Chapa de Marcos da Costa muda atual formação da OAB-SP

O chapa da situação para concorrer à Ordem dos Advogados do Brasil de São Paulo, encabeçada pelo atual presidente da seccional, Marcos da Costa, foi registrada nesta terça-feira (6/10). O número da chapa "Trabalho pela Advocacia" nas urnas será 11. O documento que formaliza a participação do grupo que disputará a continuidade à frente da gestão da entidade traz mudanças em relação à administração atual.

Reprodução

Marcos da Costa busca a reeleição como presidente da OAB de São Paulo.
Divulgação

Na nova formação, Ivette Senise Ferreira, atual vice-presidente, dá lugar a Fábio Romeu Canton Filho, atual presidente da Caixa de Assistência dos Advogados de São Paulo (Caasp).

Caio Augusto Silva dos Santos se mantém como secretário-geral, mas Gisele Fleury Lemos, atual diretora da Caasp, passa ao posto de secretária-geral adjunta.

Ricardo Luiz de Toledo Santos Filho, atual conselheiro da OAB-SP, é apontado como tesoureiro da nova chapa, cargo que, atualmente, pertence a José Maria Dias Neto.

Como conselheiros federais, a chapa traz os advogados Carlos José Santos Silva (o Cajé, presidente do Centro de Estudos das Sociedades de Advogados); Guilherme Batochio; Marcia Melare; Luiz Flávio Borges D'Urso; Arnoldo Wald; e Aloisio Lacerda Medeiros. E entre seus conselheiros seccionais, Marcelo Knopfelmacher, presidente do Movimento de Defesa da Advocacia (MDA).

Mudanças organizacionais
Se comparada à atual equipe de conselheiros da OAB-SP, a chapa de Marcos da Costa teve 45% de seus componentes alterados. Dos 75 conselheiros anunciados, 24 não estão na atual composição e dez eram suplentes. Dos concorrentes que não eram conselheiros, 30% são mulheres e 50% vêm de cargos diretivos das subseções, ou seja, são secretários, diretores ou presidentes.

Os conselheiros que eram suplentes e concorrem a uma vaga efetiva são: Adriana Galvão Moura Abilio; Aleksander Mendes Zakimi; Aluisio de Fátima Nobre de Jesus; Clemencia Beatriz Wolthers; Eder Luiz de Almeida; Fábio Guedes Garcia da Silveira; Fernando Calza de Salles Freire; José Roberto Manesco; Luiz Augusto Rocha de Moraes e Wudson Menezes Ribeiro.

Confira os componentes que não atuam como conselheiros nesta gestão são novos integrantes:

  • Alceu Batista de Almeida Júnior
  • Aldimar de Assis
  • Andrea Lupo
  • Antonio Carlos Caruso
  • Carlos Simão Nimer
  • Clarice Vaitenukas Arquely
  • Dênis Domingues Hermida
  • Fabio de Souza Santos
  • Fabio Guimarães Correa Meyer
  • Fabio Picarelli
  • Flavia Cristina Piovesan
  • Hermes Barrere
  • Ivan da Cunha Sousa
  • José Maria Dias Neto
  • Luiz Flávio Filizzola D'Urso
  • Marcelo Knoepfelmacher
  • Mario de Oliveira Filho
  • Maristela Basso
  • Renata de Carlis Pereira
  • Renata Soltanovitch
  • Severino José da Silva Filho
  • Silvia Regina Dias
  • Sonia Maria Pinto Catarino
  • Tayson Soffener Berlanga

Clique aqui para acessar a chapa de Marcos da Costa

Brenno Grillo

é jornalista.

Marcos Alves Pintar disse:
06 de outubro de 2015 às 23:40

Como vem ocorrendo há vários anos, a eleição já começa desorganizada. Marcos da Costa e seu grupo estão fazendo campanha há mais de três anos. Usam o Jornal do Advogado, o site institucional da Ordem e tudo o mais para se promoverem, ao passo que a todo momento estão bajulando autoridades e os violadores das prerrogativas da classe, negociando apoio. Por debaixo do pano, perseguiram opositores via Tribunal de Ética, ao passo que acobertaram aliados da mesma forma. Idem em relação às comissões de prerrogativa. Aliado recebe um tratamento, opositor outro. Estão com a faca e o queijo na mão, mais uma vez. A oposição, novamente, mostra-se desorganizada e dividida. Deveriam impugnar a chapa de Marcos da Costa por abuso de poder político e econômico visando à reeleição, mas temendo pelas represálias (Marcos da Costa possui apoio de 100% dos magistrados, membros do Ministério Público e autoridades) ficam calados, mostrando inaptidão para a nobre função antes mesmo da disputa começar. Para piorar, de cada 100 advogados que temos no Estado de São Paulo uns 10 ou 12 são advogados de verdade. A esmagadora maioria são concurseiros somente inscritos na Ordem, que não exercem a atividade e pouco se importam com os destinos da profissão. No momento de votar, vão dar o voto a quem as autoridades mandar, e nesse caso os votos vão para Marcos da Costa. Nós advogados somos minoria. Agora, com o início da campanha vai começar o mar de demagogia. Vão discutir as bobagens mais banais e insignificantes, e deixar de lado os problemas da advocacia. Mera repetição do que vem ocorrendo há duas décadas. Tudo vai de mal a pior.

Marcos Alves Pintar disse:
07 de outubro de 2015 às 00:31

A advocacia brasileira nunca esteve tão acuada quanto agora. Mesmo na época da Ditadura nunca se viu uma situação tão difícil, justamente porque naquela época a OAB era ativa na defesa da classe, enquanto hoje está a serviço de seus dirigentes tão somente. Até há alguns anos, era o advogado anônimo quem pagava o pato. O advogado singelo de correntistas que tiveram o dinheiro roubado pelo Estado, o advogado trabalhista ou previdenciário, enfim o advogado mais comum, já era tratado como lixo. Marcos da Costa e o grupo que o antecedeu nunca se preocuparam com a proletarização dessa categoria de advogados. A violação às prerrogativas da advocacia e o desrespeito à classe se tornaram algo comum. Milhares ingressaram na profissão atuando sem nenhuma ética, por vezes exercendo uma atividade predatória por sobre os verdadeiros advogados, e nada foi feito. Tudo o que interessa à classe como um todo foi negligenciado. E, como se esperava, a deterioração chegou às grandes bancas e aos advogados "medalhões". Hoje, qualquer um, mesmo sendo um bandido, acusa qualquer advogado de qualquer coisa, e a OAB nada faz. Em se tratando de advogado, toda acusação é verdadeira. Não sobrou nada. Advocacia grande e pequena agora estão no mesmo barco, massacradas da mesma forma pelos abusos estatais e pela desorganização da profissão. Hoje, ninguém quer mais pagar advogado, pois de qualquer forma o juiz vai decidir da forma que interessa para ele magistrado e seu grupo. O advogado é o mesmo que nada. Não tem influência, nem apoio institucional. Está sozinho no mundo à mercê da própria sorte, desvalorizado e desmotivado enquanto o abuso estatal chegou a um nível jamais visto. Estamos no fundo do poço, literalmente, e ainda vamos reeleger o grupo que fomentou nossa destruição.

Ariosto Moreira da Rocha disse:
07 de outubro de 2015 às 08:01

Não adianta mudar chapa, é necessário mudar as atitudes, OAB deixou de representar o interesse da sociedade e dos Advogados, defendem um exame que aplica que só serve para enriquecer seus Dirigentes.

Ariosto Moreira da Rocha disse:
07 de outubro de 2015 às 08:01

Não adianta mudar chapa, é necessário mudar as atitudes, OAB deixou de representar o interesse da sociedade e dos Advogados, defendem um exame que aplica que só serve para enriquecer seus Dirigentes.

Abravanel disse:
07 de outubro de 2015 às 10:08

Por Deus, sempre os mesmos nomes, as mesmas ladainhas...

Caio Arantes - www.carantes.com.br disse:
07 de outubro de 2015 às 10:26

Com todo respeito à chapa de Marcos da Costa e sua atual gestão, sabemos que a Advocacia necessita urgentemente de um ferrenho e nato defensor das prerrogativas. Os abusos são inúmeros e frequentes, alcançando patamares inacreditáveis.
Por isso, sob meu ponto de vista, é uma pena que pessoas como Ricardo Toledo e Mario de Oliveira Filho fiquem com as funções que lhes foram designadas.
Garantia e imposição das Prerrogativas já!

Eduardo. Adv. disse:
07 de outubro de 2015 às 11:02

Analisando os nomes divulgados pela lista, vemos que uma grande quantidade dos postulantes aparece, com muita frequência, em eventos promovidos pela OAB e são considerados, inclusive, "palestrantes profissionais" . Considero que há o uso indevido da ações e das ferramentas institucionais.
Em outra subseção, salvo engano, em reuniões promovidas pela situação estão sendo distribuídos brindes, "calendários" . Os outros não podem, mas quem tem a "caneta" faz!

PAULO FRANCIS disse:
07 de outubro de 2015 às 16:31

Nada. Família D"Urso em peso. O compadrio continua. Só nomes dos gloriosos.
Alguns rebaixados para suplente.
Raras exceções dão peso a este Conselho.
O pior é o continuísmo. Isto de certa forma me incomoda, pois sou pela alternancia do poder, razão pela qual a reforma do Estatuto aumentou o mandato para 3 anos.
Espero que a classe acordo a tempo.

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