OAB cobra informações de Moro sobre grampo em escritório

O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil enviou um ofício ao juiz Sergio Moro requerendo informações sobre a interceptação dos telefones do escritório Teixeira, Martins e Advogados durante a operação “lava jato”. A entidade também criou um grupo de trabalho para colher informações sobre a questão, após o caso denunciado pela revista eletrônica Consultor Jurídico.

A OAB pretende levantar dados em todo o país “com vistas a verificar o cumprimento da Lei 8.906/94 (Estatuto da Advocacia e da OAB), em especial no que diz respeito à garantia de que trata o seu artigo 7º, II”, que garante a inviolabilidade de sua correspondência telefônica. O documento enviado à 13ª Vara Federal de Curitiba é assinado pelo presidente do Conselho Federal da Ordem, Cláudio Lamachia.

Segundo Lamachia, a gravação de advogados e clientes é inaceitável. "A Ordem quer combater a impunidade e a corrupção. Defendemos a celeridade processual, mas não se pode pensar em combater o crime cometendo outro crime. Não podemos defender o combate à corrupção permitindo que isso seja feito ferindo a Constituição Federal", afirma o advogado.

Reportagem da ConJur revelou que as investigações contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva gravaram telefonemas de 25 advogados de escritório que defende o petista. O Ministério Público Federal pediu que o juiz federal Sergio Fernando Moro incluísse o telefone central do Teixeira, Martins e Advogados como se fosse da Lils Palestras, Eventos e Publicações, empresa de palestras do ex-presidente. Com essa artimanha, foram grampeadas conversas de todos os advogados que usaram a linha, o que pode ter atingido 300 clientes do escritório em mais de cem horas de ligações.

Procuradores da República negam irregularidades, dizem que transcrições das escutas não entraram nos autos e alegam que encontraram o telefone em um site. O MPF chegou a criticar publicamente o site por divulgar a notícia, mesmo sem apontar qualquer erro nela. O Conselho Federal da Ordem classificou as interceptações como inadmissíveis.

O grupo formado pela OAB para estudar e adotar as medidas cabíveis em face das violações às prerrogativas profissionais envolvendo interceptações telefônicas de advogados será composto pelo secretário-geral adjunto Ibaneis Rocha, pelos presidentes seccionais Felipe de Santa Cruz (RJ), José Augusto Araújo de Noronha (PR) e Marcos da Costa (SP), além dos conselheiros federais Cássio Lisandro Telles (PR); Daniel Fábio Jacob Nogueira (AM); José Maurício Vasconcelos Coqueiro (BA); e Roberto Charles de Menezes Dias (MA).

Clique aqui para ler o ofício.

Marcos de Vasconcellos

é chefe de redação da revista Consultor Jurídico.

Bruno César Cunha disse:
22 de março de 2016 às 08:39

Entendi direito? OAB cobra informações? Que informações?
Houve grampo ilegal de pelo menos 25 advogados e a OAB que informações?
Essa é a OAB covarde e golpistas tomada pelos interesses dos barões da advocacia que lá estão.
Ao invés de combater os desmandos desse violador de direitos e garantias constitucionais, prefere solicitar informações.
OAB NÃO ME REPRESENTA!

Bruno César Cunha disse:
22 de março de 2016 às 08:39

Entendi direito? OAB cobra informações? Que informações?
Houve grampo ilegal de pelo menos 25 advogados e a OAB que informações?
Essa é a OAB covarde e golpistas tomada pelos interesses dos barões da advocacia que lá estão.
Ao invés de combater os desmandos desse violador de direitos e garantias constitucionais, prefere solicitar informações.
OAB NÃO ME REPRESENTA!

Advocacia Costa Alves disse:
22 de março de 2016 às 12:50

Como é amplamente de conhecimento público Roberto Texeira é amigo pessoal, possui laços de afetividade com o seu compadre Lula, este senhor hoje é um risco democracia, a independência, a separação dos poderes e ao Estado Democrático Direito. O Dr. Roberto Teixeira abriu todas as empresas do Lula e de sua família e informou o telefone do seu escritório no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas - CNPJ da Receita Federal do Brasil, não pode advogados utilizarem o nome e prestígio da OAB para defender-se das suas relações altamente explosivas e contrárias ao Código de Ética da Advocacia. uebra do sigilo telefônico de famoso escritório de advocacia. Ainda por o Dr. Roberto Teixeira, um nobre colega advogado que merece todo nosso respeito admiração, todavia, o compadre e conselheiro de uma figura ilustre, agiu de forma amadora, colocando o seu próprio sigilo profissional, seu escritório e de seus clientes em risco, ao agir de forma pouco usual, informou o seu próprio telefone no procedimento de abertura da LILLS e de outras empresas pertencente a Lula e sua família, perante Receita Federal no Cadastro do CNPJ, ficando assim exposto a determinadas medidas de averiguações administrativas e judiciais. É lamentável contribuiu para o caso ocorrido, que possamos nós advogados aprendermos com esta situação. Lição esta que serve inclusive aos nossos líderes da advocacia paulista, carioca e nacional.

João Ricardo 1 disse:
22 de março de 2016 às 13:34

que o telefone informado da LILS "palestras" é o mesmo do escritório do compadre dele. A OAB deveria apurar se isso é ético...

Marcos Alves Pintar disse:
22 de março de 2016 às 14:10

Moro deve estar morrendo de medo...

Eduardo. Adv. disse:
22 de março de 2016 às 14:37

Diante de fatos que levam a considerar a situação de confusão sobre o telefone grampeado (era privativo do escritório ou era compartilhado com a empresa investigada), a OAB fez o certo. Pediu esclarecimentos sobre a circunstâncias. Se houvesse direito líquido e inquestionável (não houvesse dúvida alguma sobre o uso privativo do número do terminal), concordaria... A OAB teria pisado em falso. Mas fez o correto: pediu esclarecimentos. Contraditório amplo e antecipado antes de qualquer avanço.
Está certa, OAB! Peça informações e certifique-se de que há fumaça de bom direito.
Para quem tem dúvida: http://www.conjur.com.br/2016-mar-17/25-advogados-escritorio-defende-lula-foram-grampeados

Thiago R. Pereira disse:
22 de março de 2016 às 15:22

Colacionando trecho do texto destacado pelo ilustre e coerente professor Lênio Streck, ilustra-se o antigo (e atual, analogicamente) posicionamento da CFOAB:

"No dia 7 de abril de 1964, o Conselho Federal da OAB realizou uma reunião ordinária. Era a primeira após o golpe de Estado que depusera alguns dias antes o presidente João Goulart. A euforia transborda das páginas da ata que registrou o encontro. A euforia da vitória, de estar ao lado das forças justas, vencedoras. A euforia do alívio. Alívio de salvar a nação dos inimigos, do abismo, do mal. Definindo todos os conselheiros como “cruzados valorosos do respeito à ordem jurídica e à Constituição”, o então presidente da Ordem dos Advogados do Brasil/OAB, Carlos Povina Cavalcanti, orgulhoso, se dizia “em paz com a nossa consciência”.

Fernando José Gonçalves disse:
22 de março de 2016 às 15:56

Até o telefone da LILS é de amigos (no caso, do próprio advogado). Na Inter é da LILS. Na prática é do "adevo".
Está explicado ou é preciso desenhar ?

Marcos Alves Pintar disse:
22 de março de 2016 às 16:01

A Ordem dos Advogados do Brasil se encontra hoje completamente desmoralizada. Nem mesmo o porteiro de cemitério teme a OAB, e absolutamente NINGUÉM no Brasil se preocupa com prerrogativas de advogados pois sabem que quando "a coisa engrossar" os proprietários da Ordem vão transigir. Toda a atuação da Ordem é voltada apenas a preservar o próprio poder interno. Para isso, seus proprietários lançam mão de toda espécie de expediente, mas nunca batem de frente com autoridades. Contrariar o juiz Sérgio Moro seria algo completamente impensável. No final, como já aconteceu inúmeras vezes, a OAB irá adotar algumas poucas providências em frente aos holofotes, e esperar que tudo seja esquecido. Veja-se que estamos a falar da Entidade de Classe que mantém em seus quadros nada menos do que José Dirceu, postergando indefinidamente o processo de exclusão por razões puramente políticas, enquanto instaura processo disciplinar e quer punir o advogado anônimo e sem costas quentes apenas porque a placa do escritório ou o cartão de visitas não está do jeito que alguns querem. Possivelmente, o juiz Moro está mais preocupado com as formigas que eventualmente passam por sua Vara Federal do que com a OAB.

Nelson disse:
23 de março de 2016 às 07:17

Acho muito complacente a postura do Presidente da OAB, depois de várias criticas dos filiados ele pede informação ao Moro.
A publicação do grampo já não basta para fazermos uma nota nos jornais criticando sua postura, como também, uma representação ao CNJ. Paciência!

Pek Cop disse:
23 de março de 2016 às 08:43

Porque um escritório de advocacia não pode ser grampeado legalmente....o que o advogado é mais ou superior aos anseios de uma nação em investigar e esclarecer passando a limpo quem presta ou esta contaminado!!!!mexeu com um escritório de renome, é a mesma coisa que os outros menos conhecidos!!!!

Marcelo-ADV disse:
24 de março de 2016 às 01:24

OAB = 100% decepção!

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