“Não podemos repetir erros”, diz Lamachia sobre intervenção militar

“Não podemos repetir os erros do passado”, defendeu o presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, Claudio Lamachia, ao falar sobre uma possível intervenção militar no país.

Reprodução

O tema veio à tona após a revista IstoÉ divulgar informações de que militares de alta patente têm defendido a proposta. Lamachia lembrou que a saída para a crise política que o país enfrenta não pode ser alcançada fora dos limites da lei.

“As recentes manifestações de chefes militares, da reserva e da ativa, sugerindo que a crise brasileira estaria fora do alcance de uma solução civil e institucional contribuem apenas para intranquilizar a sociedade brasileira. Não há saída pacífica fora da Constituição”, afirmou Lamachia. “Estamos certos de que as Forças Armadas estão cientes do papel fundamental que exercem na preservação da ordem institucional e da paz social. Não levarão o país a dar um salto no escuro.”

Lamachia argumentou que a Constituição Federal fornece todos os meios para que o país se reencontre com a normalidade. “As instituições têm cumprido rigorosamente suas funções. Basta ver o número de políticos e empresários graduados já presos ou na condição de réus e denunciados. Tudo isso se dá pela ação soberana das instituições. Qualquer tentativa de burlar o devido processo legal favorecerá apenas os inimigos da lei, diluindo responsabilidades e deixando o país órfão de referências institucionais”.

De acordo com Lamachia, a OAB continuará a defender a democracia e a lutar contra a corrupção dentro da lei. “A OAB, na sua função de tribuna da cidadania e defensora intransigente do Estado democrático de Direito, conclama a nação a repudiar qualquer tentativa de retrocesso. E reitera sua determinação em continuar apoiando a luta pela erradicação da corrupção em nosso país, na estrita observação do que determina a Constituição”, disse. Com informações da Assessoria de Imprensa da OAB-RS.

Rejane Guimarães Amarante disse:
26 de setembro de 2017 às 19:22

Não é verdade que as instituições estejam funcionando rigorosamente dentro da Lei. Nos Três Poderes, muitas irregularidades estão sendo praticadas, inclusive, em nome de um "combate à corrupção", que favoreceu, inclusive, o "lucro" de algumas autoridades do MP e da magistratura na Lava Jato. O Presidente da República não tem legitimidade e está sendo investigado pela Justiça. Muitos parlamentares estão sendo processados por malfeitos no exercício da função. Um Procurador da República foi preso por receber propina dos irmãos JBS. Outros estão sob investigação. Isso não é democracia. É cleptocracia. É crime organizado ou institucionalizado. Data maxima venia.

Gabriel da Silva Merlin disse:
26 de setembro de 2017 às 19:49

Mil vezes os militares do que a ditadura do proletariado alinhada a União Soviética que os terroristas que estavam até pouco tempo no poder queriam implantar.

Rivadávia Rosa disse:
26 de setembro de 2017 às 19:57

Diz CÍCERO, nos tempos da antiga Roma
“Legum omnes servi sumus, ut liberi esse possimus.” [Somos todos escravos das leis, para que possamos ser livres.] CÍCERO Marcus Tullius Cicero [106-43 a.C]
Lamenta o Patriarca da Independência:
De que serve fazer leis se a sua execução está entregue à mais infame corrupção? JOSÉ BONIFÁCIO DE ANDRADE E SILVA [1763-1838]
1964
Afronta ao Estado de Direito, pela divisão da sociedade civil ameaçada pela agitação, violência, caos, anarquia e subversão agregada à corrupção, inflação, desrespeito à democracia, às normas republicanas e às regras Constitucionais.
Afinal, como sair dessa armadilha perversa e adredemente forjada para domínio das instituições e do próprio Estado pelo crime organizado?

Almanakut Brasil disse:
26 de setembro de 2017 às 21:15

Preocupe-se com a credibilidade da sua entidade!

A OAB-SP, por exemplo, ainda mantém na sua página de consulta de inscritos o bandido José Dirceu, que não sofreu pelo Regime Militar, o brando, o que muitos cubanos sofreram nas mãos dos bandidos que ele apoia, com fuzilamentos sem julgamento!

Além do mais, tem outros criminosos com carteira da entidade, como a "madame das jóias" que assaltou a população do Rio de Janeiro, que só faz festa e não deixa legado bom para o Brasil!

No tempo dos militares, advogado era mais respeitado!

E em um novo Brasil, após a FAXINA GERAL, ampla e irrestrita, a OAB poderia participar das escolhas dos ministros do Supremo Tribunal Federal, que não deveriam ser escolhidos por chefes de quadrilhas!

QUEM FEZ MAL PARA O BRASIL FORAM OS BANDIDOS E NÃO MILITARES!

TENENTE CORONEL DA PM FALA DE INTERVENÇÃO MILITAR E DA APOIO AO GENERAL MOURÃO

On Line - 26/09/2017

https://www.youtube.com/watch?v=R5bHEUtR5nI

adv__wgealh disse:
27 de setembro de 2017 às 07:35

O cidadão (mais conhecido como povo brasileiro) não pode mais conviver com o "estado democrático da pilhagem", tão acobertado por 'advogados' que optaram por proteger apenas os 'direitos' dos bandidos relegando a Sociedade ao caos, sem nenhum direito, sem direito a segurança, sem direito a saude, sem direito a educação, sem direito ao trabalho. Onde esta a OAB para defender o POVO BRASILEIRO... está com medo de que... pugno pela constitucional intervenção militar com objetivo de restabelecer a Ordem que os civis tomaram de assalto em flagrante INTERVENÇÃO BANDIDA.

JB disse:
27 de setembro de 2017 às 08:30

Na minha opinião intervenção militar é sinônimo de retrocesso, não podemos andar pra trás. Golpe militar só fez mal para o país, se temos essa corrupção toda hoje uma boa parte vieram junto com o militarismo de vinte anos no poder, maioria desses gatunos de hoje são os mesmos que apoiaram eles na época, portanto se não temos um líder forte hoje uma parcela de culpa se deve ao poderio militar daquela época.

Servidor estadual disse:
27 de setembro de 2017 às 08:46

A sociedade criou mecanismos através de saltos legislativos dignos da Europa para uma população digna do atraso de alguns países africanos, e agora querem que o Exército intervenha para exatamente caçar esses exageros. A intervenção militar é excesso e desnecessário. Agora as instituições devem ser mais coerentes e responsáveis, como Ministros do STF que atuam como se advogado fossem aconselhando, inclusive, o Presidente a quem terão que julgar em breve, outra, como parte da peça acusatória apresenta slide à população acusando ex-presidente, que até acredito que seja culpado, mas antes do recebimento da denuncia. Realmente isso não é um jogo democrático, tão pouco colabora para afastar o espectro de nova ditadura. Sejamos responsáveis.

O IDEÓLOGO disse:
27 de setembro de 2017 às 23:57

O caráter do brasileiro, pouco pacífico, desorganizado, preguiçoso, pernóstico, um tipo socialmente instável, avesso ao cumprimento de ordens, provocará o retorno dos Militares, os únicos nacionalistas e honestos.
"Adieu Democracia!!!

Você precisa estar logado para enviar um comentário.