O Tribunal Superior do Trabalho definiu nesta quarta-feira (3/4) a lista tríplice de candidatos para a vaga da ministra Maria de Assis Calsing. Foram escolhidos os desembargadores Wilson Fernandes, do TRT da 2ª Região, Francisco Rossal, da 4ª, e Evandro Valadão, da 1ª. A lista será enviada ao presidente Jair Bolsonaro, que indicará um deles para a vaga, para ser sabatinado pelo Senado e nomeado. Os votos no TST são secretos.

ASCS – TST
As votações revelaram um tribunal dividido, e à metade. A primeira vaga ficou com Wilson Fernandes, mas depois de empates consecutivos em 13 a 13 nos dois escrutínios. Ele foi escolhido por ser o mais antigo dos candidatos. O empate se repetiu com a vaga seguinte, quando foi escolhido Francisco Rossal. Evandro Valadão foi o único escolhido por maioria de votos.
Para quem observa os movimentos do TST, a corte está dividida entre ministros de esquerda e ministros mais ao centro ou à direita. O racha começou durante as discussões sobre a constitucionalidade da terceirização e depois se aprofundou com a reforma trabalhista.
Difícil prever o que Bolsonaro fará, de posse da lista. Mas apenas Evandro Valadão tinha o apoio do grupo da chamada direita do tribunal.

Essa questão de Direita ou Esquerda no TST, é um reflexo da polarização social.
Como já dizia Pe. Antônio Vieira, “Quem julga com o entendimento, pode julgar bem, e pode julgar mal; quem julga com a vontade, nunca pode julgar bem.”
Daí fica a pergunta: qual empresa tem coragem de se estabelecer em um país, gerando renda e empregos, quando se sabe que a o cor da toga é que define o voto?
Difícil entender isto.
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