Barroso determina transferência de travestis para prisão compatível

O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal, determinou que duas travestis colocadas hoje em celas masculinas sejam transferidas em estabelecimento prisional compatível com a orientação sexual. Ambas estão presas desde dezembro de 2016 na Penitenciária de Presidente Prudente (SP).

Fellipe Sampaio /SCO/STF

O ministro Barroso baseou dua decisão em resoluções que garantem o direito de travestis em São Paulo e no Brasil. 

Uma delas, condenada a seis anos de prisão por extorsão mediante restrição da liberdade da vítima, dizia estar dividindo o mesmo espaço com 31 homens, “sofrendo todo o tipo de influências psicológicas e corporais”.

O pedido de Habeas Corpus tentou derrubar decisão contrária do Superior Tribunal de Justiça, pedindo ainda para a ré aguardar em liberdade o julgamento de recurso no Tribunal de Justiça de São Paulo ou cumprir a pena em regime mais brando.

O seguimento do pedido foi negado pelo relator por razões processuais, por substituir recurso ordinário e porque alguns pontos não foram discutidos nas instâncias anteriores.

No entanto, o ministro concedeu a ordem de ofício para que ela seja colocada em estabelecimento prisional compatível com sua orientação sexual. Também estendeu a decisão à outra travesti condenada no mesmo processo.

Resoluções garantistas 
Barroso citou a Resolução Conjunta 1 do Conselho Nacional de Combate à Discriminação, que trata do acolhimento de pessoas LGBT em privação de liberdade no Brasil e estabelece, entre outros direitos, que a pessoa travesti ou transexual deve ser chamada pelo seu nome social, contar com espaços de vivência específicos, usar roupas femininas ou masculinas, conforme o gênero, e manter os cabelos compridos e demais características de acordo com sua identidade de gênero. A resolução também garante o direito à visita íntima.

O ministro também citou a Resolução 11 da Secretaria da Administração Penitenciário do Estado de São Paulo, que dispõe sobre a atenção a travestis e transexuais no âmbito do sistema penitenciário paulista. Com informações da Assessoria de Imprensa do STF. 

HC 152.491

Pedro R. Gama disse:
20 de fevereiro de 2018 às 11:10

Apenas uma observação. No primeiro parágrafo, não se trata de uma questão de "orientação sexual", mas sim de identidade de gênero. São expressões de sentidos bem distintos.

Eududu disse:
20 de fevereiro de 2018 às 20:49

Primeiro, eu nem sabia que existia esse conselho de combate à discriminação. Mais uma teta criada pelo governo petista (Dec. 7.388/10) para vagabundo mamar e fingir que trabalha.

Essa doença de ficar categorizando pessoas, dividindo-as em comunidades e minorias, arruinou o país mais do que qualquer outra coisa. Estamos todos na beira do caos, mas o governo e a mídia esquerdista aponta que a solução para nossos problemas é doutrinar o povão sobre “minorias”, opressão e preconceito. Se algum dia houve no país o alegado ódio e violência contra gays, índios, negros, mulheres e etc que insistem em dizer que existe (e de forma sistêmica e ordenada) nos teríamos tido uma guerra civil há muito tempo. Éramos todos iguais... até que o PT criou o direito do negro, direito da mulher, direito dos LGBT, direito do índio... ou seja, instituiu de modo oficial no Brasil o racismo e a discriminação de toda espécie. Uma das últimas invenções é a banca de concurso que julga se o candidato é negro ou não. E essa é a agenda de temas que estamos há anos discutindo enquanto o país está acabando como Estado e nação!

Não estou insensível à situação do sujeito LGBT no sistema prisional. Mas, a verdade nua e crua é que ninguém deveria sofrer violência ou constrangimento no cárcere, sob os cuidados do Estado. Ninguém, seja gay, hétero, zoófilo, celibatário, o que for. Mas para o Estado é mais fácil fingir a questão é a discriminação LGBT do que admitir a assumir a culpa pela falência do sistema prisional. Só falta alguém propor a construção de presídios específicos para cada orientação sexual.

Vamos pensar e falar sério, gente. Combater a discriminação assim é um engodo. Estão roubando o país e nossa liberdade enquanto nos contam estorinhas.

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