A pena de morte nunca saiu das cogitações das pessoas. No Brasil, e em outros dez países, ela é permitida em caso de guerra externa. Em outros 57 países, é praticada com frequência. Já 35 Nações permitem a pena de morte, mas não a executam há mais de dez anos.
A campeã na execução capital é a China, que não divulga o número de condenados. Avalia-se que são milhares. Mas o Irã, entre 2007 a 2012, executou 1.663 pessoas; a Arábia Saudita, 423; o Iraque, 256; os Estados Unidos, 220; Paquistão, 171; Iêmen, 152; Coreia do Norte, 105; Vietnã, 58; e Líbia, 39.
Fizéssemos uma enquete junto à população assustada pela violência, temerosa do dia de amanhã, com certeza a pena de morte seria aprovada. No Brasil, isso só aconteceria numa revolução. A vedação à pena capital para crimes comuns é cláusula pétrea, insuscetível de alteração na Carta Federal.
Compreende-se o pavor das pessoas comuns diante da crueldade gratuita que ceifa vidas preciosas. Toda vida é preciosa, mas o fato de sua interrupção em plena mocidade, apenas porque alguém drogado ou raivoso ou para roubar quis matar é algo que choca. Suscita revolta, desejo de vingança e invoca-se a velha lei taliônica: olho por olho, dente por dente.
Sempre fui contra a pena de morte, desde criança. Me convenci ainda mais depois de estudar Direito. Vida está acima do Direito, mesmo que ele seja titularizado pelo Estado. Vida é pressuposto à fruição de direitos. Tanto que podemos substituir o verbete "direito" por "bem da vida".
Então deixamos os homicidas, os estupradores, os facínoras todos impunes? Não. É preciso punir, quando certa a autoria. Mas também não adianta combater os efeitos, se as causas continuam a produzir uma geração desvairada. O criminoso é cada vez mais jovem. Os adolescentes infratores começam cada dia mais cedo.
Isso evidencia a falência da família, o naufrágio da escola, a insuficiência da Igreja e o descaso da sociedade. Esta clama por mais presídios, por redução da maioridade penal, por elevação das sanções e aderiria à pena de morte se consultada. Mas o que está fazendo para restaurar os valores, para fortalecer a família ou quem a substitua, para que a escola seja uma treinadora para um convívio harmônico em lugar de espaço de chateação, aborrecimento e despido de atrativos?
O governo não pode tudo. Aliás, há algum tempo, não tem podido quase nada. É a sociedade que deve arregaçar as mangas e assumir o controle da situação. Vamos por ordem na casa. A começar pela casa, o lar, o âmbito doméstico de onde têm saído os homicidas, os estupradores, os latrocidas e os traficantes. Só assim teremos perspectiva de tornar este Brasil a pátria fraterna, justa e solidária prometida pelo constituinte de 1988.

Quero um pais ordeiro, pacífico, progressista, justo e solidário, mesmo a custa da instituição da pena de morte oficial (porque extraoficialmente ela é abundante), do que ver um pais afrouxado pela dominância da covarde criminalidade generalizada. Nos EUA a pena de morte existe desde os primórdios e as famílias são fortes e o pais dispensa comentários quanto ao seu invejável poderio.
Quero um pais ordeiro, pacífico, progressista, justo e solidário, mesmo a custa da instituição da pena de morte oficial (porque extraoficialmente ela é abundante), do que ver um pais afrouxado pela dominância da covarde criminalidade generalizada. Nos EUA a pena de morte existe desde os primórdios e as famílias são fortes e o pais dispensa comentários quanto ao seu invejável poderio.
Conquanto concorde com a posição adotada pelo Desembargador, penso que não se trata de falência da família, mas do Estado. O Estado que defende direito de bandido em detrimento da sociedade trabalhadora; o Estado que distribui auxilio reclusão maior que o salário mínimo; o Estado que incentiva a pobreza com seus milhões de vales-bolsas, em detrimento da iniciativa privada que emprega e gera renda; o Estado que cumpre metas de aprovação escolar ao passo largo do analfabetismo inundado nas escolas e dos professores mal remunerados; o Estado que pretende ver policiais e professores sacrificando suas vidas a bem do serviço público enquanto resiste uma juventude descomprometida e cheia de direitos e poucas obrigações...nós, a família, estamos cansados do Estado corrupto.
A adoção ou não da pena de morte não tem nada a ver com família, com "país ordeiro", com "nível de civilização" ou qualquer outra questão. Trata-se apenas de uma opção do legislador pela pena que será aplicada a certos delitos, e nada mais do que isso. Um estado ou nação não é melhor ou pior porque adota ou não adota a pena de morte, uma vez que leis e normas em abstrato são apenas leis e normas em abstrato, sem nenhuma garantia de que os governantes as cumpra. Embora o Brasil oficialmente não tenha pena de morte, é público e notório que milhares de pessoas são assassinadas todos os anos por agentes do Estado, individualmente ou em associação, mais das vezes sem qualquer investigação. 95% dos homicídios no Brasil não possuem autor identificado, embora se saiba que na maioria dos casos há agentes públicos envolvidos, seja puxando o gatilho, seja obstaculizando o andamento de investigações e processos. Dizer que não há pena de morte no Brasil é apenas expressar o cinismo típico dos cúmplices, na acepção mais pura que essa palavra pode assumir.
Com todo meu respeito ao articulista, considero sua linha de raciocínio para lá de equivocada; além de fornecer argumentos aos nossos legisladores e membros de um sistema jurídico que favorece a impunidade, a mãe de todas as mazelas. Nada tem a ver com a falência da família, com as devidas vênias às opiniões divergentes.
A impunidade trás a corrupção, a violência, o desrespeito e deboche às normas vigentes, ocasionando um efeito cascata que comprometerá até a disciplina em sala de aula e o aprendizado de quem, um dia, dirigirá a nação ou será responsável por instituições ou empresas.
A impunidade é a maior perversão que um sistema pode fazer com sua sociedade.
Querer culpar a família ou valores é uma forma de tirar o foco e minimizar a imensa responsabilidade de quem deveria trabalhar e prezar por termos uma sociedade ordeira, pacificada e que esteja sempre buscando progredir como nação.
O mundo sempre passou por turbulências e transformações, e de uma forma ou outra, a sociedade se recompos e somos o que somos e, certamente que poderemos de um momento para outro também presenciar mudanças que não queremos ou relutamos em aceitar, mas elas nos ronda a todo momento. A questão das mudanças climáticas se aceleram e de certo modo vai impondo voluntariamente ou compulsoriamente uma mudança no comportamento sobre a preservação da natureza. Um ponto que chama a atenção é o respeito as opiniões de cada povo ou nação, p.ex. na questão religião, onde temos visto dissabores que não ajudam a civilidade e convívio pacífico entre povos e nações. No decorrer da semana, infelizmente o país viu um brasileiro sofrer as penas da lei por não ter observado as leis de outro país, resultando numa pena que grande parcela da população não aceita, porém as regras daquele país é assim. É respeitável e aceitável a dor da mãe do brasileiro que sofreu as penas da lei, contudo, frise-se, temos que respeitar as leis da forma que elas são postas. No caso da reportagem, por mais que reconheçamos os sólidos argumentos do articulista contra a pena de morte, mas talvez não seja a visão de considerável parte dos brasileiros(as) que sinalizam saturados com a crescente violência. Embora a Constituição vede a pena de morte, salvo uma exceção, mesmo assim é importante considerar que a Constituição reflete os anseios do povo e sendo assim ela pode sim ser mudada, afinal já tivemos outras Constituições. É preciso avaliar se não é necessário impor medidas mais rígidas contra determinados crimes, p.ex. o estupro. Aqui nem adentrei na corrupção que avoluma-se no país, e talvez as penas brandas sinalizem que o "crime compensa". Essa é a minha opinião.
"A questão não é se os dois brasileiros condenados à morte na Indonésia merecem ou não a pena.
A questão é que tipo de Estado deve existir hoje.
Não é se há pessoas que merecem morrer.
É se queremos um Estado que mata.
Minha convicção é que um Estado não pode se igualar aos criminosos, que eles sim matam.
Um Estado deve ter uma superioridade moral sobre quem é do mal" (Renato Janine Ribeiro, Professor de Ética e Filosofia Política na USP)
O brasileiro adora ; mesmo que elas em nada mudem o nosso cotidiano.
Quando Churchill falou do "sangue, suor e lágrimas ", não era uma frase de efeito. Era o que a Inglaterra deveria esperar por causa da Guerra. E vivemos uma guerra no Brasil. Bandidos matam o povo impunemente.
Caso o povo decidisse pela pena de morte - mas aqui o povo só pode se expressar quando interessa ao sistema - não vejo em que a chamada "Superioridade moral" do Estado ficaria comprometida.
Comprometida está há anos, assistindo - inerte - seus cidadãos serem mortos aos milhares e nada fazer. NADA.
Só nos enchem de retórica e inação. Até quando?
A impunidade no Brasil é tão extensa, profunda e alastrada que é surpreendente que as pessoas ainda aceitem que o monopólio da violência legítima seja entregue ao Estado. Vivemos em uma sociedade pré-hobbesiana, na prática.
Discordo do ilustre articulista. A Família nada tem a ver com isto, muito menos a Igreja.
O Estado brasileiro nunca existiu. Estamos há 515 anos tentando formar um Estado sem sequer termos passado pelo estágio de Nação.
A Brasil foi colonizado pelo que havia de pior em Portugal: ladrões, facínoras, condenados, aventureiros e pessoas indesejadas por lá. A "elite" brasileira jamais teve um projeto de Nação ou de Estado. Sempre prevaleceu a doutrina de "levar vantagem em tudo". Sou contra a pena de morte, mas deveríamos ter minimamente a postura de um país sério, que tem projeto sério e persecução de metas com seriedade. Vc pode olhar, desde o Império, Proclamação da República, República Velha, Vargas, República Nova, o que vc quiser. Desde a quartelada de Deodoro da Fonseca, até hoje, em 125 anos, tivemos apenas um Presidente da República que pode ser chamado de "Estadista": é muito pouco... Mas não se preocupem: a mediocridade se aperfeiçoa sempre e as coisas vão piorar.
A impunidade exacerbada que protege o delinquente em detrimento do cidadão é fruto da Constituição de 1988 que deteriorou sobremaneira a sociedade brasileira, hoje, literalmente, à mercê de bandidos, adultos e precoces!
Enquanto houver receptividade deste discurso hipócrita que torna estupradores e latrocidas, profissionais e juniores, em vítimas da sociedade, os cidadãos de bem que trabalham e pagam os impostos estão sendo dizimados pela horda de facínoras que infestam todas as regiões do País. Não há mais lugar seguro para se viver e constituir família, impera aqui o submundo do tráfico de drogas e de armas, assalto a bancos e a roubalheira escancarada dos agentes públicos. Todos impunes!
Enquanto houver foras da Lei protegidos haverá cidadãos massacrados!
Quando vejo o presidente do maior Tribunal de Justiça do planeta usar de tanta retórica barata para justificar os atos dos seus pares, incentivadores da impunidade, cafuneseiros que passam a mão na cabeça das "bestas" que andam à solta exterminando os cidadãos de bem, me causa espécie, nojo, náuseas e extrema preocupação. Quem está destruindo as famílias e as levando à falência são as autoridades, políticas e judiciárias, que ou têm o rabo preso com a criminalidade, ou medo de vinditas dos PCC's e Comando's da vida. São covardes e vivem filosofando, dogmatizando e ideologizando o que é mais do que evidente. Portanto, a sociedade tem que tomar na unha o controle disso tudo, queiram ou não esses sujeitos e as "cláusulas pétreas". Por isso digo que o Presidente da Indonésia deveria se candidatar no Brasil, trazendo com ele todo o seu pelotão de fuzilamento para compor seus ministérios. Ia voar muita pena...
A verdade é que pessoas de bem já estão cansadas de ver a morte de perto e se perguntam.... quando eu chegar em casa será que minha familia esta segura?, minha mulher não foi seqüestrada ou até estuprada por deu uma saída ao shopping, farmácia ou sei lá?, e o que esta sendo feito pelo estado???? NADA!!!! Devemos nos mobilizar e lutar por um futuro melhor para nossos filhos.... Afinal acho que os inocentes e frágeis que serão os herdeiros da pátria amada merecem nossa atenção e respeito!!!!
O fator diplomático realmente confronta com todos os comentários em maciça maioria. Porém, o que vem sendo questionado é um país sujo, imoral, anti ético, com problemas sociais, estruturais, políticos, econômicos, abandonado estrategicamente e em defesa, demolido para suprir a falta de investimentos e sucateado produtivamente, corrupto e violento desavergonhadamente, poderes e elites descumpridores e descaracterizadores da constituição e de todo o ordenamento jurídico.
Uma conspiração contra a dignidade do estado e da nação.
E esses manifestos difusos em todos os meios de comunicação para esconder os roubos da Petrobras e todo o lixo que está escondido sobre a areia e ao ar livre.
E, digamos, um traficante, como todos os delinquentes do país, tornado celebridade e herói para esconder um país sujo e imoral ante seu próprio povo tocado como rebanho levado ao matadouro disciplinada e pacificamente.
Li atentamente a matéria e me dei ao trabalho de fazer algumas contas (mesmo sendo ruim nisso). Segundo o presidente do TJ, são 92 os países que implementam a pena de morte. Somei, ainda, no período mencionado (2007 a 2012) a quantidade de executados nessas Nações: exatamente 3.087 pessoas (em 6 anos) ou, 514.6 execuções/ano, ou 42.8 execuções/mês, ou 1.4 execuções/dia.
De volta aos cálculos: No Brasil temos 56 mil assassinatos/ano, o que resulta em 4.666/mês, ou, 155,5 por dia, ou ainda 6,4 à cada hora.
Continuando: PAÍSES COM PENA DE MORTE, SOMADOS: 514.6 execuções/ano; 42.8 execuções/mês; 1.4 execuções/dia.
BRASIL (SEM PENA DE MORTE): 56.000 execuções/ano; 4.666 execuções/mês; 155,5 execuções/dia; 6,47 EXECUÇÕES/HORA.
RESUMO: EM 8 HORAS MATAMOS MAIS DO QUE TODOS OS PAÍSES, QUE TÊM PENA DE MORTE, JUNTOS EXECUTARAM EM 6 ANOS. Lembrando: AQUI NÃO TEMOS PENA DE MORTE . Será que não mesmo ? Quer mais? Lá mataram quem supostamente foi condenado por crime(s). Aqui assassinamos inocentes (pelo menos em 80% dos casos). MOTIVO: Falta de escolas? De oportunidades? Ausência de amparo familiar ? NÃO, NÃO E NÃO.
RESPOSTA: -I M P U N I D A D E- , pura e simplesmente, a menos que o ilustre missivista tenha respostas mais convincentes.
Li atentamente a matéria e me dei ao trabalho de fazer algumas contas (mesmo sendo ruim nisso). Segundo o presidente do TJ, são 92 os países que implementam a pena de morte. Somei, ainda, no período mencionado (2007 a 2012) a quantidade de executados nessas Nações: exatamente 3.087 pessoas (em 6 anos) ou, 514.6 execuções/ano, ou 42.8 execuções/mês, ou 1.4 execuções/dia.
De volta aos cálculos: No Brasil temos 56 mil assassinatos/ano, o que resulta em 4.666/mês, ou, 155,5 por dia, ou ainda 6,4 à cada hora.
Continuando: PAÍSES COM PENA DE MORTE, SOMADOS: 514.6 execuções/ano; 42.8 execuções/mês; 1.4 execuções/dia.
BRASIL (SEM PENA DE MORTE): 56.000 execuções/ano; 4.666 execuções/mês; 155,5 execuções/dia; 6,47 EXECUÇÕES/HORA.
RESUMO: EM 8 HORAS MATAMOS MAIS DO QUE TODOS OS PAÍSES, QUE TÊM PENA DE MORTE, JUNTOS EXECUTARAM EM 6 ANOS. Lembrando: AQUI NÃO TEMOS PENA DE MORTE . Será que não mesmo ? Quer mais? Lá mataram quem supostamente foi condenado por crime(s). Aqui assassinamos inocentes (pelo menos em 80% dos casos). MOTIVO: Falta de escolas? De oportunidades? Ausência de amparo familiar ? NÃO, NÃO E NÃO.
RESPOSTA: -I M P U N I D A D E- , pura e simplesmente, a menos que o ilustre missivista tenha respostas mais convincentes.
No brasil zinho, (onde vivem os nobres e doutos magistrados - nao da mais para os chamar de deuses) tudo esta maravilhoso... NO BRASIL REAL, ONDE EU E MINHA FAMILIA E DE MUITOS, TENTAMOS SOBREVIVER A CARNIFICINA DIUTURNA PROMOVIDA PELOS VERDADEIROS PELOTOES DE FUZILAMENTO A CEU ABERTO (traficantes, policiais, sentenças libertarias ...)
A familia vai bem, nao fosse a libertinagem promovida pelos tribunais, que ao reverso de protegerem o cidadao de bem gastam horrendas horas de buscas de brechas legais para libertarem e ainda indenizarem os fascinoras, os reais destruidores de nossas familias.
QUANTAS PESSOAS ESSES 2 BRASILEIROS IRIAM DESTRUIR COM A DROGA QUE CARREGAVAM.. COM CERTEZA NAO PENSARAM EM NENHUMA, O OBJETIVO ERA, COMO NO BRASIL DE HOJE, DESTRUIR VIDAS, DISTRIBUIR AMARGURA E PAVOR NA SOCIEDADE.
VIVA A PENA DE MORTE JA, ATE PARA OS CORRUPTOS E CORRUPTORES, PARA O JUDICIARIO LENIENTE... SALVEMOS O QUE RESTA DE NOSSAS FAMILIAS, DE NOSSA JUVENTUDE, DE NOSSO FUTURO.
Falência da família, naufrágio da escola...
ou ausência da justiça.
Alguns excertos para quem quiser estudar um pouco mais o assunto.
"Entre as causas do banditismo carioca, há uma que todo o mundo conhece mas que jamais é mencionada, porque se tornou tabu: há sessenta anos os nossos escritores e artistas produzem uma cultura de idealização da malandragem, do vício e do crime. Como isto poderia deixar de contribuir, ao menos a longo prazo, para criar uma atmosfera favorável à propagação do banditismo?"
[...]
"Não conheço um único bom livro brasileiro no qual a polícia tenha razão, no qual se exaltem as virtudes da classe média ordeira e pacata, no qual ladrões e assassinos sejam apresentados como homens piores do que os outros, sob qualquer aspecto que seja."
[...]
"Se levada mais fundo ainda, essa "revolução cultural" acabará por perverter todo o senso moral da população, instaurando a crença de que o dever de ser bom e justo incumbe primeira e essencialmente à sociedade, e só secundariamente aos indivíduos." lho.org/livros/bandlet.htm
http://www.olavodecarva
"No Brasil, a íntima colaboração entre a esquerda revolucionária e o banditismo, da qual já se viam amostras esporádicas desde os anos 30, começou a existir de forma mais organizada durante o regime militar, quando os terroristas adestrados em Cuba, na Coréia do Norte e na China passaram a transmitir seus conhecimentos de estratégia e tática da guerrilha urbana aos delinqüentes comuns com os quais compartilhavam o espaço no Presídio da Ilha Grande, RJ. Foi daí que nasceram as mega-organizações criminosas, o Comando Vermelho e depois o PCC." /semana/091016dc.html
http://www.olavodecarvalho.org
Com todo o respeito ao sr. presidente, vou começar por uma frase do seu texto: "mas o fato de sua interrupção em plena mocidade, apenas porque alguém drogado ou raivoso ou para roubar quis matar é algo que choca." O sr. diz "APENAS"??? Me transmite a sensação que nunca o sr. ou algum familiar seu passou pela situação de ser dominado e ter uma arma apontada para sua cabeça. Aliás, se o estado fosse eficiente, a população não desejaria "matar" os bandidos ou fazer justiça pelas próprias mãos. É justamente essa ineficiência que causa tal "clamor" E para mim, na verdade, o "clamor popular pela pena de morte não mostra a falência da família. Pelo contrário, mostra uma família querendo sobreviver, querendo viver em sociedade, o que não é permitido pelos marginais, por causa da violência. Como vou visitar meus parentes, se tenho medo de ser morto nas ruas? Acho, sim, que este sentimento demonstra a FALÊNCIA DO ESTADO, principalmente da segurança pública e da justiça, que acaba sendo também invadida por bandidos em seu meio. O penultimo parágrafo, então me apavora.... o sr. diz que todos tem direito à vida. E está correto. Mas nõs também temos, e viver é poder andar na rua usando relógios, alianças de casamento, poder andar de carro com o vidro aberto, poder sair à noite... isso também é viver, e nós tivemos estes direitos ceifados.
Não vou me alongar. Apenas indagar como um Presidente de um Tribunal de Justiça, como o de São Paulo, pode construir argumentos tão erráticos como o que o DD. Autor do artigo desenvolveu. Outra conclusão, portanto, sobre tal acúmulo de falsetes, não poderia ser pronunciada pelo Autor. O registro vocal se alterou pela natureza dos argumentos! Além do mais, certamente o Autor não leu a entrevista daquele que motivou o artigo escrito e foi sancionado pela pena de morte. Tal Cidadão JAMAIS se arrependeu do que fez, e sua Vida, relatada por quem o entrevistou, foi plena, repleta de fugas do estudo, do trabalho e da observância de princípios ÉTICOS. O que mais fez foi explorar sua Família, que nem recursos tinha para lhe proporcionar o que de melhor pode, antes que ele fosse executado. E nenhuma Família foi responsável pelos atos que decidiu em plena consciência praticar. Ao final, só se arrependia de NÃO TER SABIDO adequadamente preparar a dissimulação da droga que levava, a fim de não se apanhado por "um guardinha do aeroporto"! Tenho convivido com Auxiliares que vivem em Favelas. Seus Filhos são, hoje, médicos, economistas, contadores, técnicos de alto gabarito em Sistemas e psicólogos. Têm ou tiveram, sim, companheiros que preferiram OPTAR pelo crime e, vários, já morreram no crime. Mas ESSES a que me refiro SÃO DE DIGNAS FAMÍLIAS, que DIGNAS SE MANTIVERAM, e incapazes de se tornarem agentes de MARACUTAIS da ELITE do PODER e NENHUM DELES, por espírito corporativista, JAMAIS BUSCOU deixar de punir COLEGAS, que só foram sancionados porque, em boa hora, um EG. CNJ foi constituído e tem combatido alguns Magistrados e Tribunais que insistem em NÃO OBEDECEREM ao seu COMANDO. Artigo, portanto, lamentável e decepcionante, porque sem alicerce!
Felizmente para o pais alguns estudiosos e magistrados permitem que a educação formal que receberam e a leitura os tenha iluminado de forma que possam entender a complexidade da natureza humana e a necessidade da evolução da sociedade como parece ser o seu caso , conforme revela seu texto aqui estampado . Já observei que , por paradoxal que seja ( considerados os abusos do judiciário e do legislativo ) graças a DEus são estes segmentos que dizem as leis e as fazem cumprir ... Porque estivéssemos nas mãos dos homens comuns , os do tal "senso comum " ainda viveríamos sob a barbarie e a brutalidade que caracterizaram as épocas q precederam a atual , quando não havia leis ou os donos do poder se confundiam com a lei , como nos lembra a célebre frase "
O Estado sou eu "
De famoso soberano ...
Aliás , é quase inacreditável que em um saite especializado em direito como este , no qual presume-se q os leitore sejam operadores de direito ou , ao menos , estudiosos ou simpatizantes do assunto se encontrem tantas opiniões destituídas de argumentos jurídicos , que não só se assemelham a das pessoas menos escolarizadas e mais ignorantes como não parecem oriundas do cérebro mas sim de mais sentimentos !
Com todo o respeito ao Desembargador o qual destaca dois fundamentos formadores do Estado, família e religião, porém, os problemas do Brasil são estruturais e a responsabilidade de todos os problemas nacionais cabem quase exclusivamente aos Três Poderes, ao corporativismo fascista destrutivo e à burguesia, esta última além da omissão e exploração do trabalho e do estado contribui através de gananciosos delinquentes com o comércio de crimes e violências.
O êxodo rural com o incremento da industrialização do país a partir dos anos 1960 foi o pioneiro na promoção da violência nas grandes cidades e estados mais desenvolvidos. Depois os planos econômicos a partir do Governo Sarney e o total desinteresse pelo social massacrou a estrutura familiar a partir de desemprego massificado e a perda de autoridade dos arrimos de famílias quando o tráfico de drogas e crime organizado vinha tomando espaço já no Governo Figueiredo consolidando-se livremente no Governo FHC com o desemprego em massa e o abandono do social na desestruturação do sistema econômico e produtivo vigente até então. A ruína abateu milhões de famílias pela radical limitação do mercado de trabalho e a desqualificação dos trabalhadores da indústria acima dos 35 anos onde favoreceu o alastramento das ações das lideranças corporativas criminosas sobre os membros das famílias.
Os ensinos infantil até 2º grau públicas e a estrutura nada tem de educação racional. A proliferação de cursos superiores formadores de negociantes. O sistema de recrutamento em concursos e a corrupção. O governo paralelo. A falência da moral institucional.
Demonstra que pela dimensão e costumes regionais o sistema federativo presidencialista e o materialista estão destruindo os alicerces do país, progressiva e irreversível.
Penso que, se em razão da ação e omissão dos governos (não do Estado) e dos pais em falharem na educação dos filhos, e com isso o resultados é uma verdadeira fábrica de delinquentes matando, roubando, traficando e estuprando inocentes (só para ficar nos crimes mais graves), a pena de morte é penas um mal menor que pode diminuir o número de vítimas inocentes dos marginais. Quando falo isso imagino o seguinte cálculo matemático: um bandido morte é igual a dez pessoas de bem vivas.
O recrudescimento da violencia se deve tambem a falta de atuacao austera do Judiciario que, apesar de robustas provas, vemos decisoes complacentes com a bandidagem. Desta forma, as pessoas de boa indole tendem a nao colaborar com a Justica, pois sabem que bandidos perigosos estarao nas ruas praticando novamente seus delitos. O Judiciario precisa mudar de postura, parar com interpretacoes equivocadas e beneficas para com os delinquentes e aplicar a lei ipsis literis.
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