Ministra suspende ato do presidente do TST que freou projetos de lei

A ministra Delaíde Arantes, do Tribunal Superior do Trabalho, suspendeu a decisão do presidente da corte, ministro Ives Gandra Martins Filho, de retirar de tramitação 32 projetos de lei sobre a Justiça do Trabalho. Em liminar desta quinta-feira (6/10), a ministra entendeu que o presidente do TST não tem competência para retirar de tramitação projetos aprovados pelo plenário Conselho Superior da Justiça do Trabalho e pelo Órgão Especial do TST.

Segundo Delaíde, ao enviar ofícios ao Congresso pedindo que os projetos fossem retirados de tramitação, o ministro Ives Gandra usurpou a competência do CSJT e do órgão de cúpula do TST. Na liminar, ela afirma que, embora o presidente da corte tenha a competência de enviar ao Congresso projetos aprovados pelos colegiados, não pode, monocraticamente, decidir que eles não interessam mais.

“A competência do presidente do Tribunal Superior do Trabalho está definida no artigo 35, incisos I a XXXVII, do Regimento Interno do TST e não consta em nenhum desses incisos qualquer menção à competência para a prática do ato tido por coator”, escreveu a ministra. A decisão foi tomada em mandado de segurança ajuizado no TST pela Associação Nacional dos Magistrados do Trabalho (Anamatra), representada pelo advogado Alberto Pavie.

O ministro Ives havia determinado a retirada de pauta dos projetos na terça-feira (4/10) sob o argumento de que, diante da crise econômica por que passa o país, eles trariam gastos à União que poderiam ser evitados. De acordo com o presidente do TST, a retirada dos projetos significa uma economia de R$ 1 bilhão por ano.

A maioria dos projetos tratava da criação de varas do Trabalho e de cargos de juiz do Trabalho, que precisam de aprovação de lei pelo Congresso Nacional. Havia ainda projetos de aumento salarial da magistratura trabalhista e concessão de benefícios.

Diante da decisão do ministro, a Anamatra imediatamente reclamou. Em nota divulgada na quarta-feira (5/10), a entidade chamou a retirada dos projetos de retrocesso.

“Lastima-se que ao invés de manter os projetos o Congresso Nacional, com acompanhamento individualizado e negociado com lideranças e com o governo, para adequação de possibilidades de aprovação  de forma gradativa, ou mesmo de suspensão de todos, temporariamente, mas com retomada em tempo oportuno,  tenha-se optado por medida radical e que não prestigia o interesse público pela lógica da eficiência da prestação jurisdicional”, diz a nota.

Clique aqui para ler a decisão.

Mandado de Segurança Coletivo 21202-52.2016.5.00.0000

Pedro Canário

é jornalista.

Mig77 disse:
07 de outubro de 2016 às 04:58

A maior empregadora na China, Korea, Tailândia etc etc
A Justiça que aceita um pedido de indenização trabalhista no valor de R$800mil e permite que se feche o acordo em R$15mil precisa ser extirpada deste país.E com urgência!!!

daniel disse:
07 de outubro de 2016 às 07:30

No entanto, a maioria quer apenas enxugar gelo e criar mais varas e cargos para que tenham remoção e promoção...

Parabéns ao Ministro Ives pela coragem

daniel disse:
07 de outubro de 2016 às 07:30

No entanto, a maioria quer apenas enxugar gelo e criar mais varas e cargos para que tenham remoção e promoção...

Parabéns ao Ministro Ives pela coragem

daniel disse:
07 de outubro de 2016 às 07:35

No entanto, a maioria quer apenas enxugar gelo e criar mais varas e cargos para que tenham remoção e promoção...

Parabéns ao Ministro Ives pela coragem

daniel disse:
07 de outubro de 2016 às 07:35

No entanto, a maioria quer apenas enxugar gelo e criar mais varas e cargos para que tenham remoção e promoção...

Parabéns ao Ministro Ives pela coragem

Giojan disse:
07 de outubro de 2016 às 09:37

Talvez haja tantas críticas em relação á Justiça do Trabalho porque é uma instituição que funciona, o poder econômico não interfere na JT, doa a quem doer,quanto ao valor do pedido na petição inicial é um critéio subjetivo de quem pede, ou seja não há na lei um valor taxativo máximo para o pedido. Geralmente as críticas vem daqueles inconformados com a competência dessa Justiça Especializada.

Silvio Luiz Matos disse:
07 de outubro de 2016 às 11:57

Nada que é feito apenas em detrimento de uma parte gera benefícios aceitáveis para o bem comum. O que se deve, como é o papel da justiça, é buscar o equilíbrio e a imparcialidade nas decisões que afetam a vida de uma comunidade.

Paulo Jorge Andrade Trinchão disse:
07 de outubro de 2016 às 12:15

Com bilhões de razão, o preclaro Ministro Ives, é só terem a coragem de realizar um plebiscito, e se verá, o quanto a posição do ministro é correta e realista. O que, na verdade, o contribuinte desaprova espantado, é quanto a existência de Suntuosos palácios da Justiça do trabalho, que exige uma manutenção caríssima para o combalido cidadão, contribuinte e jurisdicionado. Razão assistia ao falecido senador ACM, quando defendia a extinção pura e simplesmente da tal onerosa justiça do trabalho, sugerindo a sua incorporação pela justiça federal. Sem considerarmos, decisões teratológicas, acolhendo reclamatórias inidôneas e descabidas, que estão, literalmente, "quebrando", principalmente, as pequenas e médias empresas. O mais hilário, é que quando as empresas são obrigadas a encerrarem as suas atividades, nunca se ouviu falar que a onerosa JT, faria alguma coisa para suavizar as dificuldades dos desempregados! PELO FIM DA PRESCINDÍVEL JUSTIÇA DO TRABALHO!

Resec disse:
07 de outubro de 2016 às 13:55

"Com bilhões de razão, o preclaro Ministro Ives, é só terem a coragem de realizar um plebiscito, e se verá, o quanto a posição do ministro é correta e realista. O que, na verdade, o contribuinte desaprova espantado, é quanto a existência de Suntuosos palácios da Justiça do trabalho, que exige uma manutenção caríssima para o combalido cidadão, contribuinte e jurisdicionado. Razão assistia ao falecido senador ACM, quando defendia a extinção pura e simplesmente da tal onerosa justiça do trabalho, sugerindo a sua incorporação pela justiça federal. Sem considerarmos, decisões teratológicas, acolhendo reclamatórias inidôneas e descabidas, que estão, literalmente, "quebrando", principalmente, as pequenas e médias empresas. O mais hilário, é que quando as empresas são obrigadas a encerrarem as suas atividades, nunca se ouviu falar que a onerosa JT, faria alguma coisa para suavizar as dificuldades dos desempregados! PELO FIM DA PRESCINDÍVEL JUSTIÇA DO TRABALHO!"

RCWiseman disse:
08 de outubro de 2016 às 01:20

Se o Ives Jr. estivesse preocupado com os gastos do governo, que fosse contrário ao absurdo aumento concedido ao Judiciário, e não a um melhor e mais rápido atendimento aos demandantes. E quem é contrário à Justiça do Trabalho, lembre-se: pague direito a seus empregados, nas normas da lei, que não terá problemas. É tão simples: pagar corretamente as horas-extras devidas, recolher o INSS e o FGTS, conceder as férias legais e conceder os demais direitos duramente conquistados pelos trabalhadores, àqueles que fizeram jus ao seu merecimento, e não embolsá-los para maximização de seus ganhos e lucros, como normalmente acontece. Não há equiparação de forças entre capital e trabalho, sem a existência de um poder moderador de interesses, como a história nos ensina.

Maria Rita Melo disse:
12 de outubro de 2016 às 22:53

O Ministro deve ter ficado afoito para contar a todos, em rede nacional, o quanto vai economizar com seu grande feito. Entretanto, trataram de lembra-lo que não é bem assim que se faz.

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