A coluna de hoje é um pouco diferente das anteriores. Em tempos de direito de exceção, resolvi aproveitar para oferecer um guia “simplificado-passo-a-passo” para alguns objetivos. Ei-lo:
A. Como ser um comentarista
1) Abra uma coluna na ConJur, dessas que são críticas, como "Senso Incomum".
2) Não leia a coluna até o final — afinal, se você é contra “por princípio”, por que ler até o final?
3) Epinafre o articulista (aqui é livre: pode xingar de comunista, kelseniano (sic), defensor de bandido, como queira; o importante é xingar). E, se ler, seja contra, sempre. De preferência, use pseudônimo. Invente algo engraçado, mas épico ou exótico (ou algo como transporte paralelo dos lacetes). Há vários na ConJur. Diga algo como “Kant se equivocou, Heidegger seguiu o caminho torto de Kant, e Gadamer apontou para a solução do problema — a necessidade de uma hermenêutica teológica, que condiciona a jurídica —, mas não soube como fazê-lo, porque não entendeu Hegel, o filósofo que mais chegou perto da Verdade” — e… Pronto: corra para o abraço. Mas permaneça no anonimato. E já aproveite e critique esta coluna de hoje, de forma raivosa. Será uma metacrítica (já aproveite e critique o uso dessa palavra, para não perder a viagem).
4) Você já deve ficar esperando a próxima coluna. Deixe o comentário engatilhado. Para ser um dos primeiros. Não esqueça que, como você não lê a coluna, você pode xingar qualquer coisa. Não fará diferença para o seu onanismo epistêmico. Mas, se ler, aproveite o comentário já feito. Por que desperdiçá-lo?
5) Vaie até minuto de silêncio. É uma metáfora, porque vi gente vaiando até medalha ganha pelo comentarista! Poxa, nem na felicidade…!
6) Fundamentalmente, faça discursos raivosos. Odeie. Sempre deixe explicito ou implícito que você é o “cara”.
B. Como ser um “jurista moderno”
1) Diga que coisas como “lei”, “Constituição” e “verdade” para nada servem e que sequer existem; proclame-se um “cara prático”; diga que é pragmático, é mais chique; diga que o que vale mesmo é “saber” como os juízes decidem (pior é que você pode não ser juiz e então estar ferrado!); guarde uma frase de Nietzsche no bolso e meta Hegel (veja que já teve promotor colocando Hegel no lugar de Engels) em qualquer buraco de fala, até mesmo na discussão sobre o livre convencimento ou do artigo 489 (confunda seus leitores: use motivação em vez de fundamentação, dizendo que isso é a mesma coisa); também quando discutir processo civil, atravesse um “hegelianamente falando…”. Uma pitada de luta de classes vai bem também. E, claro, poste no Facebook. Isso é indispensável. Ah: ironize o colunista, para mostrar como você é o cara que deveria estar no lugar dele.
2) Dedique-se a defender coisas da moda: pode até mesmo citar aquela professora americana que diz que Direito é como baseball — fica muito chique; cool!
3) Para fechar, repita as máximas realistas do século XX com ares de novidade. E não esqueça de dizer que isso já estava claro nas obras de (cite umas cinco tiradas da internet); mas não esqueça de dizer que o que vale é “a prática”. Sempre desdenhe da teoria. E diga que o colunista só critica e não apresenta soluções. Essa frase é xeque-mate! E, de preferência, poste no Face sua façanha.
4) Uma coisa que pode dar certo e ficar cool é dizer coisas como “a sociedade mudou, e que as garantias processuais e trabalhistas são coisas que atravancam o desenvolvimento do país”, e que você faz isso “porque quer emprego para todos”. Você passará por magnânimo. E aproveite para dizer coisas como “quem for contra a reforma trabalhista não quer o progresso”.
5) Não esqueça de dizer, também, que foi a Constituição de 1988 que incentivou a impunidade. Isso pega sempre muito bem na comunidade nescial. E poste no Facebook dizendo que você venceu a discussão. Ah: imite alguém importante e feche o artigo com uma frase ou uma palavra de seu “adversário” (que nem lhe dá bola, mas o gozo é seu, não é?). Feche com “bingo”!
6) Qualquer problema ou dúvidas quanto a sua capacidade de se tornar vitorioso, assuma o Pigeon Factor (Fator Pombo — vai ter que ler a nota de rodapé! Ah, vai!): suje o tabuleiro, espalhe as peças, bique os dedos do adversário e saia com o peito inflado[1].
7) Poste no Facebook que você venceu a discussão. Diga que você derrotou fragorosamente seu adversário.
C. Como aplicar o CPC/2015
1) Faça um ar blasé, um pouco de suspense e anuncie que o “juiz boca da lei” morreu. Isso nunca falha. Isso é indispensável em qualquer discussão. E acrescente: agora é a vez do juiz dos valores; diga isso com ar superior e dramático, esperando que a plateia venha abaixo. E não esqueça de avisar que “qualquer um sabe que interpretação é um ato de vontade”. E não esqueça do postar no Facebook que você venceu a discussão.
2) Incentive o novo: desdenhe as teorias da decisão, dizendo: “Qualquer um sabe que o juiz primeiro decide para só depois fundamentar”. Você deve dizer, também, que “tirar o livre convencimento do novo CPC foi uma bobagem” (e se estiver escrevendo isso no Facebook, a ágora dos néscios, ponha algum potássio nisso, isto é, lasque uma série de kkkkks), concluindo com chave de ouro: “Qualquer um sabe que o juiz tem e sempre terá livre convencimento”. E gize: “E é por isso que, estando o juiz convencido, ele não precisa ouvir o que as partes têm a dizer”. E cite um enunciado do último workshop. Diga: e eu estive lá e ajudei a elaborar! Supimpa. Pronto: você é candidato a ser o jurista do ano.
D. Como se tornar um expert sobre a presunção da inocência
1) Já de cara, entre de sola e diga: presunção da inocência é para proteger bandidos. Isso nunca falha. Diga que, finalmente, os maus estão perdendo. Mesmo sendo da área do Direito, esculhambe com a Constituição.
2) Ou diga que quem defende a presunção da inocência quer proteger corruptos. E corra para o abraço. E poste no Face que você arrasou.
3) Diga que a literalidade da CF resulta em impunidade; mas também pode dizer o contrário. Afinal, você segue a doutrina do humptidumptismo. E, é claro, não esqueça de colocar no Face dizendo que você arrasou.
POST SCRIPTUM: um lamento!
É impressionante o que construímos neste país. Uma geração de pessoas (de)formadas em Direito. Racionalidade zero. Estado de insolvência epistêmica. Tudo virou narrativa. Nada lhes foi ensinado sobre decidir por princípio (com responsabilidade política). Não lhes foi ensinado “o que isto — o direito”. E, engraçado: fizeram o curso de… Direito. Ensina-se uma péssima teoria política do poder. Impressiona o nível de baixa constitucionalidade dos cursos jurídicos e o baixo aprendizado.
Estamos diante de uma tempestade perfeita para qualquer regime autoritário. É o Direito se autodevorando. É o fator acídia (aqui). Vibra-se quando o juiz diz que estamos em tempos de jurisprudência de exceção. Sim, isso mesmo! Diz-se que garantias incentivam a impunidade. E coisas desse baixo quilate.
Claro: quando se sabe pouco de Direito, melhor é transformar tudo em política, moral ou economia. Afinal, são esses os predadores naturais do Direito.
O neojurista que estudou por aí agora pede passagem. Rumo ao abismo. E, pior: o abismo fica no final de uma descida.
[1] Vejam esta pesquisa: 100 estudantes de Direito, professores e profissionais lato sensu da área jurídica foram submetidos a uma pesquisa pelo pool de universidades: Shimer University II , Scheizwald II e Matocagao III. Todos jogaram xadrez durante um dia inteiro com pombos e aprendizes de pombos. Resultado:
– 12% dos pombos e aprendizes de pombos fizeram caca no tabuleiro;
– 17% esculhambaram as peças, espalhando-as com o bico e os pés;
– 36% fizeram caca no tabuleiro, esculhambaram as pedras e bicaram os dedos do adversário;
– 35% fizeram tudo o que os demais fizeram e foram xingar o adversário no Facebook;
Ponto em comum: 100% dos pombos saíram com o peito estufado dizendo que venceram o jogo; e 100% dos aprendizes de pombos saíram de peito estufado, gritando e postando no Facebook o sucesso de suas jogadas, com frases tipo "estrondosa vitória dos pombos e dos aprendizes de pombos no jogo de xadrez do século".
Portanto, como jogar xadrez com pombos e aprendizes de pombos? Impossível. A derrota é certa.

Há os pretensos senhores da verdade que pregam o que pensam ou o que vem na cabeça – mas não raro escorregam na arrogância, na presunção [sem inocência], perdem-se em perorações no jargão transformado em código para ninguém entender, quando não em linguagem incompreensível, vazia, presumida, arrogante, totalmente obscura ...
E, assim marchamos ‘alegres, felizes e contentes’ – autoproclamando-se defensores da moralidade, da ética, dos direitos humanos, da justiça social, da igualdade, da democracia, enquanto é promovido o maior saque dos recursos naturais e públicos de que se tem notícia no mundo civilizado … que conduz não só o País, mas todo o Planeta, ao mais sórdido e triste período da vida nacional/mundial, pela corrupção de dimensão tsunâmica e degradação das instituições com o objetivo de corroer a base moral da atual e futuras gerações.
Não houve ensino de xadrez, era cansativo, muito estratégico, maçante. Melhor foi encher a barriga do povo com grãos de milho enquanto arrulhavam aos seus ouvidos. O que poderiam se tornar senão pombos?
As observações do Dr. Lenio são excelentes.
Brilhante artigo!
As observações do Dr. Lenio são excelentes.
Brilhante artigo!
Como não ganhar o Jabuti.
- Publique uma coluna ( supostamente incomum) que faz comentário sobre os comentaristas da Globonews;
- Cite umas expressões em alemão;
- Invente umas palavras (detonando mais ainda nossa língua pátria);
- Sempre tente vender um livro na sua coluna;
- Defina de antemão quem são os "escolhidos";
- Chame o resto todo de néscios; apedeutas, etc, etc;
- Conte sempre umas parábolas da época de 1800.
Ps1 - Se a coisa apertar, chame seus estagiários para te defender na coluna.
Ps2 - Se apertar mais ainda, conte com a censura do site para não publicar alguns comentários.
That is it!
Para mim, a causa fundamental deste problema é simplesmente uma: ninguém quer sentar a bunda na cadeira e estudar.
E o problema começa desde os tempos do colégio, onde o estudante é ensinado somente a passar na prova (ficar na média da escola), não importando se entendeu ou não o conteúdo.
A falta de qualidade nos estudos não é particularidade do Direito em si. Não. É de todas as ciências estudadas no Brasil.
Qual é o estudante que realmente se importa em entender, compreender e aplicar os conhecimentos adquiridos? Obviamente poucos... A grande maioria está preocupado em atualizar os status do Facebook e do Instangram.
"É impressionante o que construímos neste país. Uma geração de pessoas (de)formadas em Direito. Racionalidade zero.(...) Não lhes foi ensinado “o que isto — o direito”. E, engraçado: fizeram o curso de... Direito.".
Ninguém mais quer ser advogado, a não ser como complementação de renda.
Percentual expressivo dos que se formaram após 2005 estão buscando concursos, e basta que tomem posse em algum cargo para abusarem da sua posição, porque eles são o Estado em pessoa. Logo em seguida buscam uma brecha para advogar, também. Todos com que trabalhei no meu estágio deixaram a advocacia depois de 2005 e, apesar de excelentes advogados, foram para o Judiciário, atividades delegadas pelo Estado...
A culpa é só "deles"? O resultado está aí. Não são todos os advogados que estão ligados a atividades hoje bastante questionadas, mas todos os que atuam em tais setores querem o diploma de "AdEvogado".
Por exemplo: nem todos os advogados são ligados ao exercício/direção de atividades que gozam de imunidade tributária (art. 150, CF), mas quase todos os que atuam nessas atividades buscam obter registro profissional de advogado... E a clientela se torna farta, principalmente considerando os problemas sociais vivenciados em comunidades carentes...
Desconfio dos argumentos "a lá Barroso" (basta cutucar a ferida para o crítico levar a pecha de pessoa cheia de ódio, de rancores...), pelo simples fato de que eles escondem que as críticas a certos opositores "desperta" "os instintos mais primitivos." Também se odeiam os críticos criticados.
Gosto do Prof. Lênio, ele tem boa parte de razão em suas críticas jurídicas. Elegeu um lado para ser beneficiado por suas soluções... e acabou passando do ponto.
Prof. Lênio, sou seu fã. Considero-lhe uma das poucas mentes pensantes do nosso Direito atualmente. Estou lendo, aos poucos, suas obras e estou gostando bastante delas.
Acompanho sua coluna aqui há meses, não perco uma quinta sequer... Mas tenho o dever de dar um feedback sincero.
Achei a coluna de hoje uma tremenda perda de tempo.
Esperei a quinta-feira chegar pra ler isso... Frustrante.
Torço para que a próxima seja como as anteriores!
Forte abraço!
Há idos tempos, nem sonhava estudar direito, via como profissão de rábulas e leguleios, que, infelizmente, são a face mais visível da profissão, tendo aula, em ciências biológicas, de metodologia científica, ministrada por um sociólogo de primeira linha, este contava o caso. Fora chamado a um debate sobre o filme Jango, de Silvio Tendler. Um gaiato já pensando, "vou engabelar esse trouxa arrogante", toma o microfone nos debates e pergunta o que o nobre pesquisador, Dr. Nilson Moraes, pensava sobre o populismo... O professor começa a construir um raciocínio e é cortado: " - na verdade o que o professor doutor pensa do brizolismo?".
O pesquisador, calejado de levar no lombo, durante anos, membro do proletariado, lecionou, até se tornar doutor, em escolas da mais alta elite econômica do país... acostumado a ignorar as pisadas de saltos altos... parou, pensou e chapuletou. O Brizolismo só poderia ser explicado como hipnose coletiva, obscurantismo, seria na verdade uma grande irracionalidade, talvez fenômeno de religião de massas. Do fundo alguém gritou a plenos pulmões. "- BRIZOLA É A SALVAÇÃO!!!!!!".
O nobre professor pausou, e concluiu: "- a manifestação vista agora me pouca palavras para explicar o fenômeno, demonstra o afirmado por si só".
E isso com a coluna? Alguns comentaristas vão para o ataque e acabam corroborando, dando alicerce às provocações céticas do Professor Lênio.
Igual a um meme de facebook, com a cara de Marx, dizendo que o capitalismo deu tão certo, mas tão certo mesmo, que há legiões de pobres de direita, miseráveis, sem capital, defendendo o capitalismo como cães ferozes, defendendo a propriedade privada e a mansão, mas dormem mesmo é do lado de fora e comem a comida processada fornecida pelo dono... A fúria das manifestações...
Assim que começou a ruir o castelo de areia das bancas criminalistas, boa parte de seus integrantes passou a lançar mão de todos os opróbrios possíveis.
Vale tudo: chamar de burros aqueles que discordam, irradiar dez artigos por dia com a mesma ladainha, abusar de termos em latin, alemão e inglês etc.
Mas não adianta. O castelo habitado por procrastinações de toda a sorte passará por uma bela reforma.
A culpa pela queda do ensino jurídico, no qual são incorporadas certas expressões como "nos vai" (nós vamos) "prá frente" (para frente), "cumarca" (comarca), "a nível" (em nível), impugna (impugna - paroxítona), "estagna" (estágna - paroxítona), ou seja, silabadas, é...do... Mercado Econômico.
O "Deus Mercado", no campo do Direito, exige um intelectual voltado à aplicação prática dos textos legais, para solução dos problemas que lhe são apresentados, pouco comprometido com a Filosofia.
Vejamos o que diz Bárbara Ehrenreich em sua obra "Desemprego de Colarinho Branco - A inútil busca do Sucesso Profissional": "Ordens de despejo. Plano de saúde vencido. Emergências rotineiras na vida dos cronicamente pobres começam a se tornar dificuldades de pessoas de classe média. Gente tida anteriormente em boa situação - com diplomas universitários e ex-ocupantes de cargos burocráticos de nível médio - cada vez mais engrossa as fileiras dos economicamente atribulados".
A culpa pela queda do ensino jurídico, no qual são incorporadas certas expressões como "nos vai" (nós vamos) "prá frente" (para frente), "cumarca" (comarca), "a nível" (em nível), impugna (impugna - paroxítona), "estagna" (estágna - paroxítona), ou seja, silabadas, é...do... Mercado Econômico.
O "Deus Mercado", no campo do Direito, exige um intelectual voltado à aplicação prática dos textos legais, para solução dos problemas que lhe são apresentados, pouco comprometido com a Filosofia.
Vejamos o que diz Bárbara Ehrenreich em sua obra "Desemprego de Colarinho Branco - A inútil busca do Sucesso Profissional": "Ordens de despejo. Plano de saúde vencido. Emergências rotineiras na vida dos cronicamente pobres começam a se tornar dificuldades de pessoas de classe média. Gente tida anteriormente em boa situação - com diplomas universitários e ex-ocupantes de cargos burocráticos de nível médio - cada vez mais engrossa as fileiras dos economicamente atribulados".
Há alguns anos eu comentarista de um website e comecei a ser vítima de comentários irracionais e ofensivos como os mencionados pelo autor do texto. Até ameaças de morte me fizeram. Então eu resolvi inverter a ordem das coisas. Passei a coletar, estudar e classificar o comentários e comentaristas. Quando publiquei os resultados do estudo, meus adversários perceberam o que havia ocorrido. Eles ficaram ainda mais raivosos quando perceberam que foram transformados em "ratos no meu laboratório virtual". Alvissaras, o "laboratório virtual" do Lenio Streck foi aberto em grande estilo.
Esta é uma das melhores colunas da internet brasileira e precisa de uma política de moderação mais estrita (com mecanismo de _shadowban_) para evitar que as "rivadávias da vida" venham a poluir um espaço tão importante.
Lisonjeado é como fico, porque um de meus comentários marcou tanto que foi parar no corpo do artigo, tendo atingido parte do objetivo, alcançou a alma do articulista, que tem salvação. Aliás, sou o único que posso me ofender, porque a ação alheia não atinge o caráter ou essência de uma pessoa, por mais que possa irritá-la. É uma pena que o autor prefira não dar crédito ao "argumento absurdo" da preeminência teológica, ou da insensatez ou falta de base científica para qualquer dualismo filosófico, como mostrou a física moderna.
Por mais que o conhecimento jurídico e geral do Dr. Lenio seja enorme, às vezes o fator ES torna o quantitativo de informação desnecessário, mesmo que o raciocínio, por algum tempo, seja aparentemente solipsista.
Finalmente, o problema não é deste país, é de uma civilização inteira, que se diz Cristã, e ignora a principal mensagem do Evangelho, a hermenêutica teológica que condiciona tudo na teoria (que é fundamental) e na prática.
Minha crítica ao Dr. Lenio, pois, está no fato de que sei que seu fundamento teórico e teológico (que é o mesmo da civilização ocidental – Descartes e Kant) parte de "princípio" inconsistente, do dualismo, dos dois mundos, das duas cidades de Agostinho.
Assim, continuo com meu trabalho seguindo os exemplos de Elias e Paulo, clamando no deserto e esperando o fim da tempestade (estamos na tempestade - a batalha escatológica), para, então, reconstruirmos o Jardim de Deus, segundo o Logos, pela correta hermenêutica teológica, a unidade da encarnação.
www.holonomia.com
Mas continuo achando o Professor um grande brasileiro.
Concordo com outro comentarista que - muitas vezes - passa do ponto.
Assim como gosto do Dr. Moro, que eviscerou um monte de esquemas que drenaram dinheiro do povo. Nem por isso o acho acima do bem e do mal.
Tem erros.Como todos os outros humanos.
Mas é nos erros e imperfeições que alguns humanos se tornam perfeitos em sua existência.
Churchill, cheio de imperfeições mundanas, salvou um país em sua hora mais escura.Porque era perfeito em suas imperfeições.
A doença brasileira está na falta de humildade.
O Estado aparelhado é de uma arrogância ímpar.
Realmente acha que todos os problemas existentes são culpas dos "néscios", talvez dos comentaristas de Internet.
Talvez dos concurseiros.
A culpa não é das leis ruins que temos.
Não é de uma CF inchada e que teve artigos feitos , literalmente, "nas coxas", como já foi confessado no passado.
Devem achar, pois foram beneficiados, que nossa CF tenha sido escrita por seres divinos que jamais colocariam o momento em que viviam de "suposta volta por cima", para colocar um cabedal de "boas intenções" que jogou um país rico, de povo trabalhador, mas que é sempre xingado e menoscabado por seus líderes, em um mundo de perplexidade e onde ser correto e "pessoa de bem" virou motivo de deboche.
Queria saber o que Rui Barbosa diria dos nossos dias.
Pessoas e ideologias que nos (des)governaram desde 88 e jogaram o país na maior crise moral, institucional e de degradação ética que jamais se viu.
Um país com 60.000 homicídios/ano há décadas, com corrupção desavergonhada e tsunâmica que afeta a vida de todos, mas cujos agentes públicos tem o péssimo hábito de terceirizar culpas e não enxergar as próprias incompetências; estas que nos trouxeram a esse ponto.
Pena
O afixa (Administrador) tem certa razão. E não é incomum que o colunista incorra em alguns dos mesmos problemas que atribui genericamente aos comentaristas. No mais, achei a coluna de hoje um tanto deselegante, e mesmo infantil.
Criticar comentaristas de sites é facil, queria ver uma critica consistente do Lenio contra as decisões do Gilmar Mendes
Lenio sempre critica a postura do juiz, que primeiro decide e depois fundamenta suas decisões, certo?
Vejamos, pois, o que disse Gilmar Mendes em sessão do STF ano passado que é facilmente encontrado na internet:
"Eu acho que agora os presidios brasileiros vao melhorar daqui pra frente, porque se descobriu que se pode ir para cadeia, Dr. Kakay. Porque interessante nunca ninguem tinha prestado atencao na ma qualidade dos presidios, mas agora se descobriu..... O banho frio de Curitiba foi ate substituido, ha agora ate chuveiro eletrico, portanto sao as melhorias que estao ocorrendo a partir desses ilustres visitantes dessas celas na PF".
Agora no dia 11/04/2018, sua fala no STF: ".... Nao se pode usar a prisao provisoria de forma trêfega, para satisfazer algum tipo de perversão pessoal, não, não se pode. Não se pode usar prisao provisoria e de velhos, idosos, octogenarios para satisfazer perversão pessoal..."
O que mudou de 1 ano para ca? Isso não é o claro exemplo de decidir e dps fundamentar? Qdo estava no PT ele esta apoiando as prisoes, agora q chegou perto dos "amigos" esta raivoso e garantista.
Cade as criticas, Lenio?
Ou pq é seu amigo ou agora defende seu ponto de vista, vale fechar os olhos, a juiz que atua como uma biruta, mudando de acordo com os ventos e os reus?
O Brasil não tem Direita.
Há muito.
Não acredite em Memes.
Eles podem ser engraçados.Ou não.
Mas não passam disso.
Não tem "verdades embutidas".
Os pobres ficaram miseráveis com o pensamento de Marx.
Nem a China acredita mais nele.
Vá à Venezuela e veja in loco o que a ideologia radical de esquerda faz com todo um povo.
Eu fui.
O senhor deveria ir.
Acho até que o senhor precisa ir.
Seria uma aula melhor que qualquer livro de Marx, melhor do que qualquer colunista de internet que o senhor admire, ou do que qualquer Meme divertido.
O Foro de SP jogou a AL em uma indigência financeira e moral jamais vista em sua história.
Se falar em "Direita" só pode ser , realmente, uma forma macabra de não reconhecer aquilo que os olhos veem.
É chocante.
Caro Professor Streck. Isso que estamos assistindo já foi previsto logo após a Segunda Guerra em uma importante obra literária. Está aí operando a pleno vapor o "Minitrue" de 1984: agora, o Brasil nunca teve direita, nunca houve ditadura militar, tortura ou corrupção sistêmica aqui antes de 2003; a Constituição é comunista e a presunção de inocência é responsável pela impunidade; o nazismo era socialista; o direito é o que os juízes dizem que ele é, ainda que contra a letra expressa da Constituição; etc. George Orwell era o cara! As pessoas precisam ter cuidado com outra armadilha do Ministério da Verdade: não "falarem como patos" , sem consciência, "duckspeak" tão comum em todo lugar hoje (aliás, essa temática foi levada à Sapucaí pela Paraíso do Tuiuti neste ano, que não se esqueceu de homenagear aquelas aves e seu linguajar, tão presentes na nossa "cultura" atual).
Kkkk! O cidadão deve ser um daqueles que não dormem à noite por achar que tem comunas embaixo da cama!
Ps. Parabéns ao articulista! Acertou em cheio!
Não estão embaixo da cama.
Estavam (e alguns ainda estão) no Poder mesmo, o que é bem pior.
Por Lula:
https://www.youtube.com/w atch?v=pzNIz64UHfo
O articulista acertou em cheio quanto aos kkkks...
Já li ou ouvi em algum lugar que o verdadeiro corajoso não é aquele disposto a enfrentar grandes perigos, mas aquele que não teme bancar o RIDÍCULO em público.
Associar Lula e seu partido ao comunismo não vale nem como PIADA DE MAU GOSTO. Que o digam os grandes banqueiros e empresários com os quais o barbudo fez a festa durante anos!
E nem mesmo as anemicas políticas sociais compensatórias, típicas de um arremedo de social-democracia, servem para estabelecer qualquer paralelo. Aliás, reforçam a ENORME distância do projeto petista com o marxismo.
O resto é abobrinha saída do imenso besteirol olaviano
Gostaria de estar errado, mas não acredito estar, Professor.
Vejo um ambiente totalmente inóspito para mentes como a sua. Nós, seus admiradores, somo néscios e ignorantes e estamos acima dos seus detratores. Veja o nível. A pobreza e a massificação do conhecimento é o prenúncio de uma nova era, esta que não manterá vivos, cérebros racionais. Assim como a indústria matou o mestre artífice e o trabalho matou o filósofo. Vejo seu cansaço estampado em seus textos cada vez mais inteligíveis para rotos como eu. Tristeza, tristeza. Porém, caro mestre, lute! É o que resta.
Gostaria de estar errado, mas não acredito estar, Professor.
Vejo um ambiente totalmente inóspito para mentes como a sua. Nós, seus admiradores, somo néscios e ignorantes e estamos acima dos seus detratores. Veja o nível. A pobreza e a massificação do conhecimento é o prenúncio de uma nova era, esta que não manterá vivos, cérebros racionais. Assim como a indústria matou o mestre artífice e o trabalho matou o filósofo. Vejo seu cansaço estampado em seus textos cada vez mais inteligíveis para rotos como eu. Tristeza, tristeza. Porém, caro mestre, lute! É o que resta.
Por incrível que pareça, antes de ler o seu texto, li um comentário da forma que seu manual sugere, eu penso que ele não leu seu manual, mas vc deu gol e placa com o manual. Amei
Por: Vasco Vasconcelos, escritor e jurista. “A violação do direito ao trabalho digno impacta a capacidade da vítima de realizar escolhas segundo a sua livre determinação. Isso também significa “reduzir alguém a condição análoga à de escravo”. (STF). Quero um país sem trabalho análogo a de escravos, o fim da escravidão contemporânea da OAB . Quero o louvar a Rede Globo pela feliz iniciativa de questionar milhares dos seus telespectadores, sobre o destino deste país em fase de putrefação, país dos desempregados e dos aproveitadores que lucram com o desemprego dos seus cativos, com a seguinte chamada: Que Brasil você quer para o futuro? Na qualidade de escritor, jurista e abolicionista contemporâneo, conterrâneo do advogado Luís Gonzaga Pinto da Gama, Luiz Gama, (que não submeteu ao caça-níqueis exame da OAB), patrono da abolição da escravidão no Brasil , gravei e enviei tempestivamente minha resposta denunciando o trabalho análogo a de escravos, a escravidão contemporânea da OAB. Como o espaço de 15’ segundos da gravação é muito pouco para denunciar o trabalho análogo a de escravos, a escravidão contemporânea da OAB, e como tenho quase certeza que minha fala será censurada, resolvi ocupar este espaço democrático para falar do trabalho análogo a de escravos ou seja a escravidão contemporânea da OAB o pernicioso famigerado caça-níqueis exame da OAB, uma chaga social que envergonha o país dos desempregos. Lembrando que o saudoso conterrâneo Luiz Gama, foi durante mais de um século rejeitado pela OAB, que não aceitava como advogado; ele teve seu altruístico trabalho reconhecido por ter defendido 800 escravos. Este jurista está lutando pela libertação de 200 mil cativos da OAB http://www.gentedeopiniao.com.br/imprimi r.php?news=177139
SMJ (Procurador Federal), a presunção de inocência não é a "responsável pela impunidade". O que se discute - e imagino que saiba disso - é que a interpretação dela estendida a todos os possíveis recursos após a condenação em segunda instância tem sim impacto na impunidade. Existem bons argumentos para os dois lados nessa questão - não por acaso a votação no Supremo foi apertada. Sem falácias, por favor.
Aconselho o ilustre comentarista a comprar todos os livros do Doutor Lenio Luiz Streck. Após, se submeta ao Exame de Ordem com opção pelo Direito Constitucional. E não esqueça da último, Jurisdição Constitucional, 5a. edição, Editora Gen-Forense.
É aprovação na certa!!!
Aconselho o ilustre comentarista a comprar todos os livros do Doutor Lenio Luiz Streck. Após, se submeta ao Exame de Ordem com opção pelo Direito Constitucional. E não esqueça da último, Jurisdição Constitucional, 5a. edição, Editora Gen-Forense.
É aprovação na certa!!!
É simplesmente a Novilingua mesmo.
Que usa Orwell....contra Orwell....Incrível.
Mentes que acham que o Nazismo NÃO ERA socialista e ainda debocham dos outros.
Não há exemplo algum do caráter capitalista ou "De Direita" do movimento Nacional Socialista.
Algum. Não há nenhum resquício no regime que o aponte como um regime capitalista, conservador ou liberal.
Nada. Era totalmente revolucionário em sua origem e idéias.
Foi um regime único, que baseava suas premissas no devaneio da supremacia de uma raça, em vez do devaneio da supremacia de uma classe específica.
Ambas, falácias que nunca deram certo em lugar algum.
O fato de ter ido a guerra contra seus "primos" comunistas, depois de romper o sempre esquecido tratado entre Ribbentrop e Molotov, em nada muda a sua natureza socialista.
Era um regime baseado em populismo de massas, onde o Estado controlava até a vida e morte dos seus cidadãos, e nada , absolutamente nada, poderia estar fora deste.
Tem gente que acha que porque conhece Direito e leis detém o poder da narrativa, e mesmo sobre a realidade de fatos históricos.
Ou sobre o significado de livros históricos que denunciavam regimes totalitários e opressores, disfarçados de ideologias preocupadas com desvalidos, com a paz social ou com a igualdade entre as pessoas.
E nem precisaria bancar o erudito para desmentir.
Basta ver e ouvir Hitler
https://www.youtube.com/ watch?v=lnfcZSIA-JQ
https://www .youtube.com/watch?v=hpo1_TK8RrQ />As pessoas não deviam falar como patos mesmo.
<br
Deviam pesquisar mais, respeitar idéias divergentes, buscar consensos e não supremacia do pensamento.
A maior prova de mentes arrogantes (nem sempre incultas) é desprezar todas as idéias divergentes e todos os que não sirvam como aduladores das suas próprias convicções.
Cara, não dá... é muito básico. Essa "tese" de que o nazismo era socialista chega a ser muito pior que a tese de que o PT é comunista. Não merece nenhuma consideração. Falei disso só porque é um exemplo de alteração da verdade histórica típica do Ministério da Verdade. Pessoal da extrema direita que se apaixonou por política agora precisa estudar um pouco de História (Mas meu comentário não foi dirigido a nenhum "comentador" em particular; nem me lembrava que colega tinha falado aquilo, até porque acho que pelo menos dois falaram; ou até mais... O Ministério da Verdade tem trabalhado muito hoje em dia!).
Marx, não o li, se não superficialmente.
Não nego, e afirmo sempre a minha imensa admiração por Guy Debord, "A Sociedade do Espetáculo" continua um desafio no quesito de ser uma obra que possa desmentida pelos fatos...
Se Debord não fosse predicado como um "intelectual de esquerda", e a dita "nova direita" o lesse, veria, os que tem neurônios para compreender, ácidas críticas ao comunismo, tanto quanto à burguesia, e desconstrução de fantasias sobre o realismo histórico.
Conheço os extermínios de Pol Pot, como biólogo e etologista também, de primeira formação, não poderia desconhecer a história dos pardais de Mao. Os esquerdóides, ou seja, os esquerdistas debilóides, são uma significativa facção, veneraram a genial idéia do "grande timoneiro", até que nos anos seguintes a natureza respondeu demonstrando que não se brinca com a seleção natural.
O debate no Brasil está cada vez mais tosco e raso. A dita "virada à direita" é tratado como fato de ideologia e não d propaganda de massa, e, sobretudo, de cálculos atuariais pessoais.
No mais seria capitalista se tivesse capital. Há tanta adjetivação e não se olha para o fato de que há proletários mais abastados que inúmeros burgueses, e.g. um engenheiro chefe de uma multinacional, vende seu trabalho, não é dono dos meios de produção, o seu Zé da Birosca administra capital, mão de obra e know how, e.g. como organizar um forró para vender mais bebida, mas tirar a cachaça das vendas no dia do baile por que cerveja dá mais lucro e menos brigas, e sendo burguês, é menos abastado que proletário.
Agora se falarmos na psicopatologia de querer um liberalismo econômico a todo custo, e uma idade das trevas, uma inquisição reformulada como contenção de massas através do direito penal, essa modernidade deixo para
Com máximo respeito... civilista falando de direito penal é, em grande parte das vezes, situação para vergonha alheia...
Atuo, não tanto quanto gostaria, no Criminal. Aí chega o sujeito que acredita que TGP se aplica ao Processo Penal, enfim, há ministro no STF que acredita em tal sandice, e por que há mais leis civis que leis criminais, acredita que é fácil... O pobre do cliente é quem se arruína ao final.
Vendo alguns comentários, quando o monstrinho de estimação, esse tribunal da santa inquisição da lavajatolatria pegar um de vocês, aproveitem e chamem o Batman para ajudar... ou outro civilista de raiz...
Sobre a identidade entre nazismo e comunismo, basta ver “A verdadeira história soviética” no youtube https://youtu.be/pMx8SHzhk1U onomia.com
www.hol
Ornitólogo (Administrador), sua proposta à moderação do site foi um tanto autoritária. Seu comentário, por desrespeitoso - e, ao meu ver, injusto -, sobre o comentarista é que poderia sim ter sido barrado pela moderação. Menos, rapaz, menos...
Li os dois votos que me chamaram atenção sobre o tema e fiquei confuso. O voto do ministro Barroso coloca o dedo na ferido e faz uma análise do atual sistema judicial brasileiro, ou seja fracassado e fomentador de impunidades. Diante desse quadro Barroso não admite passividade e acaba por interpretar a presunção de inocência do seu modo, intentando alterar o panorama atual. De outro norte, o ministro Celso de Mello em brilhante voto ministra aula de como interpretar garantias fundamentais, ou seja, alargando sua incidência nunca suprimindo. Desses dois votos cheguei a uma debilitada conclusão. O ministro Barroso está correto na prática e o ministro Celso na teoria. O primeiro socorre-se a uma solução rápida, eficaz, porém equivocada, teoricamente equivocada. O segundo defende a teoria constitucional básica e nesse requisito é invencível. Assim duas possibilidades se apresentam: uma que permite o cumprimento provisório da pena antes do trânsito em julgado, de fácil e rápida aplicação e outra que para enfrentar os problemas do sistema judicial não admite a supressão de garantias fundamentais, pelo contrário, exemplifica que outras saídas são possíveis, como por exemplo: diminuir a margem de recursos disponíveis, evitar que certas matérias cheguem ao STJ e STF (o que diminuiria o tempo até o trânsito), etc. Sintetizando, a decisão mais simples nunca é a correta, porém a conjuntura atual do país anseia por uma justiça de resultados. Quem sabe depois de sorvido o "remédio amargo" (por alguns anos) possamos retornar ao tema e interpretar corretamente a Carta Magna. Quem sabe.
A CF é de 1988 e até a "Lava Jato" não existia a tal "presunção de inocência", o "trânsito em julgado" etc.
Foi só os "marginais da república" começarem ir para a prisão e, de repente, lembraram que existia a tal CF, bem como que o sistema prisional é desumano.
O desrespeito às garantias constitucionais simplesmente continuaram, nada mudou.
O que mudou depois da "Lava Jato" é que, positivamente, seja pobre ou seja ilicitamente rico, "Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, (...)."
Agora o Dr. Lenio ficou realmente bravo.
Quem não quer se submeter à críticas não deve postar publicamente. Muito óbvio isso, não?
Para evitar essa enxurrada de críticas que ostensivamente estão incomodando o autor, que obviamente sempre está com toda a razão, sugiro restringir as matérias a idólatras previamente cadastrados. Vaquinhas de presépio apenas balançam as cabecinhas afirmativamente.
De que vale tanto estudo e eruditíssimo, para não conseguir ver sequer a realidade da vizinha Venezuela?
A propósito, hoje foi anunciada a delação premiada do “cumpanhêro” Palocci. Ou seria “Paloffi”?
A esperança é de que atinja em cheio gente “honesta” do alto escalão dentro da organização.
Por isso, estamos no aguardo de mais um daqueles textões permeados por muito eruditismo, citações em línguas estrangeiras as mais diversas, um autor estrangeiro citado a cada frase, sem faltar, uma alegoria mitológica ou de um conto clássico, por que isso dá consistência à publicação e deixa embasbacados os aspirantes à registro na OAB.
É preciso ser um textão fantástico, para “detonar” esse malfadado instituto da delação, invenção de coxinhas, que vem colocando inocentes ícones da revolution na cadeia.
Estamos no aguardo companheiro.
Não fôra tudo, adorei "comunidade nescial" e que o Facebook seja a "ágora dos néscios"!!! Ahahahahahhaaa!!!!
Muito bom, Professor.
Ninguém precisa ser nadador para saber o que é e como funciona uma piscina. Ninguém precisa ser motorista para saber o que é e como funciona um carro.
Com efeito, um civilista pode, sim, tecer pareceres acerca das obviedades do Direito Penal e vice-versa, até porque ambas as matérias elencam o curso de Direito e, via de regra, tanto o civilista quanto o penalista as cursaram.
Por fim, a meu humilde ver, motivo de vergonha é um jurista, não importa o ramo de atuação, fechar os olhos e preferir crer que o Brasil é um país onde a educação, a saúde e a segurança vão muito bem, e defender doutrinas e interpretações falidas tão somente com o intento de auferir estratosféricas vantagens monetárias e ser celebridade em revistas jurídicas.
Pior que muitos acham que motivação é a mesma coisa que fundamentação, inclusive colegas.
Um cidadão não escapa de cumprir a Lei simplesmente dizendo: “não violei a ordem jurídica, apenas fiz justiça”, “não violei a ordem jurídica, apenas fiz uma interpretação criativa”, “sou iluminado, não preciso respeitar à legalidade constitucional”.
Isso vale apenas para alguns. Logo, não existe igualdade perante a Lei.
Na realidade histórica, nazismo e stalinismo tinham em comum o fato de serem dois regimes totalitários governados por genocidas. O Pacto entre Hitler e Stálin é só mais uma amostra de que eram farinha do mesmo saco, apesar de governarem sistemas político-econômico-sociais tão diversos (Alemanha capitalista e URSS "socialista real"). Quem assistiu a "A Queda" certamente lembra do célebre chilique, no qual Hitler se lamentou de não ter feito como Stálin, que mandara matar todos os oficiais acima da patente de major, algo assim, salvo engano quanto algum detalhe. Mas esse totalitarismo comum não fazem o nazismo = stalinismo e muito menos igual ao comunismo, com a devida vênia. Na realidade histórica, o principal fermento do nazismo foi sua oposição violenta aos partidários da revolução comunista numa época de graves crises econômicas, sociais e políticas que incutiam nas forças conservadoras receio de revolução como a russa de 1917. Então, não dá pra igualar nazismo/stalinismo e muito menos comunismo.
Eu só quero saber o que são os "valores jurídicos abstratos" que passou a constar na LINDB desde o dia 25/04/2018.
Já que estamos o tempo todo debatendo interpretação aqui na CONJUR, falemos mais sobre obra bastante citada aqui.
1984 criticou o totalitarismo em geral e suas estratégias de atuação política, não dirigindo sua crítica especificamente ao nazismo ou ao stalinismo. No próprio livro é expressamente dito que o regime da Oceania não é o nazismo ou o stalinismo, superando ambos.
1984 é uma crítica às estratégias de tendência totalitária de manutenção do poder.
Permite questões como: "Até que ponto não vivemos hoje a sociedade retratada em 1984?"; "As estratégias ali representadas de manutenção do poder pelo poder não nos governam?"; "Quando os EUA bombardearam recentemente a Síria não repetiram uma das principais estratégias do Governo da Oceania para manter seu povo iludido?"; "Aliás, a guerra permanente de 1984 não existe hoje? Vivemos algum ano sem guerra desde o fim da 2ª Guerra?"; "Se temos tecnologia e meios de produção para alimentar e dar vida de qualidade a todos os humanos com sobras, por que temos que trabalhar tanto ainda e cercados pela fome, tal como os funcionários da Oceania?"; "Quando o juiz lê uma disposição constitucional clara e lhe dá outro significado, não está praticando "blackwhite"?
Agradeço as considerações de todos os demais comentadores.
Aquinas (Estudante de Direito). Parabéns está cumprindo seu papel de PS1 do meu Comentário.
Advogados criminalistas (se autoproclamam) detentores do conhecimento penal estudem Democracia de Consenso, estudem o que é Tribunal Constitucional, e aprendam: em 11 - 6 é maioria e 5 minoria.
O próximo integrante do STF, claro, com a aposentadoria do Ministro Celso de Mello, dependerá, como se faz atualmente, da indicação do presidente da república. É só aguardar a vacância e esperar que o presidente que estiver no comando, naquele momento, o indique para tal, dispensando, por ora, a preocupação em escrever artigos que agradem o gilmar mendes, como, em vários julgamentos, fez referência ao nobre articulista.
O próximo integrante do STF, claro, com a aposentadoria do Ministro Celso de Mello, dependerá, como se faz atualmente, da indicação do presidente da república. É só aguardar a vacância e esperar que o presidente que estiver no comando, naquele momento, o indique para tal, dispensando, por ora, a preocupação em escrever artigos que agradem o gilmar mendes, como, em vários julgamentos, fez referência ao nobre articulista.
Constituição Federal garante:
- Livre iniciativa (art. 1º, IV, e art. 170, caput);
- Livre concorrência (art. 170, inciso IV);
- Propriedade privada (art. 5º, inciso XXII, e art. 170, inciso II);
- Liberdade para o exercício de qualquer trabalho (art. 5º, inciso XIII);
- Liberdade para o livre exercício de qualquer atividade econômica (parágrafo único, art. 170);
- Liberdade democrática de pensamento (art. 5º, IV), igualdade (art. 5º), sufrágio universal (art. 14);
- Estado não é mais agente econômico, salvo exceções justificáveis impostas pelo Constituinte (art. 173);
- Programas de governo, em geral, procuram promover apenas uma inclusão social capitalista, ou seja, o objetivo é a pessoa ter emprego, uma profissão para ingressar no mercado;
- Ideologia (ou compreensão histórica) no sentido de ser a dignidade alcançada apenas pelo trabalho (em conformidade com o art. 1º, IV, e art. 170, caput, da CF "valorização do trabalho humano");
- Etc.
Se existem comunistas, então eles não são os que querem o cumprimento da Constituição Federal, que é uma antítese de comunismo.
Uma identidade forçada (os valores do moralista de plantão), descumprimento da Constituição Federal, isso sim nada tem a ver com democracia, a meu ver.
1) Seja como o articulista.
Ahahahahahahhaahaha
Professor, é sério que o povo posta no Facebook que venceu a discussão?
Por favor, mande o link.
Não sou assíduo da coluna, já fui!
Em mais de 95% dos meus comentários acompanhei o seu pensamento, suas posturas críticas.
No entanto, tenho feito críticas nas minhas últimas intervenções, eu e outros.
E hoje é com surpresa que me deparo com a deselegância do conteudo da coluna com aqueles que prestigiam esse espaço, e que alguns, mesmo não lendo a integralidade dos textos, expõem seus pensamentos de maneira pública e mal educada.
Ao que parece, o articulista não trata bem a crítica, a oposição às suas ideias, mesmo sabendo da importante relevância da critica numa sociedade que quer ser democrática.
Que pena, a admiração que lhe tenho agora esbarra na arrogância desse texto.
A sociedade é constituída de mentes brilhantes como a sua, mas, também de pessoas menos privilegiadas, e essas, de acordo com os princípios constitucionais, agora tão discutidos em face da prisão do meliante, devem ser contempladas igualmente!
Rui Barbosa dizia, é de conhecimento comum, que a pior ditadura é a da justiça.
Não acredito que seja só ela, existem outras que lhe fazem justa e merecida companhia, e uma delas é a soberba!
Com todo o respeito...
Me explique.
Mais vale o que o senhor , ou mesmo um filme (me refiro ao filme A Queda) falam de Hitler, do que ele mesmo pensava/falava?
O senhor leu Mein Kampf?
O senhor não viu os discursos dele, totalmente anticapitalistas, no YOUTUBE e em vários documentários à respeito da Segunda Guerra?
O senhor está, exatamente, fazendo o CQD do que acontece no Brasil de hoje.
Os fatos nada valem.
A realidade nada vale.
O que vale é a narrativa ou as convicções de A ou B.
O resto que se lixe.
Repito.
Não há...nada...absolutamente nada, que identifique a Alemanha Nazista com o capitalismo, seja liberal ou conservador.
Nada.
Muito bom ler o seu comentário! É sentimento de desabafo de alguns (ou muitos!) dos leitores contemplados pela coluna de 26/04/2018.
Dá raiva, mesmo! Quantos de nós lutamos, e apesar de razões irrefutáveis a decisão foi desfavorável ao nosso constituinte? Faz parte do cotidiano dos pobres mortais.
É.... com os escalões superiores não era assim! Bastava um Jurista, um renomado advogado ou uma ex-autoridade com OAB para que tudo estivesse a contento nos tribunais.
Agora não deu muito certo... Por enquanto, talvez!... As coisas não mudaram, apenas há maior vigilância social.
Pareceres de renomados Juristas não foram suficientes. Advogados "de carreira", ex-Ministros e advogados de ocasião, ex-Promotores e advogados de ocasião - e tantas ex-autoridades advogados de ocasião! - não impediram uma, duas, três, quatro, cinco decisões desfavoráveis a UM ESPECÍFICO interesse defendido nos autos de um processo e também perante a comunidade jurídica.
Que tal fornecerem pareceres às Defensorias Públicas, às advocacias sociais para tratar de questões gerais? No futuro, quando uma tese (o Direito!) estiver sedimentado na base esta circunstância aproveitará aos interesses isolados e individuais de quem esteja no topo da pirâmide. O contrário nunca ocorreu, nem ocorrerá!
Não leia comentários (leiam apenas esse meu meta-comentário). felizes.
Simples.
Sejam
Infelizmente, no meio jurídico existem muitos néscios, sandeus e narcisos.
Infelizmente, no meio jurídico existem muitos néscios, sandeus e narcisos.
Muitas vezes os narcisos são piores que os néscios, e abaixo dos sandeus.
Muitas vezes os narcisos são piores que os néscios, e abaixo dos sandeus.
A nova alteração da Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro exigirá das autoridades em todas as esferas administrativa e judicial a omissão em proferir decisões com valores jurídicos abstratos sem ter em consideração os efeitos práticos da decisão.
Evitará a aplicação do pensamento do intelectual, preocupado com questões abstratas, em atrito com a dura realidade enfrentada pelo povo, que ocasiona abalo da Democracia.
A nova alteração da Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro exigirá das autoridades em todas as esferas administrativa e judicial a omissão em proferir decisões com valores jurídicos abstratos sem ter em consideração os efeitos práticos da decisão.
Evitará a aplicação do pensamento do intelectual, preocupado com questões abstratas, em atrito com a dura realidade enfrentada pelo povo, que ocasiona abalo da Democracia.
Citação: “Ao que parece, o articulista não trata bem a crítica, a oposição às suas ideias, mesmo sabendo da importante relevância da critica numa sociedade que quer ser democrática”. (Antonio Carlos Kersting Roque (Professor Universitário - Administrativa)).
Há, nos textos do Streck (livros e colunas), desconhecimento do que se critica? Há uma rejeição antecipada? Ou, ao contrário, há uma “impugnação específica”?
Conhecer bem o objeto da crítica, e impugná-la especificamente, é o maior respeito que se pode ter.
O outro lado é a simulação de contraditório, a fuga do diálogo, a prevalência da própria vontade (mesmo que incoerente, entre outros problemas).
Se a simulação de contraditório e abuso de poder ocorrer em tom carinhoso (para disfarçar), continua sendo simulação de contraditório e abuso de poder.
Não há divergência quando o sujeito nem consegue interpretar o texto. Quando a revoada não posta copypasta, posta isca de baixa qualidade.
Por tanto que sejam variados os comentários. Sempre fico com a impressão que em todos, existem períodos, orações que ensejam a aceitação como uma verdade. Existem os que criticam o colunista, os que criticam as críticas ao articulista, o articulista que critica as críticas recebidas. Enfim, onde está a verdade pois? Jesus respondeu a todas as perguntas que Pôncio Pilatos lhe fizera. Só não respondeu uma, quando lhe foi perguntado: - " O que é a verdade pois?" Desencanem, o sofismo conduz nossos egos por enquanto. Vale até citar: - " física quântica" de tempos em tempos.
Aceitemos as críticas que veem para aperfeiçoar o pensamento.
Aceitemos as críticas que veem para aperfeiçoar o pensamento.
Ornitólogo (Administrador), sua justificativa para aquele comentário autoritário foi arrogante, escapista e "de baixa qualidade".
Parabéns Professor. Magnifica aula de como ser Cool em tempos de exceção. Show!!!
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