Barroso diz que julgamento do mensalão precisa ser ‘página virada’

O julgamento do mensalão precisa ser superado pela sociedade brasileira. Essa é a opinião do novo ministro do Supremo Tribunal Federal Luís Roberto Barroso, que falou após cerimônia de sua posse, na tarde desta quarta-feira (26/6), em Brasília. Barroso foi questionado se a análise dos recuros da Ação Penal 470 é uma das demandas das manifestações que se espalharam pelo país.

"Acho que o país tem inúmeras questões mais importantes do que o mensalão. Nós precisamos virar essa página. Temos uma agenda social e política. Precisamos olhar para frente e avançar", respondeu.

O novo ministro também comemorou o fato de sua posse coincidir com o momento que o país vive. "Estou muito feliz em tomar posse num momento de grande mobilização nacional pelo avanço social e pela melhoria do país. Acho que é um bom símbolo para a minha posse que a juventude e o povo estejam na rua pedindo, pacificamente, para o país melhorar."

Barroso afirma também que todas as instituições devem considerar as reivindicações que emanam dos protestos. "Há demanda social por reforma política, pelo fim da corrupção, e as instituições têm de estar atentas a isso e serem capazes de dar respostas adequadas à população."

ACUSO disse:
26 de junho de 2013 às 18:06

O ministro Barroso já chega mandando no Supremo Tribunal Federal . Afirma que devemos esquecer o processo do mensalão, por ser coisa do passado ! Esse recardo que Barroso traz para os novos colegas do STF não é o que muita gente pede nas ruas !

wilhmann disse:
26 de junho de 2013 às 20:01

O juiz Barroso, anacronicamente pede que seja esquecido o mensalão, quando disse ele que as penas cominadas aos crimes teria sido rigorosas. A ele, os mensalistas, da qual foi paladino intransigente, deveria ser aplicada a pena minima. Esse posicionamento: fazer e esquecer, não saber, já exculpou muito peixe graúdo dos grilhões, e parece que vai continuar como está, salvo ali, acolá, manifestações que tem dia aprazado para findar.

Mariel Lamarca disse:
26 de junho de 2013 às 22:07

Página virada coisa nenhuma! A Justiça precisa ser eficaz e efetiva, e no caso vertente, isso só que vai se concretizar com a execução do julgado. Só assim a página dessa triste história do Brasil vai ser virada, mas jamais será esquecida!... Expeçam-se, incontinenti, os mandados de prisão e cartas de guia para cumprimento das penas.

hammer eduardo disse:
26 de junho de 2013 às 22:10

Passada a posse , sorrisos , babação de ovo , fotografias com todo mundo etc etc , vamos ver o "pacote de ideias" que o badaladissimo novo Ministro traz para um Tribunal que querendo ou não , ganhou os holofotes em 2012. De cara tambem ja me coloco com um pé atras fazendo coluna com o Advogado ACUSO , não se pode esperar uma irresponsabilidade de tentar diminuir um caso da gravidade do mensalão logo na entrada. Acho que um pouco de cuidado é conveniente porem sempre bati aqui nestas "paginas eletronicas" que a esquerdalha retrograda do Petralhismo tupiniquim JAMAIS se deixaria pegar novamente de surpresa como foram os casos de Joaquim Barbosa e Luiz Fux. A tal "sabatina" no congresso nacional foi apenas uma palhaçada burocratica de preenchimento de tempo e rasgação inutil de seda em vista dos GRAVISSIMOS problemas que batem nas portas de nossa sobrecarregada Justiça.
Sem citar nomes pois o "tesourão" armando falcão sempre é acionado nestes momentos , ja temos INFILTRADOS demais no STF como foram aqueles "dois" que causaram engulhos nos estomagos mais delicados quando do julgamento do mensalão. Um foi imoral ao extremo catando ate pelo em ovo tentando desqualificar a acusação FARTISSIMA por sinal em termos de provas. O outro com sua eterna barba por fazer ganhou o trofeu "peroba de ouro" por sua nauseante desfaçatez em se meter num julgamento em que estaria IMPEDIDO desde a primeira hora por ter trabalhado anteriormente com a QUADRILHA que serviu sem remorsos. Foi um espetacular exemplo de total falta de etica , artigo dificil de se encontrar na pessoas que pululam proximas ao "pudê" no Brasil. O outro carequinha e calado esta so olhando e vamos ver tambem como fica. Pobre Brasil sempre nas mãos de armações sempre complexas...

MSRibeiro disse:
27 de junho de 2013 às 09:08

Sem comentários....

MARCELO-ADV-SE disse:
27 de junho de 2013 às 09:39

Pobre do Min. Luís Roberto Barroso.
Nunca se festejou tanto uma escolha para membro do STF.
Ninguém no país merecia mais esse posto do que ele.
Trata-se do maior constitucionalista da República, e isso dito até por outros de igual envergadura.
Tecnicamente impecável, pessoalmente honesto e independente, e de uma elegância refinada. Um verdadeiro magistrado.
Sua nomeação é comemorada por "gregos e troianos".
Certamente abriu mão de uma advocacia de muito sucesso para estar no STF; sem dúvidas, perde muito dinheiro para servir à Nação, na contramão de outros que já fizeram o movimento contrário.
Contudo, ainda assim, não está imune a insinuações maledicentes quando apenas expressa o seu ponto de vista a respeito de determinado assunto.
Eu já tive a ousadia de dissentir de ideias do Ministro, mas nem por isso deixei de respeitá-lo e de parabenizar o STF pela nova aquisição.
Acreditem os senhores ou não: com a sua chegada, ganha muito mais o STF e a Nação brasileira do que o Min. Luís Roberto Barroso.
E, ademais, neste ponto ele tem toda a razão.
Esse tema de mensalão já encheu o saco.
O Brasil tem muitas outras coisas mais sérias com que se preocupar.

Observador.. disse:
27 de junho de 2013 às 10:02

Com todo respeito ao seu comentário, o assunto "mensalão" já encheu o saco?Como assim?Estas manifestações que temos visto, todos os dias, não demonstra (implicitamente) a revolta de alguns com desmandos e impunidade?Ou sua leitura e a do ministro são diferentes do que os olhos vêem?
Outra dado é o lamentável fato do ministro ter mudado de opinião, sobre a hipótese de uma Assembléia restrita, em pouquíssimo tempo, coisa que à muitos levou certo desconforto.Por que a mudança?
E ninguém no topo da pirâmide perde dinheiro neste país.Somos seguidores fanáticos de Lavoisier.Tudo se transforma.
Espero que o novo ministro realmente surpreenda, tendo preocupações em ser um guardião da nossa constituição e olhos voltados para a nação, sem preocupações de atender agenda alguma.

MARCELO-ADV-SE disse:
27 de junho de 2013 às 11:10

Agradeço a elegância do debate, mas saturou mesmo.
Não minimizo o julgamento e nem a sua importância.
Mas, como todo tema repetitivo, já enfadou.
Voz das ruas não me impressionam.
Menos ainda para influenciar decisões judiciais.
Foram elas que crucificaram Jesus Cristo.
Ademais, coletiva e publicamente a população é honestíssima.
Mas individualmente, e no recato, nem tanto.
Quem está protestando nas ruas picha muros, fecha cruzamentos em trânsito, joga latas pela janela dos carros, pede emprego para parentes, vende medicamentos gratuitos, vota em fulano em troca de emprego, dá 10 reais ao garçom para ser mais bem atendido que outros em festas, pula catraca de ônibus, frauda seguros, fura filas, etc...
Antes de cobrarmos dos outros, cobremos de nós mesmos.
Façamos o nosso dever de casa.
Comecemos pela EDUCAÇÃO DOMÉSTICA, que é a nossa MAIOR CARÊNCIA.
É óbvio que o que está acontecendo é positivo.
Mas modus in rebus.
O julgamento do mensalão, juridicamente, foi uma aberração para atender à opinião pública, e o Judiciário não pode ser pautado por protestos de rua.
E digo isso sem qualquer partidarismo, pois jamais simpatizei essa trupe do PT, que inclusive chegou ao poder justamente com esse discurso barato de moralismo e justiçamento, a exemplo de Collor e tantos outros.
Por mim Genoíno, Dirceu e companhia limitada amargariam atrás das grades por muito tempo, mas queria que fosse por um processo justo e imparcial, e não desse modo folhetinesco.

Observador.. disse:
27 de junho de 2013 às 11:32

Agradeço a resposta.
Voz das ruas não devem impressionar mesmo.Mas servem de alerta.A história demonstra.
Concordo que nos acostumamos a agir no modo "faça o que eu digo mas não faça o que eu faço", referente ao que o senhor escreveu sobre o comportamento das pessoas.
Mas como mudar?Acho que com exemplos, com o fim da impunidade (que já seria uma grande coisa)e com o fim das mudanças(por parte de nossas autoridades) - repentinas - para se atender agendas e não o que faz parte das convicções pessoais ou das regras da lei.
O fim do jeitinho.
Por isto me causou espécie a mudança de opinião do ministro, citada por mim em meu comentário.
Saudações.

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