Lista da OAB não serve para avaliar cursos de Direito, diz Haddad

A lista da OAB com faculdades que não aprovaram nenhum estudante no último Exame de Ordem não serve para avaliar os cursos de Direito. A opinião é do ministro da Educação, Fernando Haddad. Nesta quinta-feira (7/7), ele afirmou que os nomes servem apenas como subsídio. As informações são do blog “Eu, Estudante”, do jornal Correio Braziliense.

O ministro lembrou que a OAB não trabalha com critérios estatísticos. "O nosso sistema tem uma robustez no trato estatístico que a OAB não tem nem a pretensão de ter. Porque ela avalia o candidato, não a instituição. Não devemos misturar os dois procedimentos", afirmou.

Na terça-feira (5/7), a OAB pediu que o MEC colocasse as 90 faculdades "sob supervisão", o que poderia resultar no fechamento das instituições. Para Haddad, um dos erros da OAB é dar índice de 100% de reprovação às faculdades que tiveram apenas um inscrito, mas que não passou na prova. O ministro afirma que as instituições continuarão a ser avaliadas pelo Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) — cujo desempenho suspendeu 34 mil vagas em cursos de Direito.

Wagner Göpfert disse:
07 de julho de 2011 às 18:12

Quando verifiquei a lista e vi exatamente o que foi dito, sobre apenas UM candidato da instituição prestar o exame e, reprovado, gerar a "estatística" de ZERO, eu não quiz acreditar, mas na maioria dos casos é isso que ocorre, os números reduzido dos candidatos não permite avaliar absolutamente nada e não reflete a situação da Instituição de ensino. Será que ninguém leu antes de mandar "isso" para o MEC e dar toda essa publicidade negativa a essas instituições? É inacreditável

Ferret disse:
07 de julho de 2011 às 18:25

Na referida lista, existe uma instituição que já fechou as portas há tempos.

Flávio Souza disse:
07 de julho de 2011 às 20:23

A OAB é uma entidade de classe, não pode portanto interferir em ações da alçada do Poder Público. Entendo que o ensino jurídico tem problemas, todavia isso diz respeito ao MEC e não a OAB. Será que o ensino jurídico é o único que apresenta problema? claro que não. A propósito no ato de inscrição do último exame, no formulário, existiam perguntas sobre a faculdade que o candidato cursou e quantas vezes já fez o Exame da OAB. Portanto, de posse dessas informações, creio, é que surgem questão como a exposta na reportagem. Defendo que o MEC proiba esse tipo de coleta de dados dos candidatos(as). Alfim, julgo necessário o Exame da Ordem, contudo, que a prova seja aplicada pelo MEC e que haja apenas uma fase (a prova objetiva). É importante que o MEC reveja sim a metodologia utilizada para abertura de cursos superiores em todas as áreas e não somente de direito. Outra coisa: pela andar da carruagem, parece que a prova da OAB caminha para uma única prova por ano.

Rafael Olinto disse:
08 de julho de 2011 às 09:47

É bem verdade que o Exame de Ordem não avalia a instituição, mas é o filtro do qual nenhum candidato à advogado escapa após (ou no final) da graduação. Fiz o Enade sem a menor pretensão de ser o melhor e consegui nota 8,5. Os critérios de avaliação do Enade são muito discutíveis, assim como os do IDEB. Aliás, USP e UNICAMP não se sujeitam ao Enade por reprovar seus critérios. Por que será hein?!

Orlando Maluf disse:
08 de julho de 2011 às 10:33

Se a lista não se constitui avaliação, no entender do MEC, então que se descubra novos métodos até aqui não cogitados.
Fato objetivo e indesmentivel é que o MEC, historicamente, não considera as estatísticas da Ordem como válidas a aferir os cursos de Direito.
O resultado é esse que se alonga por décadas, pois a abertura indiscriminada e descriteriosa dos cursos produz péssimos profissionais que denigrem a cidadania e a advocacia.

Xavier da Silveira Lucci disse:
08 de julho de 2011 às 16:15

SENHOR MINISTRO, PEÇO LICENÇA PARA COMENTAR QUE, ANTES DE QUALQUER DEBATE ACALORADO SOBRE CRITÉRIOS ADOTADOS ENTRE SEU MINISTÉRIO E A OAB, S. EXCELÊNCIA DEVESSE CONSIDERAR QUE OS BRASILEIROS NÃO NECESSITAM, TERMINANTEMENTE, DE MAIS DO QUE CEM A CENTO E VINTE CURSOS DE DIREITO EM TODO O TERRITÓRIO NACIONAL E NÃO DE MAIS DE UM MIL E CEM CURSOS COMO ATUALMENTE HÁ... SE TIVÉSSEMOS UMA POLÍTICA RESTRITIVA E COERENTE (AVALIANDO AS PERSPECTIVAS DO MERCADO DE TRABALHO), SOBRE AUTORIZAÇÕES DO MEC PARA ABERTURA DE NOVOS CURSOS DE DIREITO HÁ TRINTA OU QUARENTA ANOS, NÃO ESTARÍAMOS LAMENTANDO AGORA A DEGRADAÇÃO TOTAL DESSE TIPO PROFISSIONAL...NÃO ESTÁ NA HORA DE UMA POSTURA MAIS AGRESSIVA DO MEC FRENTE A TUDO ISSO, MOSTRANDO O SANEAMENTO DESSA BARBARIDADE?
EDSON XAVIER DA SILVEIRA LUCCI

Charles P. disse:
08 de julho de 2011 às 17:33

Estudo em uma dessas instituições da lista, porém, não dá para se levar em consideração esta lista tão ridícula, pelos seguintes fatos: 1) Só uma turma que se formou desde a implantação do curso; 2) A lista não informa se são alunos que já se formaram, ou se são alunos do 9o e 10o períodos, os chamados treineiros; 3) Apesar de ser novo o curso, 12 alunos que cursam 9ºs e 10ºs períodos já passaram no exame da OAB, só aguardando a conclusão do curso; 4) Já constam alguns ex-alunos com Carteira Definitiva de Advogado; 5} Nos critérios de avaliação da OAB, a nossa Faculdade foi considerada como tendo o mesmo nível de qualidade das melhores Universidades particulares do Estado, como instalações, corpo docente, biblioteca, etc. Portanto, não dá para ficar se avaliando Faculdades pela frieza dos números, sem se avaliar corretamente as mesmas. Da mesma maneira, não se pode comparar as Faculdades particulares com as Públicas, assim como em diversas reportagens, pois nas públicas (ao contrário do que seria mais justo), é que estudam em sua maioria os filhinhos de papai, que ficam por conta só de estudar, já quem têm os familiares para lhes sustentar, além de não se preocuparem com mensalidades. Enquanto isso, os alunos de escolas particulares, em sua maioria pouco dispõe de tempo para estudo, visto que por muitas vezes têm de trabalhar o dia todo, até mesmo em dois empregos, para poderem pagar as altíssimas mensalidades, só lhes restando as poucas horas dos finais de semana para tentar adquirir um bom conhecimento jurídico. É lógico que existem Faculdades ruins, mas elas surgem da falta de maior quantidade de Universidades públicas e condições para que as pessoas que realmente não podem pagar estudem nelas, e não só os ricos.

Charles P. disse:
08 de julho de 2011 às 17:36

Estudo em uma dessas instituições da lista, porém, não dá para se levar em consideração esta lista tão ridícula, pelos seguintes fatos: 1) Só uma turma que se formou desde a implantação do curso; 2) A lista não informa se são alunos que já se formaram, ou se são alunos do 9o e 10o períodos, os chamados treineiros; 3) Apesar de ser novo o curso, 12 alunos que cursam 9ºs e 10ºs períodos já passaram no exame da OAB, só aguardando a conclusão do curso; 4) Já constam alguns ex-alunos com Carteira Definitiva de Advogado; 5} Nos critérios de avaliação da OAB, a nossa Faculdade foi considerada como tendo o mesmo nível de qualidade das melhores Universidades particulares do Estado, como instalações, corpo docente, biblioteca, etc. Portanto, não dá para ficar se avaliando Faculdades pela frieza dos números, sem se avaliar corretamente as mesmas. Da mesma maneira, não se pode comparar as Faculdades particulares com as Públicas, assim como em diversas reportagens, pois nas públicas (ao contrário do que seria mais justo), é que estudam em sua maioria os filhinhos de papai, que ficam por conta só de estudar, já quem têm os familiares para lhes sustentar, além de não se preocuparem com mensalidades. Enquanto isso, os alunos de escolas particulares, em sua maioria pouco dispõe de tempo para estudo, visto que por muitas vezes têm de trabalhar o dia todo, até mesmo em dois empregos, para poderem pagar as altíssimas mensalidades, só lhes restando as poucas horas dos finais de semana para tentar adquirir um bom conhecimento jurídico. É lógico que existem Faculdades ruins, mas elas surgem da falta de maior quantidade de Universidades públicas e condições para que as pessoas que realmente não podem pagar estudem nelas, e não só os ricos.

Monteiro_ disse:
08 de julho de 2011 às 23:32

A OAB JOGA TODAS AS FICHAS, INCLUSIVE AS SUJAS, PORQUE ESTÁ CHEGANDO A HORA EM QUE O STF TERÁ QUE SE PRONUNCIAR SOBRE A CONSTITUCIONALIDADE DA SUA GRANDE MAMATA.
A DESLAVADA RESERVA DE MERCADO ENCHE AS BURRAS DA ENTIDADE E PUNE EXATAMENTE QUEM NÃO TEM CULPA, FRUSTRANDO OS SONHOS E O DIREITO AO TRABALHO DE MILHARES DE BACHARÉIS EM DIREITO.
QUE O STF CUMPRA O SEU PAPEL DE FISCAL DA CARTA DA REPÚBLICA.

Marcelo Augusto Pedromônico disse:
14 de julho de 2011 às 17:09

Na minha época existia o famoso PROVÃO, do MEC. Creio que funcionava, não 100%, mas muito melhor do que o que temos hoje.
As instituições de ensino eram avaliadas segundo o desempenho dos alunos de 5º ano na prova, que era igual para todo o Brasil.

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