MP-SP vai investigar promotor que incitou violência contra manifestantes

O promotor de Justiça Rogério Leão Zagallo, do Ministério Público de São Paulo, causou polêmica no Facebook na última semana, ao postar uma mensagem na qual disse que a Tropa de Choque da Polícia poderia matar um grupo de manifestantes na capital que ele, mesmo assim, arquivaria qualquer possível processo contra os policiais. O promotor, que já foi investigado pela Corregedoria do Ministério Público paulista, ainda xingou os manifestantes e os classificou como um bando de bugios (macacos). Diante da repercussão negativa, o promotor apagou a postagem ofensiva e publicou uma nova com esclarecimentos e pedindo desculpas.

O grupo, do Movimento Passe Livre, protestou, na última sexta-feira (7/6), contra o aumento da tarifa de transporte público e parou o trânsito na Avenida Faria Lima e na Marginal Pinheiros, duas das mais movimentadas vias da cidade, na Zona Oeste da capital.

"Estou há 2 horas tentando voltar para casa, mas tem um bando de bugios revoltados parando a Avenida Faria Lima e a Marginal Pinheiros. Por favor, alguém poderia avisar a Tropa de Choque que essa região faz parte do meu Tribunal do Júri e que se eles matarem esses filhos da puta eu arquivarei o inquérito policial?Petista de merda. Filhos da Puta. Vão fazer protesto na puta que os pariu… Que saudade da época em que esse tipo de coisa era resolvida com borrachada nas costas dos merdas…", postou o promotor em sua página no Facebook.

Também pela rede social, o criminalista Marcelo Feller demonstrou indignação com as declarações de Zagallo. "Não sei se quando falou em bugios (macacos), o promotor se referia aos negros que protestavam. Também não sei se suas saudades das borrachadas, são saudades dos anos de chumbo no Brasil. Mas não farei como ele, incitando a morte de outra pessoa", disse Feller, antes de também fazer sua oferta:

"Não sou dono de uma região nem de um tribunal do júri, e não tenho poder para arquivar inquéritos. Mas eis aqui o que eu posso fazer: Alguém poderia avisar a esses ‘petistas de merda’, ‘filhos da puta’, ‘bugios revoltados’ que, se um deles, por acaso resolver se revoltar com a atitude do promotor e, em forma de protesto, depredar o carro dele, arrancar os espelhinhos, furar os pneus, martelar o capô, riscar a lataria, etc, eu os defenderei de graça", complementou em sua mensagem, que já foi compartilhada mais de mil vezes.

Algumas pessoas denunciaram o promotor na página do Conselho Nacional do Ministério Público, cobrando uma atuação do órgão responsável por coibir abusos do MP e de seus membros. O advogado Ricardo Amin Abrahão Nacle foi um dos revoltados, mas foi além da página do CNMP no Facebook: representou contra o promotor Zagallo na Corregedoria Nacional do Ministério Público, pedindo que seja instaurado processo administrativo.

"É inadmissível que um promotor de Justiça aja de forma arrogante, preconceituosa, como se fosse uma pessoa superior, com o direito de ofender, gratuitamente, um sem número de pessoas integrantes de um determinado partido políticos, com termos chulos e incompatíveis com a dignidade do seu cargo", escreveu Nacle na representação (clique aqui para ler).

Pedido de desculpa
Depois da repercussão negativa, Zagallo fez uma nova publicação com explicações e um pedido de desculpa (leia a íntegra abaixo). À ConJur, Rogério Zagallo explicou que tudo o que tinha para falar estava nessa nova mensagem.

No post, Zagallo diz que o comentário no Facebook foi um desabafo de um cidadão. “Em nenhum momento agi como um promotor de Justiça, mas sim como cidadão e, especial, na qualidade de um pai que estava deveras angustiado com a enorme dificuldade em alcançar seu filho de pouca idade que, nervoso, o esperava”.

Zagallo explicou que é favorável às manifestações, inclusive à do Movimento Passe Livre, porém discorda da maneira como o protesto foi feito na ocasião. O promotor diz que o comentário foi puramente um desabafo e que a parte que trata do arquivamento do inquérito policial foi “apenas uma forma de expressão, jamais caracterizando a aquiescência com execuções ou arbitrariedades. Por sinal, qualquer pessoa minimamente dotada de boa-fé perceberia que aquilo jamais poderia representar a verdade ou caracterizar minha forma de atuar como Promotor de Justiça”, explica na nota.

O promotor argumenta ainda que, ao permitir a permanência do comentário em sua página, avaliou que estaria apoiado no direito à livre expressão e opinião, garantido pela Constituição. Ao concluir, Zagallo conta que achou por bem tirar a mensagem ofensiva do Facebook e reafirmou que não tinha intenção de ofender.

“Não tinha a intenção de ofender alguém, mas, agora, ciente que isso pode ter ocorrido, desde logo, em ato sincero, peço escusas pelos inconvenientes. Se alguém entender que errei, por favor, aceite minhas desculpas como forma de reparar o inconveniente. Agradeço a todos e, com essa explicação, espero ter ajudado a colocar uma pá de cal nessa celeuma que, involuntariamente, dei causa”, termina.

Medidas cabíveis
O subprocurador-geral de Justiça do Ministério Público de São Paulo Arnaldo Hossepian Júnior disse à ConJur que a Procuradoria-Geral da Justiça tomou conhecimento do texto e irá apurar a autenticidade da autoria, para tomar as providências cabíveis. "Aferida a autenticidade do post, a PGJ vai se ater ao mérito para ver se há algum tipo de providência que guarde relação com a atribuição do procurador-geral", disse neste domingo (9/6), antes de a postagem ser apagada pelo promotor.

Hossepian esclareceu que providências de caráter disciplinar cabem à Corregedoria-Geral do Ministério Público e que Zagallo já responde a um processo administrativo.

Em 2011, a Corregedoria estadual abriu uma investigação contra Zagallo após ele sugerir a um policial que melhorasse sua mira para "mandar bandido para o inferno".

“Bandido que dá tiro para matar tem que tomar tiro para morrer”, argumentou Zagallo ao pedir o arquivamento do processo contra o policial que, ao ser assaltado por dois homens armados, reagiu e matou um.

Após esse episódio, o promotor voltou a chamar atenção em outro caso, dessa vez ironizando os gays. Ao analisar uma denúncia de homicídio que envolve dois homossexuais, Zagallo disse que os dois se conheceram em uma boate frequentada por pessoas "modernas e abertas a novas experiências, sobretudo aquelas ardentes e capazes de ruborizar aos mais indiferentes moais da Ilha de Páscoa".

O promotor escreveu ainda que a vítima era um “homossexual cheio de entusiasmo, de ardor e de vivacidade” e que levou o outro rapaz, réu, para sua casa porque queria ser “penetrado” por ele.

*Notícia atualizada às 12h23 da segunda-feira (10/6) para acréscimo de informações

Leia a íntegra do pedido de desculpas:

"Prezados amigos.

Com relação ao post que circulou em minha página do facebook na última sexta-feira, sobretudo diante de sua enorme repercussão, venho aqui novamente para expressar o quanto segue:

1 – QUE entendo como lícita e válida toda forma de protesto, debate e discussão sobre temas que estão na pauta da administração de uma grande cidade. Penso ser corolário da democracia o direito ao inconformismo e ao questionamento das decisões de nossos governantes. Sinceramente, acredito que o Movimento Passe Livre, exercitou seu legítimo direito ao protesto;

3 QUE, apesar de entender que o MPL estava exercitando um direito legítimo, discordo, democraticamente, da forma de protesto.
De fato, acredito que o o MPL estava rigorosamente dentro da legitimidade ao protestar contra o aumento da tarifa de ônibus, todavia, não me retrato (da permanência em minha página) acerca do mérito do comentário, pois, não concordo com a forma de execução da legítima manifestação do grupo chamado MPL Movimento do Passe Livre.
Sobre esse assunto, invoco o editorial de um dos mais respeitados e lidos jornais do Brasil, o O Estado de São Paulo, publicado no dia de ontem (09/06).
Dele se extrai a seguinte comentário ao qual adiro plenamente:
“DEVE-SE LEVAR EM CONTA AINDA QUE A CAPITAL PAULISTA ESTÁ PAGANDO O PREÇO DA FALTA DE FIRMEZA DAS AUTORIDADES – AO LONGO DAS ÚLTIMAS DÉCADAS – DIANTE DE MANIFESTAÇÕES SELVAGENS COMO A DE QUINTA-FEIRA. PEQUENOS GRUPOS AGUERRIDOS – O PROTESTEO DO MPL REUNIU APENAS CERCA DE MIL MANIFESTANTES – PARA QUANDO QUEREM A AVENIDA PAULISTA E OUTRAS VIAS IMPORTANTES DA CIDADE, DESCONHECENDO SOLENEMENTE AS PROIBIÇÕES EXISTENTES NESSE SENTIDO. PARA NÃO FICAR MAL PERANTE OS CHAMADOS MOVIMENTOS SOCIAIS, AS AUTORIDADES TÊM TOLERADO OS SEUS DESMANDOS. AGORA MESMO, O PREFEITO FERNANDO HADDAD, EM VEZ DE CONDENAR O VANDALISMO PROMOVIDO PELO MOVIMENTO PASSE LIVRE, SE APRESSOU AO DIÁLOGO. VAI DISCUTIR COM ESSE BANDO DE VÁNDALOS A TARIFA ZERO?” (sic).
Mais não é preciso falar. Notem que o respeitado jornal O Estado de São Paulo fala em “MANIFESTAÇÃO SELVAGEM” e “BANDO DE VÁNDALOS”…
Nesse sentido, entendo que muitas pessoas que necessitavam de auxílio médico ou que tinham compromissos pessoais e profissionais ficaram cerceados de alguns de seys comezinhos direitos entre eles, o de ir e vir. Por sinal, registro que recebi – e tenho recebido – inúmeras manifestações de apoio e concordância, o que demonstra a viabilidade do desabafo perante algumas camadas da sociedade que também se sentiram importunadas com tais atos;

4 – QUE o comentário foi fruto puramente de desabafo feito por pessoas que estavam há muito tempo paradas no trânsito (3 horas ao total), mas que tinham compromisso com seus filhos de poucos anos de idade que os aguardavam sozinhos para serem apanhados. Sabia-se que as crianças estavam nervosas e ansiosas esperando serem resgatadas e levadas para suas casas;

5 – QUE o comentário relativo ao arquivamento de inquérito policial foi apenas uma forma de expressão, jamais caracterizando a aquiescência com execuções ou arbitrariedades. Por sinal, qualquer pessoa minimamente dotada de boa-fé perceberia que aquilo jamais poderia representar a verdade ou caracterizar minha forma de atuar como Promotor de Justiça. Evidentemente, qualquer interessado pode consultar minha biografia para perceber que aquilo foi apenas a maneira de extravazar um descontentamento com o momento e com a incapacidade de alcançar, junto com outro amigo, os filhos que, angustiados, clamavam, pelos respectivos telefones, por suas chegadas;

6 – QUE apesar de ter permitido a veiculação em minha página do facebook de um comentário relativo ao meu modo de atuar perante o Tribunal do Júri, EM NENHUM MOMENTO AGI COMO PROMOTOR DE JUSTIÇA, mas sim como cidadão e, especial, na qualidade de um pai que estava deveras angustiado com a enorme dificuldade em alcançar seu filho de pouca idade que, nervoso, o esperava ;

7 – QUE, por questão de justiça, afasto qualquer vinculação do comentário que permiti fosse veiculado em minha página com o Ministério Público ou com sua atuação. Como dito, minha atuação foi de um cidadão, um pai tenso e preocupado;

8 – QUE, quando permiti a permanência do comentário em minha página do facebook, avaliei que estaria fulcrado no direito à livre expressão e opinião, garantido pela Constituição Federal. Se a avaliação foi equivocada, atribuo ao enorme nervosismo a que estávamos submetidos em face da preocupação com o bem estar de seu filho;

9 – QUE, em face da enorme repercussão do comentário, hei por bem retira-lo de minha página do facebook;

10 – QUE quando permiti a veiculação do citado desabafo pelo facebook, não tinha a intenção de ofender alguém, mas, agora, ciente que isso pode ter ocorrido, desde logo, em ato sincero, peço escusas pelos inconvenientes. Se alguém entender que errei, por favor, aceite minhas desculpas como forma de reparar o inconveniente.

Agradeço a todos e, com essa explicação, espero ter ajudado a colocar uma pá de cal nessa celeuma que, involuntariamente, dei causa.

Tadeu Rover

é repórter da revista Consultor Jurídico.

Marcos Alves Pintar disse:
10 de junho de 2013 às 11:43

Não conheço os fatos, mas aparentemente se trata de mais um caso envolvendo a impunidade presente no Ministério Público, levando seus membros a cometerem crimes sem qualquer responsabilização. Para que um promotor seja processado hoje no Brasil na esfera criminal, faz-se necessário que um outro promotor ingresse com uma denúncia, e o resultado é acobertamento. O próprio Promotor citado na reportagem diz, claramente (pelo menos pelo teor da reportagem) que ele iria prevaricar e acobertar os assassinos caso o crime acontecesse.

Marceloh disse:
10 de junho de 2013 às 12:15

Isso é que será liberdade para delinquir...
http://oglobo.globo.com/pais/noblat/posts/2013/06/09/contra-impunidade-499513.asp

Observador.. disse:
10 de junho de 2013 às 12:16

O promotor errou.Mas estamos cansados.Somos reféns da violência, de grupos organizados e de pessoas achando que, seus pensamentos ou sua individualidade, se sobrepõe às regras de civilidade e da boa convivência em sociedade.
Esta falta de regras, este desgoverno e esta baderna generalizada acaba por gerar estes comportamentos descontrolados.É um círculo perverso e danoso para a nação.
Só me resta lamentar este momento péssimo que vivemos na história do nosso país.
Uma nação que , a cada dia, se torna mais vulgar, violenta e permissiva.

Fontes Mendes disse:
10 de junho de 2013 às 12:53

Para que se ponha uma "pá de cal" na questão, lembramos o que preceitua, como direito fundamental, a Constituição:
Art. 5º(...):
XVI - todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público, independentemente de autorização, desde que não frustrem outra reunião anteriormente convocada para o mesmo local, sendo apenas exigido prévio aviso à autoridade competente
Portanto, gostemos ou não, os manifestantes nada mais faziam que utilizar-se do direito fundamental de reunião. É possível até cogitar-se de um direito humano. E, aliás, em todo o mundo se protesta assim, nas ruas; não é privilégio do Brasil. É o exercício da democracia direta que, inclusive, envolve suportar situações que nos tragam desgostos pessoais em prol dos direitos coletivos.
No mais, que dia do ano uma cidade grande não enfrenta congestionamentos gigantes? Porque não sugere à polícia que faça o mesmo com as autoridades responsáveis pela gestão do trânsito e do transporte público ou, mesmo, com seus colegas de MP quando se omitem em situações que trazem de prejuízos muito maiores à sociedade?

glauco disse:
10 de junho de 2013 às 14:48

Também não tenho olhos simpáticos as manifestações em relação ao aumentos das passagens de ônibus na cidade de São Paulo, porém, da mesma maneira discordo frontalmente da sua postura.
Chega a ser vergonhoso V.Sa., dizer que agiu sob o manto da liberdade de expressão alias todos aqueles que se veem envolvidos invariavelmente usam a mesmo argumento para pedir desculpas na tentativa de eximirem-se de responsabilidade.
Pior ainda afirmar não ter agido na condição de Promotor de Justiça... se assim fosse porque afirmou que arquivaria os possiveis inquéritos?
Não sei realmente qual foi sua intenção, mas verdadeiramente agiu com algum propósito movido pelo cargo, pelas divergências politicas, pelo preconceitos e, perdoe pela imbecilidade dos poderosos.
Ao contrário do outro Zagalo, essa conversa não terei que engolir.

Ernani Neto disse:
10 de junho de 2013 às 15:21

É inconcebível que um membro do MP se manifeste em rede social dessa forma, tratando de questões complexas e polêmicas do próprio ofício de forma banal.
Esse tipo de postura leva a uma conclusão óbvia: o Promotor pode ter todas as qualificações técnicas para o exercício do cargo, mas não tem equilíbrio/inteligência emocional para o ofício. O grande desafio para os que se habilitam a exercer função dessa magnitude é justamente o equilíbio emocional. Cartão vermelho para o Sr. Promotor.

Vitor Guglinski disse:
10 de junho de 2013 às 16:51

O ser humano é passível de falhas, porquanto é de sua essência, fato que é objeto de estudos tanto no campo científico quanto no religioso, e talvez nunca seja possível encontrar uma resposta satisfatória para os comportamentos humanos. Com vistas nisso, a lei foi o instrumento de referência desenvolvido pelo homem para tentar estabelecer comportamentos uniformes, baseando-se no chamado homem médio, ou seja, aquele dotado do mínimo ético desejável pela maioria de seus pares para o convívio harmonioso em sociedade, sendo que essa probidade básica varia conforme a cultura de cada povo. Porém, sempre objetiva-se o bem. Para ser membro do MP, exige-se do candidato conhecimentos jurídicos, cultura geral mais ampla possível e um comprometimento ético e moral verdadeiramente extraordinários. Em razão disso, houve um aumento do rol de conhecimentos que devem ser dominados pelos candidatos ao cargo de promotor, e que vão além das matérias ditas técnicas, como a Sociologia do Direito, Psicologia Judiciária, Ética, Filosofia do Direito e Teoria Geral do Direito e da Política. Assim, espera-se contar com promotores mais aprimorados, tanto do ponto de vista técnico quanto do humano. A gravidade da conduta desviada de alguns promotores reside no fato de que, por serem conhecedores de todo o sistema jurídico, de seus detalhes, do que é proibido e permitido (ao menos presumidamente) é que devem proceder do modo mais reto possível. Por esse exato fato é que quando agem divorciados dos preceitos éticos e morais que devem governar a vida em sociedade, são merecedores punições mais severas do que as impostas a um leigo. Promotor de Justiça tem que ser firme, porém dentro da lei e da ética, atuando de forma serena, e não com destempero manifesto, como no caso em tela.

regina m.c. neves disse:
10 de junho de 2013 às 17:01

Boa tarde aos internautas.
É, realmente o transito de São Paulo é de amargar.
O transporte, a educação, a saude, a segurança também; ou seja; os básicos, não é mesmo?
Os protesto são gerados em cobrança da péssima Administração dos nossos governantes.
Aí. chega um Promotor de Justiça, se achando no direito de agir desta meneira e usar de direito constitucional que é o do direito de expressão. Pois bem. Quem não fica nervosissímo com o transito de São Paulo? Porém, se o Dr. Promotor, e agora com todas as vênias que V.Excia merece,errou sim, largamente, em no mínimo postar na rede social sua revolta com essas palavras, e, no meu humilde entender V.Excia usou sim do cargo que ocupa, colocando em XEQUE a instituição que o Sr. representa que é o Ministerio Público. Tanto é verdade, que irá ser a sua conduta apurada pelo MP.
Ainda assim, e esta é a minha opinião pessoal, não deixo de entender suas criticas, pois sei, que nesse momento da sua violenta emoção, e acredito também que
por ela naquele momento V. Excia estava sendo movido dando causa a esse infeliz comentário. Ora!! somos seres humanos, passiveis de erros!!
Mas... depois de tudo passado, " do seu nervosismo excessivo" (cuidado com o coração), entendo e recebo as suas desculpas, bem como as tentativas do reparo e que foram reconhecidas por V.Excelência.
Sr. Promotor. Não foi uma boa atitude.
O Senhor, por ser Fiscal da Lei, tem instrumentos suficientes para exigir dos nossos governantes e, isso o Senhor pode e deve fazer, fiscalizando-os,para que tenhamos uma vida melhor, inclusive do seu filho.

Veritas veritas disse:
10 de junho de 2013 às 17:42

Ao que tudo indica, são aqueles famosos 5 minutos de descontrole...

Observador.. disse:
10 de junho de 2013 às 17:51

Dr. Guglinski. Parabéns pelo seu comentário.Em um site jurídico é o que se espera.Temperança, objetividade e clareza ao expôr conduta de outrem.
Deboches e olvidar-se à respeito da natureza e condição humanas não deviam caber aqui.

Ademilson Pereira Diniz disse:
10 de junho de 2013 às 18:45

Não concordo com o discurso do Promotor sobre o movimento, mas, democrata que sou, entendo que ele tem o direito de falar o que falou, independentemente do cargo que ocupa -- não podemos deixar de reconhecer o DIREITO À LIVRE MANIFESTAÇÃO; talvez tenha usado palavras demasiadamente chulas num portal, com publicidade e tudo, mas o que conta (ou deve contar) é a sua revolta contra a turbulência da situação, inegavelmente revoltante para quem está sendo diretamente atingido em seu direito de ir e vir (quem já passou por tai situação por ocasião da interrupção do tráfego em rodovias, ficando longas horas dentro de um carro, em local ermo e sem qualquer segurança, pode dizer o quanto esses movimentos podem ser absolutamente violentos). Claro, há o inegável fato de que, de certa forma, envolveu o nome da INSTITUIÇÃO ao dizer que 'arquivaria' casos resultantes de arbitrariedade policial que porventura houvesse no combate ao tal movimento...mas tudo isso não passou de bravatismo, pois, sabe-se ele não tem esse poder. Agora, dá-se a repercussão à fala dele (como se está dando) é que é de surpreender, pois, mesmo por vias transversas como estas, é reconhecer um poder e uma importância descabida não só a um simples Promotor, como mesmo à própria instituição. É muita chupeta para um simples bebê chorão. Acho que bastaria um 'cala a boca' no próprio portal e estaria tudo resolvido. Na verdade, lardear o incidente é PROMOVER o envolvido;é como se dá no mundo do artístico: o que o 'famoso' (ou aspirante a famoso) quer é estar na mídia, não interessa a que título. Demais disso, tendo em vista o que já disseram aqui, observo que sobriedade, polidez, temperança, retidão de caráter, deve ser atributo de TODO cidadão e não apenas de MP e JUIZES e etc.

Alves Alencar disse:
10 de junho de 2013 às 20:22

Como um promotor de justiça se comporta desta forma?
Na frente das câmeras, nas entrevistas ou mesmo no plenário dos fóruns, são santos, verdadeiros anjos, um ser acima de qualquer erro ou falha, profundos conhecedores e obedecedores da lei.
Nas ruas, muitas vezes, comportam-se como selvagens ou como qualquer um dos criminosos que acusam no dia a dia de seu trabalho, os quais são taxados de transgressores e escórias da sociedade.
Faça o que eu falo, mas não o que eu faço, esta parece ser a lógica deste promotor.
Tudo mundo erra, mas o erro de uns são muito mais graves do que o de outros.
Merece uma punição exemplar.

Robespierre disse:
10 de junho de 2013 às 21:00

O sujeito decora um monte de coisas e vira "doutor" e ganha ainda a impunidade. Um fascistinha ignorante e violente.
E pior: pago com o nosso dinheiro...

Gabbardo disse:
10 de junho de 2013 às 21:10

O "DIREITO À LIVRE MANIFESTAÇÃO" possui limites, como todos os direitos, aliás. Sem nem entrar na questão do promotor, mas é só ver os artigos 138 a 140 do Código Penal.

DBS disse:
11 de junho de 2013 às 00:41

"foi só um momentinho de raiva". "Ah, tão fazendo tempestade em copo d'água!" "Qualquer um pode perder o controle, deixa ele!" "Ele exerceu a liberdade de expressão, coitado!"
Advogados criminalistas do meu Brasil varonil! Usem esses argumentos para pedir arquivamento de inquérito contra seus clientes, quando este cometerem algum crime contra a honra de um Promotor, Juiz ou outro servidor público!
E advogados cíveis, usem o mesmo argumento pra pedir a improcedência de indenizações milionárias quando se xingar algum promotor ou juiz.
Hahaha, todos sabem que não vai funcionar. Aliás, basta chamar de "assassino", "feio" ou "bobo", que vc perderá a sua liberdade e os seus bens, tudo sem o devido processo legal.

DBS disse:
11 de junho de 2013 às 00:41

"foi só um momentinho de raiva". "Ah, tão fazendo tempestade em copo d'água!" "Qualquer um pode perder o controle, deixa ele!" "Ele exerceu a liberdade de expressão, coitado!"
Advogados criminalistas do meu Brasil varonil! Usem esses argumentos para pedir arquivamento de inquérito contra seus clientes, quando este cometerem algum crime contra a honra de um Promotor, Juiz ou outro servidor público!
E advogados cíveis, usem o mesmo argumento pra pedir a improcedência de indenizações milionárias quando se xingar algum promotor ou juiz.
Hahaha, todos sabem que não vai funcionar. Aliás, basta chamar de "assassino", "feio" ou "bobo", que vc perderá a sua liberdade e os seus bens, tudo sem o devido processo legal.

Ciro C. disse:
11 de junho de 2013 às 11:03

espero estar vivo no dia em que as pessoas vao descobrir a baboseira e o deserviço a inteligencia que é esse facebook.

Servidor estadual disse:
11 de junho de 2013 às 13:16

Comentários à parte, acredito que num Estado Democrático de Direito se muda a situaçã através da lei, do voto, e não fechando avenidas. Não estou do lado de quem apregoou violência e ofensas racistas, mas chega de invasões de terra, de predios públicos onde os servidores viram refens, justificado pelo singelo carimbo de "movimento social" Movimento social não pode utilizar de violência, ninguém pode, é vedado pela Constituição Federal.

Marcos Alves Pintar disse:
11 de junho de 2013 às 14:43

O comentário do Ribas do Rio Pardo (Delegado de Polícia Estadual) segue o "modelão" vigente em países ditatoriais e de terceiro mundo. Como sabemos hoje pelo avanço da internet, franceses, espanhóis, americanos e alemães protestam freneticamente, por vezes paralisando o país todo. Por certo que nenhum protesto pode evoluir para violência ou depredação, mas o protesto em si, mesmo quando se interditam avenidas, é válido, legítimo, e deve ser respeitado. Por outro lado, essa de que se muda algo "através do voto e da lei" é uma balela que escutamos há 500 anos. O Brasileiro precisa aprender a sair à ruas, protestar, exigir, porque esse grupo que domina o País, tanto na política como na administração pública em geral, Judiciário, Ministério Público, e tudo o mais, só estão interessados nos interesses pessoais deles próprios, e nada mais do que isso.

Marcos Alves Pintar disse:
11 de junho de 2013 às 14:46

Eu já peguei ônibus em São Paulo. O que eu vi nem de longe se equipara a transporte público, mas sim um insulto contra o cidadão. Só mesmo em um País de covardes e coniventes se vê esparsos protestos, e ainda assim quando há aumento de tarifas. Se o paulistano tivesse um mínimo de vergonha na cara, a cidade já teria sido incendiada por completo devido ao transporte público que é prestado neste local.

Francisco Lobo da Costa Ruiz - advocacia criminal disse:
11 de junho de 2013 às 15:26

Essa tal de investigação não vai dar em nada. É só para ingles ver ! No fundo, no fundo, a atuação descrita bem retrata o espírito de grande número de promotores que batem e arrebentam entendendo estarem acima da lei. O epísódio ficará para o anedotário forense ...

DBS disse:
11 de junho de 2013 às 15:51

Em que mundo vc vive, Ribas do Rio Pardo (Delegado de Polícia Estadual)?
Vc é Delegado de que país? Ai tudo de resolver na justiça, sem demoras e prejuízos para as partes?
Pq se vc estiver falando do Brasil...Os manifestantes vão entrar com a ação judicial pra ser negada ou baixar o valor da passagem para seus netos?
O engraçado é que quando tais manifestações acontecem na França, EUA ou Alemanha, todos aqui dizem "nossa! como eles são evoluídos! Sempre defendendo os seus direitos! Aqui ninguém faz nada, só quer saber de novela e futebol!"
Mas quando fazem isso no Brasil..."ah, são um bando de vagabundos desocupados! Borracha neles!"

DBS disse:
11 de junho de 2013 às 15:51

Em que mundo vc vive, Ribas do Rio Pardo (Delegado de Polícia Estadual)?
Vc é Delegado de que país? Ai tudo de resolver na justiça, sem demoras e prejuízos para as partes?
Pq se vc estiver falando do Brasil...Os manifestantes vão entrar com a ação judicial pra ser negada ou baixar o valor da passagem para seus netos?
O engraçado é que quando tais manifestações acontecem na França, EUA ou Alemanha, todos aqui dizem "nossa! como eles são evoluídos! Sempre defendendo os seus direitos! Aqui ninguém faz nada, só quer saber de novela e futebol!"
Mas quando fazem isso no Brasil..."ah, são um bando de vagabundos desocupados! Borracha neles!"

DBS disse:
11 de junho de 2013 às 17:08

Em que mundo vc vive, Ribas do Rio Pardo (Delegado de Polícia Estadual)?
Vc é Delegado de que país? Ai tudo de resolver na justiça, sem demoras e prejuízos para as partes?
Pq se vc estiver falando do Brasil...Os manifestantes vão entrar com a ação judicial pra ser negada ou baixar o valor da passagem para seus netos?
O engraçado é que quando tais manifestações acontecem na França, EUA ou Alemanha, todos aqui dizem "nossa! como eles são evoluídos! Sempre defendendo os seus direitos! Aqui ninguém faz nada, só quer saber de novela e futebol!"
Mas quando fazem isso no Brasil..."ah, são um bando de vagabundos desocupados! Borracha neles!"

DBS disse:
11 de junho de 2013 às 17:08

Em que mundo vc vive, Ribas do Rio Pardo (Delegado de Polícia Estadual)?
Vc é Delegado de que país? Ai tudo de resolver na justiça, sem demoras e prejuízos para as partes?
Pq se vc estiver falando do Brasil...Os manifestantes vão entrar com a ação judicial pra ser negada ou baixar o valor da passagem para seus netos?
O engraçado é que quando tais manifestações acontecem na França, EUA ou Alemanha, todos aqui dizem "nossa! como eles são evoluídos! Sempre defendendo os seus direitos! Aqui ninguém faz nada, só quer saber de novela e futebol!"
Mas quando fazem isso no Brasil..."ah, são um bando de vagabundos desocupados! Borracha neles!"

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