A rádio BandNews FM foi condenada a pagar R$ 100 mil de indenização por danos morais a um delegado da Polícia Federal que atua na operação "lava jato" por causa de comentários do então colunista Reinaldo Azevedo. O comentarista disse que o delegado Milton Fornazari Junior é petista por causa de um comentário no Facebook.

Reinaldo disse que Fornazari tinha sido advogado do sindicato dos bancário e era membro da ala "petizada" da PF, o que não é verdade, conforme decisão do juiz Eduardo Tobias de Aguiar Moeller, da 2ª Vara Cível de São Paulo.
O motivo da fala de Reinaldo Azevedo foi um post de Fornazari, no dia da prisão do ex-presidente Lula, no Facebook: "Agora é hora de serem investigados, processados e presos os outros líderes de viés ideológico diverso, que se beneficiaram dos mesmos esquemas ilícitos que sempre existiram no Brasil (Temer, Alckmin, Aécio etc)".
Fornazari foi à Justiça pedir danos morais, alegando que nunca foi advogado do sindicato e não tem nenhuma ligação com o PT.
Na sentença, o juiz concordou com a tese do delegado, de que a rádio deveria ter alguma prova do que Reinaldo falara. "Na circunstância em que se deu a crítica jornalística, houve, de fato, abalo à imagem do autor perante os colegas de profissão e perante toda a sociedade", afirma o juiz, na decisão. "Vincular o autor falsamente a determinada ideologia política, pouco importando qual seja, implicava dizer que sua atuação funcional era parcial e indigna de confiança."
A defesa do delegado foi feita pelo advogado Ricardo Fadul, do Rosner Fadul Sociedade de Advogados.
Clique aqui para ler a decisão

"Há pouco menos que vinte anos, Duda Mendonça, o mais importante profissional de comunicação eleitoral brasileiro, propôs uma formulação simples para a discussão das identidades políticas no País: “No Brasil, em cada três pessoas, uma é petista, a segunda é antipetista e a terceira é neutra, não sendo nem uma coisa, nem outra”. .br/?/Editoria/Politica/Petismo-e-antipe tismo-no-Brasil-atual/4/43601).
Em outubro passado, nas vésperas da eleição que Bolsonaro venceria, uma pesquisa do instituto Vox Populi perguntou aos entrevistados como se sentiam em relação ao PT. Uma proporção de 10% respondeu que “detestava o PT” e outros 19% disseram que “não gostavam do PT, mas não chegavam a odiá-lo”. Do outro lado, 8% afirmaram que “eram petistas” e 21% que “gostavam do PT, mas não se sentiam petistas”. Entre os restantes, 38% disseram que “não gostavam, nem desgostavam do PT” e 2% não responderam. As primeiras cinco opções de resposta foram lidas aos entrevistados.
De acordo com esses resultados e definidos nesses termos, “antipetismo” (a soma das duas primeiras respostas) e “petismo” (a soma das duas seguintes) teriam o mesmo tamanho”: 29% do eleitorado. A “neutralidade” não seria muito diferente: 38%. Como se vê, números muito semelhantes aos de vinte anos atrás.
Entre o Brasil em que Duda Mendonça pensava e o do ano passado, as diferenças são muito grandes. No início dos anos 2000, Lula se preparava para disputar a quarta eleição presidencial, em meio ao fracasso popular do segundo governo de Fernando Henrique Cardoso. Venceu aquela eleição e se tornou o mais bem avaliado presidente na história do País. Venceu também a seguinte e estabeleceu as bases para as duas vitórias de Dilma Rousseff
(https://www.cartamaior.com
"Há pouco menos que vinte anos, Duda Mendonça, o mais importante profissional de comunicação eleitoral brasileiro, propôs uma formulação simples para a discussão das identidades políticas no País: “No Brasil, em cada três pessoas, uma é petista, a segunda é antipetista e a terceira é neutra, não sendo nem uma coisa, nem outra”. .br/?/Editoria/Politica/Petismo-e-antipe tismo-no-Brasil-atual/4/43601).
Em outubro passado, nas vésperas da eleição que Bolsonaro venceria, uma pesquisa do instituto Vox Populi perguntou aos entrevistados como se sentiam em relação ao PT. Uma proporção de 10% respondeu que “detestava o PT” e outros 19% disseram que “não gostavam do PT, mas não chegavam a odiá-lo”. Do outro lado, 8% afirmaram que “eram petistas” e 21% que “gostavam do PT, mas não se sentiam petistas”. Entre os restantes, 38% disseram que “não gostavam, nem desgostavam do PT” e 2% não responderam. As primeiras cinco opções de resposta foram lidas aos entrevistados.
De acordo com esses resultados e definidos nesses termos, “antipetismo” (a soma das duas primeiras respostas) e “petismo” (a soma das duas seguintes) teriam o mesmo tamanho”: 29% do eleitorado. A “neutralidade” não seria muito diferente: 38%. Como se vê, números muito semelhantes aos de vinte anos atrás.
Entre o Brasil em que Duda Mendonça pensava e o do ano passado, as diferenças são muito grandes. No início dos anos 2000, Lula se preparava para disputar a quarta eleição presidencial, em meio ao fracasso popular do segundo governo de Fernando Henrique Cardoso. Venceu aquela eleição e se tornou o mais bem avaliado presidente na história do País. Venceu também a seguinte e estabeleceu as bases para as duas vitórias de Dilma Rousseff
(https://www.cartamaior.com
O valor da indenização parece alto demais para padrões brasileiros, embora, convenhamos, ser chamado de petista é humilhante. É como ser chamado de descerebrado, néscio, cabeça-de-bagre, cabeçudo, cabeção, zumbi, idiota útil e por aí vai...
A fala do jornalista foi esta: "(...) que Fornazari tinha sido advogado do sindicato dos bancário e era membro da ala 'petizada' da PF".
Pois bem. Não vislumbro, dentro dos limites da liberdade de pensamento, o dever de indenizar. Não houve ofensa, mas mero aborrecimento.
E ainda que tenha havido ofensa, R$ 100.000,00 é um valor exorbitante. No máximo, 10% do valor arbitrado.
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