A associação Nacional dos Magistrados do Trabalho (Anamatra) afirma que há vazamento de informações de procedimentos internos da Corregedoria Nacional da Justiça, que vem causando danos coletivos à imagem de juízes brasileiros. O presidente da Anamatra, Renato Henry Sant’Anna, lamentou, em nota oficial, "a forma açodada com que foram tratadas as notícias sobre movimentações financeiras atípicas que envolveriam juízes e servidores do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (Rio de Janeiro)".
Sant’Anna criticou, além do vazamento de dados, a postura do presidente do Conselho de Controle de Movimentação Financeira (Coaf), Antônio Gustavo Rodrigues. "Fiquei perplexo de ler em um jornal de circulação nacional que o presidente do Coaf pensou em ligar para o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil do Rio de Janeiro a fim de tranquilizá-lo de que ‘as coisas não são tão assustadoras quanto parecem’."
O presidente a ser tranquilizado é Wadih Damous, que, na tarde desta quinta-feira (19/1), protocolou no Coaf pedido para que o órgão identifique o servidor ou magistrado do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região apontado em relatório do Coaf como tendo movimentado R$ 282,9 milhões em 2002. O documento pede, ainda, que seja informada se há investigação em curso ou já concluída, detalhando o seu estado atual e eventuais decisões já proferidas.
Este é o terceiro ofício enviado pela OAB-RJ pedindo a identificação do milionário que, segundo o presidente do Coaf, já teria sido doleiro e, por isso, havia movimentado tanto dinheiro no referido ano. Na última terça-feira (17/1), Damous enviou ofício cobrando a identificação à Procuradoria da República, que teria acesso aos autos do processo penal (pelas atividades de doleiro). No dia 13 de janeiro, outro documento havia sido enviado ao TRT-1 pedindo a identificação da pessoa.
Já o presidente nacional da OAB, Ophir Cavalcante, reuniu-se, nesta quarta-feira (18/1), com o presidente da Anamatra. No encontro, foi falado sobre o apoio à atuação do Conselho Nacional de Justiça e sobre a ação que a OAB move no Supremo Tribunal Federal questionando a própria existência legal do Coaf.
A movimentação atípica de R$ 282,9 milhões por magistrado ou servidor do TRT-1, amplamente noticiada, foi identificada em relatório feito pelo Coaf a pedido do Conselho Nacional de Justiça e entregue à corregedora do órgão, ministra Eliana Calmon. Apesar da publicidade sobre a quantia movimentada, o nome da pessoa envolvida não consta no relatório.
Clique aqui para ler o ofício enviado pela OAB-RJ ao Coaf.

Juízes ficam perplexos quando a transparência e controle por parte da sociedade civil batem em suas portas. Quem obscuridade, abuso, e terreno farto para cometerem crimes sem serem importunados.
A ANAMATRA se insurge hora contra o CNJ, hora contra o COAF. O que eles querem afinal? A resposta é simples: "blindagem das falcatruas e desídias, só isso! Inexiste qualquer preocupação para com a cidadania. Os "Deuses" não são eleitos pelo povo, mas se sentem mais importantes e acima dos demais Poderes e dos cidadãos, contribuintes e jurisdicionados. Contudo, a posição da ANAMATRA não é unânime, parcela expressiva de magistrados da justiça especializada não concorda com as diretrizes da direção da entidade. O desfecho só estar começando, a sociedade brasileira apoia o CNJ, o COAF, e mais ainda, a preclara Ministra Eliana Calmon!
Os semi-deuses estão perplexos com o controle do COAF sobre as fabulosas movimentações financeiras verificadas nas confrarias da sua corporação, que vergonha! Esses senhores ainda não se tocaram que eles são agentes públicos, remunerados pelos contribuintes, sendo que destes, alguns, às vezes não têm nem emprego, porém, os príncipes do estado brasileiro, fazem farra com o dinheiro público. Se não houver severas providência contra esse estado de desmandos, poderemos, ao inves de democracia, sermos submetidos a uma anarquia. Pena, que poderá serem necessárias medidas extremas, para retomarmos à normalidade.
QUE VERGONHA.
Juarez Araujo Pavão (Delegado de Polícia Federal).
Parabéns ao Dr. Juarez Delegado de Polícia Federal.
Com absoluta certeza o seu comentário acerta no cerne dos que se acham Semi-Deuses, os intocáveis.
O prezado doutor comenta o que 100% da população dos que prestam nesse Brasil podre gostariam de comentar.
Saudações doutor Juarez.
ASSIM VOCÊS NOS MATAM !!! QUEREM SIGILO TOTAL ? É FÁCIL, SAIAM DA VIDA PÚBLICA. NÃO DÁ PARA ENTENDER ESSE NERVOSISMO DOS JUIZES POR IMAGINAREM QUE ALGUÉM POSSA DAR UMA PEQUENA OLHADA NOS SEUS EXTRATOS BANCÁRIOS. ALGUÉM PODE EXPLICAR ISSO ?
Só pra lembrar: Art. 127. O Ministério Público é instituição permanente, essencial à função jurisdicional do Estado, incumbindo-lhe a defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis. Não seria a hora de avisar ao cidadão da OAB que quem defende a ordem jurídica é o MP e não a OAB?
Só pra lembrar: Art. 127. O Ministério Público é instituição permanente, essencial à função jurisdicional do Estado, incumbindo-lhe a defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis. Não seria a hora de avisar ao cidadão da OAB que quem defende a ordem jurídica é o MP e não a OAB?
Só pra lembrar: Art. 127. O Ministério Público é instituição permanente, essencial à função jurisdicional do Estado, incumbindo-lhe a defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis. Não seria a hora de avisar ao cidadão da OAB que quem defende a ordem jurídica é o MP e não a OAB?
Só pra lembrar: Art. 127. O Ministério Público é instituição permanente, essencial à função jurisdicional do Estado, incumbindo-lhe a defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis. Não seria a hora de avisar ao cidadão da OAB que quem defende a ordem jurídica é o MP e não a OAB?
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