Proibição de sabor em cigarros pela Anvisa vai estimular comércio ilegal

No Brasil, com o processo de privatização, iniciado no fim do século passado, cresceu em importância a atuação das agências reguladoras. Afinal, é necessário que especialmente a execução dos serviços públicos concedidos sejam acompanhada pelo poder público para garantir aos usuários e consumidores a qualidade esperada. Ao mesmo tempo, a atuação das agências reguladoras voltadas para questões relacionadas à saúde e segurança das pessoas assumiu especial relevo. Afinal, atuam na defesa de interesses prioritários.

Essa relevância tem a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que tem como finalidade institucional “promover a proteção da saúde da população por intermédio do controle sanitário da produção e da comercialização de produtos e serviços submetidos à vigilância sanitária, inclusive dos ambientes, dos processos, dos insumos e das tecnologias a eles relacionados”. A finalidade primeira da Anvisa é “promover a proteção da saúde da população”. Essa competência originária deve orientar as ações da agência – esse é o foco definido no artigo 6º da Lei 9.782, de 26 de janeiro de 1999.

Portanto, as determinações da Anvisa devem respeitar esse princípio. Nas suas determinações deve ficar expresso que a sua atuação deve se pautar por análises e critérios objetivos e comprovados, demonstrando que suas deliberações, após profunda avaliação, estão efetivamente coibindo práticas que afetem a saúde das pessoas. Vale dizer que a regulamentação não pode se basear em indícios ou estudos não comprovados, sob pena de se afastar do que determina o seu ato constitutivo.

A proibição de utilização de aditivos nos cigarros fabricados no brasil
Em consulta pública lançada em dezembro de 2010 (nº. 112), a Anvisa apresentou questão relacionada à utilização de aditivos nos cigarros fabricados no Brasil. A proposta consiste em proibir a fabricação de cigarros com aroma e sabor, obtidos pela adoção de aditivos. Basicamente, a justificativa seria que essas substâncias incentivariam o fumo, e, portanto, seria dever da agência reguladora coibir essa prática.

Independentemente da opinião de entidades antitabagistas, ou dos fabricantes de cigarros, é pertinente a pergunta: efetivamente, está provado que a existência desses aditivos estimula o consumo? E mais, esses aditivos causam prejuízos diretos à saúde dos consumidores, aumentando os riscos já associados ao fumo? A Anvisa tem resultados de estudos científicos que corroboram essa determinação?

Sem essas repostas, fica prejudicada a iniciativa.

De outro lado, também seria pertinente perguntar: todos os produtos, que causam algum risco, e que são autorizados por lei, devem ser banidos, caso se avalie que algum dos seus ingredientes estimularia o seu consumo? Caso a resposta seja afirmativa, o próximo passo deverá ser proibir as bebidas alcoólicas que contém alguma fruta ou sabor diferente do produto original. As vodkas aromatizadas e Ice, com essência de frutas, vinhos mais doces, cachaça com essências. Enfim, são inúmeros os produtos que causariam algum risco à saúde, que são autorizados para o consumo e que têm em sua composição a adição de sabor ou aroma.

Evidente que o ânimo de não incentivar o consumo de cigarros tem estimulado uma série de medidas. Restrição à propaganda e locais permitidos para fumantes são alguns exemplos. Porém, ao se proibir a comercialização de um produto, por causa da sua composição, até aqui aceita, com base em teses não comprovadas e que não têm relação com o aumento dos riscos já provados, ultrapassa os limites do razoável e significará um resultado mais perverso.

O mercado ilegal
Está provado por inúmeros exemplos que as regulamentações brasileiras, se não tiverem sua implantação rigorosamente fiscalizadas, incentivam o mercado ilegal. O motivo é óbvio: para obter a regulamentação a empresa tem que investir em tecnologia, alterar seus processos produtivos etc. Vale dizer, aumentar custos, que irão elevar os preços ao consumidor. Isso, sem esquecer o pagamento dos impostos incidentes.

Já os produtos ilegais (decorrentes do contrabando, descaminho e falsificação) se beneficiam, pois chegam até o consumidor sem qualquer cuidado com as normas e regulamentos brasileiros (menor custo) e, melhor dos mundos, sonegam os impostos.

Temos acompanhado uma série de exemplos: notebooks, que são obrigados a cumprir regulamentos da Anatel e do Inmetro, por exemplo, comercializados em grandes redes varejistas, sem respeitar essas posturas. O mesmo se constata com videogames, pilhas, óculos, produtos de limpeza, brinquedos, celulares, eletroeletrônicos, cabos de aço, peças automotivas e o mais assustador: medicamentos.

Associações civis têm denunciado essas práticas, inclusive junto à Anvisa. Nada contra os regulamentos que efetivamente atendem aos requisitos de assegurar a saúde e segurança da população. Ao contrário, tudo a favor. Mas a vigilância deve ser permanente.

No caso dos cigarros, ao se adotar um novo padrão (com base em argumentos não provados), o efeito será o aumento do interesse do consumidor. O cigarro contrabandeado terá mais esse diferencial junto ao mercado: o preço.

Com certeza, o efeito será exatamente o contrário do almejado por quem defende a medida de proibir os aditivos flavorizantes. Os cigarros ilegais não atendem a nenhuma das determinações sanitárias brasileiras. Esses cigarros têm níveis de nicotina, alcatrão e monóxido de carbono, muito superiores aos admitidos no Brasil. Utilizam esterco e inseticidas proibidos, causam maior dependência e são comercializados sem qualquer controle por parte da Anvisa.

Esses efeitos estão provados. Afetam, com muito maior rigor, a saúde dos consumidores. Não há como comparar os cigarros produzidos no Brasil, atendendo aos rigores da legislação nacional, com os venenosos ilegais, que são comercializados à margem da lei e de qualquer regulamentação.

Além desses fatores, absolutamente prejudiciais aos consumidores, o fator preço será um grande incentivo ao consumo de cigarros com sabor. Os consumidores encontrarão no mercado ilegal esses cigarros a preços bem mais baixos (graças à sonegação e desrespeito às regras de comercialização) – isso sim representa um enorme incentivo ao consumo, especialmente pela população de menor renda, que também é menos informada. Creio que as entidades antitabagistas, conhecendo esses fatores, deverão intensificar o repúdio ao comércio ilegal.

Para uma maior reflexão, é importante avaliar dados sobre a apreensão de cigarros no Brasil.

Conforme informação do Conselho Nacional de Combate à Pirataria e Delitos Contra Propriedade Intelectual (CNCP), entre 2010 e 2011, a quantidade de cigarros apreendidos pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) subiu de 3,42 milhões de pacotes para 4,52 milhões, atingindo um total de 12,4 milhões de pacotes desde 2008. Já a Receita Federal do Brasil, só em 2010, apreendeu o equivalente a R$ 93,9 milhões em cigarros em todo o Brasil. Na região da Tríplice Fronteira (Brasil, Paraguai e Argentina) foram apreendidos US$ 12,7 milhões em cigarros em 2011 – aumento de 35% em comparação com o ano anterior.

Essas apreensões atestam que o mercado ilegal de cigarros exerce uma grande atração por quem busca vantagens em detrimento do erário e do consumidor brasileiro. Os volumes apreendidos de cigarros apontam para a importância desse mercado na geração de recursos para quem opera na ilegalidade e informalidade.

O mercado ilegal e o crime organizado
Outra perversão dessa medida será, com o inegável estímulo ao mercado ilegal, a ocupação desse mercado pelas organizações criminosas, que são as grandes operadoras do comércio ilegal. As apreensões feitas pela Receita Federal, Polícia Federal e Polícia Rodoviária Federal atestam inequivocamente que, juntamente a cigarros ilegais, são apreendidas armas, munições e drogas. A justificativa é clara. Para essas organizações o objetivo é otimizar o lucro. Assim, se em um contêiner ou caminhão é possível preencher o espaço com os produtos que são mais lucrativos, por que não agregar valor à carga?

De outro lado, com a proibição de cigarros com flavorizantes, a demanda pelo produto ilegal irá crescer, incentivando a sanha por lucros fáceis dessas organizações criminosas que operam, especialmente, na fronteira com o Paraguai. Será a alegria dos contrabandistas e dos fabricantes de cigarros instaladas no país vizinho, que comercializa um número geometricamente maior do que consome: produzem 60 bilhões de unidades e consomem 3 bilhões. A estimativa é que 42 bilhões de unidades têm como destino o Brasil.

O mercado ilegal de cigarros no Brasil, que hoje é de cerca de 30%, terá um grande incentivo, caso essa medida seja aprovada. Vamos reviver um passado de triste lembrança, do tempo da economia fechada, onde o contrabando de cigarros importados da Europa e EUA era comum. A proibição dos cigarros com flavorizantes irá estimular a demanda e não coibi-la, transferindo esse mercado para quem lucra com a ilegalidade.

Quem acreditar que essa é uma afirmação alarmista, basta avaliar os dados disponíveis pelos organismos que atuam no combate ao mercado ilegal e à sonegação.

A ação da Anvisa em defesa da saúde dos brasileiros deve ser sempre estimulada em todos os níveis (conhecimento científico, controle e fiscalização). Definir padrões e fiscalizar o seu cumprimento é necessário.

Entretanto, emitir medidas de regulação, sem dados que comprovem o seu alcance na preservação da saúde das pessoas e estimulem o efeito contrário, com o incentivo à ilegalidade, que já é preocupante, é uma iniciativa que deve despertar toda a atenção e cuidado. Quem atua na ilegalidade, sempre que identifica uma medida restritiva ao comércio, vislumbra uma oportunidade de aumentar seus negócios escusos. Cabe ao poder público, com o apoio da sociedade civil, sempre combater essa ação.

A proibição da comercialização de um produto deve ser respaldada e apoiada em dados precisos e comprovados e, por consequência, devem ser fortalecidos os meios de fiscalizar o mercado, preservando a legalidade e a formalidade. A sonegação, o não atendimento das determinações de normas e regulamentos técnicos, o desrespeito ao Código de Defesa do Consumidor e a afronta às posturas das administrações federais, estaduais e municipais ensejam medidas coercitivas do Estado e seus agentes.

Pelos dados avaliados, a medida sub examine na Anvisa não tem o necessário respaldo científico que justifique a sua adoção .certamente estimulará o comércio ilegal de cigarros, afetando a saúde pública. Por essas razões a mesma não deve prosperar.

Edson Vismona

é advogado e presidente do Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial (ETCO).

Barros Freitas disse:
14 de março de 2012 às 09:02

Sim, a grita contra a adição de novas substancias ao cigarro guarda subjacente a luta pelo direito de apenas a industria nacional (Souza Cruz e outras) causar danos à saude dos fumantes tupiniquins. Em outras palavras, estão dizendo: "parem. Não proibam a SOUZA CRUZ de atrair novas vitimas, rectradas entre os jóvens! Afinal, o direito de viciá-las é nosso".
Antes, era a publicidade enganosa, incutindo de forma subliminar na mente das pessoas a associaçao do hábito de fumar com os prazeres da vida. Carrões, mulheres, lanchas... E, paradoxalmente, até a prática de esportes ___ sublime ironia e grave agressão aos postulados cientificos acerca dos efeitos do fumo no sistema cardio-respiratorio dos atletas. Essa enganação caiu de moda. Agora, sutilmente, adocica-se a píula. Chocolate, cravo, canela, etc., afinal de contas sabores exóticos para atrair, tanto pela curiosidade, quanto pela vontade de "variar" (lembran-se, décadas passadas, do "cigarro do Kojac", fino e preto, como deveria ser a morte da qual era mensageiro. Os estoques eram rapidamente consumidos.
A ANVISA, vigilante, abortou esse novo crime, e agora os arautos da mentira intentam desconstituir o seu valor. As balelas de enxurrada de cigarros contrabandeados, de demissões em massa, de diminuição de impostos e até, pasmem!, de estagnação da economia são as armas manejadas sob subisidio dessa "industria da morte". Ora, quando se apela para coisas desse tipo, perde-se a seriedade argumentativa. O fato é que essa industria já entrou na fase de moribunda e essas apelações apenas revelam seu desespero. Alberto Freitas.

Luiz Carlos Pauli disse:
14 de março de 2012 às 11:21

Não vai adiantar nada. Conhecemos todos o setor fumageiro. Vai dar efeito contrário. Vai aumentar o numero de jovens fumantes, pois vão comprar do contrabando paraguaio, que é mais barato, e ainda entrega a domicilio. Só com sonegação fiscal do contrabando, daria para constuir milhares de hospitais, pontes, estradas e melhorar a aposentadoria do povo brasileiro. Bilhoes e mais bilhoes anuais são perdidos, uma pena. Pena mesmo.!!!! Jogados fora.!!

Luiz Carlos Pauli disse:
14 de março de 2012 às 11:27

Quero deixar claro....que não sou fumante. Fumei durante 35 anos, e até hoje, nunca fui em hospital. A Unica coisa que me incomoda é ver o patrimonio bilionário do contrabandista de cigarro, com mansão com piscina, 8 camionetes importadas, fazendo asfalto por contra própria, aeroporto particular, ilha particular lá em Angra, helicóptero, lancha, caminhoes bi trens de ultima geração - coleção de carros antigos etc.. Tudo isso poderia ser do povo brasileiro. Uma pena...Pena mesmo. E pior, o sorriso co contrabandista me incomoda.

Barros Freitas disse:
14 de março de 2012 às 18:47

Dizem os incautos e os arautos da INDUSTRIA DA MORTE, que o mundo vai se acabar porque a ANVISA, prudentemente, vetou a adiçao de mais substancias no cigarro. Divorciados da realidade e imaginando que as pessoas não têm como conferior os fantasiosos números jogados ao vento, derrapam na verdade dos fatos. É a ânsia de querer vencer pelo blefe. A boa lógica diz que o contrabando de cigarros, com e sem esses aditivos, não aumentará devido à proibiçao do seu fabrico no Brasil. O contrário é a verdade, pois, sem pesadamente viciar os jovens brasileiros com a fumaça nativa, nao será despertado o desejo de consumi-los, a ponto de gerar um aumento do contrabando. Quanto à verdade, nós que também conhecemos as manhas dessa industria, sabemos que toda essa celeuma, esse aparato de insuflar a população, esconde seu sórdido plano de tambem atrair novos fumantes, não mais pela propaganda subliminar, mas agora doces e exóticos sabores. Não mais automoveis de luxo e mulheres sensuais, mas agora a oferta de um prazer imediato, logo nas primeiras tragadas. Simplesmente mudou o apelo. Só não entendo como poderia ser do povo brasileiro as mansoes com piscina e demas itens, só mediante fumar tais cigarros. É bem mais realista perceber (e não imaginar) que todas essas benesses irão para os súditos de Sua Alteza, rainha da Inglaterra, que recebe os lucros auferidos com a miséria no Brasil.

Luiz Carlos Pauli disse:
14 de março de 2012 às 18:59

Felizmente, temos informação concretas, que a cadeia produtiva do tabaco, irá ingressar com ação no judiciário, após a resolução da Anvisa, vir a público. òtima ação das fumageiras,pois não podemos permitir que nosso jovem, fume cigarro sem condições sanitárias de outros países, além do que a Anvisa, estrapolou os limites, pois continua o cigarro normal, sem aditivos, o que na visão do judiciário, o cigarro não faz mal. E Tem todo o apoio nosso, para não deixar os jovens fumarem cigarros sem inspeção sanitária.

Barros Freitas disse:
15 de março de 2012 às 18:32

No texto anterior desmascarei o argumento de que a proibiçao de adicionar outros aditivos ao cigarro aumentaria o contrabando. Agora fala-se de que esta gritaria é para que os jóvens brasileiros nao fumem cigarros fabricados fora do Brasil, insinuando que as condiçoes sanitárias da sua fabricação não seriam confiáveis. Mas, o foco da questão é que a industria fumageira (leia-se British American Tobacco - Souza Cruz) continua, aqui, a adicionar enormes quantidades de substancias quimicas QUE CAUSAM DEPENDENCIA! Ela não se contenta em viciar os jóvens; insiste em divulgar seu veneno através de propaganda subliminar. Proibida essa covarde prática, ela agora parte para atacar diretamente o sentido do GOSTO, adicionando sabores exóticos. A ANVISA percebeu esse ataque covarde e a industria busca agredi-la através de pessoas sob sua influencia. Ora, a ação contra o contrabando em geral já existe de forma permanente, inclusiva ao de cigarros, e se a SOUZA CRUZ insistir em jogar com inspeçao sanitária, pode a ANVISA, sob pressão de AUTORIDADES MEDICAS, desnudar uma a uma as substancias que esta industria adiciona ao seu cigarro. Vamos, então, tornar tudo às claras. Mostrar ao país que é lobo e veste a pele de cordeiro. E vamos vigiar o governo para que não ceda (preferia dizer outra coisa) ao incrivel poder de ...

Luiz Carlos Pauli disse:
15 de março de 2012 às 19:46

Seria interessante, que o próprio MPF fosse acionado, pois os anti tabagistas divulgaram 200 mil mortes por tabaco, agora, o Min. SAúde, desmentiu, dizendo que pessoas que fumam, os obitos eram de 4.625 em cinco anos, e não 200 mil. é só conferir no site do Min. Saúde.
Processo nr. 583.00.1995.523.167-5. Os médicos, em pericia comprovatória, informam que nunca houve, ou jamais, foi encontrado a relação de cancer, com o ato de fumar. É palavra dos médicos.
Portanto, o governo, deve rever conceitos urgente, e diminuir o preço do cigarro, liberar os com aroma, para tentarmos reverter a sonegação de 5.200 bilhoes.

Barros Freitas disse:
15 de março de 2012 às 22:19

É estarrecedor como a industria fumageira admite (e possivelmente orienta) seus êmulos a divulgar coisas absolutamente irreais. Será que imaginam, com essa prática, que conseguirão tapar o sol com uma peneira? Ora, a conexão das substancias cancerígenas que estão adicionadas criminosamente ao cigarro, misturadas com outras que causam dependencia, é fato COMPROVADO pelos cientistas de várias partes do mundo. Tais substancias, causam ainda doenças cárdio-respiratorias e outras mais. Intentar, agora, desmentir essa verdade, é resvalar no fosso da ridicularia. Que os médicos que supostamente tenham falado estas heresias, se apresentem e digam seu cabedal de credibilidade no mundo médico. Ou será que essa industria não vai apresentar o "Dr.Mané", lá dos cafundós de Judas, que apenas prescreve receituários e não sabe sequer usar um microscopio? Apresentá-lo como eminente pesquisador? Não senhores. As balelas ditas assim causam justamente o efeito oposto. Por que esses fanáticos defensores do fumo não mencionam os laboratórios dos vários países que vêm estudando o assunto há dezenas de anos? Passemos para a balela seguinte.

Luiz Carlos Pauli disse:
15 de março de 2012 às 22:44

Vamos repetir. processo nr. 583.00.1995.523.167-5. Leiam É publico. Os médicos comprovam que não existe ligação de cancer com o ato de fumar. Todos tem acesso. O Conselho Federal de Medicina, não se opos.
Enquanto isso, no EUA, em 25 anos, morreram 800 mil, média de 32.ooo por ano. Aqui no Brasil, morrem 200 mil. é essas inverdades que o povo tem ficar atento. Quem vai salvar a economia brasileira é o tabaco, através da China. O resto, tá tudo afundando..onibus, ferros,carne, frangos suinos etc.. O fumo vai salvar nosso povo. O governo deve rever conceitos urgente.

Barros Freitas disse:
16 de março de 2012 às 08:45

"FUMEM,FUMEM BASTANTE PARA SALVAR A ECONOMIA DO BRASIL... mesmo que morram de enfisema pulmonar, câncer ou doenças cardio-pulmonares. Pelas barbas de São Serapião, esta é a nova bandeira de propaganda dos fumantes e, pior ainda, dos que estão na folha de pagamentos de Belzebú. Apelos como estes, geram o efeito oposto ao pretendido e visam apenas encher as bamburras da B.A.T.
Onde está o bom senso nestes disparates? Somente na cabeça dessas epessoas pode se encaixar a ideia de que o país depende da industria cigarreira. Façam uma cmparação estatistica entre a receita tributária da fumaça com os custos de tratamento das vitimas que produz! Arautos da mentira, caiam na realidade, olhem a diversificação da economia, consultem os respectivos volumes de arrecadaçao fiscal. Desistam dessa insistencia em enganar o povo. Aguardemos a próxima mentira.

Luiz Carlos Pauli disse:
16 de março de 2012 às 10:20

OS EUA, FINALMENTE, ESTÃO COMEÇANDO A FICAR 'LIGADOS' NESSE PESSOAL DA SAÚDE. ESSE NUMEROS, ESTÃO COMEÇANDO SERIAMENTE, A FICAR EM DÚVIDAS DOS MALEFICIOS DO CIGARO.
NOS EUA ORGANIZARAM UMA CAMARA DE ESTUDO TÉCNICOS, ESPECIFICAMENTE PARA O SETOR. E JÁ FOI DECIDIDO, QUE OS CIGARROS COM MENTA, CONTINUARÃO A SER VENDIDOS NOS EUA.
BARACK OBAMA - DRAUZIO VARELLA TODOS FUMARAM POR 30 ANOS E ESTÃO AI COM SAÚDE.
OSCAR NIEMEYER, 104 É FUMANTE, E NÃO CONHECE HOSPITAL
MEU VO DE 90 ANOS, FUMA, NUNCA FOI HOSPITAL.
MINHA VIZINHA NÃO FUMANTE, MORREU DE CANCER, SUA IRMÃ GEMEA FUMANTE, ESTÁ VIVA E COM SAÚDE.
É POR ISSO QUE AS CONTAS NÃO FECHAM OLHO VIVO!!!

Barros Freitas disse:
16 de março de 2012 às 19:59

Por essa ninguém esperava: a industria cigarreira, segundo os comentarios que pairam no ar ___ e de duvido ___ estaria se preparando para lançar o "cigarcrack", em embalagens especiais de apenas 10 unidades e acompanhadas de um elegante cachimbo de porcelana ingleza, "of course".
Pessoalmente não acredito que ousem a tanto, mesmo sob a alegação de que com isto a receita tributaria se eleve à estratosfera. O outro argumento que está sendo usado pelos arautos dessa industria é que, já que ela mistura ao fumo substancias que causam dependencia, e outras que causam doenças, justificar-se-ia agora investir no promissor mercado do crack. Afinal de contas, seria, segundo esses tresloucados, uma forma de realizar todos os sonhos de todos os brasileiros.
Algumas pessoas dizem bobagens da situação do fumo nos EEUU, sem nunca haverem visto de perto a verdade, e no seu delirio lançam mentiras no ar. Toda regra tem excessão. Para cada idoso que fuma, há centenas de cruzes de homens de meia idade, nos cemitérios, que morreram após atrozes sofrimentos. E há legiões de doentes. Volto a perguntar: esses arautos querem enganar a quem?

Barros Freitas disse:
17 de março de 2012 às 09:47

Depois que comentários são postados acaba o sossego. Eis que, hoje pela manhã, bem cedo,durante minha caminhada pelo calçadão, fui mais uma vez abordado por desconhecidos (dois, dessa vez) que corrigiram a noticia que me fora dada na manhã do dia anterior por outro caminhante e que noticiei. Disseram eles que o novo cigarro se chamaria CIG-CRACK e não "cigarcrack", pois o departamento de merchandising da cigareira desaprovara tal nome. Acrescentaram ainda que informações fidedígnas que receberam ontem, davam conta de que o filho do governador do Rio de Janeiro teria sido contratado pela industria fumageira para participar da campanha, existindo, porém, um embaraço, porque esse jóvem queria que além do CIG-CRACK fosse criado o CIG-MACON.
Pessoalmente repudio esses boatos, pois não acredito que nem essa industria e nem o governo admitam tamanho atentado. Todavia, acho que a ANVISA vai ficar atenta, já que, "cesteiro que faz um cesto..."

Luiz Carlos Pauli disse:
17 de março de 2012 às 10:37

O amigo abaixo, Barros Freitas, deve ter participação no lobby saúde do bloomberg, que é lá dos EUA. Afinal, porque esse cidadão, não aceita uma camara setorial especial, com participação da Anvisa, inclusive, para juntos, vermos se é verdade, esses maleficios do cigarro??
Por que ele não aceita?? Vai cair as mentiras?? Vão parar os fumantes, e triplicar os casos de cancer?? e dai, como fica??
Lembramos que, nos EUA, é sim, permitido fumar e fabricar cigarros mentolados, pois não existe nenhuma prova dos maleficios.
Verdades sempre, FOI O QUE NOSSOS PAIS NOS ENSINARAM

Barros Freitas disse:
17 de março de 2012 às 18:44

O cavalheiro em questão deve ser empregado da SOUZA CRUZ ou economicamente dependente dela, vendendo cigarros. Em discussão anterior, sobre o mesmo tema, desistiu. Mas agora parece que desistiu da desistencia, e passou a repetir argumentos sem comprovação. Imaginava que meu interlocutor pudesse desenvolver argumentos factíveis e não simples alegações que vão de encontro às sólidas conclusoes de equipes de cientistas que estudam o problema há anos. Francamente, gritar que o cigarro não faz mal (só falta dizer que é fortificante) é resvalar para o fosso do descrédito. Respondendo à sua curiosidade informo que não participo de nenhum lobby contra o fumo ___ minha luta é direta. Ao menos por enquanto. Também, as mentiras não estão sendo prespegadas pelo meu lado e sim por vosmicê. Câmaras setorias são utilizadas para discussões quando há dúvidas e cada lado reinvidica a razão. Não é caso do cigarro. Se V.Sia está tão seguro de que cigarro não causa doenças, por que não se mobiliza para processar a ANVISA? Da nossa parte, nós que não queremos ser fumantes por tabela; que não queremos que nossos filhos sejam vitimas, brevemente estaremos nos mobilizando junto ao Legislativo. Enfrentando o lobby dessa industria. Vosmicê fala muito dos EEUU, onde talvez nunca tenha estado, pretendendo transmitir conhecimento sobre a situação do cigarro lá naquelas bandas. Mas, convenientemente, esconde que os que padecem das doenças associadas ao cigarro e as familias do que morreram, têm sido vitoriosos em ações judiciais contra a inustria de cigaros. E não é pouca coisa ___ são milhões de dólares envolvidos. Continuemos...

Luiz Carlos Pauli disse:
17 de março de 2012 às 19:57

Já informamos tudo que gostariamos. Não convém mais relatar. SE quiser, continue se enganando a si mesmo, e espero que, sinceramente, voce não ganhe nenhum cancer de pulmão, e seja enterrado por coveiros de 60 anos fumantes aqui do cemitério(eles tão lá enterrando anti tabagistas). Rrsrs.. Oscar Niemeyer 104 é fumante, e tem milhoes assim.
Portanto, como nunca vão terminar os fumantes..siga sua luta. Hasta la vista baby;.

Luiz Carlos Pauli disse:
17 de março de 2012 às 20:06

Cadeia Produtiva do TAbaco,vai entrar com ação no STF. E pelo parecer, do proprio CONJUR, é ganho de causa para o setor. Portanto, viva a liberdade de escolha.
Fora com nazistas - que se metem na vida dos outros. Hitler era assim.
Um lembrete....nunca vão terminar os fumantes. Não esqueça isso.
Hasta la vista baby.

Barros Freitas disse:
17 de março de 2012 às 21:40

Mais uma vez, o guerreiro da fumaça corre da raia. Espero encontrá-lo, de novo, no embate de uma nova noticia. Isto é, se seus patrões o permtirem.
Por que desenterrar o Hitler nessa estória? Que tem ele a ver com a multinacional B.A.T? Epítetos como Nazista, Facista, Judeu, Bolchevista, Revisionista, e vários outros "istas", são recursos que evidenciam a pobreza de cultura de quem deles se vale, especialmente como último insulto, como agora.
Caro senhor, tome cuidado porque seus patrões vão lhe dar um pontapé no derriere, já que seu desempenho foi aquém de ridículo. E não fique macaqueando atores de Hollywood. Da proxima vez que se aventurar em uma discussão, faça-o de modo educado e com conhecimento do tema. Aguardo-o.

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