O fato de advogados e desembargadores não terem acesso ao inquérito que investiga ativistas no Rio de Janeiro ao mesmo tempo em que a imprensa divulga até mesmo trechos de escutas telefônicas dos acusados foi alvo de duras críticas na manhã desta terça-feira (22/7). Em ato público na sede da Ordem dos Advogados do Brasil fluminense, o advogado de 28 manifestantes presos, Marino D’ Icarahy, acusou a Polícia Civil do estado de praticar “atos nefastos, como se fosse o antigo DOPS, agindo por exceção, ao esconder provas e divulgar partes de escutas".
D’ Icarahy diz que até hoje não possui a íntegra do processo e, está “cercando a 27 ª Vara Criminal no Fórum, na esperança de obter os autos do processo”. O desembargador Siro Darlan, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, está, segundo ele, desde a última semana, requisitando vistas, mas não recebeu a documentação.
O vice-presidente da OAB-RJ, Ronaldo Cramer, disse que a entidade quer acolher os que se sentem prejudicados pelas medidas judiciais. “Abrimos as portas para a sociedade denunciar os absurdos que estão acontecendo com este inquérito, que geraram as 28 prisões”, disse.
Cramer fez uma lista com o que considera medidas de exceção neste processo: tramita em segredo contra os próprios advogados; a decisão judicial que determinou as prisões não está fundamentada; as prisões têm caráter intimidatório — decretadas às vésperas de uma manifestação anunciada —; os advogados têm dificuldade de ter acesso aos autos e de falar com o magistrado que decretou as prisões; e os advogados sentem-se, de alguma forma, intimidados.
Já o ex-presidente da Ordem do Rio e atual presidente da Comissão Regional da Verdade, Wadyh Damous, lembrou juristas que defenderam presos políticos, como Sobral Pinto, Evandro Lins e Silva, Heleno Fragoso e Modesto da Silveira, para dizer que hoje a ordem jurídica do Estado Democrático de Direito corre perigo.
“Órgãos que deveriam garantir a ordem jurídica, neste momento, a estão hostilizando”, disse Damous. Ele se referia ao Poder Judiciário e ao Ministério Público Estadual. Para Damous a denúncia não seguiu os parâmetros necessários, como individualizar os atos que o acusado praticou, de forma detalhada, sem dar margem a dúvidas. "É aí que se enquadra o direito de defesa. Como posso me defender se não sei do que estão me acusando?", indaga.
Também compuseram a mesa de palestrantes do Ato público em Defesa da Democracia, Contra a Criminalização da Liberdade de Manifestação, o presidente da Caixa de Assistência dos Advogados do Rio de Janeiro, Marcelo Oliveira; a advogada Nadine Borges; os integrantes da ONG Justiça Global, Rafael Dias e Sandra Carvalho; e o diretor de Comunicação da UNE, Thiago José. O auditório da OAB, lotado, ouviu ainda os deputados federais Chico Alencar (PSOL-RJ), Jandira Feghali (PCdoB-RJ) e Jean Wyllys (PSOL-RJ), dentre outros parlamentares.

Uma versão nova para um velho surrado enredo, de "heroísmos"... A imprensa recebe material, se for verdade que o Desembargador Siro Darlan não está tendo seus pedidos de cópias do inquérito e do processo atendidos, mais o vazamento de peças para imprensa, onde podia se acessar pela internet trechos selecionados de "escutas telefônicas"...
Assistamos mais esta.
Apenas para lembrar... 2011-jun-07/promocao-salva-desembargador -fausto-sanctis-punicao onjur.com.br/2008-nov-07/ajufe_divulga_n ota_apoio_juiz_fausto_sanctis
http://www.conjur.com.br/
http://www.c
O mais curioso é que alguns falam abertamente em "baderna", "arruaça", como se bastasse essas qualificações para que o Estado estivesse legitimidade a prender qualquer um. Ora, o que é baderna, o que é arruaça, o que é descontrole? Pelo que dizem as notícias baderna, arruaça e descontrole é o que está acontecendo neste caso, com uma atuação do Judiciário que nada deve ao períodos mais sombrios do Fascismo ou da Ditadura Militar que se abateu sobre essa sofrida República há algumas décadas. Vale repetir mais uma vez o que já foi dito milhares de vezes: quem é livre é o cidadão comum. Agente público, ao contrário, faz o que a lei determina, e nada mais. Se não faz o que a lei determina, o resultado é um só: responsabilização criminal, administrativa e civil.
Os manifestante precisam se unir e cobrar do CNJ uma postura. Como bem lembrou o comentarista Ramiro. (Advogado Autônomo) há alguns anos o então Juiz Federal Fausto de Sanctis "pintou e bordou" junto com a Rede Globo e o então delegado Protógenes. A função pública se transformou nas mãos deles, em associação com alguns setores da mídia, em um vale tudo. O CNJ, na época, efetuou uma manobra visando elidir a responsabilização do então Juiz Federal. Esperou até que ele fosse "promovido" a desembargador federal por antiguidade, para dizer que ele não poderia ser punidos pelas lambanças porque não era cabível a desembargador a pena a ser aplicada. Todos se esqueceram do caso, sem mais uma vez prever que o abuso jurisdicional não punido de hoje, será o abuso judicial de amanhã. A função de juiz é analisar provas e fatos, tomando por base sempre o princípio da presunção de inocência, para só determinar a restrição da liberdade em casos extremos, plenamente justificáveis. Prisão decretada 2 horas depois de distribuída ação penal, na sexta-feira que antecedia ao final da Copa do Mundo, em um inquérito que corria há meses, não é prisão, é zombaria. É desprezo, descaso com a ordem jurídica.
A propósito, havia um respeitável juiz por aqui clamando todo mundo a ler os autos antes de comentar sobre o caso. Pelo que foi noticiado até o momento nem mesmo o Desembargador do TJRJ responsável pelo caso conseguiu.
A quem cabe a guarda, o manuseio e a condução do Inquérito?
Vazaram informações? Nega-se acesso?
Simples, né?
Será que a coisa vai virar uma fenomenal lambança? Vale uma busca na Internet. ultimas-noticias/desembargador-fala-em-a traso-de-informa%C3%A7%C3%B5es-em-proces so-contra-manifestantes
"Rio - O desembargador Siro Darlan pediu ontem novamente acesso à documentação relativa ao inquérito contra os 23 ativistas acusados de suposto envolvimento em atos violentos nas manifestações. “O delegado não cumpriu a determinação. Foi mandado um ofício e ele não respondeu”, afirmou ao DIA o magistrado.
O primeiro pedido formal foi feito na terça-feira passada ao delegado-titular da Delegacia de Repressão a Crimes da Informática (DRCI), Alessandro Thiers, quando Darlan concedeu liberdade provisória a 10 ativistas, argumentando que não via fundamento para a prisão temporária. A nova determinação é, agora, ao juiz da 27ª vara, Flávio Itabaiana de Oliveira Nicolau."
E mais cheiro de lambança.
http://estadao.br.msn.com/
"RIO - Os habeas corpus para 23 manifestantes acusados de associação criminosa no Rio, que tiveram prisão preventiva decretada na sexta-feira, 18, ainda não foram julgados porque o desembargador Siro Darlan, da 7.ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça (TJ), afirma que não teve acesso aos autos do processo. "É uma coisa incomum o julgador não ter acesso ao processo. Nem o juiz prestou as informações que pedi, nem o delegado responsável pelo inquérito respondeu o pedido que fiz", disse Darlan ao Estado nesta terça-feira, 22."
Então ao fim veremos se irá viger o postulado empírico do menor subsídio... o agente público com menor subsído é quem irá sofrer de fato as piores consequências...
...
Conseguiram de fato transformar este caso em algo não corriqueiro. Esqueci de deixar o link de uma das reportagens qual transcrevi texto, abaixo. a/rio-de-janeiro/2014-07-22/desembargado r-questiona-delegado-por-nao-dar-acesso- a-documento-contra-ativistas.html m mais. rasil/policia/rj-policia-nega-a-juiz-ace sso-a-inquerito-sobre-ativistas,297408ec fed57410VgnVCM3000009af154d0RCRD.html<br />A OAB RJ FAZ MUITO BEM EM RECORRER A OEA. ias/geral,oab-rj-recorre-a-oea-contra-pr isao-de-manifestantes,1532476 amente, se a OAB-RJ levar o caso a OEA, e será um grande serviço ao Estado Democrático de Direito se o fizer, eu não gostaria de estar na pele de alguns agentes públicos que podem ter cometido um imenso erro de cálculo. /rio/tanque-se-rompe-causa-tsunami-de-es goto-em-niteroi-1613649.html
http://odia.ig.com.br/notici
Te
http://noticias.terra.com.br/b
http://www.estadao.com.br/notic
Sincer
A propósito, não tenho pretensão alguma de adotar um black bloc. Mas se o estado vai processá-los, que seja feito conforme a lei... Uma hora essas aventuras iriam estourar em uma "tsunami niteroiense"
Para entender o termo uma lembrança do que foi.
http://extra.globo.com/noticias
E a imprensa que tanto incitou aos protestos violentos , vão ficar de fora disso tudo? Vários jornalistas chegaram a dizer que "violência mesmo é o que fazem com os cofres públicos", etc, etc. Antes de tudo, eu sou totalmente contra a esses subversivos 'black blocs'. Merecem cadeia.
Tinha de ser no Brasil, tristemente. Que papelão esse do delegado, do promotor e do juiz cariocas! Não sei como conseguem dormir, penso que se jactam (ou masturbam-se) achando-se superpoderosos, mas somente contra populares-manifestantes-formiguinhas?! Aqueles dois garotos foram - e ainda - estão presos pelo fatídico acidente que, infelizmente e desgraçadamente, vitimou fatalmente o cinegrafista, também um sofrido trabalhador, pai de família: deixaram um rojão (e não um canhão!) no chão a muitos metros de distância, como se pudessem e, efetivamente, tivessem controlado o seu trajeto na direção da cabeça do cinegrafista ("atentado contra a imprensa"!!!!) e determinado o seu estouro exatamente no momento do impacto, esse também milimetricamente calculado, e, ainda, tinham pleno conhecimento e consciência do inusitado potencial mortífero do rojão (e não artefato belicoso notoriamente letal)!!!. Servem a quem esses inocentes-úteis agentes públicos??? O pobre não tem lobistas (diga-se: traficantes, corruptores etc.) nos parlamentos e, quando usa da única forma minimamente efetiva de exercício do seu sagrado direito de crítica e reivindicação, são ferozmente perseguidos e criminalizados pelos três patetas subservientes... . QUE FEIO seu delegado. QUE FEIO seu promotor. QUE FEIO seu juiz. Deveriam envergonharem-se dessa pantomima inescrupulosa de bobões, asquerosos capatazes e feitores modernos. Merecem uma solene vaia, para dizer o mínimo. Enquanto isso: criminosos hediondos, como políticos notoriamente corruptos e genocidas, estão livres, leves e soltos, qd muito respondendo em liberdade, pq o delegadozinho, o promotozinho e o juizinho sequer se atrevem: não passam de bobões.
E os danos cometidos contra a propriedade privada. E as mortes ocorridas. Tudo em nome da!! da!!! Do que mesmo? Para mim simples cidadão, não está claro pelo que lutam, e por isso não tem apoio do povo. Em nome do Estado de Direito é que não lutam. Há! Mas que luta...não sabemos, se escondem atrás de máscaras..
Se a raivosa insânia de alguns comentários a este artigo fosse traduzida em legítima contraposição ao inestimável conjunto de arbítrios criminosos das mais variadas espécies, perpetrados por esses que nos (des) governam desde 2003, certamente que não estaríamos penando hoje o preâmbulo da anarquia institucionalizada.
... pero no mucho, pois, qd se trata punir, rápida e ultra severamente, os cidadãos em pleno exercício direto do seu mais elementar e imanente poder, na mais sublime expressão da democracia, o buraco é sempre mais embaixo, e a lei e a autoridade mostram-se em todo o seu funesto esplendor: como temem o povo! Governador usando caríssimas viaturas e aparato estamental para deslocamentos seu e de sua família ou custosíssimas aeronaves para curtir finais-de-semana na mansão de praia com sua famílias, genros e noras; senadores, deputados, ministros pra lá e pra cá em jatinhos da FAB para participarem de regabofes nababescos etc. etc. etc., isso tudo e quejandos não causam estupor nem dá cadeia. Não tenho conhecimento de cidadãos alemães, noruegueses, dinamarqueses etc. manifestando-se em vias ou praças públicas rogando direitos básicos como transporte, hospitais, ensino, segurança pública, moradia etc. etc. etc. Dizem alguns insensíveis com visão espertamente partidária: é pq lá não tem pt, lula ou dilma. Dizem o óbvio ululante, a razão e a sensatez: é pq lá essas pautas inexistem! Então, politizar deleteriamente manifestações populares legítimas e suprapartidárias é, das três, uma: esperteza eleitoreira chula, bisonhice ou ambas: fico com esta última.
Os quatro porcos esperavam trêmulos, com a culpa desenhada [no] semblante. Napoleão concitou-os a confessar seus crimes. Eram os mesmos que haviam protestado quando [este] abolira as Reuniões dominicais. Sem mais demora, confessaram ter realizado contatos secretos com Bola-de-Neve [i.e., o anterior líder da granja] desde o dia de sua expulsão; confessaram ainda que também haviam-se comprometido com ele a entregar a Granja dos Bichos a Frederick. Acrescentaram que Bola-de-Neve havia admitido (...) ter sido (...) agente secreto de Jones. Ao fim da confissão, os cachorros estraçalharam-lhes a garganta e, com voz terrível, Napoleão perguntou se algum outro animal tinha qualquer coisa a confessar. - A Revolução dos Bichos, texto adaptdado.
Como cidadão e advogado, discordo da prática de todo e qualquer ato arbitrário, notadamente, aqueles praticados pelo Estado contra as garantias individuais conquistadas após longo período de exceção. Ao meu sentir, as prisões desses pseudos 'ativistas' não podem ser tratadas como atos arbitrários, porquanto, foram decretadas por autoridade competente, devidamente fundamentada - eventual irresignação com os seus termos não a torna insubsistente - e publicizada. Portanto, os defensores destes 'ativistas' presos devem postular a revogação do decreto prisional através da articulação de argumentação jurídica e não por meio de 'atos políticos' em que nada se assemelham com outroras manifestações de resistência àqueles pretéritos tempos ditatoriais...
Ainda há pouco eu via na TV nova reportagem dizendo que nem mesmo o Desembargador do TJRJ teve acesso ao processo, mas novamente com a divulgação pela imprensa de novos supostos "elementos de prova" existentes no processo. A pergunta que eu faço é: porque o juiz do caso ainda não está preso?
Na verdade está passando da hora de se depor esse governo protetor de bandidos e alguém de "pulso" assumir e mandar esse bando de vagabundos para o inferno. Só mesmo no Brasil é que o indivíduo destrói o patrimônio alheio e é defendido por alguns sob a argumentação de que estão defendendo direitos fundamentais. Engraçado que se algum desses defensores figurarem como vitima desses arruaceiros, logo estarão pedindo pena de morte. Como já disse em outro post, "pimenta nos olhos dos outros é refresco".
Conheço um dos ex-comerciantes prejudicados pelas manifestações violentas de blackblocks nas imediações da av. Paulista, em agosto do ano passado. Foram 25 anos de trabalho árduo, honestidade, estudos, sacrifício e fé. Um prejuízo de 1,2 milhão de reais. Oito funcionários também pais e mães de família, que perderam o emprego. Em razão da lealdade ao ex patrão, apenas dois foram reclamar direitos na justiça trabalhista, um acabou desistindo. Um dos filhos teve que interromper o mestrado, outro suspendeu o intercâmbio no Canadá, a mais nova voltou para a escola pública. Ele pensou em reagir, mas sabia que perderia também a liberdade ou a vida. Tudo para que os vândalos ordinários, muitos dos quais nunca trabalharam na vida, dessem vazão ao seu espírito selvagem, disfarçado de luta pela democracia. Meu amigo vai reconstruir arduamente sua vida porque é trabalhador, tem fibra e vergonha na cara. Os covardes e vagabundos vão continuar sendo o que são: fúteis, inúteis, violentos, ignorantes e ociosos. Para estes, a lei em sua inteireza, com amplo direito de defesa, mas sem nenhuma complascência.
... para não cair na esparrela de confundir manifestação popular, cidadã, absolutamente legítima e necessária (redundância), ainda mais no caso brasileiro, com uma minimalíssima porciúncula de criminosos, que se aproveita para praticar assaltos etc.. (até menos graves do que aqueles praticados pelos notórios políticos nacionais ou outras gangues, tipo PCC, CV etc, que se proliferam Brasil a dentro, sem que se irrompa o mesmo furor e revolta nalguns!!) em detrimento de cidadãos honestos, trabalhadores e/ou empresários, manifestantes ou não, sob pena grave de se resvalar para o preconceito simplista de somente ver trabalho, esforço e legitimidade na figura do empresário, negando essas mesmas virtudes a tantos e tantos outros cidadãos, trabalhadores e/ou empresários, que, sem alternativa, se manifestam nos logradouros públicos, e que igualmente são merecedores de respeito por parte do Estado e dos demais concidadãos. São cidadãos que se acordam as 4 da matina para TRABALHAR, deixando seus filhos sem a devida atenção, e muitas das vezes somente retornam tarde da noite, submetidos ao descaso total. São cidadãos que morrem à míngua sem atendimento médico-hospitalar. São cidadãos em face dos quais o ensino fundamental de mínima qualidade para si e, mais ainda, para seus filhos, é mero sonho, que dirá mestrados e intercâmbios no estrangeiro. Então, não devemos generalizar, enfiar a cabeça na terra, escamotear a verdade nua e crua e delirar com arbitrariedades, violações de direito, repressão político-policial, por puro preconceito. Como eu disse, os alemães, noruegueses, dinamarqueses etc., trabalhadores e/ou empresários, não saem as ruas reivindicando o que já têm: simples assim.
O número de comerciantes falidos no Brasil, nos termos do citado pelo Radar (Bacharel), vai aumentar exponencialmente, mas não devido a manifestações legítimas da sociedade mas sim devido ao preço astronômico dos serviços e produtos, associado à baixa qualidade evontade de enriquecer lesando o consumidor. De acordo com alguns números divulgados hoje, a compra em lojas fora do Brasil pela internet aumentou mais de 20% somente neste mês de julho de 2014. Um produto que custa aqui no Brasil R$300,00 com todos os riscos de se comprar algo danificado (o que gerará uma monumental dor de cabeça), lá fora custa R$20,00. O grupo que domina o Estado brasileiro, no entanto, já atentou para esse fato e segundo dizem prepara um grande pacote visando impor uma pesada tributação para quem compra fora do Brasil, de modo arrancar do povo Brasileiro mais algumas centenas de bilhões para manter a criminalidade que toma conta do Estado brasileiro.
Sua indagação é bastante feliz, perspicaz e reveladora dos dois ou mais brasis que se apresentam conforme a clientela.
Caro Policial:
Alguém aqui disse que temos dois Brasis.Não.Temos vários.
Pelo que eu li estas pessoas (repito, pelo que eu - como todos aqui - li nos informativos diversos) portavam material explosivo, bombas de fragmentação e outros tipos de artefatos.
Ninguém se manisfesta assim.Quem foi preso faz parte de um grupo que não se manifesta.Explode, incendeia e quebra.Em BH, duas concessionárias de automóveis foram completamente destruídas.Uma delas havia passado por reforma recente.Não vi ninguém se condoendo com as pessoas que lá trabalham e ganham seu pão diário.
Quando policial é ferido...também não vejo ninguém se condoendo.Afinal, no Brasil, policial não é cidadão.Pode se ferir ou morrer que poucas linhas são escritas.Não há indignação.Nos EUA, quando uma vez lá estava, um policial foi morto em Miami, Flórida. Um. Houve um enterro que, praticamente, parou a cidade.Um cortejo de várias viaturas policiais acompanhado de aplausos das pessoas na cidade.Aqui ninguém se importa.Vão deixando os policiais à margem da sociedade mas exigem comportamento magnânimo.
Entre estes e outros escárnios, vamos assistindo às torcidas.Aqui não se debate ou se usa a lógica.Se torce igual para time de futebol.O outro, quando pensa diferente, deixa de ser um cidadão e se torna "inimigo".Nem que seja apenas para ser destruído pelas metralhadoras verbais.
Não vejo, tão cedo, possibilidade de se construir um país onde uma pessoa critica o aparato estatal (por exemplo) e manda um carro oficial retirar outra que é procurada pela justiça.Com tantas incoerências e tentativas de "vencer o outro" no grito (ou nas explosões) é muito difícil fortalecer o país para que ele se desenvolva.
De qualquer forma, boa sorte para todos nós que aqui vivemos.
Com todo respeito, mas algumas posições beiram à sandice de parecerem, digo parecerem, defender que para alguns previamente condenados por pré julgamentos não existiria direitos constitucionais, não existiriam direitos ao devido processo legal.
Seria uma simples questão de direito penal se não fossem as lambanças que podem estar acontecendo.
Quem se defende de uma acusação do estado se defende dos fatos que lhe são imputados. O problema é que nem desembargador tem tido acesso ao inquérito e ao processo em sua íntegra, enquanto partes selecionadas são vazadas para imprensa.
Nem sei se me espanto mais com alguns comentários. Vejam, a questão é simples: o devido processo legal é um direito inerente ao ser humano, fundamental segundo a carta da República, sendo aplicado a todos, sem exceção, sob pena de casuísmos atingirem a todos quando o governo ou os juízes no poder preferirem.
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Esta é uma regra-no-mundo desde 1200 e lá vai bolinha, era de se esperar que todos já a tivéssemos internalizado. Porém não é o que ocorre.
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Olha, tudo bem que estejam revoltados, considerem os black-block's "maus" ou algo do tipo. Todos temos discordâncias ideológicas com os demais, seja em relação aos meios quanto aos fins de cada grupo ideológico.
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O que me parece muita sacanagem é essa defesa dicotômica entre "bons" e "maus", na qual os "maus", os manifestantes, são culpados por todo e qualquer problema. Segundo alguns comentários aqui, os manifestantes cariocas estariam condenados pelo quebra-quebra em sampa e em belzonte. "Menas", pessoal, bem "menas".
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Não adianta fazer ode ao policial, que, sendo agente público, deve agir somente conforme a lei, principalmente enquanto saibamos que a militarização torna paradoxal o respeito à constituição que, sendo cidadã, impõe respeito a direitos que um militar, por ofício, não é ensinado a respeitar. Menos ainda, se pode defender que o juiz possa tudo, ao arrepio da lei, à qual ele também (deveria) está(r) adstrito, conduzir um inquérito secreto aos advogados e até a desembargadores.
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O mais "engraçado" disso tudo é que os mesmos que criticam e querem punições a esmo, são os que defendem a França revolucionária, o ímpeto com que europeus e americanos defendem-se contra governos autoritários, etc. A dissonância cognitiva atinge níveis alarmantes quando o assunto é política.
Nem sei se me espanto mais com alguns comentários. Vejam, a questão é simples: o devido processo legal é um direito inerente ao ser humano, fundamental segundo a carta da República, sendo aplicado a todos, sem exceção, sob pena de casuísmos atingirem a todos quando o governo ou os juízes no poder preferirem.
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Esta é uma regra-no-mundo desde 1200 e lá vai bolinha, era de se esperar que todos já a tivéssemos internalizado. Porém não é o que ocorre.
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Olha, tudo bem que estejam revoltados, considerem os black-block's "maus" ou algo do tipo. Todos temos discordâncias ideológicas com os demais, seja em relação aos meios quanto aos fins de cada grupo ideológico.
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O que me parece muita sacanagem é essa defesa dicotômica entre "bons" e "maus", na qual os "maus", os manifestantes, são culpados por todo e qualquer problema. Segundo alguns comentários aqui, os manifestantes cariocas estariam condenados pelo quebra-quebra em sampa e em belzonte. "Menas", pessoal, bem "menas".
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Não adianta fazer ode ao policial, que, sendo agente público, deve agir somente conforme a lei, principalmente enquanto saibamos que a militarização torna paradoxal o respeito à constituição que, sendo cidadã, impõe respeito a direitos que um militar, por ofício, não é ensinado a respeitar. Menos ainda, se pode defender que o juiz possa tudo, ao arrepio da lei, à qual ele também (deveria) está(r) adstrito, conduzir um inquérito secreto aos advogados e até a desembargadores.
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O mais "engraçado" disso tudo é que os mesmos que criticam e querem punições a esmo, são os que defendem a França revolucionária, o ímpeto com que europeus e americanos defendem-se contra governos autoritários, etc. A dissonância cognitiva atinge níveis alarmantes quando o assunto é política.
É óbvio que deve existir a ampla defesa, ninguém nega isso. A partir daí, rigor exemplar. Santinhos eles não são, e estão sendo defendidos por advogados contratados, por parlamentares e até adevogados "ad hoc", com tempo de sobra para ficar de mimimi o dia inteiro por aqui. Eles vão poder recuperar sua "liberdade de quebração e exculhambação" muito em breve, o que não ocorreria na Inglaterra ou nos Estados Unidos, países tão "anti-democráticos", ao que parece. O devido processo não legal não significa ingenuidade. As acusações são graves e sugerem um conluio entre baderneiros profissionais e um partido de extrema esquerda. O prejuízo maior para a Democracia é ver os verdadeiros e pacíficos manifestantes acuados, em suas casas, com medo dos blackblocs e sua selvageria patrocinada por alguns ideólogos partidários e inconsequentes. E foram esses o objeto da investigação. Como deveria o juiz agir, diante de diálogos que aludem a "óleo", "caneta" e "drinks"? Deveria pensar que se referiam a alguma brincadeirinha entre garotos no parque infantil? Muitos parecem mesmo é frustrados de não ver o circo pegando fogo, tumulto desmesurado e quiçá, morte de alguns torcedores, cujas responsabilidades seriam atribuídas à "incompetente" e "costas-largas" polícia. Como diria o Nazareno (do Chico Anísio) - Tá tá com dó???? Lé - Leva pra casa.
Há poucos dias eu via um documentário a respeito do Desastre aéreo de Munique, ocorrido em 6 de Fevereiro de 1958 e ceifando a vida de vários jogadores do Manchester United. Imediatamente botaram a culpa no Piloto, que supostamente teria tentado decolar com gelo nas asas do avião. Foram necessário 11 longos anos para se provar que o acidente fora causado, na verdade, por neve derretida no final da pista, que causou uma súbita desaceleração na aeronave impedindo a decolagem (um efeito que na época não era conhecido). A descoberta passou a nortear o funcionamento dos aeroportos desde então, impedindo que novos acidente ocorressem. Assim, com tanta informação que temos hoje disponível sobre abusos em matéria de investigação e julgamentos, tão amplamente contados em prosa, verso, e toda forma possível de comunicação humana, fico espantado como alguns com base em meras acusações que sequer foram ainda contraditadas pelos acusados já caluniam livremente os envolvidos, admitindo peremptoriamente a culpa de todos pelo mero fato de serem acusados. Esses, em verdade, clamam supostamente por "justiça", "punição", mas são apenas "lobos em pele de cordeiro". O que eles querem é o sofrimento de inocentes, querem o abuso, o uso desproporcional da força. Não há nos clamores deles nenhum ímpeto nobre, mas apenas e tão somente o ódio contra o semelhante, tão antigo como o próprio home.
Movimentos hoje podem ser articulados e, sim, acontecer em várias cidades.
Ninguém aqui defende nada que não seja o estado de direito.
Assim presumo
O resto é inferência pessoal e, talvez, visões ideológicas mais exacerbadas.
Agora o deboche eu não entendo.
De fato, não ocorreria mesmo, mas não pq lá, como se sabe, pune-se o mal feito, o que, à toda evidência, não ocorre no Brasil, onde grassa a impunidade, mas apenas e tão somente pq, como parece óbvio ululante, não faz qualquer sentido cogitar-se de cidadãos americanos ou ingleses postulando transporte, ensino, segurança, hospitais etc. minimamente decentes! Lá, a cidadania se dá num outro nível, inimaginável por estas bandas, como quando, por exemplo, se condena uma portentosa empresa a pagar zilhões, a um único cidadão, a título de indenização pelos males do tabagismo (punitive damages). Agora, experimenta elucubrar cidadãos americanos e ingleses sendo destituídos do mínimo existencial básico e vê qual o cenário que se lhe apresenta à mente.
não é deboche, é apenas uma análise com (bastante) sarcasmo da semiótica do discursos de muitos aqui, inclusive o seu, com todo o respeito.
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Não me parece que qualquer um que defenda o Estado de Direito possa defender uma decisão decretando prisões sem individualizar conduta, sem conceder imediatamente o acesso aos advogados dos acusados, ao desembargador que requereu informações, etc. Desculpe, sei que é leigo, mas a toda a clareza, isto não é devido processo legal nem respeita o Estado de Direito.
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Em tempo, ao que pede para que adotemos os acusados, utilizando-se claramente da simbologia dos que não tem respeito nenhum pelo devido processo legal: de fato, as acusações são graves, mas quais? Pra quem? Tem provas, indícios? Se sim, porque não demonstra na decisão nem dá acesso aos autos aos patronos das partes.
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Gente assim só vai entender na hora que cruzar com policial arbitrário que forjar um flagrante qualquer ou resolver assumir o papel de juiz, como acontece com triste regularidade por estas bandas.
não é deboche, é apenas uma análise com (bastante) sarcasmo da semiótica do discursos de muitos aqui, inclusive o seu, com todo o respeito.
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Não me parece que qualquer um que defenda o Estado de Direito possa defender uma decisão decretando prisões sem individualizar conduta, sem conceder imediatamente o acesso aos advogados dos acusados, ao desembargador que requereu informações, etc. Desculpe, sei que é leigo, mas a toda a clareza, isto não é devido processo legal nem respeita o Estado de Direito.
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Em tempo, ao que pede para que adotemos os acusados, utilizando-se claramente da simbologia dos que não tem respeito nenhum pelo devido processo legal: de fato, as acusações são graves, mas quais? Pra quem? Tem provas, indícios? Se sim, porque não demonstra na decisão nem dá acesso aos autos aos patronos das partes.
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Gente assim só vai entender na hora que cruzar com policial arbitrário que forjar um flagrante qualquer ou resolver assumir o papel de juiz, como acontece com triste regularidade por estas bandas.
Dou uma mãozinha: caos e guerra!
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