Faculdades públicas têm melhor desempenho no Exame de Ordem

Os alunos de faculdades de Direito mantidas por universidades públicas têm melhor desempenho no Exame de Ordem do que os que se formaram em instituições privadas de ensino. Das 20 instituições que mais aprovaram em termos proporcionais no último exame, 19 são públicas. A única faculdade particular que aparece no ranking das que mais aprovaram bacharéis é a Faculdade Baiana de Direito e Gestão, que ocupa o 20º lugar da lista.

Por outro lado, as faculdades privadas são as que hoje mais colocam profissionais da advocacia no mercado. No ranking das 20 faculdades que mais aprovaram em números absolutos, os cinco primeiros lugares são ocupados por instituições particulares de ensino: Universidade Estácio de Sá, Mackenzie, Universidade Paulista (Unip), PUC de Minas Gerais e PUC de São Paulo. Juntas, as cinco universidades formaram 1.345 novos advogados.

O número é três vezes maior do que o de bacharéis formados pelas cinco universidades públicas com melhor desempenho em termos proporcionais. As campeãs Universidade de Brasília (UnB), Universidade Federal de Juiz de Fora, Universidade Federal de Minas Gerais, Universidade de São Paulo (USP) e Universidade Federal do Piauí formaram 424 advogados.

As estatísticas (clique aqui para ver o levantamento completo, por estado) se referem ao Exame de Ordem 2010.3, o último aplicado, e foram feitas pelo Conselho Federal da OAB, que repassou os dados às seccionais. Bacharéis de 747 das 1.174 faculdades de Direito se submeteram às provas. No total, prestaram o exame 104.126 alunos formados ou que estudam no último ano do curso de Direito. Apenas 12.534 se tornaram advogados.

A UnB é a campeã em desempenho. Dos 43 alunos formados pela universidade que fizeram as provas, 29 receberam a carteira da Ordem dos Advogados. Índice de 67,4% de sucesso. Apenas universidades públicas obtiveram aprovação acima de 50% no exame.

O segundo e terceiro lugares são de universidade federais mineiras. A Federal de Juiz de Fora obteve índice de 67,3% de aprovação e a Federal de Minas Gerais, 65,3%. A USP aparece em quarto lugar (63,4%), seguida da Federal do Piauí (60,9%).

Tabela: Instituições Porcentagem - 04/07/2011

A tabulação feita pela revista Consultor Jurídico desconsiderou as faculdades que não tiveram pelo menos de dez candidatos nas provas. Há um único caso de 100% de aprovação, da Faculdade Alvorada, de Maringá (PR). Apenas um aluno da faculdade se submeteu ao exame, e foi aprovado.

A Universidade Estácio de Sá, do Rio de Janeiro, foi a campeã de aprovação em números absolutos. Tornaram-se advogados 390 alunos formados em Direito pela instituição. O índice de aprovação foi de quase 14%.

O Mackenzie tem o segundo lugar em números absolutos de aprovados, com 285 advogados. A terceira universidade que mais aprova é a Unip (230 bacharéis), seguida da PUC de Minas Gerais (224) e da PUC de São Paulo (216).

No total, as 20 instituições de ensino que mais aprovaram em números absolutos colocaram no mercado 3.510 novos advogados. Apenas três universidades públicas figuram nesse ranking: USP (191 novos advogados), Universidade Federal do Rio de Janeiro (127) e Universidade Federal de Minas Gerais (113).

Tabela: Instituições absolutos - 04/07/2011

Dez universidades tiveram mil ou mais alunos inscritos no Exame de Ordem. A média de aprovação entre essas instituições é de 11,2%. A campeã em número de bacharéis é a Unip, com 3.202 inscritos candidatos a exercer a advocacia. A universidade obteve índice de 7,2% de sucesso.

A Unip é seguida pela Estácio de Sá (2.844 candidatos), pela FMU (1.360), pela PUC de Minas Gerais (1.324) e pela Universidade de Fortaleza (1.282).

Tabela: Instituições bacharel - 04/07/2011

Para o presidente do Conselho Federal da OAB, Ophir Cavalcante Junior, os números revelam que o Exame de Ordem só se torna um obstáculo intransponível para quem teve um ensino jurídico deficiente. "As faculdades que têm um ensino com a qualidade necessária para que o futuro profissional possa exercer bem seu ofício conseguem bons índices de aprovação", afirma.

O presidente da OAB rechaça o argumento de que o exame funciona como uma reserva de mercado para os advogados que estão em atividade. "A Ordem se sustenta do pagamento da anuidade. Fala-se que há mais de um milhão de bacharéis que não exercem a profissão por causa do Exame de Ordem. Logo, com o fim do exame, teríamos mais de um milhão de novos advogados que passariam a pagar imediatamente a anuidade. Para a OAB, seria ótimo", diz. Segundo Ophir, contudo, a entidade tem de zelar pela qualificação da advocacia, não pelo seu caixa.

O secretário-geral da OAB, Marcus Vinícius Furtado Coêlho, chancela as palavras do presidente. "O problema não está no Exame de Ordem, mas sim no ensino jurídico", sustenta. De acordo com o secretário-geral, há hoje uma oferta de mais de 600 mil vagas em cursos de Direito e cabe à OAB aferir se os bacharéis que se formam nestes cursos têm condições de exercer a profissão.

"O que nos move não é o interesse financeiro, mas sim o interesse da sociedade, que não pode ficar refém de profissionais sem a formação jurídica adequada para exercer a profissão. Isso causaria um abalo muito grande na imagem da advocacia", conclui Furtado Coêlho.

É preciso lembrar que as escolas públicas com maior índice de aprovação são mais tradicionais e até por serem gratuitas reúnem os melhores alunos. Há escolas não tradicionais que oferecem ensino de qualidade. No entanto, como recebem alunos com formação educacional precária, aprovam menos no Exame de Ordem.

Rodrigo Haidar

é correspondente da revista Consultor Jurídico em Brasília.

Marcos Alves Pintar disse:
05 de julho de 2011 às 12:24

Nas melhores faculdades o percentual de aprovação no exame de Ordem é superior a 60%. Nas piores, não chega a 1%. Como já se disse milhares de vezes, o problema não é o exame, mas a deficiência do bacharel que fica cinco anos bebendo cerveja e assistindo TV, e na hora de desenvolver a profissão quer ter o mesmo acesso do que estudou com disciplina. Assim, fica o recado: ao invés de reclamar, melhor pegar o livro e começar a estudar.

MSRibeiro disse:
05 de julho de 2011 às 13:11

Reforçando o comentário do Dr. Marcos,entrar e sair de um curso de Direito é fácil, pois é possível não assistir aula e ainda se conseguir excelentes notas apenas colando. Porém, no mundo real, a coisa é bem mais crítica do que se imagina e o Exame de Ordem vem para provar isto. Aquele que não tem êxito no certame em questão, na maioria das vezes, é aquele que justamente fica na baladinha e vai para fazer a "social na facu". Direito é um curso que exige conhecimento e conteúdo, portanto, infelizmente o exame vem para filtrar aqueles que não possuem seriedade, interesse e dedicação.

Eduardo Carlos Loureiro disse:
05 de julho de 2011 às 16:25

que vergonha.
em que pese olharmos os numeros gloriosos da UNB, considerada a melhor faculdade do brasil em praricamente todos os cursos, temos que no mínimo questionar a validade e objetivo destes dados. Avaliar faculdades no qual 300,500 até 1000 candidatos se inscreveram com faculdades que apenas 20,10 candidatos participaram é meio complicado em termos de porcentagem, Tem faculdades obtiveram 50% de aprovação com apenas 7 aprovados, quanto outras obtiveram 20% com 200 aprovados. O Exame da Ordem já passou do tempo de ser revisto, sua unificação apensas garantiu uma maior reserva de mercado.
Minha vergonha é saber que como Advogado faço parte de uma classe desunida, de advogados que no dia seguinte ao da aprovação, logicamente que para os que foram aprovados, pois aqueles que não prestaram o exame não deveriam nem mesmo opinar, esquecem dos demais bachareis que não lograram exito num exame, que é cheio de falhas, correções dubias, corrigidas por dito especialistas orgulhosos, que na maioria das vezes sequer analisam os recuros dos candidato.
Realmente é lamentável

Felipe Lira de Souza Pessoa disse:
05 de julho de 2011 às 17:35

Aqui pra gente, esse exame da ordem não tem muito dificuldade, ele quer o mínimo do mínimo, só isso. É mais do que necessário pra não deixar advogados malandros, que não estudam, se aproveitar da boa-fé alheia, porque, diga-se de passagem, os malandros enrrolam bem, convencem, ludibriam e acabam com a imagem da advocacia.

dinarte bonetti disse:
05 de julho de 2011 às 20:05

quer dizer que a imensa maioria de bacharéis de direito são picaretas? Analfabetos?
São aproximadamente 90% de reprovados. Será que a profissão atrai a gentalha?
OU SERÁ RESERVA ESCRACHADA DE MERCADO, PRATICADO PELA OAB?
Depois de fazer 60 pontos na primeira fase, e após ter cursado pos graduação em direito tributario, FUI REPROVADO EM SEGUNDA FASE.
Continuo estudando e aprofundando meu conhecimento jurídico, mas enquanto sentir que existe essa parede instransponivel para 90% dos candidatos, pobres explorados em sua boa fé ao tentar nova profissão, não me aventuro a fazer o papel de palhaço novamente.
OU SE CAÇAM TODAS ESSAS FACULDADES QUE NÃO APROVAM AO MENOS 40% DE SEUS CANDIDATOS OU SE CONFIGURA UMA CONJUNÇÃO ENTRE OAB E FACULDADES CAÇA NIQUEIS.
O RESTO É ESCRACHADA RESERVA DE MERCADO

Marcelo Augusto Pedromônico disse:
05 de julho de 2011 às 21:37

O que deve ser divulgado, como já disse aqui o Eduardo, são os números relativos, e não absolutos.
Do jeito que está, a divulgação é um desrespeito ao leitor.

Beto disse:
06 de julho de 2011 às 05:51

Já está ficando cansativo esse discurso de que o elevado número de reprovações no exame é fruto de "reserva de mercado" praticada pela OAB. A única e evidente razão para a reprovação em massa dos bacharéis é a inegável esculhambação da educação e da cultura no Brasil. O moleque nasce em frente a um aparelho de TV e é aprovado sem esforço algum durante toda a vida escolar (pois a pedagogia "muderna" afirma que "dau pau" traumatiza). Após o ensino médio, onde aprendeu tudo o que se pode saber sobre futebol, o analfabeto funcional passa sem esforço no vestibular da faculdade de direito mais próxima e fica cinco anos bebendo cerveja e frequentando festinhas. Durante todo esse tempo, as obras jurídicas mais densas com que nosso bacharel teve de lidar foram os "resumões" que ele usava para elaborar as "colinhas" que levava escondidas nos códigos para consultar durante as provas. Quando então ele, que nunca foi avaliado na vida, nem nunca fez qualquer esforço intelectual, tem de enfrentar uma única prova de verdade (mesmo que seja uma prova tão fácil, como é o exame de ordem), não pode esperar ser aprovado.
Meus parabéns à Faculdade de Direito da UFJF. Fico orgulhoso desta instituição que tem mantido os índices de aprovação sempre elevados. Mas não me surpreendo. Quem tem condições intelectuais de ser aprovado no concorrido vestibular da UFJF, com certeza não vai ser reprovado em um exame no qual a única concorrência é consigo mesmo.

daniel disse:
06 de julho de 2011 às 08:27

universidades públicas não são melhores que privadas, o que é que os alunos das públicas têm melhor base, pois professores das universidades de direito públicas não dão aulas, faltam muito, não preparam, nem atualizam aulas. Basta ouvir os alunos.
Os alunos das universidades públicas seriam aprovados no Exame, com ou sem professor, pois são autodidatas.

André Cruz de Aguiar - Vironda e Giacon Advogados disse:
06 de julho de 2011 às 08:37

Prezada Dinarte: o verbo cassar, no sentido de retirar uma autorização ou licença, é grafado com dois esses, não com cê cedilha, diferente do verbo caçar, que significa perseguir uma presa. Boa sorte no próximo exame!
Aproveito e parabenizo o site (ou saite) Consultor Jurídico pela excelente matéria, que tabulou muito bem os números e trouxe uma radiografia bem apurada do Exame de Ordem e de suas consequências futuras nas profissões jurídicas, em especial a advocacia.

acdinamarco disse:
06 de julho de 2011 às 11:12

DURANTE MUITOS ANOS MANTIVE UM CURSO PREPARATÓRIO AOS EXAMES DE ORDEM.
FUI OBRIGADO A DESATIVÁ-LO, POIS ERA IMPOSSÍVEL ENSINAR AOS BACHARÉIS, DADAS AS FRAQUÍSSIMAS BASES TRAZIDAS DAS FACULDADES.
NA MAIORIA, ELES PRECISAVAM DE CURSO DE ALFABETIZAÇÃO.
ASSIM, NÃO ME SURPREENDO COM OS RESULTADOS DE HOJE.
acdinamarco@aasp.org.br

Marcos Alves Pintar disse:
06 de julho de 2011 às 11:36

Tivesse o daniel (Outros - Administrativa) algum conhecimento a respeito do funcionamento de uma Faculdade, ele saberia que a instituição de ensino é boa ou ruim considerando o que entrega de fato à sociedade, ou seja, a qualidade final de seus alunos formados. Assim, se os alunos das faculdades públicas saem melhores preparados, independentemente de se saber se os professores dão aulas ou não, ou mesmo a qualidade do que ensinam (sabemos que de fato a qualidade é péssima, em regra), temos que dizer que as faculdades públicas SÃO MELHORES.

Cavv disse:
06 de julho de 2011 às 12:58

Um dos maiores problemas do Brasil é a falta de planejamento. Em países como a Alemanha o número de faculdades de direito é proporcional à demanda do Estado e da população. Creio serem 44 faculdades para 80 milhões de habitantes. Lá o índice de reprovação no rigorosíssimo "Staatsexamen" é baixo na primeira fase e é quase zero na segunda fase. Trabalhei quatro anos em um grande escritório alemão, e os recém aprovados chegavam totalmente capacitados para as lides jurídicas. Mas o planejamento passa pela coragem em criar limites ao número de faculdades e ao número de vagas.

Cavv disse:
06 de julho de 2011 às 13:19

Um dos maiores problemas do Brasil é a falta de planejamento. Em países como a Alemanha o número de faculdades de direito é proporcional à demanda do Estado e da população. Creio serem 44 faculdades para 80 milhões de habitantes. Lá o índice de reprovação no rigorosíssimo "Staatsexamen" é baixo na primeira fase e é quase zero na segunda fase. Trabalhei quatro anos em um grande escritório alemão, e os recém aprovados chegavam totalmente capacitados para as lides jurídicas. Mas o planejamento passa pela coragem em criar limites ao número de faculdades e ao número de vagas.

ADEVANIR TURA - ÁRBITRO - MEDIADOR - CONCILIADOR disse:
06 de julho de 2011 às 15:03

Caros leitores, claro que as Faculdades Públicas tem o melhor desemprenho no famigerado Exame da Ordem, sabem porque???
É fácil de responder essa: A MAIORIA DOS ALUNOS SÃO TODOS FILHINHOS DE PAPAIS, COM EXCEÇÃO DE ALGUNS, NÃO TRABALHAM, TEM AS DESPESAS TODAS PAGAS PELOS PAIS SOMENTE PARA ESTUDAR.
Enquanto, nós, os mortais, que temos de estudar em Faculdades particulares, À NOITE, cansados do dia de trabalho exaustivo e ainda pagando altas mensalidades. Depois, vem a desculpa que as Faculdades são de baixo nível. Tudo isso, para engordar ainda mais os chamados "cursinhos preparatórios" que a maioria deles, são de integrantes da própria OAB.
O Brasil e as autoridades tem que acordar para essa situação e achar algum peitudo "Ministro" que encara isso sem corporativismo.

Flávio Ramos disse:
06 de julho de 2011 às 16:12

Uma dúvida que a reflexão sobre o exame de ordem gera é: qual a proporção de novos candidatos? A planilha não registra esse dado, e o sítio da OAB não revela claramente nenhum repositório de estatísticas para ser consultado. Sugiro que o capaz Rodrigo Haidar, com seus privilégios profissionais de repórter, tente conseguir a informação com a OAB, para que saibamos, a cada exame, a parcela de recém-formados e a de repetentes que o estão prestando.

huallisson disse:
06 de julho de 2011 às 16:27

Mil e uma variáveis interferem no Exame de Ordem.Não há estudo científico para comprovar a eficiência do Exame. O que de fato explica a maior aprovação nas Universidades Públicas, em certa medida, não é a qualidade do Ensino, mas, sim, a faixa etária.O fato é que nos cursos de direito das faculdades particulares boa parte dos alunos, senão a grande maioria, é de faixa etária mais elevada. São, pois, pessoas que já têm longo experiência profissional e em geral outros cursos superiores.Mas o que isto tem haver, perguntaria um desavisado.Acontece que via de regra, o aluno muito jovem é mais passível à decoreba (note-se, não estou generalizando). Já o aluno intelectual,experiente, portanto mais velho, não se sujeita ao torturante método da decoração, até por que de nada vale, a não ser puramente para passar no Exame de Ordem.Todas análises filosóficas feitas por voluntários, e não publicadas, indicam que o Exame de Ordem é muito danoso para o Ensino Jurídico.Além de ser viciado, ele bitola os neurônios do estudante deixando-o vesgo ao raciocínio lógico.Hoje a neurociência explica isto com exatidão. Quem é dado ao estudo e a importância da gnoseologia sabe o que eu estou dizendo.Assim, não é à toa que, atualmente, a quantidade de sentença teratológica é absurda.Produto de mente viciada decorrente de método de ensino jurídico desequilibrado. Certa feita disse-me um velho juiz, professor: "Dado o método de ensino jurídico, estamos enlouquecendo o Direito". Pedro Cassimiro. Advogado não escrito na ordem, economista,professor, escritor inédito.

Sandro Couto disse:
06 de julho de 2011 às 16:29

O Exame de Ordem é ponto pacífico para a sociedade. Não há dúvida da aprovação social a respeito da imprescindibilidade deste "filtro" para os profissionais que desejam seguir a carreira de advogado que, aliás, deveria ser exigido de outras profissões com potencialidade lesiva ao indivíduo até maior, como os médicos por exemplo, em relação aos quais par-e-passo nós, cidadãos, vemos, preocupados, a qualidade e comprometimento destes importantes profissionais cada vez menor. Portanto, creio que a sociedade está perfeitamente de acordo com as palavras do presidente da OAB no que diz respeito à necessidade do Exame de Ordem, bem como da postura da OAB ao exigir a alta qualificação dos bacharéis em Direito que pretendem advogar. Por outro lado, o argumento "financeiro" do presidente da OAB seria mais bem compreendido e acatado caso a taxa cobrada pela instituição não fosse abusiva e escorchante como é. Ora, tal cobrança deveria fazer frente apenas aos custos de realização dos exames e jamais visar lucro. Acredito que se colocado tudo no papel, a cobrança de tal taxa acaba por acrescentar alguns milhões ao caixa da OAB sim, além de fazer frente ao gasto pela instituição na realização dos exames. Portanto, se a sociedade concorda com a necessidade do exame, creio que é completamente contrária ao valor excessivamente alto cobrado pela OAB na realização destes exames. Esta taxa deveria fundar-se, de forma transparente, em demonstrações financeiras que indicassem o quanto foi gasto na realização dos exames e o quanto foi arrecadado pela OAB, cortando-se os excessos e deixando ela mais viável, sob pena de se perder o foco e objetivo primordial do Exame de Ordem, mercantilizando-o.

Lucas da Silva disse:
09 de julho de 2011 às 11:13

Confirmou algo que já sabia..de que o ensino do Direito no Nordeste, em especial a Bahia, é quiçá superior ao de muitos Estados do Sudeste.Há ao meu ver, uma maior seletividade nos graduandos, assim como o estudo de base (alfabetização) é mais forte, sem falar na tradição da terra do saudoso Rui Barbosa em formar grandes profissionais do Direito.
Basta ver os números, já que eles não mentem.

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