OAB programa campanha para melhorar imagem da advocacia

A Ordem dos Advogados do Brasil vai lançar uma campanha para esclarecer a sociedade brasileira sobre o real papel dos advogados. A iniciativa foi aprovada pelo colégio de presidentes de seccionais da entidade, durante reunião nessa quinta-feira (12/5), em Brasília. Na ocasião, o presidente do Conselho Federal da OAB, Claudio Lamachia, disse que a advocacia tem sido atacada todos os dias de forma inaceitável. Na avaliação dele, a campanha é necessária.

“Por incrível que pareça, muita gente desconhece o significado do papel do advogado. Precisamos desenvolver uma campanha com esclarecimentos sobre nossa atividade, o que significa nossa profissão como atores do processo judicial e representantes da sociedade”, afirmou.

Felipe Santa Cruz, presidente da seccional da OAB no Rio de Janeiro, destacou que a campanha deve focar não apenas a valorização da advocacia, mas também contra a criminalização da atividade, como em questões de honorários, por exemplo. “A luta pela valorização pode se tornar a marca da atual gestão.”

Marcos da Costa, da OAB de São Paulo, ressaltou que a campanha é salutar. Fernanda Marinela, de Alagoas, defendeu também uma política clara de atuação na defesa das prerrogativas, com etapas a serem cumpridas, em um movimento maior.

Leonardo Campos, da seccional de Mato Grosso, sugeriu que a campanha seja lançada em agosto, mês do advogado. Já Paulo Maia, da seccional da Paraíba, ressaltou que a advocacia tem mudado nos últimos anos, com ingresso de muitos novos colegas, então a campanha precisa incentivar os advogados também a se valorizarem, principalmente em questões de baixa remuneração e contratos de associado.

Para Leonardo Accioly, vice-presidente da seccional de Pernambuco, o advogado tem cada dia mais sendo aviltada e criminalizada, por isso a importância da campanha. “Observamos que a defesa da liberdade profissional e a valorização da classe são lutas de grandes dificuldades. Temos que reagir a abusos e ao desprestígio”, defendeu.

Mansour Karmouche, da OAB-MS, afirmou que a sociedade tem que enxergar a Ordem dos Advogados do Brasil como defensora da sociedade. “A campanha deve demonstrar o quanto a OAB tem sido importante nos momentos sensíveis da sociedade. Todo esse conjunto serve para demonstrar pra sociedade importância da instituição.”

Luiz Viana, da Bahia, disse que a iniciativa é oportuna e importante. Tiago Diaz, da OAB do Maranhão, ressaltou que a advocacia passa por grave crise. Tanto Walter Ohofugi, da seccional do Tocantins, e Homero Mafra, da seccional do Espírito Santo, parabenizaram a criação da campanha. Paulo Brincas, de Santa Catarina, sugeriu três abordagens para a campanha: criminalização da advocacia, fiscalização da atividade profissional e honorários.

Ricardo Breier, do Rio Grande do Sul, disse que a campanha tem que mostrar que a cidadania é também atendida pela advocacia. Chico Lucas, presidente da seccional do Piauí, alertou que a OAB tem que combater a violação das prerrogativas.

O membro honorário vitalício Reginaldo Oscar de Castro ressaltou que é fundamental que a instituição reaja à violência e a comportamentos abusivos contra advogados. “É preciso um trabalho no sentido do convencimento da sociedade e das autoridades quanto ao exercício da advocacia.” Com informações da Assessoria de Imprensa da OAB. 

Iludido disse:
13 de maio de 2016 às 10:46

Meus Deus, como a prática é distante da teoria! Juiz não gosta de advogado que não faz acordo. Não gosta de advogado que demonstra bom conhecimento da matéria tratada em debate. Gosta de humilhar o advogado por hábito romano. Infeliz do advogado que vive só da justiça sem garantia de sobrevivência. Agora, um caso concreto: O fulano fala e nem pede ao juiz que está com novo advogado. O juiz imediatamente afasta este advogado (sem padrinho, é claro!) e lhe causa prejuízo dos honorários (sucumbência) que não precisaria ser cobrado em outra ação não, pois, não receberá jamais mesmo se vencer o pedido judicial há menos de 20 anos. Você sabe disso! Enfim, hoje, evitar a justiça é um grande investimento.

VASCO VASCONCELOS -ANALISTA,ESCRITOR E JURISTA disse:
13 de maio de 2016 às 11:56

Por Vasco Vasconcelos, escritor jurista.
Quero louvar a feliz iniciativa da colenda OAB, pela fantástica ideia de lançar em breve uma campanha para melhorar a imagem da advocacia. A palavra advogado é derivada do latim, advocatus. Segundo o dicionário Aurélio, advogado é o “bacharel em Direito legalmente habilitado a advogar, i. e., a prestar assistência profissional a terceiros em assunto jurídico, defendendo-lhes os interesses, ou como consultor, ou como procurador em juízo”. Há três anos, durante o lançamento do livro “Ilegalidade e inconstitucionalidade do Exame de Ordem” do corregedor do TRF da 5º Região, des. Vladimir Souza Carvalho, afirmou que exame da OAB é um monstro criado pela OAB. Disse que nem mesmo a OAB sabe do que ele se trata e que as provas, hoje, têm nível semelhante às realizadas em concursos públicos para procuradores e juízes. “É uma mentira que a aprovação de 10% dos estudantes mensure que o ensino jurídico do País está ruim. Não é possível falar em didática com decoreba”, completou Vladimir Carvalho. Se a missão da colenda OAB é cumprir a CF, respeitar os direitos humanos, então, vamos respeitar o direito ao trabalho, o livre exercício profissional, enfim os direitos sociais. A Lei n. 13. 270 de 13. 04. 2016 determinou às universidades emitirem: Diploma de Medico e não bel. em medicina. Todos são iguais perante a lei. Tratamento igualitário para os escravos contemporâneos da OAB, em respeito ao Princípio Constitucional da Igualdade exigimos Diploma de Advogado. Quem forma em medicina é medico; em psicologia é psicólogo; em administração é administrador; em engenharia é engenheiro; em direito é sim advogado. Onde está responsabilidade social da OAB? Menos muros. Mais pontes. Já não escravos. Mas irmãos. PAPA FRANCISCO.

O IDEÓLOGO disse:
13 de maio de 2016 às 15:53

O advogado diz Roberto A. R. de Aguiar, "Vive contradições e paradoxos que dificultam o enfrentamento profissional do mundo. Grande parte dos advogados é pobre, mas tem de viver segundo padrões materiais e sociais consentâneos com a imagem que os advogados pensam que a sociedade tem deles. Esse problema pode gerar vidas difíceis e tensas, sempre esperando que uma grande causa venha iluminar suas vidas e decretar sua aposentadoria gloriosa. Os profissionais que têm esse entendimento encastelam-se no individualismo, até mesmo para esconder suas carências e não participar dos movimentos reivindicatórios e das lutas por novos direitos da classe a que pertencem. Conseguem com isso implementar uma dupla alienação: a do desconhecimento do Direito vivo e a da não participação na consciência e nas lutas de sua classe. É um exemplo de ausência de "consciência para si" (in "A Crise da Advocacia no Brasil, p. 140).

O IDEÓLOGO disse:
13 de maio de 2016 às 15:59

O advogado atua conforme a Lei. Mas esse comportamento no estágio atual de desenvolvimento social, não basta. A sociedade brasileira quer, também, uma atuação ética. Fica, porém, difícil conviver com a existência de leis contraditórias e antiéticas, com a existência de profissionalismo ético. Se é feita a defesa da ordem jurídica é antiético; se não a defende, também.

PLS disse:
13 de maio de 2016 às 22:58

Vai sair uma matéria na TV... primeiro aparece o vídeo do acusado recebendo um monte de propina. Na sequência, aparece o advogado do corrupto dizendo: - meu cliente é inocente, jamais faria o que dizem... vou provar no processo!
Advogado bom é advogado calado!!! Se joga fora e junto toda a categoria!!! Enquanto continuar acontecendo isso, não tem campanha que dê certo!!!

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