Indulto beneficia doentes e policiais, não corruptos, diz Moro

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, saiu em defesa do indulto de Natal do presidente Jair Bolsonaro. Para Moro, o decreto não beneficia “ladrões” e “corruptos”, como os de governos anteriores.

Lucas Pricken / STJ

Sergio Moro disse que indulto de Bolsonaro é melhor do que os anteriores

O decreto determina a extinção da pena de policiais que tenham sido condenados por crimes culposos ou por excesso culposo estado de necessidade, legítima defesa e estrito cumprimento de dever legal ou exercício regular de direito.

Também receberá indulto de Natal quem tiver ficado paraplégico, tetraplégico ou cego após a prática do crime; quem tiver doença grave permanente que imponha severa limitação da atividade e exija cuidados contínuos, que não podem ser prestados na prisão; e quem for doente terminal.

“Em substituição aos generosos indultos salva-ladrões ou salva-corruptos dos anos anteriores, o governo do presidente Jair Bolsonaro concedeu indulto humanitário a presos com doenças terminais e indulto específico a policiais condenados por crimes NÃO INTENCIONAIS”, disse Moro no Twitter.

O ministro da Justiça rebateu a crítica de que o indulto estimula a impunidade e a violência policial. “O indulto aos policiais só abrange crimes relacionados ao trabalho policial e não abrange crimes dolosos ou seja praticados com a intenção de cometer o crime. Também foram excluídos dos benefícios, de um ou outro indulto, os crimes mais graves, como hediondos ou corrupção”.

O ex-juiz ainda declarou que “há uma linha clara e cristalina entre o indulto ora concedido e os dos governos anteriores”.

Mas não respondeu às críticas de quem conhece a Constituição e vê ilegalidade na medida que privilegia apenas uma categoria profissional por ferir o princípio da igualdade. Nem comentou as declarações do chefe, Jair Bolsonaro, que, no ano passado, antes de tomar posse, tinha prometido acabar com o indulto de Natal.

Sérgio Rodas

é editor da revista Consultor Jurídico no Rio de Janeiro.

Paulo H. disse:
24 de dezembro de 2019 às 20:51

Depois de tantos anos com indultos vergonhosos, liberando o que temos de pior na sociedade (corruptos no pacote, claro), finalmente um indulto criterioso, equilibrado, verdadeiramente humanitário. E claro, absolutamente constitucional.

Paulo H. disse:
24 de dezembro de 2019 às 21:05

... a CONJUR não está esquecendo de nada?

Olá repórteres antenadíssimos e responsáveis da CONJUR, onde está a notícia da eleição de Sérgio Moro, pelo Financial Times, como uma das 50 pessoas que definiram a última década no mundo?

O JR disse:
25 de dezembro de 2019 às 10:17

Vêm aí mais balas perdidas - por susto, surpresa ou medo dos policiais - matando crianças na periferia...impunemente!
Viva o Brasil (ou os USA) de salário mínimo de mil reais e multa criminal de seis milhões de reais!
Vão chamar o Trump ou basta o DJO?

O JR disse:
25 de dezembro de 2019 às 10:20

DOJ

AC-RJ disse:
26 de dezembro de 2019 às 13:09

Seria interessante que o articulista escrevesse sem raiva, de forma isenta e profissional. Os dois últimos parágrafos parecem um desabafo pessoal de alguém revoltado.

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