Abstract: O que está por trás da Escola Sem Partido? Será o Papa o Anticristo? Desvelando os segredos! A Coluna hoje parece programa do National Geographic!
Serei duro e incisivo, porque necessário. Escrevi uma coluna (aqui) sobre Escola Sem Partido (não vale ler esta sem ler a anterior), projeto esse que foi classificado como “ridículo” pela Folha de S.Paulo (ler editorial que chama o projeto de Escola Sem Sentido) e inconstitucional e censor pela Procuradoria-Geral da República. Nenhum pesquisador importante (devem ser todos esquerdopatas…) escreveu uma linha, até hoje, a favor desse projeto, cujo substitutivo do deputado-cantor Flavinho não tem precedente no mundo civilizado. Outro projeto é o do deputado-pastor Erivelton Santana, querendo legislar sobre o que o professor pode ou não pode lecionar. Glória a Deuxxx! Até a revista Veja (antro de esquerdopatas)[1] fez uma matéria com o título Meia-Volta Volver. Vale a pena ler a página 75. (Alerta: se você ler a coluna no modo smartphone, não verá a nota de rodapé!)
Do projeto em si (falo da ESP – Escola Sem Partido), já falei na coluna. Desnecessário que me repita nesse aspecto. Volto ao assunto, agora, face ao inusitado manifesto (“nota técnica” [sic]) firmado por mais de 200 membros do Ministério Público, no qual “denunciam” as assim denominadas “imposições ideológicas” em salas de aula. Dizem os membros do MP:
“Os estudantes são lesados quando professores militantes e ativistas se aproveitam de sua audiência cativa para tentar transformá-los em réplicas ideológicas de si mesmos; quando são cooptados e usados como massa de manobra a serviço dos interesses de sindicatos, movimentos e partidos; quando são ridicularizados, estigmatizados e perseguidos por possuírem ou expressarem crenças ou convicções religiosas, morais, políticas e partidárias diferentes das dos professores; quando estes lhes sonegam ou distorcem informações importantes para sua formação intelectual e para o conhecimento da verdade; quando o tempo precioso do aprendizado é desperdiçado com a pregação ideológica e a propaganda político-partidária mais ou menos disfarçada.”
Nada ideológica a nota do MP, pois não? Pois é. De todo modo, antes de mais nada, perguntaria: e os cidadãos não são lesados toda a vez em que membros ativistas do MP se aproveitam de sua audiência e de seu poder para tentar transformá-los em réplicas ideológicas de si mesmos? Por exemplo, quando membros do MP dizem que Ferrajoli é uma construção do marxismo (aqui) e acusam advogados de “bandidólatras” [sic] (aqui), não estão sendo militantes? E no caso da nota, não estão militando?
No ponto, quais seriam as verdades importantes sonegadas? A de que a Terra é plana? Ou de que o criacionismo é uma verdade científica? A de que “direitos humanos só para humanos direitos” [sic]? A “verdade” de que os escravos africanos já eram escravos lá e, portanto, a coisa não foi assim tão drástica, como já falaram certas autoridades (e alguns comentaristas do ConJur, essa nova categoria de letrados)? De que modo uma lei pode, a não ser por censura, regular ou regulamentar o conteúdo didático? Os professores serão filmados? Se sim, na Escola Militar, o aluno poderá filmar o professor também?
Ora, o Supremo Tribunal já colocou uma pá de cal, à unanimidade, sobre liberdade de expressão — deixando muito claro o papel do ensino e da Universidade — quando do julgamento da ADPF 458. Vale a pena ler o voto do ministro Gilmar Mendes, citando fatos históricos da Alemanha pré-nazista. (“A presença da polícia nas universidades traz memórias extremamente tristes na história mundial. Basta lembrar a grande queima de livros realizadas em diversas cidades da Alemanha em 1933 em perseguição a autores que se opunham ao regime nazista”, disse Gilmar.)
Qual é a parte da decisão que os membros do MP que assinam a nota não entenderam? Mais ainda: a chefe do MPU, Raquel Dodge, tem firme posição contra esse tipo de projeto. Para a PGR, é enganoso dizer — entre outras coisas — que há uma “ideologia de gênero”. “‘Ideologia’ serve como palavra-disfarce. Com esse ente nebuloso, a lei pretende vedar qualquer abordagem de temas ligados à sexualidade […] e ignorar quaisquer realidades distintas do marco heteronormativo” (aqui). Bom, se a PGR tem razão, os signatários da nota não têm. Tertius non datur. Entre a Dra. Raquel e os signatários, fico com ela.
Mais: Somente neste ano, as cúpulas dos tribunais de ao menos cinco estados (SP, RJ, MG, SE e AM) suspenderam leis municipais que proibiam menção a gênero. E sugiro que os membros do MP signatários da nota conversem com o colega de SP, Gustavo Roberto Costa, acossado por gente da Escola Sem Partido. É só pesquisar.
Sigo com a nota-manifesto:
“As famílias são lesadas quando a autoridade moral dos pais é solapada por professores que se julgam no direito de dizer aos filhos dos outros o que é certo e o que é errado em matéria de moral. (…)”.
Poderia discutir aqui o conceito de moral e falar sobre filosofia moral. Mas deixemos para lá. A vingar a nota, dou uma sugestão: se parcela dos brasileiros quer “proteger” os filhos da “doutrinação” [sic], por que não fazer um projeto para censurar a internet, na qual os filhos dos brasileiros ficam pendurados o dia inteiro, cujo conteúdo (de acesso ridiculamente fácil pelo YouTube, por exemplo) é bem mais deletério que qualquer ensinamento de um “professor doutrinador” (sic)? Fake news são piores que qualquer sala de aula, por pior que seja a aula. Aliás, um dos deputados adeptos da tese da Escola sem Partido tem um “belo” pojeto (leia-se sem “r” mesmo) tramitando na Câmara para proibir pornografia e quejandos nas plataformas por aí, para impedir… a masturbação.[2] Um “pojeto” antinonanista. Bom, censura começa assim e acaba em totalitarismo. Engraçado é que os “liberais” [sic] brasileiros são liberais em algumas coisas… em outras coisas “such as”, vejamos, costumes, respeito às ideias contrárias… aí são intransigentes.
Ao final, os signatários da nota técnica asseguram que o projeto ESP é constitucional e compatível com o Estado Democrático de Direito. Pois bem. De minha parte, com meus mais de 60 livros escritos e mais de 400 artigos científicos,[3] e como ex-procurador de Justiça do mesmo Ministério Público, no qual trabalhei por 28 anos (tendo ganhado várias condecorações), afirmo o contrário — e nisso estou acompanhado da cúpula do MPF — e acrescento, ironicamente: o porteiro do Supremo Tribunal dá liminar contra esse tipo projeto. Simples assim. Ou fecharemos as escolas.
Há outra “solução”: deixemos tudo para o homeschooling. Só que, para descontentamento dos adeptos da ESP, o hommeschooling foi declarado inconstitucional (vejam o voto do ministro Gilmar que se sustenta em parte de minha teoria da decisão; falei sobre o RE aqui, para o Observatório). Parece haver uma conspiração contra a ESP e congêneres… ou talvez, de fato, nada do que pregam tem amparo constitucional.
Pelo jeito, a Suprema Corte não acredita muito na capacidade de os pais fazerem melhor que os professores classificados como “doutrinadores”. Tudo está a indicar que o STF acredita mais na Escola e na Universidade.
Um registro: Faltava a longa e detalhada nota dos 243 membros do MP citar Fernando Holiday (autor da famosa tese de que a Ku Klux Klan era de esquerda) ou recomendar vídeos do MBL. Aliás: sei de lugares em que alguns pais foram à escola pedir para que fosse passado um vídeo do MBL. Isso sim é que é “não-política”! São os PCP (Pais Com Partido)!
Ademais, acho melhor que os diversos setores da Escola Sem Partido se entendam (afinal, Flavinho é católico, e Erivelton, o outro deputado, é neopentecostal), porque há um bizarro vídeo patrocinado por Edir Macedo no qual se apresenta “prova” que o Anticristo é… o Papa. Esse é o nível da coisa. As novelas da Record, “neutralmente”, colocam as personagens que “lembram” o catolicismo de forma a associá-los com “falsos profetas do Apocalipse”. Uau. Seria bom se os religiosos defensores da ESP — e no Congresso parcela expressiva o é — se entendessem acerca do é que permitido ensinar. Ah, lembrei: o projeto Flavinho (artigo 7º) excepciona as escolas confessionais. Nelas, cada uma ensina as suas crenças. Então tudo fica bem.
A situação na qual chegamos é muito grave. Um comentarista da ConJur (nickname “Mauricio 1975”) é o protótipo do defensor da ESP. Na sua ingênua maldade e ignorância, o gajo apenas reproduz o que se diz por aí. Leiam (e vejam o que tenho de aguentar todas as semanas[4]):
“Lógico que não se trata de impedir o professor de ministrar a ciência, não se trata de atar mãos. Mas vejamos o caso da escravidão de africanos. Normalmente a ‘ciência’ em que se baseia o professor Streck ‘esquece’ de contar, por exemplo, que os escravos já eram escravos antes dos europeus os comprarem. Fato histórico, mas parece que não interessa muito à narrativa. Trata-se sim de impedir os abusos que são sim cometidos por muitos professores em sala de aula e não são poucos os relatos que ouço, inclusive de familiares”.
Sim, Mauricio 1975 (deve ter 43 anos de idade), você tem razão: faz diferença os escravos já terem sido escravos… Está justificada a escravidão! Binguíssimo! Este tipo de ridiculogia está ganhando proporções incalculáveis. Isso é que é ESP!
E, para encarar de frente o problema, não podemos esquecer a Escola Com Partido Político (ECPP), como, por exemplo, a Faculdade do PRB, partido notoriamente ligado à Igreja Universal. O presidente da Fundação Republicana Brasileira afirma que o curso de ciência política “não formará militantes”. Ah, bom. Ufa. Mas, imagino que, se formar militante, esse será “militante do bem”. Claro! Glória a Deuxxxx. Adendo: que tal um projeto propondo a ISP (Igreja Sem Partido)? É ruim?
Numa palavra, como me sugeriu um leitor, também Promotor de Justiça, quem sabe façamos uma nota técnica sobre “De como membros do Ministério Publico descumprem a Constituição”.
A nota técnica critica os professores por tratarem de política em sala de aula. E a nota trata exatamente de… política. Eis o paradoxo do Cretense: todos os cretenses são mentirosos; Cassius Flavius é um cretense; como o contrário da mentira é a verdade, Cassius Flávius é um mentiroso. Como sair desse liar paradox? Cartas para a Coluna.
Ainda uma coisinha. Gosto de exercícios lógicos.[5] Se Edir Macedo fala a verdade, então o Papa é o Anticristo. Logo, indago: o deputado Flavinho, sendo católico, é comandado pelo Anticristo? Assim, sendo ele o autor do substitutivo festejado pela ESP, o projeto é da autoria de um adepto do demo (o raciocínio é lógico!). Ou então Macedo não tem razão. Consequentemente… Poxa, que confusão.[6]
Portando, ironias — necessárias — à parte, há que se parar com hipocrisias sobre esse assunto tão sério. O STF falou sério e já fulminou uma lei de Alagoas. Já fulminou a homeschooling. Falou sério e duramente, fulminando a censura às universidades. A Constituição é claríssima nesses assuntos. O que mais é necessário para, racionalmente, convencer esses setores da sociedade e da comunidade jurídico-política?
De todo modo, para mostrar que estou bem acompanhado, vai mais uma citação da PGR (que deve ser a favor da doutrinação denunciada na nota técnica — isso decorre de um raciocínio lógico, pois não?), chefe do MP:
“Educação democrática permite que o Estado defina conteúdos dos cursos de formação e objetivos do ensino, até de forma independente dos pais”.
Seria bom também que os signatários da nota lessem a Recomendação 37/2018 (aqui), da lavra do Ministério Público Federal, da Defensoria Pública da União, da Defensoria Pública da Paraíba, da Ordem dos Advogados do Brasil/PB e do Ministério Público do Trabalho, advertindo às autoridades da Paraíba para que se abstenham de qualquer ato que implique censura ou obstrução da liberdade de cátedra.
Talvez as posições da Procuradoria-Geral da República, dos tribunais estaduais, dos signatários da Recomendação acima (37/2018), sejam todas comprometidos com a ideologia de esquerda e quejandos. Sempre desconfiei dessa gente! Bom, neste último caso, o estagiário já cansou e foi embora. Levanto eu a placa: só sendo irônico e sarcástico para suportar certas coisas que se lê nestes tempos difíceis!
Post scriptum: no meio dessa discussão, fico pensando: e no Direito? E as faculdades de Direito? Vai aí uma Faculdade Sem Partido? É? Como assim, se grande parte dos alunos e “operadores” apoia teses reacionárias? Em vez de estudarem a CF, estuda(ra)m — com o apoio de considerável número de professores — coisas tipo “Constituição facilitada”, “mastigadinha” e quejandos. Direito penal em Twitter. ECA em prosa e verso. Sushi jurídico. Sinopses jurídicas sem sinapses. Afinal, concursos quiz shows são produtos de quê? Proponho, assim, um “Estudo com Olheiras”, e sem literatura facilitada. Quero ver o aluno fazer o curso sem livros facilitadores e resumos de internet. Ah, pago para ver. Proponho que estudemos uma coisa prosaica: Direito. Se estudássemos direito o Direito, não haveria essa discussão “jurídica” acerca da “constitucionalidade” [sic] da tal Escola Sem Partido. Os porteiros resolveriam.
[1] O meu estagiário levanta a placa: ele está sendo sarcástico!
[2] O estagiário levanta a placa: Ele está sendo irônico ao extremo!
[3] O estagiário levanta a placa: conferir curriculum lattes do professor!
[4] O problema não é matar dois leões por dia; o difícil é desviar das antas.
[5] O estagiário levanta a placa: o professor está usando de κινητικότητα (kinismus) da velha Grécia.
[6] Placa seguinte: Idem, ibidem!

Sobre o tema, sugiro que leiam https://avaliacaoeducacional.com/2018/11 /13/ximenes-denuncia-plagio-em-nota-tecn ica/
Prof. Streck, mais uma vez, magistral. Voz importantíssima nesses tempos obscuros.
As notas em sequência, com o estagiário levantando plaquinhas, ficaram geniais.
Prof. Lenio,
Fazendo um exercício, supondo correta a tese do comentador "Maurício 1975" de que os negros africanos já seriam escravos, e sem entrar em maiores debates morais sobre se esse fato absolveria os traficantes, pergunto se tal prática não configuraria, pelo menos, receptação!? Ou comprar um celular roubado tá de boas!?
Posso estar enganado, mas lembro de ter aprendido isso quando estagiário no MP... E sem ironia!
O que me deixa triste é um país com uma educação pífia perder tempo com essa discussão, todo professor tem o direito de se manifestar ideologicamente desde que não seja exagerado e nem partidário.
Para alguns, Deus é homem, imparcial, etéreo, e deve orientar a Escola.
Santo Deus!!!
O termo "Escola sem Partido" é péssimo.
Gera debate sobre o sexo dos anjos e só atende aos ideólogos marxistas, pois os dá uma bandeira a combater como se democratas fossem.
Ou não existem tais ideólogos?Já foram em Universidades Públicas?
O certo seria a defesa das Escolas sem Pensamento Único.
Escolas que não sigam apenas o pensamento de Marx, Gramsci , Marcuse, Lukakis e demais membros da "turma".
Que apresentem outras visões de mundo e ideológicas.
Que ensinem os alunos a pensar. A refletir. Não a serem meros replicantes de doutrinas.
A Escola do Pensamento único mata o conhecimento. De forma proposital.
Mantendo-o restrito ao grupo que quer dominar os outros através do conhecimento.
Não é acaso que o país só vem afundando em todas as provas internacionais há anos.
É método.
O que se quer é combater este método.
O resto é cortina de fumaça.
E o senhor sabe disso, Professor.
O senhor é um homem brilhante.
Brilhante.
Ajude nossos jovens. Não os deixe refém de apenas um modelo, uma construção de consciências .
Qual o contrário de escola sem partido? Escola com partido. Acho justa a discordância de certas abordagens que o ESP propõe ou, mesmo sem propor, possibilita no plano fático. Mas ignorar que nossas crianças e jovens são feitas de massa de manobra ideológica de professores que também foram massa de manobra é ignorar a realidade. Parece contraditório que Streck seja contra o decisionismo e defenda a integridade do direito, mas nas ciências e na sala de aula seja defensor do pensamento uniforme, corporativista e solipsista. Streck é contra o que ele entende ser deturpação do pensamento de Ferrajoli, mas quer que os pais aceitem tranquilamente empulhações sobre gênero, economia e geopolítica, com um pensamento bem definido e que não permite dividir a audiência cativa das salas de aula com a produção de estudiosos e cientistas em sentido contrário, mesmo quando notória a existência da divergência. Na prática, se Streck é contra, faz as mesmas críticas que o ESP faz ao que é ensinado, mas se é a favor, faz troça, reduzindo o ESP a um espantalho sobre terra plana e outras bizarrices. Parabéns, você venceu... um espantalho.
Eis alguns exemplos do que o ESP visa combater: http://www.escolasempartido.org/livros-d idaticos-categoria/457-o-que-estao-ensin ando-a-nossas-criancas-3-parte. >Quanto ao exemplo da escravidão. Ora! Ninguém defendeu o tráfico de escravos. Mas por que não é ensinado que o negros já eram escravizados antes na África muitos séculos antes do Europeu chegar? Por que não é ensinado que os negros eram comercializados por outros negros (como regra), e não capturados por brancos? Não seria relevante esta verdade histórica? Mas como ela fragiliza a narrativa de que a escravidão tinha CAUSAS racistas, não é bem vinda.
<br/
As últimas notícias, como por exemplo o abandono de milhares médicos cubanos do Brasil por conta de declarações faceiras do futuro Presidente deixam evidente que estamos vivenciando o "nova idade das trevas". O projeto ESP é apenas mais um sintoma desses tempos obscuros. Não é de admirar que o próximo passo seja a defesa da queima de livros "de esquerda". Em tempos como os atuais, é necessário ter cautela para não ser queimado na fogueira dos novos "iluminados". Resistamos. E que o professor Lenio nos sirva de farol.
Deixem de lado o mensageiro, reflitam sobre a mensagem.
Pois (um outro problema no Brasil) em grande parte dos debates se discute o ser humano que apresenta a idéia, não a idéia em si.
https://www.youtube.com/wat ch?v=qySuenfRkDk
Tinha um tal de Heidegger que "iniciou sua carreira de reitor da Universidade de Freiburg queimando livros publicamente..."(Heidegger e sua herança, de Victor Farias, É Realizações, p. 34). Bingo?
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o problema do Brasil não esta na pifia educação superior. formam-se anualmente vários bacharéis semi analfabetos. Quando vejo discussão sobre ESP, me sinto na Suécia. o problema está na base, ninguém mais faz vestibular, qualquer um passa!
Ps. Lenio é o único colunista que dá voz aos comentaristas de sua coluna.
Dr. Lenio Néscio Streck, faz toda a diferença saber que os escravos africanos já eram escravos na sua terra natal, inclusive que eram outros negros que escravizavam e vendiam para os europeus. Isso não é a mesma coisa que dizer que, então, a escravidão fica justificada. Isso amplia a perspectiva histórica e do conhecimento. No entanto, induz a determinadas conclusões e associações que não interessam a "doutrinadores de esquerda". E por qual motivo ? Porque o doutrinador "de esquerda" sempre tem por alvo desmoralizar a burguesia, principalmente os "pequenos burgueses", a maioria da classe média e operários simpatizantes desse modo de viver. Também amplia a perspectiva do que somos, através da História saber que filósofos como Sócrates, Platão e Aristóteles, cresceram e viveram numa sociedade que legalizava a escravidão e também a tortura como uma das penas para quem cometesse determinados atos ilícitos. Amplia mais ainda a nossa visão de nós mesmos, como "seres humanos", saber que, na Roma dos césares e berço do nosso venerado Direito Romano, a pena de tortura era imposta ao cidadão infrator, mas executada em um de seus escravos, a menos que fosse um delito contra Roma, um "delito político". Aí, caríssimo, o traidor de Roma entrava "na chibata". Fatos históricos dessa natureza induzem a determinadas reflexões e associações, chegando cada um à sua própria conclusão, o que sempre é combatido pelos "mestres esquerdopatas". O aluno deve chegar à conclusão que o mestre chegou depois de explicar tudo do jeito dele sem contraditório. E a conclusão a que chego é a seguinte : não evoluímos nada, existe o "direito" em abstrato e o escravo que vai sofrer a tortura por um ilícito que não cometeu.
Bem elucidativa a crítica de Olavo de Carvalho ao Escola Sem Partido. Crítica ao método, não ao mérito. ch?v=qySuenfRkDk
Vejam "Aviso ao Escola Sem Partido"
https://www.youtube.com/wat
É inevitável. Para falar sobre esse tópico, tenho que me reportar à época do regime militar, pois foi quando cursei o colégio e a faculdade. Desde a educação primária, eu tive a felicidade de aprender com magníficos professores, talvez, por essa razão, eu seja muito crítica em relação a determinados "professores". Naquela época, os professores não recebiam elevados salários, mas a maioria ganhava o suficiente para um sustento digno, de classe média, tinham seus próprios carros (nada luxuoso, mas "dava para o gasto") e se dedicavam a tornar seus alunos conscientes da necessidade de estudar e vivenciar a cultura. Isso era subjacente em todas as disciplinas, desde História até a Matemática. Havia uma "aposta" na nossa geração, de que o Brasil seria um país desenvolvido se nós estudássemos bastante. Tive excelentes professores de História, sendo o mais famoso o "Jobson". Quem assistiu às suas aulas, não esqueceu até hoje. Professoras que não foram colhidas pelos holofotes da fama, ensinaram lições para uma vida inteira. Uma delas, ensinou História Antiga, Grécia e Roma. Sempre nos ensinou que a época em que vivíamos não era melhor nem pior do que eras anteriores, apenas nos distinguíamos pelo avanço tecnológico. A outra professora inesquecível ensinou a Revolução Francesa, sendo que ela, enquanto estudante, havia feito uma viagem à França e foi a bibliotecas e pesquisou jornais da época e transmitiu suas valiosas lições. No final dos anos setenta, era uma jovem professora em torno do trinta anos de idade e se declarava "de direita", votava na "Arena" e diiza os motivos pelos quais apoiava o regime militar, sendo que deixava bem claro que cada um tinha o direito de ter sua própria opinião e opção política.
A lobotomia é uma técnica cirúrgica, que para muitos da esquerda brasileira, também deve ser declarada inconstitucional, a despeito dos benefícios médicos aos pacientes que a ela se submetem.
Pois bem, o projeto já alcançou o seu mérito, ao colocar luzes sobre um problema gravíssimo que existe nas escolas e universidades, que somente os bajuladores comunas, devem desconhecer, que é a doutrinação ideológica.
Ora, toda essa construção teórica, a pretextos de corrigir erros históricos, é usada por eles para justificar e continuar incidindo e reincidindo nos mesmos métodos, o que explica a merda atual em que se encontra o Brasil.
Resta claro, que gravar professores em sala de aula, especialmente agentes públicos, é um dever indelével de transparência e publicidade, cujo professor-servidor, tem com toda a comunidade.
O ESP pode e deve ser aprimorado, especialmente fazer incluir novas ideias e novas formas de pensamento nas escolas e nas universidades, dominada por uma camarilha que há séculos predomina nesse ambiente, e até as pedras sabem disso, pois elas são testemunhas que determinados livros não possuem tradução proposital, pois é antigo o ditado: "se você quiser, compre lá fora!"
Professores de outras disciplinas, discretamente, "caçavam" os alunos e os "enjaulavam" no "museu da cultura". Um professor de Português, no último ano do Ensino Médio, quando os alunos já se preparavam para o vestibular, dividia suas três ou quatro aulas semanais (não me recordo ao certo) em aulas de tarefas específicas para obrigar-nos a ler jornal. Num determinado dia da semana, a tarefa era encontrar em jornais e revistas palavras publicadas com erros de Português e recortá-las e colá-las no caderno. No dia da semana da aula de Redação, tínhamos que escrever sobre um tema que houvesse sido notícia no jornal durante a semana. Lembro que selecionei a notícia sobre a Primeira-Ministra da Índia, Indira Ghandi, que havia sancionado uma lei que obrigava os homens de determinada idade a fazerem vasectomia, dada a população da Índia e a pobreza de grande parte da população. E eu concordei com essa política de controle da natalidade. Nunca esquecerei o comentário do professor quando devolveu a redação corrigida, "não concordo com suas ideias, mas o Português está muito bom !". Tive um outro professor de Português que, num belo dia de verão, quando os alunos estavam conversando animadamente e em tom de voz elevado, escreveu "porisso" na lousa e disse para a turma "só se escreve 'porisso' tudo junto num único caso".Imediatamente, todos os alunos pararam de falar e olharam para o professor. Não era difícil imaginar o que se passava em suas mentes. Quem havia escrito "porisso" e foi corrigido, queria saber qual o caso correto.Quem sempre escreveu "por isso", queria saber qual a exceção. Foram dois ou três segundos e, quando o professor percebeu que toda a atenção estava voltada para ele, disse : "só se escreve 'porisso' junto quando se erra, é o único caso"
Boa tarde, professor!
Em primeiro lugar, parabéns por mais um texto excelente. Gostei muito!
Gostaria de saber se existe algum e-mail disponível para dúvidas, elogios e pedidos (mais especificamente, de recomendações bibliográficas) por parte de um aluno de Direito que pretende seguir muitos dos seus passos.
Obrigado desde já!
Abraços!
Não faço a menor ideia de onde surgiu essa "onda" da Terra plana na internet, só sei que pessoas muito inteligentes e esclarecidas "compraram essa ideia", baseadas em explanações de cientistas sobre o assunto. Aí está, a Ciência também está "dividida". Há cientistas que demonstram, cientificamente, que a Terra é plana. Há cientistas que demonstram, cientificamente, que não existe o "aquecimento global", mas aquecimento em áreas específicas e "resfriamento" em outras áreas. E o pior é que isso tudo tem vídeos na internet. Por exemplo, outro dia vi um vídeo que mostrava uma geada no deserto do Saara. Já estamos na metade de novembro e, aqui em São Paulo, continua um friozinho, não tivemos nenhum dia acima de trinta graus como costumava acontecer há uns trinta anos atrás nessa mesma época do ano. O Apocalipse há milênios fala no tal do Anticristo e, ao longo da História da Humanidade, vários indivíduos já foram acusados de ser o dito cujo. Nas primeiras entrevistas a que assisti, o Papa Francisco pareceu-me muito consciente dos problemas atuais e modesto e comprometido com a religião católica. No entanto, há vídeos na internet em que ele faz determinadas declarações em viagens pelo mundo que são, sim, estranhas para um Papa católico. Com certeza, o Papa Francisco sabe muito mais sobre o Anticristo do que todos nós juntos. Para quem segue essa religião cristã, não há com o que se preocupar. O final da "guerra apocalíptica" é bem conhecido. Quem não for cristão, é bem melhor continuar a ignorar o assunto.
De todo o material que o Dr. Lenio acrescentou ao seu artigo, a notícia da criação da Faculdade vinculada a um partido para ensinar política, direito eleitoral etc., é a mais construtiva para encerrar a questão, no âmbito da educação, Fundamental e Médio, qual seja, inserir a disciplina "Política" ou nomenclatura similar e "ir fundo" nas diferentes correntes ideológicas, seus partidos representantes, sua história e elementos básicos sobre legislação eleitoral.
Lá pelos idos de 1996-1997, a minha comadre convidou a mim e meus filhos para aproveitar a piscina de sua casa num ensolarado dia de verão. Como sua família é muito grande, ela tem muitos irmãos e sobrinhos de diferentes idades. Na época, minha filha era criança e meu filho pré-adolescente. Estavam na piscina suas sobrinhas adolescentes e algumas amiguinhas. Seus sobrinhos adolescentes estavam todos em frente ao computador, olhando a tela com muito interesse. Ela aproximou-se e viu que se tratava de um site de pornografia. Então, ela disse "qual é a de vocês ? As meninas de biquini lá na piscina e vocês todos aqui no computador para ver mulher pelada ?"
Esse é um problema mundial. Há vídeos na internet sobre pessoas ao redor do mundo que casam com bonecos, há pessoas que se separam de esposas de carne e osso para viver com bonecas, etc. Os jogos de computador que incitam à violência deveriam ser proibidos e o eventual tráfico ilícito deveria ser criminalizado, o material apreendido e destruído. Por outro lado, enquanto nada disso acontece, podemos indicar também sites e canais do youtube sobre segurança pública, artes marciais e similares. Com relação à "ideologia de gênero", é necessário conversar com os pais em cada escola, em cada ano diferente e sentir qual seria o consenso do momento para, então, decidir se e como vai ministrar aulas sobre sexualidade ou indicar bibliografia aprovada pelos pais e corpo docente sobre o assunto. O que é muito natural em São Paulo pode não ser no interior do Nordeste. E vice e versa.
Há uma guerra de narrativas em curso.
Uma narrativa se baseia no relativismo, no sentido de que não há verdade, apenas narrativas. Outra entende haver uma narrativa correta, verdadeira, mais consentânea com a ideia de Ciência.
Essa guerra tem fundamentos científicos e religiosos que remontam aos gregos, e tem significação política internacional. Um exemplo disso foi a grotesca Resolução da Unesco dizendo que o Muro das Lamentações e o Monte do Templo são sagrados apenas para os muçulmanos, ideologia combatida pela ESP, tendo sido vencida nos tribunais e nas urnas, uma vez que defendia que Ali Babá deveria ser candidato, porque vítima de golpe.
A solução passa pelo que é sugerido por Olavo de Carvalho no vídeo indicado nos comentários, sobre a necessidade de uma discussão séria no nível acadêmico, sobre a coerência das narrativas.
É preciso algo como uma doutrina oficial integral, histórica e científica, filosófica, que possa ser questionada, ou falseada, interna e externamente, e aprimorada.
No materialismo, o darwinismo possui lacunas enormes, enquanto o marxismo e o freudismo mostraram-se estruturalmente insuficientes, e falsos.
No idealismo, ou espiritualismo, em geral, e na doutrina religiosa, ainda predomina a ideia de separação entre corpos e mente, entre estado e igreja.
A fenomenologia trabalha na unidade fenomênica, mas descarta a essência humana, que transcende a finitude, negando a eternidade presente no homem, seu aspecto numinoso, individual e coletivamente.
Há verdades parciais, de certo modo, em todas essas narrativas, e para superar as diferenças é preciso passar pelo maior obstáculo existente na humanidade, o orgulho, a vanitas mundana, vício presente especialmente entre as elites intelectuais e sacerdotais.
www.holonomia.com
Tenho a nítida impressão que nossas "elites" são realmente de uma coerência muito superior aos "cumunistas". Roberto Campos falava de Brizola ser coerente em não ter nenhuma ideia nova desde 1950.
Pois acredito que nossa elite não tem nenhuma ideia nova desde 1850.
Os tempos vindouros assustam. Um verdadeiro jumento de Tróia posto para dentro das muralhas do que ainda restava do Estado Democrático de Direito, e então inevitável lembrar, é coerência das elites...
"Se os seus ministros concederem ordens de Habeas Corpus contra os meus atos, eu não sei quem amanhã lhes dará habeas corpus de que, por sua vez, necessitarão
- Floriano ameaçando os juízes do Supremo Tribunal de Justiça que estavam prestes a julgar um pedido de habeas corpus feito por Ruy Barbosa em favor de militares oposicionistas presos.
A Internet é como qualquer criação humana. Pela internet posso ir aos Proceedings of National Academy of Science of United States of America e ter acesso a um dos mais interessantes trabalhos de etologia. t/104/11/4479
http://www.pnas.org/conten
Retaliatory mafia behavior by a parasitic cowbird favors host acceptance of parasitic eggs
Igualmente posso parar em páginas de verdadeiro asno astrólogo que se diz professor e faz cabeça de gente que não sabe seu lugar com argumentos toscos tentando esculachar Dworkin, ou a sites de pseudos cientistas, não reconhecidos pela ciência oficial, e acusam teorias da conspiração da ciência oficial, a universidade no mundo seria política e autoritária, pousando de autoridades e incorrendo em crassos erros, notável como falta vergonha em usar erros experimentais crassos, déficits de instrumentos levando a erros experimentais para dos erros tentarem provar suas teorias, como terra plana.
Desde que, lá pelos meados do século XVI, a Ciência começou a confrontar a Religião, parece que ficou um abismo entre ambas a tal ponto de o indivíduo ter que ressaltar quando fala como cientista e quando fala como religioso. Diz a lenda que quando Darwin apresentou a sua "Teoria sobre a Origem das Espécies", um padre perguntou se ele descendia do macaco por parte de pai ou de mãe. Hoje em dia, a Ciência já questiona a tal evolução do macaco para o homem, inexistindo o tal "elo perdido". A Ciência, ao longo dos séculos, já nos apresentou "certezas científicas" que, mais tarde, foram derrubadas por outras "certezas científicas". Não dá para ter "fé" na Ciência. E também já foram comprovadas "fraudes científicas" intencionais. A Astrologia é um conhecimento antigo que fez parte do cotidiano de muitas civilizações com maior ou menor intensidade. Isaac Newton era um grande Astrólogo e não se sabe ao certo até que ponto seus conhecimentos astrológicos possibilitaram as suas descobertas científicas. Há muitos anos atrás, um Psiquiatra, Eduardo Mascarenhas, que mais tarde tornou-se deputado federal, aparecia num programa de televisão e falava sobre atualidades. Certa vez, ele falou sobra a moda da época, os cursos de Astrologia e o súbito interesse de muitos pelo assunto no final dos anos oitenta. Como Psiquiatra, dizia não crer nem descrer na influência dos planetas sobre o comportamento humano, mas achava muito positivo um aspecto da Astrologia : excelente meio de comunicação para as pessoas expressarem suas emoções e entenderem-nas mutuamente. Talvez devessem incluir no currículo essa disciplina.
Fico pensando. Na lista dos futuros livros proibidos poderá estar Thomas S. Kuhn, "A Estrutura das Revoluções Científicas".
Como no Brasil não temos tradição de um ensino superior de qualidade universalizado, temos apenas algumas ilhas de excelência, hoje criticadas como "ninhos de cumunistas", temos o que temos. S/As de fins lucrativos formando profissionais descartáveis, acríticos.
Durante praticamente todo o século XX era crença dominante de que não havia neurogênese em primatas adultos, tão somente apoptose. Evidências que datavam de 1912 para cá eram ignoradas, estavam fora de discussão por questões políticas, que infelizmente afetam a ciência. Não é só o totalitarismo de esquerda, o capitalismo ultra liberal é igualmente nefasto para ciência. Não importa se o interesse é ideológico ou financeiro em favor do lucro.
O que acontece? Onde há pessoas bem formadas, que são treinadas em métodos, não como papagaios de repetição (mi mi mi e vai pra Cuba são frases comuns nos papagaios de agora), não importa o paradigma, e sim o domínio do método, não apenas experimental, mas boa lógica.
Lenio Streck não precisa de defesa de outrem, se defende bem por si só.
Quando passei a atuar mais intensamente no Direito, o que não falta é chegarem a me chamar de imbecil, sem usar o termo, mas indo além. Ao que poderia responder que dessas pessoas o que eu tomaria como ofensa pessoal gravíssima é se me tecessem elogios, iria começar a me questionar onde estaria errando.
Esse escola sem partido, argumentum ad ignorantiam, o astrólogo metido a filósofo e com obsessão no proctodeo, pior que tem gente da magistratura que se sente espelhada nele, é um dos ardorosos defensores de tal falácia.
O que se quer é formar gente sem cérebro. "Crer, obedecer, combater".
De alguém que não consegue contrapor a idéia e procura se esconder sob o manto da "Ciência" (a parte distorcida que o agrada) para criar toda uma narrativa?
É exatamente por virarmos as costas ao conhecimento, ao saber, ao debate de idéias divergentes que buscam melhorias para humanidade, que o país regrediu tanto, em todos os sentidos.
A arrogância e prepotência desta gente quase engoliu a nação.
Ainda bem que não se aguentam e logo se revelam.
Como nas demonstrações matemáticas (esta matéria tão renegada por mentes tupiniquins) "Quod erat Demonstrandum" ou "Como queríamos Demonstrar" fecha o exposto.
Como deixei abaixo comentários propositadamente deselegantes... Tenho motivos de convicção de que a Venezuela é uma ditadura escancarada comandada por uma cleptocracia, e há motivos suficientes para levar Maduro a ser julgado pelo TPI. O problema é a tal da geopolítica, acirra-se o confronto Russia e China vs. EUA, Maduro toma sopros de vida, como a montagem da maior fábrica de kalashnikov fora da Russia, e conversas sobre base militar russa na Venezuela. Aí se entrarem na Venezuela os spetsnaz, nem na segunda guerra mundial e nem depois há registros de confrontos de navy seals, delta force spetsnaz. Aí se o Brasil for convencido a fazer o "trabalho sujo"... A Venezuela, ainda não chegou no totalitarismo, por falta de recursos, mas como todo projeto autoritário também deve ter sua doutrina de fundamentos iguais ao "escola sem partido", o "escola sem crítica", ou escolinha de terceiro grau para acéfalos.
Outra questão que está passando em branco. Enquanto no Brasil ficam discutindo o nazismo como de esquerda, essa já deu, e tecendo motes ao ultra liberalismo, a história é esquecida. A China está fazendo algo parecido com que Hitler fez no passado, enquanto a Europa e EUA viviam a febre especulativa do capitalismo selvagem. 18/11/14/politics/us-defense-strategy-ri sk/index.html?fbclid=IwAR2FNf-WFan0tsQg2 -FjGH3lEHPGNornjVRWQd1TX847kq2CpZb2ZazD- 68
https://edition.cnn.com/20
Criticaram o Papa Francisco quando este recomendou os jovens estudarem sobre a Segunda Guerra Mundial. a-primeira-vez-china-ultrapassou-os-eua- em-producao-cientifica/
https://hypescience.com/pel
Os custos do financiamento estudantil nos EUA estão cada vez mais absurdos, doutorandos estão morando em condições precárias, tudo pelo ultra liberalismo... O MBL tem alguma resposta?
Tomemos uma série infinita.
S1 = 2 + 4 + 8 + 16 ...
reescrevamos S1 = -1 + 1 +2 + 4 + 8 ...
Multipliquemos S1 por 2
2S1 = -2 + 2 + 4 +8 +16 ...
Tomemos 2S1 - S1= - 2 +2 - 2 +4 -4 +8 - 8....
2S1 - S1 = -2
Reductio ad absurdum. O que isso demonstra?
Infinito não é número, infinito é um conceito que não pode ser expresso em números.
Gosto da matemática, já usei o Paradoxo de Russel para desconstruir, como uma falácia inominável e insustentável, a tal da Repercussão Geral, pela demonstração de impossibilidade de uma decisão de repercussão geral abarcar todos os paradigmas sobre o tema.
Já usei de construções de indecibilidade godelianas para desconstruir argumentativamente súmula de tribunal, HC pendente de julgamento no STJ, nas instâncias ordinárias o glorioso MP passou batido de enfrentar os argumentos...
Recentemente no Hotel Hilton a Presidente da CIDH-OEA e membros da Comissão estiveram no Rio, em audiência às entidades. Em nome de uma associação de professores do Paraná, foi formalizada, sustentado oralmente e formalizado à Comissão denúncia de que em cidades do Paraná ruralistas estão ameaçando cortar as pernas de professores com serra elétrica se insistirem em lecionar o que eles não querem.
Mas enfim, há vezes que eu levo a sério as coisas, outras apenas me divirto.
Vai ter gente continuando a defender que infinito é um número muito grande e não apenas um conceito abstrato.
Dr. Lenio continua sua luta política pessoal, subvertendo a finalidade deste espaço jurídico.Curioso, que ele mesmo cansou de criticar o ensino universitário.Neste caso com razão, pois as universidades públicas estão se tornando divulgadoras do comunismo ,veja-se o exemplo da UFRJ,em que quase toda a diretoria é filiada ao PSOL.
G.W. F. HEGEL (1770-1831), ele mesmo, professor, disse que não há coletividade sem educação, porque constitui manifestação da razão que persegue a liberdade com o escopo de exercitá-la.
Para o filósofo teutônico, o homem se caracteriza pela construção de sua história, sendo responsável por seu destinto e por sua felicidade, que não se identifica com o arcabouço material. Ele atribui centralidade ao conteúdo e não aos métodos e técnicas. O conteúdo deve ser ensinado como prerrogativa necessária, porque é através da educação que o homem aprende a ser livre, dentro da comunidade, superando o egoísmo.
Parabenizo a todos que acreditam livremente que a universidade é um antro de gramcista, ou uso dos nomes Gramsci ou Paulo Freire, Marx explode no cérebrodo narcisista uma inexplicável sensação de prazer, talvez uma mistura de êxtase, endorfinas, vasopressina e oxitocina.
Imaginar que os alunos.e professores estão permeados por filososfia gramscista é de uma idiotice sem tamanho.
Mas por outro lado, gosto de jogar pelo outro lado, não posso deixar de elogiar um idiota que cita Gramsci ou mesmo Marx.
Não tenho dúvida é uma evolução cúbica da ignorância desavergonhada.
Até porque em todos os níveis os demais idiotas primatas simplesmente concordaram, simplesmente, sem qualquer base cognitiva, acreditaram que a eleição do Lula foi uma conspiração promovida por professores paupérrimos de história que inundaram a cabeça de criancinhas com a maldade dos escravagistas cristãos brancos e portugueses que foram vítimas de um mercado de escravos de negros não cristãos, iletrados, selvagens.
Então assim, quando 200 promotores são convencidos que existe uma escola com partido e que as crianças estão expostas ao risco do comunismo LGBT ( sim, essas duas palavras combinadas e sem qualquer sentidom faz com que os idiotas se sintam os maiores intelectuais entre seus pares).
O último estúpido que evoluiu ao cubo, citando Focault, Gramsci de um lado e do outro Olavo de Carvalho e Kim Kataguiri, para criticar a questão da ideologia de gênero, vestia uma bela camisa rosa, cabelo pintado, unhas feitas, ao lado de uma mulher de calça tomando cerverja. Não me contive. Eu disse, não pude deixar de notar sua bela camisa rosa, enquanto ele cerrou os olhos e continou falando sobre a ESP e o risco que as criancinhas sofrem no país...
Os haters incomodando ou citando Olavo de Carvalho.
Não adianta ficar discutindo Escola Sem Partido ou como se dará o combate à corrupção, à criminalidade etc. Bolsonaro foi democraticamente eleito Presidente da República. Simples assim!
Minha reserva de esperança e mudança pelo diálogo anda fraca - bem fraquinha, diga-se de passagem - pois me parece que o Partido dos Idiotas ocupou amplo espaço em todos os setores públicos e privados através da cooptação de um público enorme que o defende com unhas, dentes, armas, vídeos e memes. Eles têm três ferramentas de batalha e cooptação: Whats App, Facebook e Youtube.
Do outro lado - aos olhos do Partido dos Idiotas, doravante PI - temos "os outros", "os inimigos da nação e da moral": pesquisadores, professores, escritores, filósofos, poetas, sociólogos e cientistas políticos. Todos "esquerdopatas, comunistas, esquerdistas, abortistas, maconheiristas, gaysistas, lulistas, frentistas, grevistas, gritarristas, sambistas, sadomasoquistas, sindicalistas, feministas, homosapiensistas, etc, etc, (contém ironia)."
O PI sempre terá vantagem sobre todos os demais grupos e partidos, afinal, há uma lei da física, descoberta por Newton e que assim dispõe: Lei n° 0. O início de tudo. Ementa. Irrefutabilidade. Os idiotas são a a maioria e dominarão o mundo.
No entanto, apesar de saber que o PI detém ampla maioria da população, também sei que grande parte dessa maioria é guiada pelos sentidos mais primitivos. Há antropólogos corajosos que tiveram estômago suficiente para estudar a vida e o comportamento de membros do PI e que chegaram a uma conclusão: o bolso, o vil metal, é de longe o aspecto vital que mais lhes é sensível e que, portanto, é o responsável por mudanças bruscas de comportamento.
De posse dessa informação, podemos concluir que há esperança!!! Não tardará para que as relações exteriores (diplomáticas e COMERCIAIS) sejam abaladas por causa de manifestações e/ou atos provenientes do alto escalão do PI. Aguardemos!!!
Toda essa discussão, inclusive quanto à errônea decisão do STF pela inconstitucionalidade do chamado "escola em casa" pelo STF, repousa no fenômeno da transmutação ideológica ao longo do tempo.
Quando jovem eu, inconscientemente, aderi às teses da esquerda. À medida que fui adquirindo maturidade e conhecimento, fui caminhando para o centro do espectro ideológico.
Hoje, chegando a meio século de existência, tenho plena convicção de que os ideais do liberalismo econômico e da prevalência do livre arbítrio ante o intervencionismo estatal são de uma obviedade sem tamanho.
De fato, existe algo invisível no nosso sistema educacional que nos é passado, subliminarmente, e nos conduz à ideologia de esquerda sem que nos seja dada a oportunidade de sair desse poço sem saída.
Bastou que eu lesse quatro textos do instituto mises e ver outros quatro vídeos sobre liberalismo econômico para descobrir que fui vítima de uma propaganda enganosa promovida pelas instituições de ensino.
Acertou um dos comentaristas que mencionou que o errado não é a chamada escola sem gênero/partido, mas a escola do pensamento único. Esse sim, é o grande problema.
Concluindo, quem achar a resposta para o fenômeno da transmutação ideológica ao longo do tempo, "Esquerda- Centro-Direita" vai encontrar os corretos fundamentos para o posicionamento quanto à chamada "escola sem partido/gênero".
Quanto ao mérito do articulista, me posiciono contra seus fundamentos na medida em que ele se coloca favoravelmente ao julgado do STF que, na prática, proíbe o "escola em casa" e que coloca, no mesmo patamar, a labuta de um promotor de justiça ao de um professor em sala de aula.
E eis que Lenio se apresenta como o arauto da verdade, o portador do absoluto que se sobrepõe a todo perspectivismo e, como tal, natural que erga sua voz em prol da prevalência de uma visão única do mundo e que, por coincidência, corresponde à sua: a visão esquerdista. Sim, esta que domina as salas de aula e que acabou por colocar os estudantes brasileiros entre os piores do planeta (vejamos as questões da última prova do Enem – livre de viés ideológico único de esquerda, não é mesmo!?)
Incapaz de abrir ambos os olhos, Lenio enxerga apenas com o olho esquerdo, cuja visão alicerça seu mundinho encantado, consubstanciado nos tão profundos argumentos desse seu texto, que, parafraseando-o, já me fazem sentir a água pelos tornozelos.
O culto prof. Lenio, com a devida vênia, apresenta argumentos pífios e falaciosos que, também parafrasendo-o, não aguentam 15 segundos de uma filosofia séria. E não aguentam mesmo!!!
Enfim, não é sem motivo que Lenio, o homem das certezas de vidro, atemoriza-se na presença de certo martelo tudesco! (Para bom entendedor...)
Vamos criticar a posição ideológica da ESP que critica o ensino ideológico nas escolas através de um artigo...ideológico!
Tenho que ler os lamentáveis comentários do senhor Lênio a mim dirigidos, onde maldosamente diz: "O problema não é matar dois leões por dia; o difícil é desviar das antas." (SIC).
Tenta soar ridícula a recordação de que na África já havia escravidão antes dos Europeus iniciarem o seu próprio processo, e que isso jamais poderia ser usado como desculpa para a perpetuação do sistema na América, mas quanta surpresa: nenhuma sílaba a respeito da discussão que eu levantei foi escrita.
Em nenhum momento eu disse que a escravidão ocorrida na América não fosse algo deplorável, mas parece que o "professor" - não sei se está lhe faltando tempo para ler antes de começar seu predileto passatempo de ridicularização do pensamento divergente alheio, ou se é má vontade mesmo – não está interessado em ouvir argumentos contrários, conduta típica de ditadorezinhos de gabinete.
Sabe "professor", é por comentários lamentáveis assim, feitos por supostos formadores de opinião como o senhor, que a sociedade buscou outras vertentes, bem mais, digamos, sensatas, pra dizer o mínimo.
Ah, antes que eu esqueça. Não há mais nenhum interesse da minha parte em ler qualquer besteirol - mesmo que haja um fundo de razão, ainda que parcial em seus argumentos - a respeito do que escreve.
Eu, como janjão, desisto de ler essa coluna.
É muita luz e conhecimento dentro de uma pessoa só. Vamos desapropriar o farol e distribuir um pouco desta luz aos cegos.
É impressionante a autossuficiência do colunista.
Atingiu tamanho nirvana ideológico, que deixou de ser humano para ser um "parahumano", uma entidade que, suspensa no ar, acompanha tudo com o olhar atônito de quem já sabe a verdade.
Por isso, vou voltar aos meus gibis.
E para não perder o costume, 16 de novembro de 2018, comendo tapioca, longe da serra gaúcha.
Katchanga!
O projeto de lei 1.785/2007 poderia ser considerado como algo nessa direção.
Por favor, tentem conter sua surpresa pelo projeto ter sido arquivado.
Parabéns ao texto, principalmente no que se refere ao abominável projeto "Escola Sem Partido".
Não se trata de bajulação aos textos de Lênio, mas, por um despertar do censo comum e das âncoras que impedem a iluminação da consciência, de forma crítica e embasada, fruto da liberdade de expressão, conhecimento livre e público.
Não precisamos tecer inúmeras teorias para enxergarmos o óbvio e o que possibilita a dignidade humana. A história do mundo por si só demonstra o avanço da humanidade e o respeito a dignidade e desenvolvimento dos povos, quando fruto do exercício das liberdades individuais, inclusive das liberdades de expressão e intelectual. Se observarmos os ciclos históricos, constatamos que o conhecimento público e universal foi a ferramenta de inclusão e maior participação da população nos diversos setores da sociedade.
Sobre a decisão do STF na ADPF citada por Lênio, verifica-se que a corte apenas reforçou, no seu papel de guardião da Constituição, o Título II - Dos Direitos e Garantias Fundamentais e Capítulo I - DOS DIREITOS E DEVERES INDIVIDUAIS E COLETIVOS, ou seja, cláusulas pétreas insuscetíveis de abolição, conforme Art. 60, §4º, IV, da CF/88.
Sou grato ao meu caríssimo professor de história do ensino médio, Dilson Cardoso, que ao seu modo de ensino nada convencional e provocativo, incentivou-me a perscrutar os livros e conhecer as verdades e as mentiras sobre os principais fatos históricos do mundo e do Brasil. A escola e a faculdade de direito, juntamente com os professores, independentemente de suas convicções intelectuais, deram-me as ferramentas necessárias para o amadurecimento humano e senso crítico. Infeliz a criação do título "Escola Sem Partido". Absurda tal ideia.
Meu caro, você não entendeu nada. Lenio não tem qualquer pretensão de neutralidade com este artigo, e deixa isso muito claro.
Um "professor" conhecido por sua arrogância intelectual e por deturpar fatos e textos vai à Corte conversar com a Dama de Paus sobre a necessidade de anular as eleições antes do segundo turno. Sai de lá, defendendo a "infalibilidade" da urna eletrônica e quem disser o contrário é ignorante. Está alardeando aos quatro ventos que seus entendimentos são "constitucionais", eis que são "seguidos" pela Corte. Escolas sabem mais do que os pais, portanto quem educa os filhos é a escola. A Dama de Paus entregou um exemplar da Constituição para o Presidente eleito. O "professor" está mais "atacado" do que de costume (se é que é possível). Há algo de podre no Reino da Dinamarca.
Um cidadão acredita que havia ameaça comunista no Brasil em 1964 e em 2018; chama o golpe de 1964 de revolução ou "movimento"; acredita que o nazismo era de esquerda e socialista; crê que a tortura empregada pela ditadura militar foi pouco (aliás, pergunta ele - "Que ditadura?!"); tem fé que não houve a evolução das espécies e que a Humanidade começou com Adão e Eva como personagens reais históricos;... aí seu filho ouve na escola uma outra história, construída a partir de uma ferramenta de construção de conhecimentos chamada de ciência. Daí, aquele cidadão se revolta contra os professores e as escolas, ao invés de ele mesmo voltar pra escola e recomeçar a estudar! Claro que é mais confortável atacar os professores que reconhecer a própria ignorância.
Mas esse cidadão, na verdade, é apenas um dos muitos manobrados pela corrente política de extrema direita totalitarista que está ascendendo ao poder político no Brasil e que, após ter dominado as igrejas evangélicas, agora atenta contra as escolas; daqui a pouco, procurará censurar as músicas etc. Tempos muito sombrios! Mas tudo passa e eles também passarão!
O professor de História da turma A da Escola Municipal Aqui Valetudo pensa: "Sou professor concursado, sou fascista e invoco meu direito de cátedra para definir como livro texto "A Vida e a Obra de Benito Mussolini".
Já o professor de História da turma B da mesma Escola decide: "Também sou professor, sou socialista militante e juramentado e invoco meu direito de cátedra para ensinar Gramsci aos meus alunos.
O pai de Joãozinho, social-democrata convicto, ex-deputado pelo PSD, gostaria que o filho estudasse a vida de Tancredo Neves para, quem sabe mais tarde... A mãe, como quase toda mãe, é anarquista.
Joãozinho entra na escola na turma A e consegue ser aprovado cum laudae, para gaudium maximus do mestre. Ocorre que, no ano seguinte, um rearranjo dos professores da Escola faz com que Joãozinho caia na turma daquele professor da turma B - o socialista, o qual, como todo socialista, por supuesto continua socialista, sin jamás perder la ternura. É que outro professor aposentou-se e foi substituido por um terceiro que lia Mao para seus gatos.
Professor Lênio, eu o convido a terminar a história. Assinale a afirmativa de sua preferência:
a) Joãozinho, cuca fresca, não está nem aí. É novamente aprovado cum laudae e vai tocar rock na garagem as férias inteiras;
b) Joãozinho é reprovado e vai ter que repetir História no próximo ano, sem saber, ainda, que seu primeiro professor - o fascista - reassumirá a cátedra;
c) Joãozinho surta e seus pais o metem em um tratamento de férias com um profissional com doutorado na Escola de Frankfurt (referencial em Habermas) que alguém disse ser ótimo.
d) A mãe de Joãozinho é que surta e não para mais de repetir: "Eu não disse? Eu não disse?".
e) Qualquer destes finais é possível. Quaisquer outros também.
Não sou (fui) eleitor de Bolsonaro. Mas é delicioso ver esquerdopatas (pode criticar a alcunha, professor!) sofrendo com a nova ordem política. Pessoas que pensam - e raciocinam! -, não suportam mais a esquerda brasileira. Bolsonaro acabou capitalizando esse sentimento. Paciência. Eu não queria ele presidente. Mas é muito interessante ver o que está acontecendo no país com a eleição dele.
A escola sem partido é uma idiotice. Só não vê isso quem não entende o mínimo de educação. Mas, infelizmente, o articulista usa o tema como pano de fundo. Ele não aceita (de forma genuína!) o resultado do pleito eleitoral. "Aceita" como o "democrata" que se diz ser. Hahaha! Segue o jogo.
O articulista Streck tem razão. A escola sem partido é uma aberração. Assim como são alguns comentários, como os de Rejane de Tal. Escreveu uns dez só nesta coluna. Ela parece meio destranbelhada. Alguém sabe dizer? Andei procurando algo nas redes sobre ela e vi um video (https://www.youtube.com/watch?v=xAl43eh HLwM) . Será que é ela?
Destram.
Para início de conversa, "destrambelhado" é o senhor, que escreve"destranbelhado" com "n" e depois tem que escrever outro comentário para corrigir. Eu não entendo pessoas como o senhor, que se ocultam atrás de um pseudônimo e fazem comentários desabonadores a pessoas que fazem comentários divergentes ao pensamento de Streck. O senhor não assina o seu comentário, mas foi pesquisar sobre a minha pessoa e até divulgou um link para "me expor" !? Eu não me oculto de nada, muito menos fujo a qualquer confronto. Será que o senhor tem coragem de assinar o seu comentário ?
P.S. - Fiz oito comentários a essa coluna sobre cada tópico levantado por Streck.
Para o pensador húngaro, Istvan Mészáros, a educação é um processo de internalização pelos indivíduos, decorrente da legitimidade da posição no quadro social, juntamente com suas "expectativas 'adequadas' e as formas de conduta 'certas', mais ou menos explicitamente estipuladas nesse terreno" (Educação para Além do Capital, Editora Boitempo, 2005,p. 44).
A internalização não é um processo de dominação ideológica. Trata-se de um elemento da própria educação, submetida a interesses superiores do sistema econômico.
Nova ideologia: os alunos são incapazes de ler bons livros, refletir, dialogar com professores, compreender e interpretar. Como todos sabem, os alunos são seguidores cegos.
Para salvá-los, precisam de vídeos que circulam na Internet.
Muitos vídeos que circulam na internet, sejam produzidos por professores ou simples youtubers interessados em divulgar conhecimento, fazem aquilo que muitos professores não fazem : despertar o interesse sobre determinado assunto e pesquisar por conta própria. Eu já li muitos livros e está cada vez mais difícil ler livros, principalmente à noite, por causa da minha idade e da perda de acuidade visual. Ainda bem que existe a internet e a digitalização de documentos, pois graças à iluminação do computador e poder aumentar a fonte conforme a minha necessidade visual, posso ler muitos textos. Muitos vídeos tratam, digamos, sucintamente de certos temas e incluem links para as fontes, nos quais a pessoa pode aprofundar na matéria, inclusive fontes de livros (digitalizados) e sites de notícias de outros países. Há professores, como o Prof. Alexandre Bellei, que, no seu canal no youtube, traz notícias importantes, que a grande mídia simplesmente esconde de nós, com os respectivos links das fontes. Esse professor é meu ídolo. Ele "vai fundo" mesmo, literalmente. Por vezes, ele vai buscar informações na "Deep Web" e divulga em seus vídeos. Recomendo que faça uma visita a este canal. Recentemente, ele postou vídeos sobre geopolítica atual que nos afetam diretamente, inclusive para enxergar além de "aparentes" controvérsias jurídicas que, na verdade, a despeito de evidenciarem disputas ideológicas, são, na verdade, autênticos combates numa guerra híbrida. Ninguém disse que os alunos não devem ler textos, mas tudo começa com uma boa aula (ou exposição) sobre a importância de determinados temas. Caríssimo, não tome partido nesse assunto.
Rejane,
Apenas fiz um comentário jocoso, nada contra os canais do YouTube (alguns muito bons).
Não acredito que professores exerçam algum tipo de influência absoluta (um determinismo), como, aparentemente, alguns alegam. Quem estuda de verdade, trilha o seu próprio caminho, escolhe os livros que irá ler, etc., e ao ler um livro que gostamos, queremos ler as fontes daquele autor, e depois as fontes do outro, e assim sucessivamente até a morte, compreendendo de forma plural (várias leituras). Um professor pode ser marcante, quando o professor é muito bom, o aluno está aberto ao diálogo, talvez pelo contexto e pela cultura também, e, pela construção do seu ser aberto (aberto, pois o que o homem é nunca está decidido de uma vez para sempre), acaba tem afinidades teóricas com o professor.
Para quem não estuda, um professor não significa nada. Vive na época do “tudo é relativo”, “eu sei tudo” ou penso do jeito que eu quiser, sou livre para interpretar do jeito que eu quiser (mesmo sem estudar), e professor é um... (vai depender da ofensa do momento), etc., e será mais fácil ser influenciado por um youtuber, ou por quem fale coisas do senso comum, a ser influenciado por um professor estudioso de verdade.
Fato - numa escola particular de uma capital do Brasil (não vou citar nomes aqui), um fato pode ser comprovado no site do próprio colégio, conforme exposto no vídeo disponível no youtube no seguinte endereço https://www.youtube.com/watch?v=Vl_jXK39 DgY
os alunos tiveram como tarefa fazer um "Júri Simulado" da burguesia. Conforme consta do site do colégio :
Turma 202-
A burguesia é acusada da alienação da sociedade pela exploração dos meios de produção e dos trabalhadores. Consta também que a ré estimulou comportamentos competitivos, gananciosos e promoveu a desigualdade social e consumismo. É indiciada também pela degradação das relações sociais e saúde mental dos indivíduos que compõem cada sociedade onde sua atuação foi percebida.
Turma 203 -
A burguesia é acusada de criar e manter um ciclo vicioso de desigualdade social, o qual é sustentado pela posse privada dos bens de produção. Isso resulta em um desenvolvimento humano baseado em princípios burgueses, tais como o consumo desenfreado e a exploração indiscriminada tanto de recursos naturais quanto da força de trabalho, causando a liquidez das relações interpessoais e a dificuldade da ascensão social.
Turma 204 -
A burguesia é acusada de alienação da sociedade, devido à exploração do tempo e do trabalho, como incentivo ao consumo, a partir da premissa de que "tempo é dinheiro". Tendo em vista que as inovações constantemente, a busca pelo consumo desenfreado e um progresso sem fim, fez com que a sustentabilidade fosse esquecida e a felicidade acabasse se tornando um bem a ser consumido, desencadeando a falta de compaixão pelo outro e potencializando a individualidade exacerbada.
Mesmo que nada o Escola Sem Partido venha a ser aprovado, um importante objetivo já foi alcançado, que é justamente trazer o problema à discussão. O povo acordou para o que está ocorrendo e a nota do MP é só mais uma demonstração disso.
São inúmeras as evidências de que o ensino no Brasil já há muito tempo não vem sendo ministrado de forma crítica e imparcial. Pego agora mesmo um livro sobre geopolítica dos meus tempos de escola que diz que Cuba era um exemplo a ser seguido por toda a América Latina. Outros tantos livros didáticos de história que li na escola sempre dedicavam capítulos e mais capítulos para enaltecer a Revolução Russa e o comunismo e suas figuras mais importantes. E, claro, os mesmo livros demonizavam o capitalismo e os EUA. Nas universidades, nos sindicatos de professores e no movimento estudantil, simplesmente a direita não existe. E professores de todos os níveis levam sua militância política para dentro das salas de aula. Há tantos vídeos é provas a respeito que pode ser considerado fato notório.
Tudo isso, como bem definiram os comentaristas que me antecederam, vem criando a “escola do pensamento único.”
A escola do pensamento único não permite conhecer a escravidão praticada por africanos e muçulmanos, p.ex. O que importa é somente a escravidão praticada por europeus contra negros africanos e a tal “dívida histórica”. Qualquer reflexão mais ampla sobre a escravidão no mundo o aluno é logo chamado de racista ou de estar minimizando a barbaridade e etc.
(Continua...)
A escola do pensamento único não permite conhecer os crimes cometidos por “perseguidos” pelo regime militar. É praticamente proibido falar sobre os seqüestros de diplomatas (https://acervo.oglobo.globo.com/fatos-h istoricos/em-1970-sequestro-de-diplomata s-garante-liberdade-de-115-presos-politi cos-9778656), atentados a bomba e assassinatos praticados pelos que “lutaram pela democracia” (https://veja.abril.com.br/blog/reinaldo /todas-as-pessoas-mortas-por-terroristas -de-esquerda-1-os-19-assassinados-antes- do-ai-5/ e https://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/ todas-as-pessoas-mortas-por-terroristas- de-esquerda-2-muitas-de-suas-vitimas-era m-pessoas-comuns-so-tiveram-a-ma-sorte-d e-cruzar-com-esquerdista/ ).
A escola do pensamento único se nega a falar sobre o Foro de São Paulo. Adeptos da escola do pensamento único ridicularizaram Olavo de Carvalho quando, há décadas atrás, o mesmo denunciava a existência e propósitos do Foro de São Paulo. Anos depois, Lula, Dirceu e outros confessaram ao público a existência do Foro. Mas a escola do pensamento único fingiu que nada aconteceu, que o Foro não existe e continua ridicularizando Olavo de Carvalho até hoje.
Aliás, a escola do pensamento único simplesmente proíbe que se conheça a obra de Olavo de Carvalho. E o faz através de constante e exaustiva argumentação ad hominem (o que é compreensível, haja vista a pouca capacidade de seus adeptos de entender e criticar a obra de Olavo de Carvalho.) Até mesmo um filme sobre a vida e obra do Professor e Filósofo teve sua exibição suspensa em universidades por causa de manifestações violentas de estudantes (da escola do pensamento único, claro).
Enfim, o problema existe e está exposto. O povo acordou. Isso já é um bom começo. Mais uma vitória.
A escola do pensamento único não permite que as pessoas conheçam as tentativas de tomada do poder pelos comunistas ocorridas no Brasil. Ameaça comunista, para eles, é deboche.
Por isso, seus adeptos não sabem que Cuba, após a revolução, passou a exportar guerrilheiros para toda a América Latina (O chamado foquismo. Che Guevara resumiu a idéia quando disse a famosa frase sobre criar "um, dois, três, muitos Vietnãs”).
Eles não sabem que já havia focos guerrilheiros no Brasil antes de 64 instalados pelas Ligas Camponesas (com o apoio de Cuba), como o campo de treinamento de guerrilha descoberto em Dianópolis/GO em dezembro de 1961, mesmo ano em que Che Guevara foi condecorado pelo Presidente Jânio Quadros.
Não sabem que houve rebeliões militares, incitadas pelo governo de João Goulart, inclusive com mortes, como a que ocorreu em Brasília em setembro de 1963 .
Não conhecem os inúmeros editoriais de jornais da época pedindo intervenção militar para impedir a instalação de um regime comunista no Brasil, não conhecem os livros que relatam a ameaça comunista pré 64, nem as novas obras que lançam luz em tal questão, com o livro “1964 O Elo Perdido. O Brasil nos Arquivos do Serviço Secreto Comunista”, de Vladimir Petrilak.
Sobre a Intentona Comunista de 1935, então, nem se fala, simplesmente ignoram.
Livre-se do pensamento único.
Lênio, como seu admirador, quero contar-lhe um fato que me causou estupefação. Lendo o blog do procurador da república Eduardo Gonçalves, do qual gosto muito, fiquei estarrecido quando ele criticou a prova do concurso para juiz do TJ/MG, na qual havia questões dificílimas de Filosofia. O procurador, em tom de revolta, afirmou que eram desnecessárias questões como aquelas, pois elas não mediriam o conhecimento jurídico do candidato nem contribuiriam para o exercício da função. Pensei a que ponto chegamos: no fundo do poço! Por essas e outras que o Direito vem sendo corrompido e substituído pelas doutrinas mastigadas, esquematizadas, bizuradas, resumidas. Por isso nossos representantes no Judiciário, em sua maioria, têm virado as costas às questões humanísticas e tendo pouca ou nenhuma afeição à Constituição, às leis em geral e aos princípios que deveriam nortear a atuação de seus membros. Por isso vivemos em estado de anomia, de destruição de direitos, de ignorância, beligerância, intolerância. E o horizonte é cada vez mais sombrio: viveremos em eterno estado policial, autoritário, apartado do ordenamento jurídico vigente, haja vista que a nova geração de integrantes do Poder Judiciário parece ter a mesma ideia do procurador acima mencionado. Humanismo, presunção de inocência, ampla defesa, contraditório, defesa intransigente das garantias e direitos fundamentais? Que nada, isso é coisa de comunista, PTista, esquerdista comedor de criancinhas. O lema agora é: "mira na cabecinha e...fogo" ou "direitos humanos para humanos direitos" ou "não tenho provas cabais para condenar, mas a literatura jurídica me permite" ou "ele praticou crime de caixa dois, mas ele já desculpou-se". E assim se destrói o que foi construído por várias gerações! Vai dar merda!
Conjur: penso que meu comentário excluído não feria a política de comentários, pois não utilizei palavrões, não ataquei ninguém, apenas relatei um fato importante que ocorreu no concurso para juiz do TJ/MG. Se foi pela última frase, que é uma expressão bem popular, "vai dar m...", que pus no fim, desculpe-me, ok.
Diz Leandro Narloch, na Folha, sobre o ESP:
“Seria uma atitude madura se os professores de esquerda admitissem o viés ideológico na escola e apresentassem suas respostas ao Escola sem Partido.
Não me entusiasmo com o projeto de lei do Escola sem Partido. Até acredito que os alunos precisam de um marco legal contra o assédio ideológico, mas desconfio de leis como solução dos nossos problemas.
Grande parte da visão anticapitalista que professores de história e geografia difundem não seria afetada pelo projeto, pois é difícil identificá-la como propaganda política ou proselitismo. Ou seja: mesmo com a lei, o viés ideológico em sala de aula continuaria.
É a batalha de ideias, e não uma lei aprovada pelo Congresso, que vai evitar a doutrinação na escola. Nesse sentido o Escola sem Partido já realizou o grande feito de ter levado o problema à agenda pública.
Agora é a vez de a esquerda dar uma resposta consistente ao projeto de lei. Até aqui, boa parte dos professores e diretores de escolas que se opõem ao projeto têm se esquivado do debate, dando argumentos baseados em espantalhos.”
Tentativas de tomada de poder pelos comunistas no Brasil?! kkkk. Essa foi demais!
Porque uns doidinhos falavam em revolução antes de 64 e porque Che Guevara disse tal ou qual coisa, havia ameaça comunista no Brasil a ponto de justificar o Golpe de 64! É esse tipo de história que o pessoal da ESP quer obrigar os professores a contar.
A Intentona Comunista de 1935 foi o cúmulo da burrice dos militantes stalinistas que a fizeram e que apenas ajudaram Vargas a instituir o Estado Novo. Há até versões de que havia infiltrados do Governo insuflando a rebelião comunista. Parece a história do doidinho que atentou contra Bolsonaro e facilitou muito a vitória desse, livrando-o de ser atropelado nos debates.
Se outro tivesse sido o resultado das eleições, o povo da ESP diria que as eleições foram fraudadas pelos comunistas à frente do TSE, que também atentaram contra Bolsonaro e que o clamor da população por intervenção militar legitimaria um novo golpe militar em 2018 ou 2019.
Tenham dó da História e dos professores. Deixem esses heróis em paz!
Não é porque o senhor ignora ou não quer acreditar em fatos históricos devida e amplamente documentados que tais fatos deixarão de existir. O seu sentimento ou desprezo em relação aos acontecimentos não altera os fatos. Se oriente pela verdade.
“Treinamento militar de militantes do PCdoB começou em 1963. Estima-se que entre 20 e 30 militantes que formariam a espinha dorsal da guerrilha tenham viajado àquele país” https://ultimosegundo.ig.com.br/politica /2014-04-01/china-ja-treinava-guerrilhei ros-do-araguaia-um-ano-antes-do-golpe.ht ml
(...) “Jacob Gorender sobre a radicalização da esquerda na década de 1960:
“O período de 60 a 64 marca o auge da luta de classes no Brasil. Nos primeiros meses de 1964 esboçou-se uma situação pré revolucionária e o golpe direitista se definiu pelo caráter contrarrevolucionário preventivo. Houve chance de vencer, mas foi perdida. O pior é que foi perdida de maneira desmoralizante.
(...)
Em julho de 1961 desembarcaram em Cuba treze militantes das Ligas Camponesas que receberiam adestramento militar em Cuba. Entre eles, Adalto Freire da Cruz, paraibano, membro do comitê estadual do PCB em Pernambuco, designado comandante militar do grupo; Amaro Luís de Carvalho, militante do PCB e aluno do curso Stalin; Adamastor Bonilha, militante do PCB, e Joaquim Mariano da Silva, também militante do PCB.
Os treze militantes foram alojados no quartel de Manágua, 30 quilômetros ao sul de Havana. A maioria tinha feito o serviço militar obrigatório no Brasil e sabia manejar armas com desembaraço.
(...)
O plano da esquerda brasileira era que as Ligas Camponesas desatassem a guerrilha rural no Nordeste e Norte brasileiros, enquanto eclodissem simultaneamente outros movimentos revolucionários na Colômbia e na Venezuela.
(Continua)
... "Comandando uma força internacionalista, afirmam que Che Guevara pretendia estabelecer-se na Amazônia sul-americana, ligando assim as guerrilhas do Brasil, da Colômbia e da Venezuela.
Por volta de novembro de 1961, começou a ser executado um projeto político-militar das Ligas Camponesas. Francisco Julião percorria o país convidando militantes do PCB para aderirem à tese da Revolução socialista através da luta armada. O líder da revolta camponesa de Formosa (Goiás), José Porfírio de Sousa, foi convidado por Julião para ser o instrutor militar da guerrilha." /wiki/Luta_armada_de_esquerda_no_Brasil< br/>
https://pt.wikipedia.org
"No dia 4 de dezembro o jornal O Estado de S. Paulo noticiou a descoberta de desbaratamento de um campo de treinamento de guerrilha em Dianápolis, Goiás, em uma das três fazendas compradas pelo MRT de Julião." (TORRES, Raymundo Negrão. O Fascínio dos Anos de Chumbo, pág. 15)
"Em novembro de 1962, as Forças Armadas desarticularam vários campos de treinamento de guerrilheiros. No dia 27, a queda de um Boeing 707 da Varig, quando se preparava para pousar no Aeroporto Internacional de Lima, no Peru, proporcionou comprometedoras informações sobre o apoio de Cuba às Ligas Camponesas. Entre os passageiros estava o presidente do Banco Nacional de Cuba, em cujo poder, foram encontrados relatórios de Carlos Franklin Paixão de Araújo, filho do advogado comunista Afrânio Araújo, o responsável pela compra de armas para as Ligas Camponesas." (AUGUSTO, Agnaldo Del Nero. A Grande Mentira, pág.92)
Se o senhor, por algum motivo, não gostar das fontes citadas, posso recomendar outros livros e autores. Inclusive sobre a Intentona 1935, que o senhor, pelo jeito, não tem noção do que foi nem das mortes causou.
A prova para juiz do TJ/MG trouxe algumas questões difíceis de Filosofia. Foi uma grita geral. Professores de cursinhos vociferaram. Um deles disse que a prova de filosofia não mediria os conhecimentos jurídicos e não serviria para o cotidiano do trabalho?! Os concursos atuais são meros reprodutores de esquemas engessados, haja vista o uso obrigatório do Direito "esquematizado, mastigado, etc". Entendo que os tempos de hoje são sombrios, tempos nos quais juízes, procuradores e até ministros do STF e STJ não têm muita afeição à CF, pois ferem-na de morte de acordo com a conveniência do momento, casuisticamente. E o que dizer da Lava Jato e de seus líderes? Pois eles não são os maiores representantes dessa geração mastigada do Direito Pop, do Direito da "direita", dos Direitos humanos para "humanos direitos", do Direito que segrega, que elitiza, que exclui, do direito cujos meios justificam os fins, mesmo se contrariamente ao ordenamento jurídico vigente?! Penso que professores, juristas e os cidadãos devem saudar as provas que tenham um conteúdo mais humanístico, menos dogmático, pois isso forçaria o concurseiro a refletir sobre os temas jurídicos, sobre a sua futura atuação, sobre a sociedade, enfim. Quanto ao não uso da filosofia no trabalho, é a falta de um humanismo, de uma reflexão filosófica que chegamos a essa situação de anomia, cinismo, beligerância, intolerância, momento este que o Judiciário teve participação fundamental para construí-lo, com decisões parciais, com discriminação, com interferência política. Como não lembrar das conduções coercitivas ilegais e das delações fabricadas, do desprezo à defesa, das agressões aos advogados. Precisamos, sim, de mais filosofia e de mudanças nos critérios de seleção nos concursos.
O problema do (deliberado) viés ideológico existe - embora muitos ainda tentem negá-lo. Começa nos livros didáticos antes mesmo de chegar nas salas de aula das escolas. Nas universidades, ocorre já no direcionamento ideológico dos programas de cursos e nas bibliografias recomendadas (quando não, exigidas). Não, não se pede neutralidade (a falácia do espantalho é comum na coluna), pois isso seria impossível; pede-se sim a vontade de buscá-la, equilíbrio, honestidade intelectual. Pede-se, ora, que um professor atue como um professor! Esconder a divergência é forma ardilosa e odiosa de censura.
A lei poderia ser inócua, talvez mesmo inconstitucional (a ver). Mas o movimento provocado pelo ESP, a grande discussão em torno dele, já vem contribuindo para, pelo menos, externar o problema e mostrar para os cínicos que a sociedade agora está alerta.
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