do exame de ordem. Enquanto não pararem de "brigar com os livros", quem mais vai perder é o cidadão mais humilde que precisa de uma sociedade cheia de advogados. Quanto mais, melhor, desde que minimamente capazes.
Parabéns, novamente, ao Dr. Brito e desejo sorte, sempre, aos bons bacharéis de boa-fé, que logo costumam passar no EXAME.

Edgard Cruz Coelho disse:
03 de junho de 2009 às 18:11

Se é verdade que até dez (10) questões são dúbias, conforme a notícia, não seria caso também de serem avaliados os examinadores, ou quem formula as questões? Outrossim, nessa hipótese, quem fêz pelo menos 40 pontos, anulando-se as dez, estaria aprovado para a segunda fase.Para o bom conceito que tenho da prova aguardo que nenhuma das questões seja anulada.

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