Apontado em relatório do Conselho de Controle de Atividade Financeira (Coaf) como tendo movimentado em um ano R$ 1,3 milhão, valor considerado incompatível com sua renda, Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL), afirma que é apenas “um cara de negócios”.
“Eu faço dinheiro, compro, revendo, sempre fui assim, gosto muito de comprar carro de seguradora. Essa movimentação financeira veio de revenda de carros”, disse nesta quarta-feira (26/12) à jornalista Débora Bergamasco, do Jornal do SBT.
Queiroz foi convocado pela Justiça para prestar depoimento duas vezes, mas não compareceu.
Na entrevista ao SBT, a primeira após a divulgação das movimentações financeiras atípicas, ele disse que tem uma renda mensal de R$ 23 mil. “Ganhava R$ 10 mil no gabinete com mais R$ 10 mil da PM. Essas movimentações são negócios antigos e a origem deste dinheiro só vai ser detalhada ao MP”, afirma o policial militar aposentado.
O advogado de Queiroz, Paulo Klein, diz que as denúncias não fazem sentido. O ex-assessor de Flávio Bolsonaro também negou que tenha repassado parte do salário ao senador. “Lá não se fala em dinheiro. Toda hora bate alguém no gabinete e é proibido falar. Acho é uma covardia rotular isso ao senador, não sou laranja, sou trabalhador.”
Pagamento de dívida
No começo de dezembro, Jair Bolsonaro disse que o depósito do ex-assessor do filho na conta de sua mulher, Michelle, era pagamento de parte de uma dívida de R$ 40 mil com o próprio presidente eleito.
De acordo com ele, Queiroz utilizou a conta da futura primeira-dama para receber o dinheiro "por questão de mobilidade". Bolsonaro também alegou que tem pouco tempo para ir ao banco em razão da rotina de trabalho. Nove assessores e ex-assessores de Flávio Bolsonaro repassaram dinheiro para o motorista.
A revelação abre um flanco de desgaste do presidente eleito no Congresso Nacional antes mesmo de sua posse, uma vez que o episódio tira a força de Flávio Bolsonaro na sua estreia no Senado Federal em 1º de fevereiro, e acarreta implicações diretas nas articulações para a eleição do novo presidente da Casa.

Se Queiroz fosse do PT, o que aconteceria? Já sei: condução coercitiva, execração pública, milhares de manchetes de jornais, entrevista coletiva dos membros da Lava Jato, declarações indignadas de Dallagnol, Sérgio Moro e João Dória (possível candidato a vice na chapa de Moro a presidente: ou vice-versa), comentários infinitos dos jornalistas da Globonews, especialmente de Merval Pereira (porta voz oficial dos Marinho).
A explicação do Senhor Fabrício Queiroz é um acinte, um deboche, um soco no cara da sociedade brasileira.
Ao invés de esclarecer a questão de forma a tornar o futuro presidente um cidadão acima de qualquer suspeita, somente alimentou as suspeitas.
Alegar negociações paralelas ao cargo ocupado foi uma desculpa das mais falaciosas já vistas na história da nossa já falecida "democracia".
Justificar a movimentação suspeita, comprovadamente, suspeita, com a venda de veículos é ridículo, pelo simples fato de que um vendedor de automóveis atuando sem regularidade, jamais faturaria tal quantia de dinheiro em apenas um ano.
Além disso, o comércio é proibido aos servidores públicos, mesmo os ocupantes de cargo em comissão, ou cabos eleitorais, o que torna crime tal conduta.
Mas deixemos de lado essas firulas legalistas e nos fixemos no valor em si, que depois da explicação fornecida por essa figura tão ímpar.
O que fica patente no presente caso é que houve uma movimentação muito suspeita, com apropriação de dinheiro público pelo motorista(??) Querioz, em percentuais que chegam em certos casos a 99% do valor que deveria ir para os demais assessores.
Seja da forma que for o que ficou claro é que o futuro presidente e sua família estão sob os holofotes e tentam se esgueirar, para não prestarem esclarecimentos.
Depois dessa farsa a conclusão a que se chega de forma indubitável é que a família está envolvida em um caso escandaloso de corrupção, comprometendo a imagem do futuro presidente.
E juntamente com o predidente temos o comprometimento do Juiz Moro, tão ciente de suas obrigações quando os amigos não estavam envolvidos, mas tão condescendente quando os amigos estão enrolados.
Como diz o ditado popular: Não existe mais virgens no puteiro.
Lamentavel.
Cadê os comprovantes de compra e venda? Mostrou? Por grandes coincidências vendia nas datas de pagamentos dos funcionários .rs
Havia uma boa expectativa no ar, com a eleição do novo presidente, apesar de uma campanha atípica, sem que o candidato apresentasse sequer um Plano de Governo. Mas essa impressão foi se desfazendo rapidamente à medida em que os nomes de seu ministério iam sendo anunciados, com exceção do ex-Juiz Sérgio Moro, nome de respeito e competência.
As medidas anunciadas pelo eleito nos aproximam a passos largos do descalabro: rompimento com os árabes, que nos dão um “superávit” de 7 bilhões de dólares ao ano, ameaças aos parceiros do Mercosul, com outra perda de receita considerável, atos contra o combate ao aquecimento global, um Ministro da Fazenda que, enquadrado como um “Chicago Boy”, está mais para Al Capone do que para Milton Fridman e por aí vai.
Os pronunciamentos do escolhido para as Relações Exteriores são patéticos e descabidos, isolando-nos ainda mais do contexto mundial.
Os militares no Ministério, outra aberração. Generais são instruídos e preparados para a Guerra, o que irão fazer em cargos chaves de governo? Estaria o eleito pensando em abrir alguma confrontação com algum País vizinho?
Como se sabe, a direita, cuja especialidade é retirar direitos sociais, odeia povo e o proprio País, imitando a posição assinalada por Grouxo Marx, quando dizia que não tinha o menor respeito por um clube que o aceitava como sócio.
A opinião pública já entendeu o que fazia na assessoria do deputado Flávio Bolsonaro o Sr. Fabrício Queiroz. O silêncio, o adiamento das explicações, as manobras, a dissimulação dizem tudo. Espera-se que a polícia e o MPE ajam com a rapidez que o caso recomenda. E que entre na ordem do dia a eliminação de assessoria parlamentar.
Ou seja, estamos vivendo um cenário de fim do mundo.
Que Deus tenha piedade nós! Oremos, irmãos!
Os últimos governos é que foram de uma excelência invulgar. Relacionamentos com países de esquerda, financiamentos internacionais obtusos, escândalos de toda ordem, desemprego em massa, criminalidade em alta, etc ...
os profissionais do direito deveriam aproveitar um ambiente especializado para debater o viés jurídico dos fatos. comentários flagrantes de preferência política deveriam ser direcionados a espaços próprios. o caso em debate é clássico. o envolvido não prestou qualquer esclarecimento, ludibriou o mp, dando preferência a canal de mídia favorável, e abusou da nossa inteligência. só não sei quem se saiu pior: o entrevistado ou a entrevistadora, esta que praticou péssimo jornalismo.
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