Saiba quem são os campeões de produtividade no TJ paulista

Para julgar grande quantidade de processos, com qualidade, é preciso estar bem assessorado. Essa é a conclusão de alguns dos desembargadores do Tribunal de Justiça de São Paulo que mais julgaram em 2011.

O desembargador Paulo Roberto de Santana, integrante da 23ª Câmara de Direito Privado, durante muito tempo trabalhou com apenas um assistente e um escrevente. Sempre preferiu centralizar as decisões. No entanto, as metas definidas pelo tribunal e pelo Conselho Nacional de Justiça o obrigaram a reforçar seu gabinete, que agora está com o quadro completo: quatro assistentes e dois escreventes.

Roberto Santana afirma que, após compor sua equipe, conseguiu ser o desembargador mais produtivo da Subseção de Direito Privado II trabalhando apenas 8h por dia. Como relator, proferiu 1.336 votos a mais do que os 1.154 processos que recebeu, chegando à marca de 2.490 decisões.

Ele faz parte de um seleto grupo de desembargadores que julgaram em média mil processos a mais do que recebem em seus gabinetes. Durante o ano, o Tribunal de Justiça paulista distribuiu 552.249 processos aos seus integrantes. O acervo da corte soma 469.839 ações. O estoque dos desembargadores é formado também por processos que aguardam manifestação do Supremo Tribunal Federal ou do STJ, com o reconhecimento da repercussão geral ou a aplicação da Lei de Recursos Repetitivos.

O desembargador que mais julgou no ano passado foi Nogueira Diefenthäler: recebeu 1.306 ações, proferiu 3.363 votos como relator e no acervo tem 439 processos.

O desembargador Ricardo Negrão, da 19ª Câmara de Direito Privado, julgou 729 processos a mais do que recebeu no ano passado e atribui o bom resultado de seu gabinete a seus assessores, alguns com mais de 10 anos de advocacia.

Ele explica que a experiência das pessoas que o auxiliam, inclusive estagiários, ajuda nos trabalhos. “Os processos são distribuídos aos assessores com base na sua competência, na área em que eles têm maior experiência e afinidade. Além disso, eles têm acesso a um arquivo com mais de 20 mil votos proferidos por mim. Este trabalho coordenado ajuda a aumentar o número de decisões sem prejudicar a sua qualidade”, afirma.

Para Negrão, outro ponto importante é a própria organização do desembargador. Ele costuma agrupar os processos por matéria. “Certamente produzirei mais se eu julgar vários processos de danos morais e depois um grupo envolvendo marcas e patentes. Seria mais difícil se eu ficar pulando entre uma matéria e outra. Por isso, prefiro agrupá-los.”

O desembargador Júlio dos Santos Vidal Junior, da 28ª Câmara de Direito Privado, também atribui a marca de 2.166 votos proferidos como relator a seus funcionários. “Muitos auxiliam o magistrado em prejuízo a sua família. Trocam finais de semana e horas que poderiam estar em casa pela leitura atenta de processos. Eles fazem uma triagem dos processos que chegam ao meu gabinete o que é muito importante, haja vista o grande número de processos que todos nós [desembargadores] recebemos”, afirma Julio Vidal, que hoje conta com a ajuda de quatro assistentes e dois escreventes. Há assistentes que o acompanham por mais de 11 anos, desde que ele veio do Tribunal de Alçada.

Com a mesma quantidade de auxiliares, o desembargador Luiz Antonio Ambra figura como o desembargador que mais proferiu votos como relator na subseção de Direito Privado I, com 2.584. Uma das ferramentas utilizadas em seu gabinete para dar mais agilidade à análise dos processos é um ementário com suas decisões: são mais de 250 páginas.

Embora conte com a ajuda de seus assistentes, Luiz Ambra deixa para sua equipe, a primeira análise apenas daqueles que não consegue cuidar em virtude da alta demanda. No ano passado, ele recebeu mais de 1.500 processos. Ressalta que a conferência dos casos que ficam a cargo de seus assistentes é criteriosa e que não abre mão de fazer seus próprios votos.

Na lista dos 10 mais produtivos do Direito Privado I, ainda estão os desembargadores: Salles Rossi (2ª); Maia da Cunha (3º); Adilson de Andrade (4º); Luiz Antonio Costa (5º); James Siano (6º); Paulo Alcides (7º); Grava Brasil (8º); Piva Rodrigues (9º); e João Pazine Neto (10º).

Medidas do tribunal
No ano passado, o então presidente do tribunal José Roberto Bedran adotou uma série de medidas para acelerar os trabalhos no TJ e diminuir o passivo. Decidiu, por exemplo, dividir os processos que se acumulavam nos gabinetes dos desembargadores menos produtivos entre aqueles que estavam com o serviço em dia. A medida foi criticada por alguns e elogiada por outros. O atual presidente, Ivan Sartori, considera que é necessário experimentar alternativas à divisão desses processos, como mutirões.

Críticas e elogios à parte, esta entre outras medidas implementadas pelo tribunal, ajudou para que julgasse 51 mil processos do acervo de até 2006 em 120 dias.

Outro fator que, de acordo com os desembargadores, trouxe celeridade ao serviço jurisdicional foi a chegada da assinatura digital de acórdãos, prática que está sendo utilizada por 95% das Câmaras e que redundou na diminuição, para dez dias, de um procedimento que, para vencer uma série de controles e registros, chegava a demorar quatro meses.

Investimento próprio
Para proferir 2.143 votos como relator, Ricardo Negrão conta que foi necessário fazer alguns sacrifícios. Investiu em equipamentos de informática para seu gabinete com recursos próprios. “Considero que há sistemas operacionais melhores do que o utilizado pelo TJ. Eu gasto alguns segundos para fazer uma pesquisa no meu acervo de votos. Se fosse no sistema utilizado pelo tribunal, levaria vários minutos. Além disso, o sistema que utilizo é visto como mais seguro com relação a vírus e perda de dados. É uma das minha principais fermentas, por isso, investi.”

Muitos juízes afirmam que, na prática, o juiz nunca aproveita as polêmicas férias de 60 dias. Para o desembargador Antonio Ambra, um dos motivos que levaram o seu gabinete a ter alta produtividade foi a suspensão das férias, dos finais de semana e feriados para a elaboração de votos. Ele conta que até mesmo no dia 25 de dezembro, feriado de natal, elaborou votos.

Estoque em dia
Entre os dez desembargadores mais produtivos de cada seção três se destacam por estarem com seu acervo zerado, ou seja, não há nenhum processo pendente de julgamento. São eles: Luís Antonio Ganzerla (Seção de Direito Público); Fernando Maia da Cunha (Subseção Direito Privado I); e Ciro Campos (Seção Criminal).

Rogério Barbosa

é repórter da revista Consultor Jurídico.

Marcos Alves Pintar disse:
31 de janeiro de 2012 às 18:35

Esses números nada dizem. A produtividade de um juiz não se mede pela quantidade de decisões, mas pela qualidade e extensão delas. Pelo mecanismo utilizado o juiz pode proferir mil decisões por dia, que posteriormente são todas modificadas através de recurso, que será considerado como "produtivo".

Eduardo. Adv. disse:
31 de janeiro de 2012 às 18:54

Pode-se passar a impressão de que judicam quase 24 horas por dias praticamente sete dias por semana. É que faltou dar os devidos e merecidos créditos aos assistentes que "auxiliam" os magistrados proferir as decisões, sejam milhares, centenas... Ditos assistentes são quem analisam os autos e prestam a indispensável colaboração aos julgadores, ainda que alguns não estejam mencionados no ranking.

jorgenobregasalles disse:
31 de janeiro de 2012 às 19:11

Ele tem a relatoria do processo do Mensalão.
Só de réus, praticamente 40.
Testemunhos outros 500.
E por aí vai em números assombrosos....
Quanto seria a produtividade o Ministro segundo estes critérios puramente numéricos da matéria?
Este feito do mensalão seria um processo só?
Números da matéria querem dizer pouco como comenta acima Dr. Marcos - números que nada dizem...
Tem cada voto de duas páginas....
Eu tive alguns votos/Acordãos em embargos de declaração (e Agravo Regimental) no TJ de São Paulo que foram TRANSCRIÇÕES das decisões monocráticas recorridas.
Os relatores destes casos meus não se encontram mencionados na matéria qual estamos comentando.
FAÇO ESTES COMENTÁRIOS SEM DESMERECER O FEITO HERCÚLEO que a matéria menciona. HÁ DESEMBARGADORES QUE PRODUZEM e muito. Com qualidade.
O Critério da qualidade não foi apreciado pela matéria. Acho que é o resumo de meu comentário...

MARCELO-ADV-SE disse:
31 de janeiro de 2012 às 19:16

Vive-se um momento de desabrida delegação da prestação jurisdicional a assessores; antes alguns magistrados adotavam a prática, conquanto de forma velada e com certo disfarce e sisudez; hoje não; de tão disseminada, virou febre institucional; nada contra as assessorias; já fui assessor e lhes conheço a importância; no entanto, diz a sabedoria popular que "a diferença entre o remédio e o veneno é a dose"; felizmente ainda existem juízes que decidem sabendo o que estão fazendo.

Marcos Alves Pintar disse:
31 de janeiro de 2012 às 19:28

Obviamente que a vasta utilização de assessores para fazer o serviço de juízes faz nascer nos bastidores do Poder Judiciário uma verdadeira profissão paralela, não prevista em lei. Assessores não estão sujeitos a suspeição e impedimento, e nem há um controle mais rigoroso sobre suas finanças pessoais, abrindo assim vasto campo para a venda de decisões judiciais e favorecimento de partes.

Ricardo disse:
31 de janeiro de 2012 às 23:03

e qual solucao o sr. proporia, doutor Pintar, diante de
milhares de processos que aportam diariamente nos
tribunais? se for a contratacao de mais juizes avise o
Executivo, senhor do erario, que todo ano glosa o
minguado orcamento do TJSP. outra solucao seria uma campanha
para que os advogados ingressassem com menos
acoes ou recursos.

Marcos Alves Pintar disse:
01 de fevereiro de 2012 às 00:05

Prezado Ricardo (Outros). Não cabe a mim dar resposta para os problemas do Judiciário, vez que não sou pago para isso. O que posso e devo é dar sugestões e apontar falhas, a fim de que o cidadão comum possa entender melhor o funcionamento do Poder Judiciário (conforme determina o Código de Ética da advocacia) e firmar sua própria opinião fundamentada. Em primeiro lugar, fazer campanha para que os advogados ingressem com quantidade menor de processos e recursos não vai resolver nada, uma vez que somos apenas 650 mil no Brasil todo e o número de ações que temos em causa própria é diminuto considerando a totalidade, lembrando que quando um advogado representa uma parte é essa quem ingressa com a ação ou recorre, através do advogado. Uma solução muito eficaz seria por exemplo obrigar todos os magistrados, ou ao menos uma parcela deles, a cumprir a lei e fixar os honorários de sucumbência de forma adequada. Através da permanente manipulação de decisões, e visando proteger os interesses ilegítimos grandes empresas e o Poder Público, acabaram por transformar a sucumbência em piada, sendo certo que caso a lei fosse cumprida teríamos uma diminuição de ao menos 40% do acervo em cinco ou dez anos. Outra medida urgente é parar de acenar ao poder público que ele pode deixar de pagar o que deve pagando deputador para fazerem leis e emendas constitucionais inconstitucionais. Essa possibilidade de não pagar, ou pagar quando quer, é causa de pelo menos 30% das ações em curso no Brasil. Outra boa medida seria obrigar os membros do Ministério Público e magistrados a cumprir a lei e ingressar com as açõe penais contra os servidores do PROCON e agencias reguladoras, que se transformou em um verdadeiro nada na defesa dos consumidores, gerando ações judiciais aos montes.

Marcos Alves Pintar disse:
01 de fevereiro de 2012 às 00:15

Outra solução muito eficaz seria começar a aplicar a lei e punir magistrados e servidores do judiciário que incorrem em condutas menos nobre. Como todo mundo sabe, o Executivo não libera as verbas necessárias ao Judiciário usando como pretexto que a quantia excedente será usado para sustentar mamatas, e a massa da população acaba acreditando. Apenas para exemplificar, ainda há poucos dias foi divulgado pela imprensa que o CNJ doou milhões de reais em equipamentos para os tribunais, e realizando as vistorias necessárias boa parte dos equipamentos doados não foram localizados. Há dúvidas não solucionadas a respeito de desvios diversos, verbas salariais pagas por duvidosa preferência, e inúmeras outras lacunas que acaba dando ao Poder Executivo condições amplas de podar os recursos do Judiciário, e nenhum deputado se apressa em tentar contornar a situação vez que a próxima eleição chega e acaba sendo acusado de fomentar as "mamatas" no Poder Judiciário. Outra boa solução seria, ao invés de gastar milhares de reais pagando assessores, criar novas vagas de juiz subsituto com vencimentos mais reduzidos, equivalentes a 30% dos vencimentos do Presidente do STF e com gradual aumento na medida que vai adquirindo experiência e maturidade. Milhares de reais são pagos para juízes que nada sabem e também com assessores que também nada sabem, que só geram atrasos no andamento dos feitos e descrédito ao Poder Judiciário. Enfim, não é difícil, caso se queira, fazer os ajustes necessários a diminuir o número de demandas e afastar essa atividade paralela e clandestina que vergonhosamente acomete todo um Poder da República, cada vez mais desacredito, mais sem recursos, e com mais irregularidades graves a serem sanadas.

Orlando Machado Junior disse:
01 de fevereiro de 2012 às 00:25

As vezes quantidade não quer dizer qualidade! Dizia Kahlil Gibran " As Tartarugas conhecem os caminhos melhor do que as lebres".

Pek Cop disse:
01 de fevereiro de 2012 às 04:29

Depois falam que juiz não trabalha, esta aí o exemplo para alguns, pressionados e se desdobrando em finais de semana e até ferias nossos magistrados estão lendo, julgando e proferindo sentenças, devemos observar tb que processos tem documentos as vezes com baixa qualidade de impressão, excessivo número de volumes e por aí afora...

Paulo Henrique M. de Oliveira - Criminalista disse:
01 de fevereiro de 2012 às 05:21

Os bons assessores de desembargadores (ministros também) são, em verdade, os verdadeiros julgadores. Os titulares limitam-se a assinar relatórios e votos redigidos pelos assessores. É verdade que, na maioria expressiva dos casos, assessores baseiam-se em votos anteriores do titular.
Não vejo nisto grande problema, se o julgador titular for criterioso na seleção de seus assessores, seja no aspecto técnico, seja no aspecto moral.
O problema está em assessores terem contato com partes e se deixarem corromper. Quem tem de atender partes é o magistrado e só ele.
Sendo o responsável final pelas decisões, incumbe ao titular uma fiscalização constante, uma correição permanente. Depois do leite derramado não adiante dizer que as coisas ocorreram à sua revelia, dizendo que de nada sabiam.
Em resumo: boas decisões precisam de bons assessores. Bons assessores são responsabilidade do magistrado.
É como penso!

Ferdinando disse:
01 de fevereiro de 2012 às 08:37

Independentemente do que fora veiculado na matéria e sem fazer qualquer acusação, aproveito o ensejo parafazer uma crítica construtiva e geral.
É inadmissível que assessores e escreventes redijam os votos os Desembargadores, ainda que embasados em decisões anteriores. Isso é tornar a justiça um "fast food" e o cidadão que busca a solução para sua LIDE mais um na fila em busca de uma decisão "padronizada" e que desconsidera e deixa de analisar as peculiaridades de cada caso concreto.
Esta prática também vem imperando na 1ª instância, não raro, vemos escreventes redigindo até mesmo sentenças, o que é um absurdo. Macula a justiça, prejudica o trabalho dos advogados e principalmente viola o direito dos cidadãos na busca pela justiça.
Não se pode esperar que tal prática seja corriqueira, fruto do jeitinho que o sistema arrumou para resolver o défict de magistrados e permitindo que escreventes brinquem de Juízes por um dia ou alguns processos.
A cada dia, vemos a política do Ctrl C + Ctrl V, ou seja do copiar e colar, nada se cria tudo se copia. Uma verdadeira epidemia comodista.
Não devemos nos esquecer jamais que cada caso é um caso, essa é uma máxima que traduz a verdade nua e crua. Cada caso é um caso, tem suas particularidades que muito embora pareçam semelhantes, nunca serão idênticas. Nenhum dano, seja moral, seja material; é igual a outro dano.
Cada caso é um caso e deve assim ser analisado e julgado, com influência de jurisprudência sim, mas sempre respeitando as pecualiridades da LIDE em tela e os direitos das partes.
Uma justiça célere se faz com um ordenamento processual moderno, com um número adequado de magistrados e principalmente com bom senso.

DrCar disse:
01 de fevereiro de 2012 às 08:38

Nem sempre a qualidade está na quantidade... Julgar é um ato nobre, um ato no qual o julgador é visto como imparcial, probo, aquele que definirá o futuro de uma liberdade ou de um patrimonio. Essa obrigação de ter metas estipuladas, deixa ao relento a "´pessoa humana" passivel de cansaço, indisposição, porém, terá que julgar aquela quantidade pre-determinada.
Desses campeões de votos e acórdãos, quantos sofreram recurso? Essa informação deveria acompanhar. Quandom temos um julgado de qualidade, aconselhamos o cliuente que o recurso não será mais solução.

DrCar disse:
01 de fevereiro de 2012 às 08:38

Nem sempre a qualidade está na quantidade... Julgar é um ato nobre, um ato no qual o julgador é visto como imparcial, probo, aquele que definirá o futuro de uma liberdade ou de um patrimonio. Essa obrigação de ter metas estipuladas, deixa ao relento a "´pessoa humana" passivel de cansaço, indisposição, porém, terá que julgar aquela quantidade pre-determinada.
Desses campeões de votos e acórdãos, quantos sofreram recurso? Essa informação deveria acompanhar. Quandom temos um julgado de qualidade, aconselhamos o cliuente que o recurso não será mais solução.

Ricardo T. disse:
01 de fevereiro de 2012 às 09:17

Todo mundo tem assistente, inclusive promotor e advogado. o juiz não tem que elaborar uma obra de arte, trabalho esse do advogado para convencê-lo. O assistente faz a SENTENÇA e o juiz apenas corrige e acabou, o que é feito na promotoria e nos escritórios de advocacia, inclusive com o estagiário assinando a manifestação. O juiz deveria se limitar a dizer: li o que o advogado da parte autora disse e ele está com razão e pronto. Fica fundamentando o que o advogado já escreveu é perda de tempo.

Eduardo. Adv. disse:
01 de fevereiro de 2012 às 10:07

O Executivo glosa o orçamento? Que o Poder Judiciário faça cumprir a Constituição. Se até o Judiciário se curva, vamos esperar que ele garanta o jurisdicionado?
Não tem juiz? Então não se pode delegar função judicante a terceiros (a CF não diz que Assistente julga) que ganham um terço do que os juízes auferem e não gozam de 60 dias de férias. A favor de assistentes? Sim! Mas não de substitutos mais baratos, que fazem todo o serviço e entregam pronto para o D. Magistrado assinar.
É comum ouvir determinado assistente dizer "eu acho isso, eu acho aquilo"; "eu acho que deve ser condenado, eu acho que não tem razão". Mais curiosos é quando há embargos declaratórios (em meio a uma decisão, com o perdão da palavra, porca) e os que de fato proferiram a decisão omitem no relatório os motivos que levaram ao recurso, uma vez que o serviço mal feito - se exposto - deixaria até aqueles que acompanham o voto do Assistente, digo, do Relator, envergonhados...

Lucas Hildebrand disse:
01 de fevereiro de 2012 às 10:19

Parabéns pela reportagem, que, com tanta informação, permite a muitos refletir sobre soluções para o judiciário. Seria interessante repetir o tema com a justiça de primeira instância, expondo os bons exemplos e as boas práticas.

Carmen Patrícia C. Nogueira disse:
01 de fevereiro de 2012 às 10:23

Os bons exemplos devem ser divulgados, como nesse caso. Como em toda profissao e ocupacao, ha os bons, os maus e os medianos.
Bons magistrados, assim como bons serventuarios, devem ser prestigiados.
Tambem uma boa equipe de assessores, assim como trabalho organizado fazem a diferenca.
Um conhecido filosofo dizia que voce conhece a qualidade do governante pela sua equipe de trabalho.

Hipointelectual da Silva disse:
01 de fevereiro de 2012 às 10:26

Se o número é baixo reclama, se alto reclama também. E claro que o judiciário não chegou no ponto ótimo, ele está caminhando para isso. Falta muito? É claro que falta, mas nota-se nos últimos anos que há uma forte tendência de modernização e aprimoramento do Judiciário em todo país. Deixemo-lo trabalhar.

Francisco Lobo da Costa Ruiz - advocacia criminal disse:
01 de fevereiro de 2012 às 10:36

Além do (s) assistente (s) tem o recurso do copia e cola . . . o simplório indefiro por falta de amparo legal (sem dar qualquer explicação/fundamentação) . . . e por aí vai.

claudenir disse:
01 de fevereiro de 2012 às 11:42

Bom dia a todos.
Não sou advogado, sou apenas um cidadão, que hoje acho que sei um pouquinho de leis.
Esses juizes que fizeram seu trabalho, nada mais fizeram do que suas obrigações, afinal são pagos por nós, através de nossos impostos.
Agora acho que deveria sim mostrar sim a lista dos que menos trabalharam, quem sabe assim eles acordam e mostrem para o que eles estão lá.
Eu tenho um processo, que hoje eu sei que é nulo, juizes, advogados, defensores públicos, mas está ai no TJSP, nas mãos de um juiz, que não sei se por corporativismo ou por querer me prejudicar mesmo não deu a sentença a 3 anos.
Agora esou eu aqui com mandado de prisão, uma pensão de mais de 100% do meu salário, sem direito a pedir DNA, já que entrei 2 vezes com o pedido mas me foi negado pelos colegas do juiz que começou o erro, uma exoneração que também me foi negada sem que o alimentado provasse que estivesse cursando uma faculdade ou tivesse uma doença que o impedisse de trabalhar e um pedido de anulação que a juiza extinguiu por falta de interesse processual com base nos arts. 267 e 295 do CPC. ( COM CERTEZA FALTA DE INTERESSE DELA ), tanto que hoje está no TJSP.
Eu poderia falar muito mais, mas nem tenho a certeza do que estou falando será publicado nesta revista eletronica.
Att. Claudenir

Gervasio disse:
01 de fevereiro de 2012 às 11:45

É comum o ditado que pau que bate em Chico, deve bater em Francisco também.
Concordo com o colega, falta a lista dos menos produtivos, assim ficaria justo.
Tenho processo com prioridade de tramitação desde 02/2009, concluso a um desembargador e até agora nada, mesmo se tratando o autor da ação um idoso.
Aos nobres magistrados meus cumprimentos, que cumprem a tempo suas obrigações.
Aos que esperam o leite derramar, só tenho a lamentar, se fosse uma empresa privada já teriam sido demitidos, mas como se trata de autoridades do judiciário só nos resta lamentar.

claudenir disse:
01 de fevereiro de 2012 às 13:14

Bom dia a todos.
Não sou advogado, sou apenas um cidadão, que hoje acho que sei um pouquinho de leis.
Esses juizes que fizeram seu trabalho, nada mais fizeram do que suas obrigações, afinal são pagos por nós, através de nossos impostos.
Agora acho que deveria sim mostrar sim a lista dos que menos trabalharam, quem sabe assim eles acordam e mostrem para o que eles estão lá.
Eu tenho um processo, que hoje eu sei que é nulo, juizes, advogados, defensores públicos, mas está ai no TJSP, nas mãos de um juiz, que não sei se por corporativismo ou por querer me prejudicar mesmo não deu a sentença a 3 anos.
Agora esou eu aqui com mandado de prisão, uma pensão de mais de 100% do meu salário, sem direito a pedir DNA, já que entrei 2 vezes com o pedido mas me foi negado pelos colegas do juiz que começou o erro, uma exoneração que também me foi negada sem que o alimentado provasse que estivesse cursando uma faculdade ou tivesse uma doença que o impedisse de trabalhar e um pedido de anulação que a juiza extinguiu por falta de interesse processual com base nos arts. 267 e 295 do CPC. ( COM CERTEZA FALTA DE INTERESSE DELA ), tanto que hoje está no TJSP.
Eu poderia falar muito mais, mas nem tenho a certeza do que estou falando será publicado nesta revista eletronica.
Att. Claudenir

Mauro Abramvezt advogados disse:
01 de fevereiro de 2012 às 13:22

Minha falecida mãezinha, diante de noticias sobre minha atribulada carreira, e minha luta pela Justiça e pelo Direito,respondia: você não faz mais do que a tua obrigação...
Todos os doutos integrantes do TJSP fazem, sem dúvida, suas obrigações. Forçoso é se reconhecer, todavia, que alguns as executam mais rapidamente do que os demais, sem ferir a qualidade de seu trabalho, é claro.
Aliás, ao serem citados Rubens Cury e Luis Ganzerla, por exemplo - com os quais este subscritor privou no então exercício da advocacia - pode se verificar que continuam, na magistratura, sua tenaz perseguição aos ideais sempre colimados, como advogados e agora como Magistrados!
Não conheço - não conheci, ao cabo destes meus quase cinquenta anos de advocacia - juiz incapaz ou moroso em sua atividade. Deparei-me, isto sim, com uma máquina judiciária emperrada pelos Poderes Executivo e Legislativo, trazendo ao Judiciário publicidade negativa em relação aos usuários...
Mauro Abramvezt, advogado militante

Maria Lima disse:
02 de fevereiro de 2012 às 00:57

Concordo, assino junto.
Parabéns aos julgadores que produzem mais que outros,desde que suas decisões sejam jurídicas, não mera estatística.Há advogados que usam de medidas protelatórias. Vejam-se as reiteradas decisões do STJ: há casos que não dá para crer que foram parar na instância maior,no plano da lei federal.
Parabéns ao julgadores que dão tudo de si, num sistema que deveria perquirir não só a "produtividade" dos julgadores, mas, também, a verdadeira pertinência de muitas medidas e recursos. Sou advogada, há 27 anos. Mauro Abramvezt, com sutileza, menciona Poderes. Mas, não se pode esquecer da "contribuição" dos advogados para com o emperramento do judiciário. Façamos uma análise: não podemos imputar somente à União, Estados e Municípios (horror do horror)tal emperramento. Sejamos honestos: os advogados têm que repensar a necessidae/utilidade de recorrer.

Maria Lima disse:
02 de fevereiro de 2012 às 01:00

Concordo, assino junto.
Parabéns aos julgadores que produzem mais que outros,desde que suas decisões sejam jurídicas, não mera estatística.Há advogados que usam de medidas protelatórias. Vejam-se as reiteradas decisões do STJ: há casos que não dá para crer que foram parar na instância maior,no plano da lei federal.
Parabéns ao julgadores que dão tudo de si, num sistema que deveria perquirir não só a "produtividade" dos julgadores, mas, também, a verdadeira pertinência de muitas medidas e recursos. Sou advogada, há 27 anos. Mauro Abramvezt, com sutileza, menciona Poderes. Mas, não se pode esquecer da "contribuição" dos advogados para com o emperramento do judiciário. Façamos uma análise: não podemos imputar somente à União, Estados e Municípios (horror do horror)tal emperramento. Sejamos honestos: os advogados têm que repensar a necessidae/utilidade de recorrer.

Helio Santiago disse:
02 de fevereiro de 2012 às 10:21

Medidas criativas e producnts, são necssarias ao credito dst poder, Pilar Judicial d Estado. Validar e incntivar servidores publicos enqto agnts produtivos e capacitados, revigoram os feitos para com os intresses publico/social cognatos, garantm e afirmam a JUSTIÇA, enqto provdora d soluções Evolutivas para os conflitos q, ainda existm, nos meios do caminho Humanitario.

Você precisa estar logado para enviar um comentário.