Comissão avaliadora pode eliminar do sistema de cotas candidato que não tem aparência de afrodescendente, mesmo que ele se autodeclare negro ou pardo, desde que conste no edital do concurso. Esse foi o entendimento da 3ª Turma do Tribunal Regional da 4ª Região ao negar pedido de liminar de uma farmacêutica excluída de programa de políticas raciais, em certame para a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares.
A moradora de Pelotas (RS) concorreu na modalidade destinada exclusiva para autodeclarados negros ou pardo. No entanto, foi eliminada pela Comissão Avaliadora por não apresentar características étnicas afrodescendentes. Ao analisar a fotografia tirada no momento da entrevista de confirmação da autodeclaração, os julgadores constataram o suposto abuso.
A candidata impetrou agravo de instrumento na corte após ter a liminar que solicitava sua recondução ao concurso negada pela 2ª Vara Federal de Pelotas.
Na decisão, o relator do processo, desembargador federal Ricardo Teixeira do Valle Pereira, esclarece que “sendo o edital do concurso claro ao adotar o fenótipo, e não o genótipo (composição genética, independentemente da aparência), para a análise do grupo racial, não resta demonstrada arbitrariedade na decisão da comissão”. O mérito do caso ainda vai ser analisado pelo juiz de primeira instância.
Entendimento do STF
Tanto o magistrado de 1º grau quanto o de 2º instância proferiram suas decisões baseados num entendimento do Supremo Tribunal Federal tomado em outubro do ano passado.
Ao considerar constitucional a política de cotas da Universidade de Brasília (UnB), os ministros deixaram claro que a avaliação da banca deve ser realizada por fenótipo e não por ascendência, uma vez que o preconceito e a discriminação existentes na sociedade não têm origem em diferenças de genótipo humano, mas em elementos fenotípicos de indivíduos e grupos sociais.
A corte ressaltou que a verificação deve ser feita após o candidato ter entregue a autodeclaração, isto para coibir a classificação racial por terceiros. Com informações da Assessoria de Imprensa do TRF-4.
Clique aqui para ler a decisão.
5030297-28.2015.4.04.0000/RS

Talvez vai cair a ficha que esse sistema de cotas inventado pelos simpatizantes da extrema esquerda não passa de mais um sistema que diferencia seres humanos pela cor da pele, coisa que existia a mais de cem anos atrás, e foi abolido, o correto seria aplicar cotas de acordo a condição financeira, seria simples e menos racista.
Meu estômago se "embrulha" quando leio que isto está acontecendo no Brasil...
Penso que uma cota mais justa seria por questão financeira apenas.
O Sr. acredita que tem candidato se submetendo a bronzeamento artificial para ter uma pele mais "morena"???
Não se espante se houver alguém que pretenda ser um "Michael Jackson" ao inverso; em vez de desejar o clareamento de pele, buscar os efeitos da alta concentração de melanina e construção de feições mais acentuadas.
Sim, está acontecendo no Brasil! Em quem tem dinheiro para bronzeamento artificial, não pode ser considerado tão carente assim, não é mesmo???
O raciocínio utilizado é tão contraditório que não há como ser sequer compreendido. Vamos começar pelo básico. A palavra "afrodescendente" quer dizer "descendente de africanos", certo? Na África, há países de maioria branca, tais como Egito, Marrocos, Tunísia, Argélia, Líbia, etc. Então, pelo raciocínio aplicado, alguém que seja descendente de familiares de um país africano, mas não seja "escuro" não é "afrodescendente"! Dá para entender?
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