Xará de procurada pela polícia de SP, advogada é detida por engano

Uma advogada foi detida por engano nesta terça-feira (22/11) pela polícia de São Paulo. O fato ocorreu durante as diligências relacionadas à investigação sobre suposto conluio entre advogados e o crime organizado no estado para prejudicar as ações policiais.

Fontes ouvidas pela ConJur afirmam que a profissional seria homônima de uma das procuradas na operação. A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo nega o ocorrido. Por meio de nota, o órgão explica que a advogada “apresentou elementos que colocam em dúvida a associação com o grupo”.

A secretaria paulista diz ainda que a operadora do Direito foi liberada depois de interrogada, com a anuência do Ministério Público de São Paulo. “A advogada continua sendo averiguada pelas investigações”, complementa a SSP-SP.

Advogados suspeitos
Nesta terça-feira (22/11), 31 advogados foram presos em São Paulo. Foram cumpridos mandados de prisão, além de busca e apreensão, em São José dos Campos, Campinas, Bauru, Santos, Sorocaba, Piracicaba e Araçatuba.

Um dos detidos é o vice-presidente do Conselho Estadual de Direitos Humanos (Condepe), Luiz Carlos dos Santos, acusado de ter recebido R$ 130 mil de criminosos para fazer falsas denúncias com o objetivo de desestabilizar a SSP-SP.

Em nota, a seccional da Ordem dos Advogados do Brasil em São Paulo afirmou que acompanha o caso por meio da Comissão de Prerrogativas. “Na medida em que tiver ciência das acusações que lhes estão sendo imputadas — e assegurado o direito de defesa — promoverá as apurações necessárias”, diz a entidade.

Brenno Grillo

é jornalista.

radiocunha disse:
23 de novembro de 2016 às 12:32

O que falta para o Consultório Juridico descobrir que é a advogada e verificar se o estado está falando a verdade ou mentindo ? Será que a Republica do Paraná está fazendo história, servindo de orientação para outros estados ? Deixou-se de dar direito ao contraditório e prevalece autoritariamente as verdades divinas dos Deuses Juizes ?

Paulo Moreira disse:
23 de novembro de 2016 às 20:36

O mais grave é que lamentavelmente algumas pessoas, munidas de proselitismos como a falácia do "in dubio pro societate", por exemplo, dirão que isso "não foi nada e que erros podem acontecer".
Claro, como não foi a genitora ou prole delas que fora presa por engano, então "tá tudo certo, pois pimenta nos olhos dos outros é refresco"...

Servidor estadual disse:
24 de novembro de 2016 às 19:33

Lamentável o erro, mas o CONJUR esqueceu de dizer que a advogada foi presa por engano em operação que prendeu outros 30 advogados, que aliás, sob a bandeira dos direitos humanos plantavam noticias falsas recebendo mesadas de ate R$ 130.000,00 para isso. Assim acredito que nada tenha de correlação com a tal propalada República do paraná, mas sim com a verdade indubitável de alguns chefes do crime organizado possuem um advogado falando nos autos e dezenas o visitando todos os dias, para que parece que o Ministério Público descobriu.

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