Decretada prisão de policiais suspeitos de tortura para confissão de estupro

A 1ª Vara Criminal de Colombo, na região metropolitana de Curitiba, expediu nesta quarta-feira (17/7) mandados de prisão contra 14 pessoas suspeitas de envolvimento na tortura de quatro homens que foram presos e apontados como responsáveis por violentar e assassinar a estudante Tayná Adriane da Silva, de 14 anos. As informações são do portal Terra.

Os quatro chegaram a confessar o crime, que teria ocorrido em 25 de junho, mas apontaram em depoimentos à seccional paranaense da Ordem dos Advogados do Brasil e a membros do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), do Ministério Público do Paraná, que foram torturados para admitir participação no caso.

Os mandados de prisão foram expedidos contra 10 policiais civis, incluindo o delegado Silvan Rodney Pereira, que comandou as investigações, um policial militar, um guarda civil de Araucária, cidade em que fica a Casa de Custódia para onde foram levados os quatro homens, um agente penitenciário e um detento. O Gaeco e a Corregedoria da Polícia Civil ainda pediram a prisão de outro policial civil, mas ele foi afastado do cargo.

Os quatro suspeitos, que foram liberados na segunda-feira (5/7), foram incluídos no programa estadual de proteção à testemunha e podem já ter deixado o Paraná. Após eles confessarem o crime, exames de DNA revelaram que o sêmen encontrado na calcinha de Tayná não era de nenhum dos quatro. Eles relataram então que, para confessar, sofreram choques, empalamentos e foram colocados no "pau de arara". A investigação foi reiniciada, seguindo outra linha, e o caso corre em segredo de Justiça.

acs disse:
18 de julho de 2013 às 12:44

Esse caso é um exemplo de como não conduzir uma investigação:a partir da acusação de tortura mudou-se o foco do caso,numa especie de reconvenção penal, o que é uma tolice,senão vejamos;o fato de não haver dna dos suspeitos soltos não quer dizer que os mesmos são inocentes, pois podem ter ejaculado fora,usado preservativos, etc,etc...Por outro lado o fato de constatar que o DNA pertence a terceiro não quer dizer que seja do estuprador,posto que a relação que resultou no esperma encontrado pode ter sido consentida...TIRAR OS POLICIAIS PARA JUDAS NÃO VAI RESOLVER NADA e claramente estão cometendo injustiça contra os mesmos,posto que é absurdo imaginarmos que catorze pessoas participaram da tortura...

Servidor estadual disse:
18 de julho de 2013 às 14:45

todos os policiais torturam ou estamos novamente diante dquela famosa regra de prender temporariamente para interrogar / colher declarações? Dentro da legalidade, uma ação criminosa justifica outra? Concordo com as prisões, pois quem é capaz de tamanha bárbarie, narrada nesta revista, bem como na mídia em geral, é capaz de matar testemunhas e outros horrores, agora é dificil acreditar numa tortura de 14 pessoas. Se isto ocorreu estamo diante de uma tentativa de triplice homicidio, pois nenhum ser humano aguenta.

_Eduardo_ disse:
18 de julho de 2013 às 15:15

Concordo que não se possa prender a torto e direito para depois vem quem estava envolvido.
Contudo, quando a paulatéia é presa sem nenhum direito ninguém fala nada. Ao contrário, muita gente vem aqui neste mesmo espaço criticar quando o Judiciário solta os suspeitos.
Agora porque são policiais outros vem defender.
Repito, não concordo com a prisão cautelar injustificada, mas acredito que a sociedade deve ter o mínimo de coerência e os direitos dos demais devem igualmente ser tutelados.

Oziel disse:
19 de julho de 2013 às 08:35

Aqui no Paraná já foram veiculadas imagens dos suspeitos confessando o crime, com detalhes, com aparente tranquilidade; que nas imagens eles não apresentavam nenhuma lesão, bem diferente de quando apareceram na imprensa depois de serem seviciados na cela pelos outros presos.
Outro delalhe, essa confissão foi gravada durante o início do jogo da Espanha na Copa das Confederações, que aparecia na tela na sala de interrogatório.

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