Wadih Damous diz que bancada petista vai questionar Moro no CNJ

Um grupo de parlamentares da base governista pretende entrar, até segunda-feira (21/3), com uma representação disciplinar contra o juiz Sergio Moro no Conselho Nacional de Justiça. O motivo é a divulgação de grampos telefônicos envolvendo a presidente Dilma Rousseff. O deputado federal Wadih Damous (PT-RJ) afirmou que o juiz federal cometeu uma "gravíssima ilegalidade" e deverá responder por isso. 

O deputado, que também foi presidente da OAB-RJ, reconhece que o juiz pode quebrar o sigilo do processo, mas considera uma violação da lei quebrar o sigilo de ligação telefônica. “Se na captação de conversas estiver envolvido alguém, como é no caso a presidenta Dilma Rousseff, com foro especial, ele não pode divulgar isso. Ele tem que remeter imediatamente os autos ao Supremo Tribunal Federal”, disse.

“Em diversos aspectos a operação ‘lava jato’ se desvirtuou. Ela saiu do seu caminho original para se tornar num circo midiático e de perseguição seletiva, como se a corrupção tivesse sido fundada por um segmento. E como se outras pessoas, diversas vezes citadas em delações, fossem blindadas. A essas não cabe investigar, pra essas não há vazamento, essas são protegidas. Quanto aquelas, a dureza da lei. Isso não pode e é inaceitável”, afirmou.

Giselle Souza

é repórter do Anuário da Justiça.

Fernando Martines

é repórter da revista Consultor Jurídico.

Daniel disse:
18 de março de 2016 às 14:19

Conjur deveria divulgar o nome dos deputados que farão a ação..depois deixa que as urnas darão as respostas.

alvarojr disse:
18 de março de 2016 às 14:47

A presidente (ou presidentA como a chamam seus asseclas) não era investigada, portanto, não há ilegalidade na interceptação da conversa. Ademais, caso essa interceptação em particular venha ser considerada ilegal, há que se ressalvar que se trata de apenas UM meio de prova e que as fartas provas das inúmeras falcatruas da camarilha de Wadih Damous (a turminha do punho cerrado) são essencialmente documentais. Todos já sabiam que o sítio de Atibaia e o Tríplex do Guarujá pertencem ao Brahma ainda que formalmente pertençam a laranjas deste.
Chega a ser divertido assistir a agonia dessa quadrilha de estudantes que não estudam, intelectuais que não pensam e sindicalistas que não trabalham enquanto o poder lhes escapa das mãos.
Contudo, não dá para fica acampado na Paulista ou em frente ao Congresso indefinidamente. É preciso dar um basta na desfaçatez desses "burgueses do capital alheio" de um vez por todas e seguir em frente.
Logo, a (ainda que divertida) agonia da clePTcracia precisa ter um fim o mais breve possível.
P.S. Certamente essa nova chicana terá tanto êxito quanto a a suspeição do ministro Augusto Nardes, afinal, como disse o ministro Joaquim Barbosa ao procurador do cardiopata condenado na AP 470 que não conseguiu nem aposentadoria por invalidez por causa disso, "A República não pertence à sua grei".
Álvaro Paulino César Júnior
OAB/MG 123.168

João Ricardo 1 disse:
18 de março de 2016 às 15:29

O advogado em questão, como foi amplamente noticiado à época, somente assumiu o cargo com a missão expressa de servir à tropa de choque petista pq nem votos próprios pra se eleger teve:
http://veja.abril.com.br/blog/radar-on-line/partidos/wadih-damous-e-os-juristas-para-atacar-a-lava-jato/

Fernando José Gonçalves disse:
18 de março de 2016 às 15:32

Que esse cidadão tenha nos "representado" e hoje "represente" o povo no Congresso Nacional. Pela simples afirmação no final da coluna já se percebe a pequenez da sua capacidade cognitiva e reflexiva a par da impregnação político-partidária de que está contaminado.
Prezado deputado, ninguém está querendo punir o PT ou só o PT e aliados. NÃO! Queremos é ver todo corrupto preso, seja ele de qual partido for. Não me consta ter lido nos infindáveis comentários, desde que esse escândalo se atrelou ao rabo do outro (Mensalão) algum opinante defendendo os outros partidos ou alguém inscrito em seus quadros (tidos como de oposição ou os nominados "coxinhas" como ficaram conhecidos). A luta é apartidária, é pela moralidade, pela preservação das Instituições, pela dignidade política, em prol de um país melhor, mais justo, onde o dinheiro não seja desviado de hospitais, segurança e infra-estrutura para os bolsos dos corruptos e seus amigos. Não se atira contra essa ou aquela agremiação. O senhor está redondamente enganado se efetivamente pensa assim (coisa que não acredito). Se há alguma diferença entre o PT, aliados e os outros partidos do segundo grupo ela se situa no único fato de que apesar de "todos eles (partidos) terem roubado até cansar, o PT infelizmente não se cansou de roubar" e, evidentemente, quanto maior a rapinagem e a exposição de tempo no estado de ilicitude, maior a probabilidade de ser pilhado na empreitada (o que ocorreu com o PT de Lula). Já a seletividade de vazamentos é natural, sempre que alguém está na berlinda. Não se pode falar de Lula, separando-o do PT, isso é simplesmente impossível.

Ricardo disse:
18 de março de 2016 às 20:57

Quem quiser preservar sua intimidade não deve entrar na política! O povo tem o direito de saber o que os seus representantes eleitos estão fazendo! Mandato não é cheque em branco para a prática de falcatruas! Não tentem inverter a situação: investigados não são o juiz, os procuradores e a PF, mas sim políticos que desonraram os seus mandatos e quebraram a confiança neles depositada pelo povo. O Maluf até hj nega que tenha dinheiro no exterior. Pelo jeito fez escola ...

Valdecir Trindade disse:
19 de março de 2016 às 12:28

Vi o comentário do colega Alvarojr. Magnifico. Em poucas palavras disse tudo. Me permito transcrevê-las: "Chega a ser divertido assistir a agonia dessa quadrilha de estudantes que não estudam, intelectuais que não pensam e sindicalistas que não trabalham enquanto o poder lhes escapa das mãos."
Não é preciso dizer mais nada. Só quero saber quando a CNBB vai tomar uma posição!

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