Barroso sobre manifestações: “Essa é a energia que move a história”

O ministro do Supremo Tribunal Federal Luís Roberto Barroso, que toma posse nesta quarta-feira (26/6), disse, nesta terça (25/6), estar “feliz” pelo fato de sua chegada à corte coincidir com os protestos que têm ocorrido em todo o país nas últimas semanas. O novo ministro, que tem repetido que ainda fala na condição de acadêmico e advogado, lembrou seu próprio passado de militância estudantil e afirmou gostar de ver jovens nas ruas, embora condene a violência e o vandalismo.

“Fico feliz de chegar a um cargo no poder público com a juventude e o povo na rua. Essa é a energia que move a história. Energia do bem e da paz. A violência e a depredação não constroem nada de bom”, disse, nesta terça, por meio de sua assessoria.

Luís Roberto Barroso foi militante do movimento estudantil e presidente de centro acadêmico durante a segunda metade dos anos 1970. O ministro remeteu ainda sua familiaridade com “eventos de massa” ao fato de ter ele mesmo participado de manifestações.

O ministro foi um dos líderes da passeata realizada contra o regime militar em resposta à explosão de uma bomba na antiga sede da OAB, no Rio de Janeiro, em 1980. A explosão acabou matando a secretária do então presidente nacional da OAB, Seabra Fagundes.

Rafael Baliardo

é repórter da revista Consultor Jurídico em Brasília.

Gabbardo disse:
25 de junho de 2013 às 18:17

Sr. Rafael Baliardo. A pessoa que morreu explodida por uma bomba em 1980 não era "a secretária do Seabra Fagundes". Ela tinha nome: Lyda Monteiro da Silva.

Zé Machado disse:
26 de junho de 2013 às 08:07

Saudosismo é bom, mas enebria. Temos um presente a exigir muito de nós e um futuro a cuidar com muita seriedade. Esperamos que o ilustre ministro contribua com sua parcela para um Brasil melhor, principalmente esse poder judiciário anacrônico e cheio de privilégios odiosos que todos condenam, menos os "caras de pau" que insistem em mantê-los.

João Ricardo 1 disse:
26 de junho de 2013 às 10:45

Midiático demais pro meu gosto.
Ao contrário da quase unanimidade, não gostei da escolha dele e acho que será mais um ministro do STF a esquecer.
Espero errar na previsão...

Observador.. disse:
26 de junho de 2013 às 11:22

Caro Dr.Fernando...ia ter gente que pagaria impostos escorchantes.
Quanto ao ministro barroso, como este senhor é uma unanimidade no meio jurídico, ficarei calado por uma questão de respeito à maioria.
Mas a opinião dele como advogado (registrada no YOUTUBE) e a opinião dele como ministro indicado, sobre a constituinte restrita, deveria chamar atenção das pessoas.
Algumas mudanças de opinião dizem muito sobre alguém.
Espero que este senhor surpreenda de forma positiva.O Brasil necessita.

Silva Leite disse:
30 de junho de 2013 às 11:51

Atualmente, nomes pouco conhecidos na época da ditadura, aparecem e, de forma eloquente, anunciam terem participados de atos contra a ditadura, como se fosse uma MEDALHA o cargo público hoje empossado. O caso mais recente, que me perdoem a aminésia, aliás, pensei que fosse o único, seria a Dilma ter militado contra a ditadura. Agora apareceu este, também, contrata a bomba explodida na OAB-RJ. Será que tem mais algum que possa se fazer conhecido antes de ser indicado ou empossado em algum cargo público. Parece que manifestar é sinônimo de MÁRTIR.

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