Nalini suspende transmissão ao vivo de sessões do Órgão Especial do TJ-SP

TJSP

As transmissões ao vivo do Órgão Especial do Tribunal de Justiça de São Paulo serão suspensas. A medida foi anunciada pelo presidente da Corte, desembargador José Renato Nalini, na primeira sessão do ano, nesta quarta-feira (15/1) e já vale a partir do próximo encontro, marcado para o dia 29 de janeiro. O anúncio foi feito ao final da sessão, com o plenário quase vazio, e não houve contestação por qualquer um dos integrantes do Órgão Especial.

De acordo com Nalini, o motivo do fim das transmissõe é de ordem técnica. Segundo ele, havia congestionamento no sistema do tribunal, prejudicando advogados e representantes do Ministério Público que tentavam peticionar por meio do site do TJ-SP. Ele informou que, além de assistir, alguns funcionários trocavam informações sobre a sessão por meio de chats, o que estaria atrapalhando usuários do processo eletrônico.

Nalini afirmou que os vídeos serão disponibilizados posteriormente. O presidente não informou, porém, se haverá algum tipo de edição antes da divulgação dos vídeos ou quanto tempo as gravações serão disponibilizadas na internet após as sessões.

Fontes do TJ-SP já descartaram a possibilidade de que os vídeos estejam disponíveis na madrugada seguinte à sessão — técnicos pedem o prazo mínimo de 24 horas. No caso das transmissões ao vivo, a disponibilização das gravações era imediata — a íntegra da sessão desta quarta-feira já está no disponível. As sessões do Órgão Especial do TJ-SP eram transmitidas desde agosto de 2012.

Gabriel Mandel

é repórter da revista Consultor Jurídico.

Michael Crichton disse:
16 de janeiro de 2014 às 00:58

E ainda tem gente que o saúda como um avanço. Isso é um tremendo retrocesso. Os argumentos usados são meras desculpas sem fundamento. Alguém falava disso na gestão Sartori? Ninguém!!

Mário de Oliveira Filho disse:
16 de janeiro de 2014 às 10:04

A melhoria do sistema informático do TJSP precisa ser implementada e não simplesmente acabar com a transmissão ao vivo das sessões.
Aliás, todas as sessões de julgamento deveriam ser transmitidas, principalmente as criminais.
Excelente a observação do Michael Crichton, na gestão do Sartori ninguém falava nisso!

Eduardo Miranda disse:
16 de janeiro de 2014 às 11:39

causa estranheza a questão técnica, pois como se pode observar o video é transmitido do site http://www.nucleomedia.com.br e não do site do TJSP.
Mais uma vez perde a advocacia, que terá que deslocar até São Paulo para acompanhar os julgamentos do orgao especial. Lamentavel!

Marcos Alves Pintar disse:
16 de janeiro de 2014 às 12:06

Um dos maiores problemas da sociedade brasileira é não compreender, nem se interessar em compreender, como o poder funciona. Sem querer aqui me vangloriar, posso dizer que Nalini chegou ao cargo de Presidente do TJSP pelo pedido que formulei perante o CNJ, pedindo o afastamento de Sartori do processo eleitoral. A vitória de Sartori era dada como certa, e com seu afastamento Nalini se sagrou vitorioso. E nesse pedido formulado contra Sartori, cujas razões reais não recebeu por parte da imprensa nenhuma atenção mais acurada, foi apontado que Sartori exerceu influência pessoal na aprovação de uma norma administrativa que acabou permitindo sua reeleição (barrada pelo CNJ). Mas o fato é que eu fiquei sabendo disso, ou seja, que Sartori exerceu influência sobre a edição da norma, porque as sessões do Órgão Especial eram transmitidas ao vivo, sem cortes ou edições, o que possibilitou um acompanhamento por parte da imprensa e que as informações fossem de meu conhecimento. Se não houvesse divulgação das sessões, não haveria argumentos para se levar ao CNJ, e hoje Sartori seria o Presidente do TJSP. O bom entendedor já deve assim ter compreendido por as transmissões ao vivo das sessões do Órgão Especial estão suspensas, e quem ainda não compreendeu sugiro que entre na biblioteca mais próxima e não saia dali pelos próximos dez anos.

Luiz Eduardo Osse disse:
16 de janeiro de 2014 às 12:56

... as trapalhadas desse novo presidente ... aliás, recomeçaram, pois trata-se de uma continuação das feitas pelo seu antecessor ... quando eu digo que esse, de agora, é pior que o anterior, ninguém acredita ... o que pensar de um sujeito que aprovou o ingresso de um 'desenhista de histórias em quadrinhos' na academia de letras à qual pertence?

Ubiratã Sena Nunes disse:
16 de janeiro de 2014 às 13:16

O Zêlo pelo direito, preservando princípios éticos, técnicos e jurídicos na mais perfeita e escorreita conduta me fazem aplaudir o Emérito Presidente pelo seu cristalino e meridiano entendimento!

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