Em sessão repleta de advogados, nesta quarta-feira (2/8), o Órgão Especial do Tribunal de Justiça de São Paulo definiu três nomes para concorrer a uma cadeira na corte, pelo quinto constitucional da advocacia: Ana Paula Zomer (com 18 votos), César Eduardo Temer Zalaf (14) e Luiz Guilherme da Costa Wagner (12).
A votação durou mais de uma hora: cada um dos 25 desembargadores do colegiado justificou sua escolha, e a maioria aproveitou para elogiar os demais concorrentes. Também estavam na disputa Carlos Rosseto Junior, Luiz Henrique Barbante Franze e Marcelo Ferrari Tacca.
A lista sêxtupla foi elaborada pela seccional paulista da Ordem dos Advogados do Brasil, e a lista tríplice será encaminhada ao governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), responsável por nomear um dos "finalistas". O escolhido ocupará vaga aberta com a aposentadoria do desembargador José Reynaldo Peixoto de Souza.

Espero que a Dra. ANA PAULA acrescente o pronome de tratamento "Desembargadora".
Parabéns.
Há muito é imperiosa a necessidade de revisão da forma pela qual advogados são eleitos por critérios muito mais políticos do que meritórios por suas qualidades profissionais e pessoais. Vibrei com a indicação de homens como o Dr.Antonio Carlos Malheiros e José Luiz Palma Bisson, visto serem humanos antes de serem advogados, aspirantes ao cargo de desembargador. Lamento que assim seja ainda, visto que injusto e rançoso o modo de eleição, que em nada difere das manobras escancaradas que chegaram ao conhecimento do povo via operação Lava Jato e outras formas de investigação. De nada adianta o notável saber jurídico se por trás não há o conchavo , as formas lastimáveis de convencer quem elege nossos colegas. Melhor seria que a exemplo de tantos outros, prestassem exames que denotassem capacidade jurídica sim, mas antes de tudo humanidade, humildade e menos arrogância. Um dia isso acabará pelo bem da própria advocacia, é uma rançosa injustiça que prevalece mas que terá fim porque não é mais compatível com o que se impõe na atualidade. Muitos deles não passam disso, meros advogados, distantes anos luz do mérito e dos caminhos que todo magistrado deveria percorrer, conhecendo comarcas pequenas, ouvindo o povo pobre e desprotegido , fazendo carreira mas que não tem o vício da politicagem gratuita e da jactância de grande parte desses servidores públicos, nada mais que isso, com honrosas exceções.
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