Diferentes gerações podem somar para o escritório de advocacia

Na coluna Minuto da Gestão desta semana, Mario Esequiel fala sobre diferenças culturais entre gerações. A natureza da prestação de serviços jurídicos faz com que o convívio entre gerações seja bastante latente, devido ao cenário de profissionais recém formados, advogados mais seniors e sócios da gerações X. Os diferentes grupos podem e devem somar para a organização. A geração X tem experiências de mercado, que devem ser compartilhadas com as gerações Y e Z. Esse jovens, por sua vez, além de serem criados em mundo multimídia, têm capacidade de desenvolver várias atividades simultaneamente, ansiedade de crescer e preocupação de assumir compromissos. É ideal identificar as qualidades de gerações e encontrar oportunidades para que o convívio harmonioso gere bons resultados.

Mario Leandro Campos Esequiel

é consultor e sócio-fundador da BÓREA - Consultoria especializada em Gestão de Escritórios de Advocacia, autor do livro "Gestão Eficiente de Escritórios de Advocacia", professor, palestrante e fundador do Grupo de Excelência de Administração Legal do Conselho Regional de Administração de SP.

Citoyen disse:
13 de maio de 2015 às 13:39

Parabéns ao entrevistado. Um pronunciamento inteligente e apreciável. Tenho notado o que falta, em muitos escritórios, relativamente à sua composição profissional. Sim, os jovens são curiosos, ousados, criativos, audaciosos. Os menos jovens podem guardar os mesmos atributos, mas apresentam dois vetores muito importantes: reflexão e prudência. __ chamado certa vez, a analisar uma linha defesa num processo de execução fiscal, encontrei um belo trabalho, bem elaborado sob o enfoque fiscal, e uma prova robusta documental, mas documentalmenta analisada. __resolvi, no entanto, buscar a verdade real, que evaporava dos documentos, até certo ponto impecáveis. __ o que encontrei? __ muitas coisas, a saber: 1) o executado era um administrador de uma sociedade; 2) todavia, não só não participara da assembléia em que houve a honrosa dignificação, como não firmara o ata, o chamado "process verbal" da assembléia; 3) jamais tomou posse na função para a qual fora eleito. __ daí, a premissa básica da verdade documental se desfez: porque jamais foram administrador. __ como? Por que? __ porque a lei, minha gente, dispõe que o administrador deve tomar posse em trinta dias. __ fomos à junta comercial. __ jamais foi arquivado um ato, sequer, de posse. __ resultado, a belíssima peça de impugnação, bem elaborada, deixou de considerar um vetor jurídico indispensável para a tipificidade da norma legal de execução de um administrador. __ "last but not least", que tal verificarmos quem era o representante da empresa perante a receita federal? __ ah, era exatamente um dos que assinou a ata, mas jamais comunicou, pela evidência, ao "eleito" sua eleição! __ faltou reflexão sobre tipificação e prudência!

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