Judiciário custa caro, mas é quase de graça para população pobre

A Constituição de 1988 trouxe um pacto social a um custo econômico, mas conseguiu arbitrar um país extremamente complexo dando sua Justiça universal.

"Muitos falam do custo da Justiça no Brasil. "Ah, o Judiciário no Brasil é muito caro." Mas é de graça. Vamos e venhamos, todo mundo que já teve acesso à Justiça sabe que os custos são mínimos. Vai comparar com o Reino Unido, vai comparar com os Estados Unidos?", questionou o presidente do Supremo Tribunal Federal e presidente do Conselho Nacional de Justiça, Dias Toffoli.

No quarto vídeo da série da entrevista exclusiva dada em visita à TV ConJur, o ministro disse que, em países mais desenvolvidos, muitos não vão à Justiça porque não têm dinheiro para pagar.

"Nós temos uma estrutura de Defensoria Pública, que é quem melhor lê o Judiciário, porque o faz pelo mais pobre (…) Isso tem um preço. E a sociedade tem que saber que esse é um preço digno para a gente manter uma sociedade com 210 milhões de habitantes, com diferenças sociais entre as pessoas, econômicas entre as regiões do país, e harmonizar todo esse universo. Isso não é fácil."

Clique aqui e leia a íntegra da entrevista, e veja o vídeo abaixo:

Silvanio D.de Abreu disse:
19 de fevereiro de 2020 às 14:47

Quando se divide o custo do judiciário para 210 milhões é uma coisa; agora quando se divide este custo somente para aqueles que o usam e somado a isto a morosidade, a burocratização, a ineficiência e sobretudo a prepotência de alguns de seus membros, ai sim, é uma fortuna para quem paga. Valha me Deus mas é melhor escutar isto do que ser surdo !!!!!

Glaucio Manoel de Lima Barbosa disse:
19 de fevereiro de 2020 às 15:31

Para quem nunca esteve no dia a dia do foro e não sabe nem preencher uma custa toda desculpa serve. Um Processo de R$ 805.000,00 o cidadão paga quase R$ 10.000,00 de custas uma justiça não pode ser considerada "quase de graça para população".

Marcia Pereira da Silva disse:
19 de fevereiro de 2020 às 16:18

Esse senhor não me representa, jamais. A justiça é quase gratuita para os pobres porque a grande maioria paga alto por eles. Nobre Glaucio, isso é o resultado da absoluta ausência de prática forense. Quem tem padrinho não morre pagão e consegue permanecer no alto escalão.

Marcia Pereira da Silva disse:
19 de fevereiro de 2020 às 16:18

Esse senhor não me representa, jamais. A justiça é quase gratuita para os pobres porque a grande maioria paga alto por eles. Nobre Glaucio, isso é o resultado da absoluta ausência de prática forense. Quem tem padrinho não morre pagão e consegue permanecer no alto escalão.

Marcos Alves Pintar disse:
19 de fevereiro de 2020 às 19:56

Como ocorre de praxe no Brasil, o ministro Dias Toffoli afronta a dignidade do cidadão comum brasileiro com expressões notoriamente ofensivas. Ao contrário do que diz o ministro, aliás um grande especialista em consumir largos recursos públicos com viagens e outras questões pessoais, tanto quem litiga quanto quem não litiga é quem paga com tributos a monstruosa carga tributária para bancar os custos astronômicos do Judiciário pátrio. Aliás, diga-se de passagem, as estatísticas existentes são muito claras em demonstrar o alto custo do Judiciário brasileiro, aliado à completa ineficiência, atrasos, parcialidade, e tantos outros problemas que afetam diretamente a vida do brasileiro. Quando o cidadão brasileiro põe os pés em um fórum, pela primeira vez, por qualquer motivo, ele já pagou milhares de reais para sustentar essa máquina monstruosa, sendo certo que as custas processuais, existentes aos milhares, são um bis in idem, cobradas de forma afrontosa.

Marcos Alves Pintar disse:
19 de fevereiro de 2020 às 20:01

Por outro lado, fico imaginando um ministro de tribunal superior nos EUA, na Alemanha, no Japão, ou em qualquer país minimamente civilizado lançar uma afronta dessa magnitude em face ao cidadão que paga seus vencimentos. Nesse caso, o envolvido não perderia o cargo, mas seria tratado como louco e aposentado por invalidez. Aqui, as expressões ofensivas são apenas mais um arroto de orgulho e vaidade, que sequer ganha o grande noticiário tantas são as afrontas diária praticadas pelos agentes públicos de dentro de suas redomas de vidro custeadas com dinheiro público.

Não abuse das boas pessoas disse:
20 de fevereiro de 2020 às 12:26

Estou com 2 (dois) processos tramitando. 1 contra o estado da Bahia e outro contra o município. Já fazem-se meses que estou aguardando a defensoria pública juntar as procurações.

daniel disse:
22 de fevereiro de 2020 às 16:49

isso prova como o STF não sabe nada sobre a realidade processual e social. Vivem no oásis e bajulados por advogados de elite. A Justiça Gratuita no Brasil precisa ser reformulada para ter critérios objetivos , e seria um direito em vez de favor judicial. E ao final quem for vencido deve provar que não consegue pagar as custas.

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